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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
WikiCrimes em Italiano
Essa semana uma nova versão de WikiCrimes totalmente traduzida para o italiano está no ar. Trata-se de uma gentil contribuição de Mauro Ferri, um usuário de WikICrimes que mora em Firmini e que se dispôs a realizar toda a tradução. Mauro está divulgando o projeto na Itália inclusive com a Polícia local. Esse texto é uma boa oportunidade de agradecê-lo e dizer o quanto fico feliz que o trabalho colaborativo no projeto esteja indo além do registro de crimes. Veja abaixo uma foto do site em Italiano.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Mapas Colaborativos
Estive um pouco distante dos temas de tecnologia. Vou voltar a falar do assunto ao fazer novamente referência a um dos maiores exemplos de participação colaborativa na web, além de Wikipédia. Eu já tinha mencionado a iniciativa da Tom Tom, em que usuários de navegadores com GPS podiam atualizar mapas sempre que tivessem a oportunidade. Pois bem, até hoje já foram realizadas mais de 5 milhões de correções de mapas pelos usuários. Se quiser saber mais, acesse o site do projeto mapshare. Aliás, não é só a Tom Tom que está propondo atualizações colaborativas de mapas. Vi na revista Info outro exemplo. O consórcio OpenStreetMap foi criada há 4 anos na Inglaterra com um objetivo similar ao da Tom Tom: atualizar um mapa-múndi colaborativamente. Mais de 75 mil pessoas do mundo todo já contribuíram com dados. Em Hamburgo, na Alemanha, 300 voluntários mapearam 99,8% da cidade e criaram um livro e um website sobre como viabilizar projetos no OpenStreetMap. O grande diferencial do OpenStreetMap para seus similares como o Google Maps e o Yahoo Maps é que abriu espaço para que cidades um tanto ignoradas por esses serviços, como Bagdá, ganhassem informações mais completas.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
História Urbana
Felizmente, muito se tem falado atualmente sobre a necessidade de uma política de ocupação do solo e de ordenamento do espaço urbano em Fortaleza que vem sofrendo há anos com essa carência. Infelizmente as ações públicas e da iniciativa privada demonstram uma enorme miopia para um aspecto que considero essencial: o respeito à história urbana. Estamos sempre derrubando prédios e construindo tudo de novo (de preferência arranha-céus em estilo “moderno” envidraçado). Em minha última viagem a Portugal tive a oportunidade de presenciar uma obra de engenharia civil que exemplifica o tratamento por eles dado a essa questão. A foto abaixo ilustra o que quero descrever. Veja que a fachada da obra é a de um prédio velho, mas que deverá ser mantido. Dentro há um enorme espaço oco, indicando que a obra vai ser de reforma total. Exceto na fachada. Não é a toa que as cidades européias mantêm um estilo próprio e representativo de suas ricas histórias. Lisboa, em particular, é um exemplo que deveríamos seguir. Vejam que temos, aqui mesmo em Fortaleza, exemplos de como vale a pena conservar e restaurar nossos prédios, como o caso dos prédios da Secretaria da Fazenda do Estado e alguns outros nos arredores da Praia de Iracema, mas eles não parecem ser suficientes para a formulação de políticas públicas mais incisivas. Lamentável.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Regulamentação da Profissão de Informática
O primeiro tema que emergiu nos debates, por email, do Conselho de Leitores do Jornal O Povo acabou sendo mais atual para mim do que poderia pensar. Discutiu-se a questão da regulamentação da profissão de jornalista e pude ver logo, logo que era uma questão semelhante a que estamos vendo em várias outras profissões. Em particular, o debate sobre a regulamentação da profissão de informático (até o nome é difícil de definir), que não é regulamentada, acontece há mais de 25 anos. Tema polêmico e que, como tudo o que ocorre na Informática, pela rapidez das mudanças que caracteriza a área, merece reavaliação constante. Dito isso, devo dizer que minha opinião ainda não mudou do que defendo há alguns anos. Compartilho a posição da Sociedade Brasileira de Computação de que não é salutar uma regulamentação que dê reserva de mercado aos formados em Informática. Sei que isso pode parecer um tiro no pé, para um professor que tem demonstrado tanta preocupação com a significativa redução da procura de alunos pelos cursos de Informática. Será que esse não seria uma das razões? Talvez. Mas não acredito que uma visão meramente corporativa deva ser a melhor forma de abordar a questão. Acredito que em uma área em que a multidisciplinaridade é inata, nada pode substituir a liberdade de todos poderem contribuir. Um dos argumentos mais fortes pró-regulamentação é de que ela é necessária para proteger a sociedade, pois determinadas profissões podem causar danos sociais, principalmente os que levam à exposição de vidas humanas. Nestes casos, justifica-se a submissão dos profissionais às regras de órgãos fiscalizadores. Quando esses riscos não são evidentes e a sociedade tem outros mecanismos para sua proteção, como acredito ser o caso da Informática, o melhor é deixar prevalecer a liberdade. O controle social deve ser feito pelo produto ou serviço a ser prestado. Meus alunos poderiam perguntar: mas é justo, professor, passar quatro anos estudando (e há ainda aqueles que fazem mestrado por mais dois anos) e competir com outros profissionais que não tiveram a formação adequada? Bem, se um aluno de informática não conseguir, por sua habilidade, ser melhor do que outros que não fizeram o curso, das duas uma. Ou ele não era tão bom profissional assim e nesse caso a sociedade lucra em não privilegiá-lo, ou o contratante não zela pela qualidade do que estará a produzir e nesse caso o mercado irá avaliá-lo (o dano nesse caso será mais ao contratante). Mas como proteger o contratante? Sabemos que esse não é motivo de preocupação, pois diferentemente de um médico ou de um advogado, o mais comum é que as pessoas físicas contratem o software pronto ou o serviço a ser prestado. Nesse caso existem inúmeros mecanismos para proteger o contratante. Até o direito do consumidor pode ser evocado aqui. O mais típico é quando as contratantes são as Empresas e elas são bem espertinhas para saber o que contratar não? Senão, não estariam vivas no mercado competitivo! Embora compreenda a pressão das entidades que representam os profissionais, desculpem, mas ainda não vejo justificativas para reservas de mercado.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Amy Winehouse
Escutar a música de Winehouse é um prazer e ao mesmo tempo é surpreendente. Seu estilo é próprio e difícil de ser classificado. Em seu DVD gravado em Londres tem de tudo. Um pouco de Jazz, de Reggae, de Rock e até de Bossa Nova. A voz inconfundível e seu estilo extravagante completam a mistura. Pena que ela tenha recebido mais atenção da mídia por sua vida pessoal plena de drogas e deboches. Aliás, não posso dizer que é só a mídia tradicional com seus paparazzi que exploram a vida dela. A Internet nessa hora é um veículo cruel, pois consegue registrar momentos que poderiam cair no esquecimento. Há uma enormidade de vídeos com cenas dela cheirando cocaína, embriagada, dizendo palavrões nos shows. Ou seja, lembrando o tempo todo como Amy é. Será que ela passa por essa fase e se sustenta em pé? Enquanto não sabemos a resposta, vamos escutar músicas no estilo Amy Winhouse na rádio personalizada ao lado e descobrir que tipo de classificação Lastfm vai fazer. Abaixo ela canta “Rehab”: tudo a ver ...
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Conselho de Leitores do O Povo
Tive a grata satisfação de ser convidado a participar do Conselho de Leitores do Jornal O Povo. O convite é particularmente gratificante porque as indicações são referendadas pelos editores e repórteres do Jornal e soube que meu nome foi muito bem acolhido. Minha posse, juntamente com outros 14 conselheiros, ocorreu nessa quarta-feira pela manhã. Uma cerimônia muito distinta e que teve dois momentos marcantes: a posse da ombudsman(que a rigor seria ombudswoman) Rita Faheina e o discurso da Presidente Luciana Dummar. A posse de Rita foi precedida da leitura de textos belos e emotivos que descrevem sua personalidade e história no jornalismo. O discurso de Luciana, não menos emotivo, foi marcante pelo fato de ser o primeiro depois do falecimento de seu pai Demócrito Dummar a quem a mesma prestou homenagens e lembrou com carinho. A composição do conselho está em uma matéria do Jornal que pode ser acessada aqui. Para mim, de especial alegria, foi o encontro que tive com o juiz e agora presidente do Fórum Autran Nunes, Judicael Sudário, meu professor há quase trinta anos atrás no Colégio Santa Cecília. Emocionei-me ao receber seus cumprimentos e ao escutar dizê-lo que se lembrava de mim (ainda quando não tinha Vasco no nome!) e acompanhava minha trajetória profissional. Sei, como professor, que nem sempre é fácil lembrar o nome de todos os alunos que temos e tivemos. Senti-me lisonjeado e acima de tudo com uma sensação (egocentrista é verdade) de que não estou passando desapercebido por esse mundo. E o melhor, é que está sendo de forma positiva.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Gaming The Vote: Eleições Podem Sempre Ser Justas?
Gaming the Vote de William Poundstone é um livro que recomendo fortemente. Acabei de lê-lo, aliás, ele é o tipo de livro que se devora com rapidez. Poundstone é um físico formado no MIT e que há mais de vinte anos atrás decidiu escrever livros de não ficção. A biografia de Carl Sagan é um exemplo de um desses livros. Dois outros livros seus The Recursive Universe e Labirynths of Reason foram nomeados ao Pulitzer. Em Gaming The Vote, Poundstone advoga que o sistema de voto majoritário e plural quando se tem mais de dois candidatos é o mais injusto possível. O mais interessante é que seus argumentos são suportados por uma série de estudos que começaram no iluminismo e chegaram ao ápice com o “teorema da impossibilidade” do economista Kenneth Arrow, Nobel de Economia em 1972. Arrow provou que é impossível estabelecer matematicamente um sistema de votação perfeitamente justo. No livro pode-se ter uma noção da história do voto nesses últimos anos com exemplos surpreendentes e divertidos. As falhas no sistema de votação americano permitiram, por exemplo, que os eleitores do Estado da Louisiana nos EUA tivessem que escolher entre um político corrupto e um ex-dirigente da Ku Klux Khan para o Governo. Acho que muitos de nós, brasileiros, já passamos por situações parecidas: ter que escolher entre os dois piores. Pois bem, nada de reduzir nossa estima como eleitores, o sistema é inerentemente defeituoso. A falha no sistema plural, de uma forma simples, pode ser entendida em um caso em que se tem três candidatos sendo que dois deles compartilham idéias e um acaba por prejudicar o outro. Dessa forma o terceiro candidato, que pode nem ser o mais querido, ganha. Poundstone argumenta que isso ocorre com uma probabilidade de 11%. Será que não há algo melhor? Ele acredita que sim e aqui é que a coisa começa a ficar mais interessante. A grande novidade que Poundstone traz a tona é de que o teorema da impossibilidade não vale para eleições onde se fornece um score para cada candidato ao invés de somente colocá-los em uma ordem. Esse tipo de votação já é muito popular na web, onde os internautas estão sempre dando estrelas para vídeos, livros, textos, etc. Os argumentos de Poundstone são muito bem elaborados (pelo menos para um não expert como eu). Se eles vão prevalecer e levar a uma mudança na forma como os representantes são escolhidos nas grandes democracias é uma incógnita. Dada nossa história recente de inovação com o uso do voto eletrônico, estaríamos mais adaptados à mudanças como a proposta por Poundstone? Quem tiver interesse em saber mais, acesse a lista ao lado de livros que recomendo. Ela já está com Gaming The Vote.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Entrevistas com Homens Públicos Tem Que Ser Hard Talk
Acompanhei recentemente duas entrevistas dadas pelo Governado Cid Gomes em programas televisivos, um da TV Diário outro da TV OPovo. Surpreendeu-me a passividade dos jornalistas entrevistadores. As entrevistas acabam por se tornar um espaço de propaganda de ações realizadas ou para externar a opinião do homem público. Raramente as respostas dadas geraram alguma réplica que o levasse a uma argumentação mais detalhada e consistente. Senti limitações dos entrevistadores em relação ao domínio dos dados e problemas da administração pública o que os impediu de realizar questões mais aprofundadas. Acho valiosíssimo que as autoridades venham a público se posicionar frente ao eleitorado, mas da forma como foi feito, deixou um gostinho de quero mais. Abaixo publico uma das entrevistas mais extraordinárias que já assisti. Fernando Henrique Cardoso frente a frente com o jornalista britânico da BBC Stephen Sackur no programa Hard Talk (Conversa Dura). Esse programa é conhecido por suas entrevistas pontiagudas em que o repórter se esmera em realizar perguntas capciosas. É um exemplo de uma imprensa questionadora, mas não posso deixar de mencionar que serve também de exemplo do espírito democrático e da habilidade retórica do ex-presidente. Para entender o contexto, percebam que essa entrevista foi dada em Julho de 2007 no momento em que mensalão e outras crises políticas estavam nos noticiários nacionais.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Retrospectiva 2008 – Parte III
Nessa terceira e última parte da retrospectiva gostaria de mencionar os textos em que contei a Saga da TIM. As desventuras que tive que passar por causa de uma simples (tentativa) de adquirir um modem para transmissão móvel de dados por celular são de fazer rir (para não chorar!). Inovação tecnológica e em especial inovação na área de tecnologia da informação foi assunto recorrente durante esse ano. Minha participação na Câmara Setorial de Tecnologia da Informação foi preponderante para que viesse a refletir sobre os conceitos, problemas e desafios na área. Uma menção especial deve-se a promulgação da Lei Cearense de Inovação. Em Outubro, fiz uma excelente viagem a bela Lisboa para apresentação de um artigo no IBERAMIA. Foi minha terceira viagem a Europa em um ano (acostumei-me a perder malas na TAP!). Na mesma época comecei a me reunir por email e skype com colegas europeus e norte-americanos que faziam parte da Dhalem Koferenzen. Foi um de meus maiores desafios como pesquisador e as discussões em Berlim no final do ano, quando fiquei hospedado na Harnack Haus, preencheram todas as minhas expectativas. Para finalizar, vale a pena relembrar que a festa do ciço manteve a qualidade de meus antecessores. Feliz 2009!
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Retrospectiva 2008 – Parte II
Depois de Abril WikiCrimes teve mais (re)conhecimento e diversos outros textos no blog foram dedicados ao projeto. Passei a ocupar espaços em discussões sobre inovação e um desses espaços mais marcantes aconteceu quando fui ao espaço Gafanhoto em São Paulo. A convite de Cazé, quem descobri ser empreendedor na web, fui palestrar sobre WikiCrimes e debater sobre inovação. No entanto, três textos que escrevi sobre políticas públicas foram disparados os mais visitados no blog ano passado. Meu texto mais lido em 2008 foi o que teci considerações críticas à lei seca. Foram mais de 650 pessoas que acessaram o texto. Vale a pena dar uma lida de novo e principalmente nos comentários. O debate foi bem rico e mesmo divertido. Depois de 6 meses de sua aplicação dá para ter uma idéia se a lei foi esquecida ou não. Aliás, o Jornal O Povo ainda essa semana trouxe em sua primeira página a mensagem de que a lei seca tinha cansado. Não menos polêmico e também muito acessado foi o texto que escrevi sobre patrimonialismo. O texto foi escrito num momento em que imagem de alguns representantes políticos cearenses estava desgastada. Por fim, expus minha posição radicalmente contrária ao fato de Governos financiarem times de futebol. Esse tema também foi visitado recentemente pelos jornais quando do acesso do Barueri, que é financiado pela Prefeitura do Município, à primeira divisão do futebol brasileiro. Por falar em esporte, o assunto ainda teve repercussão com três textos em que comento sobre a final lendária de Boston e Lakers, o campeonato de veteranos de basket e as carências do esporte amador. A tríade Moral, Valores e Lei me levou a refletir não somente quanto a lei seca mas sobre ações públicas tomamos e outras que poderíamos tomar. A Segurança Pública foi tema de novo quando escrevi sobre a Polícia que mata e sobre o Ronda Quarteirão. O texto em que transcrevo trechos da música Bohemian Rhapsody do Queen teve a intenção de me explicar aos que poderiam pensar que falar de crimes com tanta freqüência me deixaria incólume aos desastres urbano que vivemos. Continua...
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Retrospectiva 2008 – Parte I
Mais um ano se passou. Esse blog já começa a ter uma história. São mais de dois anos desde o momento em que decidi iniciá-lo. Ano passado fiz uma retrospectiva do que tinha escrito em 2007. Ao lê-la (foi escrita em três partes e você pode acessá-la aqui, aqui e aqui) convenci-me de que possui seu valor. Usarei a mesma estratégia de construir um texto pleno de links para os textos originais, mas que, espero, seja auto-contido. WikiCrimes evidentemente foi o que dominou minhas atenções. Essa primeira parte da retrospectiva vai lembrar alguns desses momentos. WikiCrimes teve uma cobertura midiática considerável. Algumas reportagens foram tipicamente local e com pouco impacto. Outras como a matéria no Ciência On-line tiveram particular visibilidade. Um público crítico e que interagiu com o sistema e forneceu sugestões interessantes. Entre reportagens e aprendizagens que WikiCrimes trouxe, uma viagem a Europa oxigenou o blog. Paris, em particular, é o tipo de lugar que inspira para leitura e escritura. Faz-nos repensar nossos hábitos e nossa cidade. Mais ainda quando me defrontei com a dificuldade de fazer Cooper na beira-mar. Fez-me até me lembrar de dois dos mais bonitos musicais que já assisti: Le Maître de la Musique e Moulin Rouge. A tecnologia sempre esteve presente, mas as atenções nas redes sociais começaram a me interessar. Não se pode fazer pesquisa sobre a Web sem compreender o que elas estão a dizer. Do lado da Segurança Pública, a palestra do especialista David Bayley me fez refletir sobre a necessidade de uma Polícia Esperta e justa. Em Abril, já previa o que podia acontecer com meu Vasco, os indícios eram fortes de que as coisas não andavam bem. 15 de Abril foi uma data marcante: WikiCrimes na BBC. A partir de então o projeto tomou outra dimensão e a mídia internacional abriu espaço. Continua ....
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Cearês , Cultura e Turismo
Bem divertido o dicionário de Cearês(acesse-o aqui). Ele elenca uma centena de palavras que fazem parte do vocabulário do povo cearense e que são um deleite de se serem exploradas. Encontrar expressões como “rebolar no mato” (jogar fora) fazem rir, mas servem, por exemplo, a nos mostrar a pouquíssima preocupação ecológica que certamente não fez parte de nossas últimas gerações (e que ainda não faz!). O mato era o lixo! Só senti falta de um estudo mais elaborado que buscasse as raízes de cada palavra. Termos como baitola e espiricute são derivações do inglês, por exemplo, têm explicações. Baitola surgiu na época da segunda grande guerra quando americanos coordenavam a construção de estradas de ferro que deviam ser construídas com especial cuidado quanto à “bitola” das mesmas. Pelo sentido que a palavra tomou por aqui, dá para perceber que os cearenses não gostavam muito do jeito desses coordenadores, né? Espiricute é outra variação que refere-se ainda hoje a garotas ou garotos danados, mas não no sentido pejorativos. Vem de ”she is pretty cult” (algo como, ela é muito bonitinha!). Mesmo sem possuir esse estudo etimológico, a iniciativa é genial. Felizmente, percebo que gradativamente vamos, nós brasileiros e, cearenses em particular, perdendo o complexo de inferioridade que nos acompanhou muito por muito tempo e que nos fez ter vergonha de nossa cultura. Está cada vez mais claro que temos uma cultura própria, rica e que merece ser divulgada. Não há que comparar ou avaliar se é boa ou ruim. Ela é fruto de nossa história, reflete nossas raízes e auxilia a compreender nossos hábitos e comportamento. As diferenças culturais são a grande riqueza que vem sendo explorada por diversos povos, principalmente em benefício do turismo. Quem viaja, principalmente quando se fala de turismo internacional, está disposto, digo mais, está ávido para conhecer culturas diferentes das suas. É isso que os entusiasma. É claro que nossas belezas naturais e nosso clima ameno são fatores essenciais para atrair turistas. Mas isso só não basta. Há muita beleza natural em várias partes do mundo. O diferencial nessa competição de atratividade é a cultura. Vejam que minha definição de cultura é ampla. Não se resume a museus ou visitas a pontos históricos. Envolve as relações pessoais, a linguagem, a forma de se comunicar de expor os sentimentos, de sorrir, enfim de se dar. E nesse ponto, desculpem os compatriotas, o Ceará é imbatível. Nossa cultura acomoda naturalmente um sentimento de serventia, o prazer de receber e de fazer rir. Não é a toa que há uma proliferação de humoristas e shows de humor na cidade. Um povo que brinca com a própria dificuldade. Chega de leriado, arre égua, feliz festas!
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Scorpions
Já que estive recentemente na Alemanha e falando das coisas de lá, vou homenagear o Rock germânico com essa gravação acústica de um dos grandes sucessos do Scorpions. Essa banda alemã de Hanover que fez muito sucesso na década de 80. Mesmo sendo em essência mais "Heavy", teve músicas com um estilo bem moderado como Still Loving You (um de seus maiores sucessos).
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
WikiCrimes na TV UNIFOR
Nesse mês de dezembro a TV UNIFOR abriu um espaço para conversarmos sobre WikiCrimes. No agradável ambiente do campus da UNIFOR e depois no laboratório da Célula de Engenharia de Conhecimento, onde desenvolvemos WikICrimes, pudemos falar desa experiência inovadora e desafiadora. Veja o vídeo do bate bapo no portal multimídia da UNIFOR clicando aqui. O bate papo está entitulado de "o conteúdo do site WikiCrimes" e se encontra entre outros pequenos vídeos sobre a Internet em geral.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Qual Será o Impacto da Crise?
Aproveito minha referência feita no texto anterior sobre a crise econômica mundial para me perguntar sobre o impacto dela no Brasil. As recentes notícias nos jornais sobre o aumento do nível de emprego bem como do turismo no Ceará nos últimos meses aumentaram minha dúvida. Na minha viagem a Alemanha e Espanha, na semana passada, o que mais me impressionou foi o efeito visível da crise no turismo e no comércio. Os aeroportos estavam vazios. Esperava-os lotados e presenciar muita confusão como sempre experimentei em finais de ano pela Europa e EUA. A época de festas e o inverno que se inicia trazem transtornos inevitáveis ao sistema de controle aéreo. Não foi o que presenciei. Até minha bagagem conseguiu chegar a tempo ao destino (coisa que não é muito do feitio da TAP)! Em particular, o vôo da TAP para a Europa, quase não possuía brasileiros. Euro a R$3,35 impede qualquer sonho. Agora, o fato mais surpreendente foi presenciar o comportamento dos europeus nas lojas. Ninguém a comprar. As lojas, que normalmente ofereciam descontos após o Reveillon, passaram a oferecê-los antes do Natal. Descontos que às vezes chegam a 70% do valor cheio. Não estamos ainda sentindo quase nada do efeito dessa crise, o que é ao mesmo tempo surpreendente e animador. Sempre éramos afetado ao menor sinal de turbulência na economia mundial. O mero fato da crise não ter se instalado aqui com força já é bem alentador. Agora que ela vai chegar, vai. Vamos torcer para não ser com tanta força. Abaixo vejam a foto dos espanhóis em Madrid, no dia 21 de Dezembro, último fim de semana antes do Natal, fazendo fila até o meio da rua para entrar numa loja com descontos excepcionais. Tudo a 6, 12 ou 18 Euros. Só assim para fazer a turma comprar.
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