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terça-feira, 14 de maio de 2013

Sir Paul, Generoso


Estive no Castelão. Poderia contar sobre a odisseia de lá chegar e sair, do calor sufocante, mas tudo isso me parece menor comparado à figura única de Paul McCartney.

Sempre fui admirador de sua obra, mas o show aqui em Fortaleza, trouxe-me um algo mais que não costumo sentir por artistas ou celebridades quaisquer que sejam. A relação entre artistas e seus fãs é simbiótica. Não existem um sem outro. Artistas precisam de audiência, afinal, obtê-la é razão de sobrevivência. Ocorre que nos dias atuais a indústria da celebridade trabalha forte para criar ídolos que, pelo artificialismo de sua criação, são cada vez mais efêmeros. 

Paul não tem nada de efêmero.  Com os garotos de Liverpool ou em carreira “solo”, Paul sempre criou e encantou. Sua postura sem exotismos, também já me era conhecida. Aqui em Fortaleza mostrou-se detentor de um carisma que me tocou.  Talvez estive esperando que ele agisse de acordo com o que sua fama lhe daria o direito (a tirar pelo comportamento esnobe de grande partida dos famosos de hoje em dia). Ao contrário, Paul foi de um profissionalismo, uma simplicidade e uma classe sem tamanho.

Paul se preparou para compartilhar seu palco. Senti seu prazer em fazer sua audiência alegre com sua música. Seu interesse em se conectar com os cearenses foi tocante. Claro que era tudo programado. As “pescas” escritas em português e cearês que usava demonstrava isso. Mas porque aquilo tudo não soava falso? Porque era dito por Paul. Porque ele não precisava daquilo. Se fizesse um show tecnicamente correto todos iriam adorar. Quis ir além. E foi. Havia uma generosidade no ar. Ele tinha mais a nos dar do que nós a ele. O mais incrível é que no final, creio que ele ficou feliz. É a plenitude da relação simbiótica. A realização do astro pela emoção dos fãs. Astro. Essa palavra está muito bem aplicada a Paul. Ele não é desse planeta.

* Artigo publicado na coluna Opinião do O Povo de hoje

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Rachão da Praia dos Diários

Este texto é nostálgico. Uma nostalgia que me veio após passar pela praia dos Diários um domingo destes. A maré baixa voltou a deixar a parte da areia ampla e plana. Similar à forma que ficava em minha infância. Não sei muito bem porque, mas a praia do Diários nos últimos anos não ficava mais seca como antes.

Voltou a ficar. E com essa maré voltou um hábito típico de outrora: jogar futebol na praia. Um rachão digno de descrição. Caminhava por volta de meio-dia e não pude deixar de observar um pouco daquele espetáculo. Veio-me à mente os detalhes de quando frequentava a praia nos anos setenta. A primeira característica marcante é o número de jogadores. Não há limites. Em certos momentos parecem ser vinte de cada lado. Um exemplo interessantíssimo de um sistema aberto que se autorregula. Quer jogar? Basta entrar. A única exigência é manter o equilíbrio numérico. Entrar aos pares, por exemplo, é incentivado.

Algumas regras são bem específicas desse tipo de jogo. A bola que vai em direção ao mar, permite que seja coletada com a mão, por quem chegar primeiro. Ótima oportunidade para aliviar o intenso calor. Alguns mergulham para pegar a bola. Outros para se refrescar mesmo.

Mas não é somente as regras que valem menção. Os jogadores são personagens excêntricas. Há para todos os gostos. Lembro-me como eu, meu pai e meu tio Darlan, após participar do rachão, ficávamos a nos deliciar com as figuras exóticas que participavam religiosamente, todos os domingos, do rachão. Eu os vi novamente. Evidentemente que não se tratavam das mesmas pessoas, mas havia lá a representação eclética e anedótica que nos entretenha e fazia-nos rir. Cabelos exóticos, zagueiros ríspidos (porém leais J), craques do drible, calções démodés ou não, tudo está lá. Todas as classes sociais, etnias e idades. Um micro-sistema social belíssimo, cheio de alegria, calor humano. Quanta democracia. Uma democracia bem brasileira!

segunda-feira, 28 de março de 2011

La Machine à Voyager

Vejam esse vídeo de promoção da SNCF (a empresa de transporte ferroviário da  França). Achei muito estranho que nenhum dos entrevistados não tivesse mencionado "Brésil!". Mas é porque vir de trem fica difícil, não é !? :-((

terça-feira, 1 de março de 2011

Gastronomia à la Paulistana

Minhas recentes idas a São Paulo permitem-me confirmar a convicção de que esta cidade tem uma gastronomia extraordinária. Pode-se comer de tudo como toda grande metrópole mundial, mas não é somente a variedade que chama a atenção.

Em São Paulo, a culinária mundial encontra um espaço de transformação e adaptação sem igual. Recentemente cheguei a mencionar no Twitter o quanto acho gostosa a pizza paulistana. Hoje, sinto-me mais confiante para dizer que não é só na pizza que a culinária paulistana atingiu alto nível de qualidade. Dois exemplos de locais que visitei no último mês me permitem exemplificar o que quero dizer.

L ‘Entrecote de Paris é um restaurante com uma proposta excêntrica: servir única e exclusivamente este que é um dos pratos mais típicos do franceses. L `entrecôte é uma espécie de bife que vem acompanhado de batatas fritas e de um molho (normalmente béarnaise) e que está presente nos cardápios da grande maioria dos restaurantes franceses. Pois bem, L’Entrecôte de Paris em São Paulo serve uma carne ainda melhor que a dos franceses. A qualidade da carne e o molho super bem trabalhado dão um toque especial ao restaurante que não tem concorrente nem em Paris.

Mas estaríamos falando somente da nacionalização da culinária internacional? Não somente. O contexto nacional e regional tem também seu exemplo. No Brasil a Gosto pode-se comer uma cozinha regional das diversas partes do País de uma forma super elaborada e que não se vê mesmos nessas regiões. A manipulação dos ingredientes típicos nordestinos e amazônicos, por exemplo, é delicadamente feita tanto em termos de apresentação quanto de sabor. Ressalte-se os pratos preparados na forma de "bóias frias" (que de frias não têm nada). As generosas porções são servidas em cerâmica com tampa e envoltas em um pano de cores - exatamente como as usadas pelos bóias-frias, Brasil afora.

Só não encontrei ainda uma tapioca como a cearense. Alguém me indica alguma?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quem Tem Medo de Andar de Avião?


Tenho viajado de avião com alguma freqüência e a qualidade dos serviços prestados se deterioriza com tanta intensidade que é impossível não pensar que isso pode afetar a segurança do vôo.

É comum viajar com equipamentos quebrados, por exemplo. Na volta de Nova York pela Delta Airlines, minha esposa ficou num assento que não tinha luz, áudio nem vídeo. O vôo lotado impediu a mudança de assento. Reclamações similares foram feitas por outros passageiros. O avião era um Boeing com pouquíssimo espaço para colocar as bagagens de mão. Foi uma batalha para achar espaço disponível. A comida, para variar, é péssima. O atendimento é sofrível. Um das atendentes espirrava tanto que não tínhamos nem interesse que ela viesse nos servir.

O serviço de entrega de bagagens, esse então, é um sufoco só. Para cada dez viagens internacionais que faço, em três delas a bagagem é extraviada. Em especial, se houver conexões. Desta vez uma de nossas malas não chegou. A Delta em São Paulo nos ofereceu números de telefone, fax e email para contato que simplesmente não funcionam. O sistema de informática para rastreamento de bagagem não é atualizado. Enfim, estávamos certos de que a mala não chegaria mais.

Depois de mais de dez dias, após um contato informal conseguido pela agência de turismo onde compramos as passagens, descobrimos que a mala já tinha sido enviada para São Paulo (estava em Detroit). Ontem recebi uma carta da Delta dizendo que lamentava não terem encontrado a mala !? Ela já estava conosco em casa e eles nem sabiam. Um descontrole total!

A Delta não é um exemplo solitário. As outras companhias, estrangeiras ou nacionais, estão no mesmo nível. Mas isso não acontece igualmente em todos os lugares. A atuação dos órgãos reguladores no Brasil é insignificante e ficamos à mercê dos interesses econômicos das empresas. Não dá mais para dizer que não se teme andar de avião.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Grata Surpresa do Chile


O convite que recebi para palestrar no PDF (Personal Democracy Forum) permitiu-me fazer minha primeira viagem a América Latina. Depois de ter viajado quase toda a Europa e os EUA, já era sem tempo conhecer um pouco a terra de los hermanos. Além de ter conhecido pessoas muito cordiais e interessantes na conferência foi também uma oportunidade para conhecer cidades do continente que para mim é bem desconhecido.

Minha impressão do Chile não poderia ser melhor. Primeiro fator, e mais importante: as pessoas são ótimas. Os chilenos são amáveis, hospitaleiros, alegres e leves como os brasileiros (em épocas de manifestações de xenofobia, vale a pena registrar que essas são características bem típicas de nós nordestinos).

Mas a impressão positiva que tive não se resume às pessoas. As cidades que visitei – Viña Del Mar, Valparaíso e Santiago – possuem características típicas daquelas  mais desenvolvidas e estruturadas no mundo. Elas são limpas, possuem excelente estrutura de transporte público (urbano e interurbano), são arborizadas, seguras e, pasmem, têm um trânsito super ordenado, onde motoristas param a todo momento para pedestres passarem nas faixas. É lamentável ter que se surpreender com isso, mas infelizmente para quem vive no Brasil essas características básicas ainda estão longe de serem conseguidas.

Nota-se, principalmente pelo cuidado que têm com seus monumentos históricos e variedade de museus, que a sociedade chilena avança firmemente na educação de seu povo. Não tive tempo de ir mais ao sul para a região dos lagos e patagônia e que me disseram ser ainda mais interessante pela força das paisagens. O certo é que a primeira impressão que tive me deixou motivado a voltar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Insatisfação no Trabalho

Quem não passou por aquela situação desgastante de desmotivação no trabalho? Os outros empregos sempre nos parecem melhores do que o nosso. A publicidade abaixo que me foi introduzida por Plínio que a postou em seu blog é uma forma muitíssimo bem humorada para nos mostrar o quanto podemos ser ingratos com nosso destino profissional. Vale a pena uma olhadinha (un coup d’oeil como dizem os franceses). Agora, por via das dúvidas, nada como um fim de semana que se aproxima.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Inspiração

Pós-aniversário. Obrigado a todas as mensagens de parabéns recebidas via web e telefone. Não sei quem me falou de inspiração. De qualquer forma, adorei a mensagem. Ao procurar algo sob esse título na web encontrei esse vídeo genial. Inspira não só os amantes da bicicleta. Vale o “coup d’oeil”!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Hotel Califórnia

A volta à Califórnia recentemente não me renovou somente os ares acadêmicos. Permitiu-me também matar saudades de uma rádio que adoro. A rádio KKSF pode ser acompanhada na região da Bay Area (Bacia de San Francisco) com direito a muito jazz e um bom rock progressivo. O Eagles está sempre tocando lá e sua música mais conhecida, Hotel Califórnia (1977), tem tudo a ver com o lugar. Achei no YouTube uma versão excelente dessa que é considerada por muitos como uma das músicas pop mais marcantes de todos os tempos. Ela, além de bela, carrega a áurea de mistério dos diferentes sentidos que foram dados à sua letra durante todos esses anos. O trumpete na introdução é inovador. Vejam abaixo. Aproveitei ainda para mudar o estilo da rádio personalizada ao lado para tocar mais no estilo Eagles. Boa música!


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Revéillon de Fortaleza

O réveillon de Fortaleza foi considerado um sucesso pela sua organização e segurança. Depois de tanta discussão sobre a forma como a contratação dos artistas havia sido feita em 2007, esperava-se um grande esmero dos responsáveis. Parece que isso foi alcançado. Mesmo com esse sucesso atestado, creio que a Prefeitura perdeu mais uma oportunidade de ouro para incrementar a cultura cidadã. Escrevi alguns textos (clique aqui e aqui para ler dois desses textos) sobre como o poder público pode (e deve) ser agente potencializador da educação da sociedade com ações que perpassem a educação institucional feita nas escolas e instituições de ensino. No caso do réveillon, lamento fortemente a escolha artística feita pela Prefeitura. Não que não goste dos artistas convidados ou ponha em dúvida a qualidade dos mesmos, mas acho que o momento poderia ser melhor preenchido com iniciativas mais ricas. Por exemplo, a música clássica de uma filarmônica como a de São Paulo teria um impacto fantástico e agregaria muito mais glamour à festa. Apresentações de balé (que poderia ser inclusive de cearenses com a Edisca) e outras peças músicais, digamos, menos populares combinariam perfeitamente com o momento. Um exemplo magnífico de como isso é bem feito é a cidade de Gramado no Rio Grande do Sul. Lá um concerto com Barítonos e sopranos brasileiros é o ponto alto das festividades e o público formado por turistas e habitantes que, mesmo sem serem apreciadores contumazes, têm a devida sensibilidade para captar a beleza do que lhes é apresentado. Vejam que é esse exatamente o ponto que queria enfatizar. Alguns poderiam dizer que o público, principalmente o cearense, não gosta desse tipo de espetáculo e que não teria a capacidade de apreciá-lo. Discordo fortemente disso. O que lhes falta é oportunidade. Recentemente, o Governo do Estado fez um gol de placa com o patrocínio de apresentações de Artur Moreira Lima na cidade. Um sucesso absoluto. Vejam o que o Jornal O Povo capturou de alguns espectadores:
“Se fosse axé, forró eu não vinha não. A gente tem uma fama de ser um bairro sempre excluído, mas tem muita coisa legal acontecendo aqui e de graça. Se isso aqui fosse pago, com certeza era muito caro”. Clique aqui para ver a matéria completa.

Agora é verdade que há um problema grande com essa minha sugestão. Não combina encher a cara com música clássica, né? É fato. Cabe-nos avaliar que tipo de festa queremos publicamente promover em nossa sociedade e que tipo de imagem queremos que nossos turistas tenham de nossas festas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Aniversário de Dois Anos

Que delícia poder ler o que escrevi há dois anos atrás no primeiro texto desse blog. Para os que não tiveram a oportunidade de fazê-lo vejam aqui:
Decidi criar meu blog. Depois de algum tempo relutando se deveria fazê-lo, decidi começar. Vários fatores me fizeram relutar. Creio que minhas dúvidas são as de muitos outros ao iniciar: será que alguém vai ler? Será que terei fôlego para manter a interação? Terei fôlego para mantê-lo atualizado? Custou um pouco para perceber que estas perguntas não têm muito sentido. Não tenho obrigação com ninguém, e por isso mesmo não tenho obrigação de mantê-lo atualizado nem de responder a todos que me interroguem. Além disso, não me cobro ter coerência em tudo o que digo, nem estar correto sempre. Escreverei com o nobre sentimento de puder dizer o que sinto e o que penso. Sem ambições, nem pretensões. Só pelo prazer de falar e quiçá de conversar. Vamos ver no que vai dar.

E olhe que já deu muito. A quantidade de acessos triplicou em dois anos. Foram mais de 450 publicações. As reações dos leitores são as mais diversas. Regozijo-me quando comentam meus textos, embora ainda não sejam na quantidade que desejo. Sugestões não faltam. Alguns dizem-me que falo sério demais e sobre coisa demais. Porque não me concentrar em assuntos os quias sou especialista? Ora bolas. Porque não me interessa ficar falando só de trabalho. Provavelmente não teria nem aberto um blog se fosse com esse objetivo. Não que discorde de quem o faz dessa forma, mas não era e nem é meu objetivo. Mas e quais são mesmo os meus objetivos? Leiam o texto entre aspas acima. Os objetivos continuam os mesmos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Amy Winehouse

Escutar a música de Winehouse é um prazer e ao mesmo tempo é surpreendente. Seu estilo é próprio e difícil de ser classificado. Em seu DVD gravado em Londres tem de tudo. Um pouco de Jazz, de Reggae, de Rock e até de Bossa Nova. A voz inconfundível e seu estilo extravagante completam a mistura. Pena que ela tenha recebido mais atenção da mídia por sua vida pessoal plena de drogas e deboches. Aliás, não posso dizer que é só a mídia tradicional com seus paparazzi que exploram a vida dela. A Internet nessa hora é um veículo cruel, pois consegue registrar momentos que poderiam cair no esquecimento. Há uma enormidade de vídeos com cenas dela cheirando cocaína, embriagada, dizendo palavrões nos shows. Ou seja, lembrando o tempo todo como Amy é. Será que ela passa por essa fase e se sustenta em pé? Enquanto não sabemos a resposta, vamos escutar músicas no estilo Amy Winhouse na rádio personalizada ao lado e descobrir que tipo de classificação Lastfm vai fazer. Abaixo ela canta “Rehab”: tudo a ver ...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gaming The Vote: Eleições Podem Sempre Ser Justas?

Gaming the Vote de William Poundstone é um livro que recomendo fortemente. Acabei de lê-lo, aliás, ele é o tipo de livro que se devora com rapidez. Poundstone é um físico formado no MIT e que há mais de vinte anos atrás decidiu escrever livros de não ficção. A biografia de Carl Sagan é um exemplo de um desses livros. Dois outros livros seus The Recursive Universe e Labirynths of Reason foram nomeados ao Pulitzer. Em Gaming The Vote, Poundstone advoga que o sistema de voto majoritário e plural quando se tem mais de dois candidatos é o mais injusto possível. O mais interessante é que seus argumentos são suportados por uma série de estudos que começaram no iluminismo e chegaram ao ápice com o “teorema da impossibilidade” do economista Kenneth Arrow, Nobel de Economia em 1972. Arrow provou que é impossível estabelecer matematicamente um sistema de votação perfeitamente justo. No livro pode-se ter uma noção da história do voto nesses últimos anos com exemplos surpreendentes e divertidos. As falhas no sistema de votação americano permitiram, por exemplo, que os eleitores do Estado da Louisiana nos EUA tivessem que escolher entre um político corrupto e um ex-dirigente da Ku Klux Khan para o Governo. Acho que muitos de nós, brasileiros, já passamos por situações parecidas: ter que escolher entre os dois piores. Pois bem, nada de reduzir nossa estima como eleitores, o sistema é inerentemente defeituoso. A falha no sistema plural, de uma forma simples, pode ser entendida em um caso em que se tem três candidatos sendo que dois deles compartilham idéias e um acaba por prejudicar o outro. Dessa forma o terceiro candidato, que pode nem ser o mais querido, ganha. Poundstone argumenta que isso ocorre com uma probabilidade de 11%. Será que não há algo melhor? Ele acredita que sim e aqui é que a coisa começa a ficar mais interessante. A grande novidade que Poundstone traz a tona é de que o teorema da impossibilidade não vale para eleições onde se fornece um score para cada candidato ao invés de somente colocá-los em uma ordem. Esse tipo de votação já é muito popular na web, onde os internautas estão sempre dando estrelas para vídeos, livros, textos, etc. Os argumentos de Poundstone são muito bem elaborados (pelo menos para um não expert como eu). Se eles vão prevalecer e levar a uma mudança na forma como os representantes são escolhidos nas grandes democracias é uma incógnita. Dada nossa história recente de inovação com o uso do voto eletrônico, estaríamos mais adaptados à mudanças como a proposta por Poundstone? Quem tiver interesse em saber mais, acesse a lista ao lado de livros que recomendo. Ela já está com Gaming The Vote.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Scorpions

Já que estive recentemente na Alemanha e falando das coisas de lá, vou homenagear o Rock germânico com essa gravação acústica de um dos grandes sucessos do Scorpions. Essa banda alemã de Hanover que fez muito sucesso na década de 80. Mesmo sendo em essência mais "Heavy", teve músicas com um estilo bem moderado como Still Loving You (um de seus maiores sucessos).


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Qual Será o Impacto da Crise?

Aproveito minha referência feita no texto anterior sobre a crise econômica mundial para me perguntar sobre o impacto dela no Brasil. As recentes notícias nos jornais sobre o aumento do nível de emprego bem como do turismo no Ceará nos últimos meses aumentaram minha dúvida. Na minha viagem a Alemanha e Espanha, na semana passada, o que mais me impressionou foi o efeito visível da crise no turismo e no comércio. Os aeroportos estavam vazios. Esperava-os lotados e presenciar muita confusão como sempre experimentei em finais de ano pela Europa e EUA. A época de festas e o inverno que se inicia trazem transtornos inevitáveis ao sistema de controle aéreo. Não foi o que presenciei. Até minha bagagem conseguiu chegar a tempo ao destino (coisa que não é muito do feitio da TAP)! Em particular, o vôo da TAP para a Europa, quase não possuía brasileiros. Euro a R$3,35 impede qualquer sonho. Agora, o fato mais surpreendente foi presenciar o comportamento dos europeus nas lojas. Ninguém a comprar. As lojas, que normalmente ofereciam descontos após o Reveillon, passaram a oferecê-los antes do Natal. Descontos que às vezes chegam a 70% do valor cheio. Não estamos ainda sentindo quase nada do efeito dessa crise, o que é ao mesmo tempo surpreendente e animador. Sempre éramos afetado ao menor sinal de turbulência na economia mundial. O mero fato da crise não ter se instalado aqui com força já é bem alentador. Agora que ela vai chegar, vai. Vamos torcer para não ser com tanta força. Abaixo vejam a foto dos espanhóis em Madrid, no dia 21 de Dezembro, último fim de semana antes do Natal, fazendo fila até o meio da rua para entrar numa loja com descontos excepcionais. Tudo a 6, 12 ou 18 Euros. Só assim para fazer a turma comprar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Berlim é Um Canteiro de Obras

Há quinze anos atrás, quando morava na França, já escutava essa frase do título: “Berlim é um canteiro de obras”. Nunca tinha tido oportunidade de visitar a cidade, e agora, ao fazê-lo percebo que a frase continua válida. Depois da queda do muro, a parte oriental da cidade precisou ser quase que totalmente reformada, eu diria mesmo que reconstruída. Tudo era muito precário e principalmente feio. As obras, que em todos os lugares podem ser vistas em Berlim, são gigantescas. Algumas são restaurações de prédios históricos, mas a maioria refere-se à construção de prédios modernos. As ruas e avenidas são largas e monumentos gigantescos aparecem a todo o momento na mais simples caminhada. Entretanto, não posso dizer que senti aconchego lá. Os monumentos históricos reformados, os prédios modernos e mesmo futuristas e os condomínios padronizados da época comunista compõem um conjunto bizarro. Tenho a sensação de que é uma cidade que ainda busca sua identidade. Como ela é um canteiro de obras a única certeza que tenho é de que será bem diferente daqui a alguns anos. A questão principal é, no entanto, conseguirá Berlim ser bonita?

sábado, 6 de dezembro de 2008

Habemus Ciço

O Alphaville na região do Porto das Dunas teve a maior concentração de ciço por metro quadrado do planeta. A eleição para o Ciço Bola na Rede 2009 ocorreu lá e reuniu ciços e ciças numa festa concorrida e cheia de ciçagem. As fotos abaixo ilustram alguns momentos.


Ciços




Ciças


Ciço votando


Autoridade Eleitoral


Meu voto


Homenagem à Tania Arruda




Passagem de Faixa


Muita dança!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dave Mathews Band

A rádio ao lado está mudando (não muito), pois continua com o rock moderno (no sentido de recente) do Dave Mathews Band. Trata-se de um conjunto americano nascido no início dos anos 90 e que vêm a cada ano se aperfeiçoando e criando um estilo bem próprio. Abaixo, coloco uma de suas músicas mais populares e que admiro pela combinação de instrumentos jazzísticos com a voz de Dave com seu sotaque meio caipira que é inconfundível.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Em Excesso

Chegando o fim de semana! Decidi voltar a falar de música. Infelizmente não estou mais conseguindo mudar a rádio personalizada ao lado. Last.fm lançou uma nova versão, mas está cheia de bugs, incluindo a geração de widgets. Para mim, um profissional da informática, quando me coloco como usuário e passo a sofrer com os erros que encontramos nos programas só consigo me lembrar do divertido vídeo que postei nesse blog sobre o quão difícil é a engenharia de software (clique aqui para acessar). Enquanto Last.fm não corrige suas falhas, continuo com Kings of Convenience, mas vou lembrar um pouco o rock da banda australiana INXS (pronuncia-se “in excess”), um sucesso nos anos 80. No Brasil, a vinda ao Rock Rio de 91 marcou seu ápice. Pena que o vocalista Michael Hutchence tenha partido tão jovem (37 anos) em um suicídio que gerou contestações. Alguns dizem que o cantor tinha hábitos sexuais não ortodoxos e acabou morrendo de asfixia erótica ! Algo bem típico dos roqueiros que vivem de forma intensa e que parecem que sabem que não podem viver muito (ou não querem?). Vejam abaixo um de seus maiores sucessos: Never Tells Apart. O inusitado solo de sax no meio da balada é a marca da banda. A curtir sem moderação; em excesso.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Para Rir

Duas pérolas achadas no YouTube. William Waack numa saia curta trocando Zelda Melo por .....!

Melhor ainda é essa resposta da Miss South Carolina durante o concurso. Não é problema da tradução não. Ela não consegue encadear nada com nada. Nem o Ciel dando entrevista faz uma dessas!