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quinta-feira, 3 de maio de 2007

Rembrandt está no Ceará


Quem, indo a Amsterdã, se esqueceria de ir a um museu para apreciar a enorme quantidade de obras de arte dos artistas holandeses, principalmente, dos que viveram na época de ouro dos países baixos por volta de 1600? Em particular todos se lembrariam de Rembrandt como sendo um exemplar típico destes artistas. Pois não é que Rembrandt veio (e ainda permanece) ao Ceará? A exposição de algumas de suas gravuras está no espaço cultural UNIFOR até três de Junho. Imperdível! Rembrandt é para muitos o maior pintor de todos os tempos. Em particular suas gravuras, dentre as quais muitas estão na UNIFOR, são o que mais impressionam. De sua personalidade, gosto do fato de que sua pintura exalava sinceridade. Em um momento onde a burguesia adorava ter seus retratos em paredes mostrando “fotos” das famílias comportadas, Rembrandt pintava o que via e o que sentia (o que nem sempre era de bom grado dos mecenas). Esta iniciativa vem se somar às anteriores de porte comparável como a exposição Miró. Soube hoje pelo Reitor da UNIFOR que negociações para uma amostra Goya estão em andamento. Louvável todas as iniciativas. Não é fácil deslocar o eixo cultural do Sudeste da forma como a UNIFOR vem fazendo. Ao lado, postei um dos óleo sobre tela mais famosos de Rembrandt: “A lição de anatomia de Dr. Tulp”. Este quadro está no museu Maurício de Nassau em Haia. Aliás, para quem for a Haia, recomendo uma visita neste museu, pois há muitas coisas que se referem a colonização dos holandeses ao Brasil (basta ver os móveis e colunas que não tenho dúvida que são de Pau Brasil). As gravuras, não irei postar, pois indo a UNIFOR serão bem melhor apreciadas.

Um comentário:

Jefferson disse...

Muito legal Vasco, sair um pouco desta nossa rotina de computador e apreciar desenhos e pinturas. É interessante citar que o artista possuia um o "problema" ocular o qual o seu cérebro mudava automaticamente sua percepção para apenas um olho. Por exemplo: é famosa a cena em filmes os quais os artistas fecham um olho e focam o modelo com o polegar. O cérebro de Rembrandt fazia isto de forma natural! Este "problema" era, na verdade, um dom. Digo isso porque muitas vezes quando estou desenhando, ou copiando alguma gravura, realmente tenho que fechar um olho e concentrar no traço. É uma técnica mesmo.

Para aqueles que não podem ir à Unifor recomendo a Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Rembrandt

Outro desenhista que eu era muito fã (meu pai tb) erá o Gustave Doré. Aquilo sim sabia mexer no nanquim!

Atualmente considero os irmãos Caruso grandes cartunistas.