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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Trabalhando em Casa

Uma reportagem televisiva sobre algumas pessoas que trabalham em casa me levou a escrever esse texto. Os avanços tecnológicos como a Internet permitem que as Empresas aceitem e mesmo incentivem estas iniciativas. As pessoas que trabalham em casa têm a tendência de ficar obcecadas por trabalho e acabam cumprindo uma jornada de trabalho maior que a de trabalhadores “normais”. Fica difícil separar a jornada de trabalho da jornada familiar. O trabalho acaba ganhando prioridade, pois lhe forca sempre a reagir a alguma demanda intempestiva. Para profissionais que trabalham em multinacionais com sedes em diversos paises isso é ainda mais sério em função de diferenças de fuso horário. O problema é que não se tem muita certeza de que esse novo modelo de trabalho aumenta a produtividade. Primeiro, em função do natural estado de stress do funcionário que tende a crescer e porque algumas atividades como olhar e-mails tornam-se uma paranóia e a produtividade pode até diminuir. Recentemente uma pesquisa divulgada no New York Times mostrou que os americanos gastam em torno de uma hora por dia acessando e respondendo e-mails. Torna-se uma das razões pelo qual eles são menos produtivos do que alguns países europeus como a Franca. Experimentei o quanto as pessoas trabalham em casa na minha estada na Califórnia. As pessoas no ambiente de pesquisa científica literalmente não têm mais hora para trabalhar. Incrível. Muito frequentemente, tarde da noite quando estava no ar (normalmente, escrevendo o blog) recebia mensagens de membros das equipes de trabalho que tinham contato. O pior disso tudo é que se acaba por criar um hábito de responder às mensagens prontamente, para isso, precisa-se acessar os e-mails a todo o momento e assim a obsessão vai se formando. Cabe a cada um montar sua estratégia para viver no novo paradigma sem entrar nesta roda viva.

2 comentários:

Lincoln disse...

Oi, Vasco!

Seja bem-vindo de volta à terrinha! De um ano para cá o calor piorou muito, como você já deve constatar. E a "Fortaleza Bela" é apenas aquele feijão-com-arroz de sempre, apenas caiando o podre sepulcro (para fazer menção à Páscoa), às vezes nem isso. Mas você trabalha no ar-condicionado, não vai sentir muito o baque. :-)

Grande abraço!

Ana Beatriz disse...

Olá Professor Vasco,

Eu estava procurando informações sobre etnografia digital e encontrei o seu Blog comentando sobre o vídeo Web 2.0. Achei tão bem escrito e fiquei me perguntando porque alguém que escreve tão bem intitula seu blog de "Blog do Vasco" (pensei logo no time de futebol). Depois é que li seu perfil e descobri que seu nome é Vasco...Gostei muito dos seus comentários, sobretudo sobre a despedida californiana e sobre a Google. Muito fofo...

Abraços,