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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Quem Matou o Jornal?

Já tenho dito e venho mostrando matérias que apontam um futuro bem diferente para a mídia convencional visto que a Internet a vem modificando constantemente. Soube de uma matéria de Agosto de 2006 na revista britânica The Economist (clique aqui para acessar o texto em inglês ) intitulada “Who Killed the Newspaper?” (que é a tradução em inglês da pergunta que intitula o texto que hora escrevo). Nessa reportagem, se faz menção ao livro de Philip Meyer “ The Vanishing Newspaper” que prevê que por volta de 2040 os jornais estarão praticamente extintos nos EUA. Na verdade a circulação de jornais nos EUA, na Europa Ocidental, na America Latina, na Austrália e na Nova Zelândia vem caindo nos últimos dez anos (fonte da própria revista). Blogs e outras formas de expressão digital estão entre as causas desse declínio. Como devem agir os empresários do jornalismo nesse contexto? Difícil pergunta mas uma coisa eu posso dizer: não podem partir para o desespero. Mas foi exatamente isso que o Estadão fez recentemente. Lançou uma campanha para denegrir os blogs e blogueiros (clique aqui para ver o vídeo da campanha). Quis passar a imagem de que informação com credibilidade só se obtém na mídia convencional e vinda de profissionais do setor. Disse que há muita bobagem nos blogs. Que novidade! Como não existisse muita bobagem nos jornais. Não vou gastar energia tentando dizer que blogs são bons ou úteis. Acho que quem deve dizer isso são os que destinam algum tempo para lê-los. Agora, o que me parece claro é que os meios convencionais de jornalismos têm que pensar urgente em estratégias de participar do processo democrático, distribuído e eclético que acontece na blogesfera. Tentar fechar os olhos para sua existência é burrice. Corre-se o risco de descobrir que quem matou o jornal foi um mico (veja o vídeo do Estadão para entender melhor).

3 comentários:

luis eduardo disse...

Caro Vasco,

Vou utilizar meu lado administrador para comentar sobre este assunto.

Aqui se encontra a relação da flexibilidade X controle. Quanto mais flexível, menor o controle. Nada é mais flexível que os blogs ou outros do gênero, em compensação nada é controlado neste mundo da Internet.

Até onde sei, não há responsabilidades formais no que se escreve nestes blogs, assim também corremos muitos riscos.

Resta saber para onde vamos. " Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come"

jedson disse...

não confio muito em blogs nao pelo conteudo que apresentam mas pelo vicio e a dependencia que a metáfora blog pode ser...quanto ao jornal ele e muito estático por isso perde feio para o blog... a responsabilidade de dirigir um jornal e maior do que um blog isso gera um cuidado maior na do escrever o conteudo por isso pessoas acreditam que no blog a mais "porcarias" do que no jornal

Vasco Furtado disse...

Caros Luis e Jedson,
Primeiramente, quero dizer que nao acho que somente blogs vao substituir os jornais. Eles sao uma nova forma de expressao dentre as inumeras que surgem diariamente na Internet. Concordo que a questao da credibilidade esta no cerne da questao. Nao porque nao seja possivel responsabilizar alguem por algo dito em um blog. Isso pode ser feito da mesma forma que se faz com qualquer outra manifestacao que pode ser agressiva ou falsa sobre alguem. Mas porque se vc busca qualidade, a fonte da informacao eh fundamental. Creio entao que a questao esta mais no aspecto qualidade do que eh dito/escrito. Como a Inernet traz muita mais possibilidade e diversidade de fontes pode-se encontrar muito mais qualidade (desde que se esteja buscando qualidade, neh!).