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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Educação Vai às Ruas


Ao ler uma recente matéria do O Povo sobre como o lixo depositado nas ruas gera poluição nas praias, vi-me impelido a  retornar à questão da cultura cidadã.  
A matéria ressaltava que a ação inadequada do cidadão ao sujar a cidade provocava dano em um dos maiores bens públicos que o próprio cidadão tem o direito de desfrutar: as praias. A Praia do Futuro, bastião do turismo cearense, era a vítima da ocasião e estava imprópria a banho.

Quero aqui enfatizar o papel educacional destinado ao poder público que vai além da sala de aula. A postura dos cidadãos no seu cotidiano pode e deve ser educada. Usar a criatividade em campanhas de conscientização é a melhor estratégia educacional que se pode querer. Mostrar as conseqüências de atos que aparentemente não causam danos diretos ao cidadão é uma dessas estratégias. Por exemplo, as próprias pessoas que sujam as ruas são as que mais lamentam o fato de não terem as praias limpas.

Mas não é somente isso. O verdadeiro desafio par tornar essas campanhas efetivas é fazer com que elas passem a ser apropriadas pelo cidadão. Elas precisam ser marcantes. Precisam gerar o sentimento de contágio. As pessoas têm que se sentir impelidas em participar, pois devem começar a perceber que os outros estão participando. Alguns mais céticos poderiam dizer que nossos governantes não sabem fazer isso. Digo que sabem, sim. O fazem muito bem quando querem se eleger. A mesma dinâmica usada durante uma eleição que visa criar um movimento em torno de uma ideia ou de um nome de um candidato deve ser usada durante o governo.

Já imaginaram se tivéssemos tido a aguerrida candidata Luizianne Lins durante os últimos seis anos como prefeita imbuída de missões como a que proponho?  Ela teria ou não conseguido “movimentar” Fortaleza?

Uma grande campanha chamada “educação vai às ruas”, usando, para começar as estratosféricas verbas de publicidade seria um excelente começo para contagiar a sociedade. Alguém se habilita?  

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