Essa semana vi uma foto que circula na Web e que me fez pensar sobre como cada vez mais será difícil a evolução dessa comunicação digital em espaços públicos. A foto, postada abaixo, foi tirada na Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique que jogava contra o São Paulo.
Nessa Arena há um painel de display que mostra algumas mensagens enviadas pelos torcedores ao Twitter. Uma forma comum é promover hashtags sobre temas definidos por patrocinadores. Na foto abaixo dá pra ver que a hashtag era #HelloAudiCup (Audi Cup era o nome do torneio). Pois bem, vejam a frase que saiu "Ei Douglas, vai tomar no cu!" :-))
O torcedor sãopaulino @Darkfabuloso (ou seria rival?) quis participar da brincadeira a seu jeito e soltou o berro. O moderador (provavelmente alemão ou talvez corinthiano :-))) não teve o cuidado de investigar e acabou liberando o texto que ganhou notoriedade rapidamente.
Taí um bom assunto de pesquisa em informática. Será que podemos fazer essas moderações automaticamente?
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Armadilhas do Mundo Digital: Oportunidades de Pesquisa
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Novo Castelão. Por uma nova torcida
O psicólogo social e historiador Michael Shermer em seu
livro “The Science of Good and Evil” abre interessante debate, por um ponto de
vista evolucionista, sobre a natureza humana no que se refere a moral e a ética.
Em especial, ele aponta para vários estudos que dão evidências de como os seres
humanos são “maleáveis” e podem agir de forma amoral. Análises com experiências
científicas ou por observação de fatos históricos como o Holocausto mostram que
uma das coisas que pode gerar comportamento violento de uma pessoa é
simplesmente o contágio por um grupo.
Lendo seu livro lembrei-me do que acontece nos estádios
brasileiros e de como a sociedade está cada vez mais refém dos atos de
violência das torcidas organizadas que se alastram e que agora não ocorrem
somente em estádios e seus arredores. Escuto sempre afirmações de que os atos
de vandalismo e violência desses grupos é obra de poucos e etc. Acho uma
simplificação perigosa. Esses poucos conseguem contagiar outros que acabam
agindo, talvez inconscientemente, de forma similar.
O fato é que não há mais justificativa plausível para
aceitar torcidas organizadas em estádios de futebol. Promover o agrupamento de
pessoas em um espaço com o intuito de se preparar para uma batalha é,
parafraseando Roberto Jefferson, “provocar os instintos mais primitivos” das
pessoas. Estamos recorrentemente nos omitindo de tomar decisões definitivas quanto
a questão. O novo PV foi uma oportunidade perdida como mostrou o último jogo do
Fortaleza na Série C. Cometeremos o mesmo erro com o novo Castelão?
A proibição das torcidas organizadas deve vir imediatamente
seguida da instituição da prática de se vender ingressos com lugares marcados.
Se é verdade que são poucos os vândalos capazes de provocar tanta violência,
distribuídos no estádio eles terão diminuída capacidade de agregar seguidores e
de formar facções fanáticas. No mundo desenvolvido, os eventos esportivos são
espaço de festa, emoção (nem sempre só de alegria, é verdade), mas nunca de guerra.
Teremos que instituir essa prática na Copa das Confederações bem como na Copa
do Mundo, por imposição da FIFA. Oportunidade melhor não há. Afinal, a quem
interessa a situação reinante?
* artigo publicado no Jornal O Povo de hoje, coluna Opinião
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Neymar e as vaias “estranhas”
Ao ler que Neymar tinha estranhado as vaias que levou no jogo da Seleção contra a África do Sul, percebi que o garoto e seus assessores não compreenderam ainda o que se passa com sua imagem. Mano Menezes então, esse é que não entendeu mesmo ao decidir substituí-lo no último minuto de jogo.
Já escrevi aqui mesmo nesse blog sobre o quanto acho arriscada a estratégia que o Santos encontrou para mantê-lo no Brasil e na equipe. Fatiaram cada minuto que ele tem extracampo para uma infinidade de marcas que buscam, muitas vezes sem muita noção, explorar a imagem de um preposto “gênio”.
O risco dessa estratégia é que qualquer pessoa, seja um verdadeiro gênio ou não, enquanto celebridade exposta tem um tempo de ascensão que vem logo precedido de queda. Há um natural desgaste na imagem e que pode ter consequências muito negativas não só à imagem, mas que pode afetar o futebol do garoto. Isso acontecendo, confirmar-se-á o que diz a sabedoria popular, além da queda, o coice.
Já escrevi aqui mesmo nesse blog sobre o quanto acho arriscada a estratégia que o Santos encontrou para mantê-lo no Brasil e na equipe. Fatiaram cada minuto que ele tem extracampo para uma infinidade de marcas que buscam, muitas vezes sem muita noção, explorar a imagem de um preposto “gênio”.
O risco dessa estratégia é que qualquer pessoa, seja um verdadeiro gênio ou não, enquanto celebridade exposta tem um tempo de ascensão que vem logo precedido de queda. Há um natural desgaste na imagem e que pode ter consequências muito negativas não só à imagem, mas que pode afetar o futebol do garoto. Isso acontecendo, confirmar-se-á o que diz a sabedoria popular, além da queda, o coice.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Respeito é bom e os torcedores o querem
Escuto sempre de que o cearense, pela paixão que tem pelo
futebol, merece mais do que seus times o presenteiam. Sou mais um a engrossar
esse caldo. A média de público nos campeonatos brasileiros seja da série A, B ou
C de Ceará e Fortaleza é sempre invejável e demonstra o comprometimento das
torcidas com suas equipes.
Já está então mais do que na hora dos times passarem a
respeitar mais seus torcedores. O que acontece hoje com o programa
sócio-torcedor tanto de um time quanto de outro é mais um exemplo do inadmissível.
Os times convocam os torcedores para se inscreverem como sócios de forma que,
ao pagarem uma mensalidade, obtenham automaticamente o direito de assistir as
partidas de seu time em um espaço destinado a tal.
Acontece que isso tem se mostrado uma verdadeira fraude. Eu
posso dizer de cadeira (com perdão ao trocadilho) que ao chegar no Estádio o
sócio-torcedor não tem, de forma alguma, garantia de ter sua cadeira para
assistir o jogo. As três vezes que decidi ir ao PV assistir um jogo, fiquei em
pé com muitos outros, na entrada do espaço destinado às cadeiras em condições
totalmente inapropriadas para quem paga (antecipadamente ou não) e mereceria receber
um serviço digno.
Sabedor de que não teria uma assiduidade alta, inscrevi-me
como sócio-torcedor com o objetivo maior de contribuir com meu clube de
coração. Mas esperava ter respeito quando decidisse ir ao estádio. A dura
realidade tem me deixado tão indignado que me levou a escrever essas linhas.
Estamos em época e clima de copa do mundo. Vislumbramos-a,
mesmo que muitas vezes de forma até inocente, como oportunidade para resolver
boa parte de nossos problemas. Agora, um deles não me parece ser tão difícil de
resolver. Envolve uma equação supersimples que os dirigentes dos clubes locais e
Federação Cearense de Futebol têm certamente condições de fazer: há que haver
uma cadeira reservada para quem pagou por ela. E olhe que já existe até lei que
protege o torcedor. Falta o que para ela
pegar? Respeito é bom e nós merecemos.
* artigo publicado hoje na coluna Opinião de O Povo
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Neymar e a Época de Celebridades Efêmeras
Não vou aqui desenvolver nenhum argumento técnico com o intuito
de avaliar quem é o melhor. Sinto-me motivado, no entanto, a refletir sobre
esse desejo de alguns de realizar tal comparação e, principalmente, sobre a
forma como a marca Neymar está sendo construída.
Neymar é hoje celebridade no Brasil. A forma encontrada pelo
Santos de mantê-lo no País foi a de reparti-lo entre diversos patrocinadores, o
que lhe exige em contrapartida uma exposição midiática intensa. Jovem e com
talento evidente, ele passou a ser celebridade, fenômeno, mito, prodígio além
de os outros superlativos que normalmente são aplicados a alguém que se
diferencia em sua área de atuação.
A grande diferença de Neymar para os outros, e aqui vale a
comparação não somente com Messi, mas com outros grandes craques do passado, é
que ele atingiu esse nível de notoriedade no Brasil antes de ter sua obra
completa ou pelo menos realizada com algum impacto internacional. Muitos têm
tentado torna-lo estrela internacional baseados somente pelo seu potencial. Mas o mundo não engole essa. A
imprensa mundial analisa com frieza os jogos internacionais de Neymar e não
consegue se entusiasmar como os colegas brasileiros conseguem.
Creio que Neymar é um exemplo dos nossos dias em que
celebridades têm ascensão meteórica, muitas vezes sem terem nem mesmo muito
portfólio. Caem na mesma velocidade como que sobem, pois o que a mídia precisa
mais do que cultivar um ídolo é ter notícias de sucesso e de fracasso dele. É
exatamente esse o receio que tenho do que possa vir a ocorrer com o garoto.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Você torce pelo time que ganha?
As maiores torcidas são dos times que mais ganham ou os times que mais ganham são os que têm maiores torcidas? Pensei sobre isso ao ver a interessante estatística dos clássicos brasileiros na coluna do Rodolfo Rodrigues: Futebol em números.
Flamengo e Corinthians, por exemplo, não são as maiores torcida por acaso. O Flamengo tem vantagem em confronto direto com todos os outros três grandes do Rio. Em São Paulo, o Corinthians leva vantagem com Santos e São Paulo, embora perca para o Palmeiras.
De uma forma geral os times que tem maior torcida são os que mais vencem os confrontos diretos. Aqui no Ceará, há um equilíbrio grande, mas o Ceará continua na frente.
Há algumas freguesias históricas. A do Botafogo para o Vasco é uma delas. Veja mais nas tabelas abaixo extraídas do site. Quem quiser saber mais, vale a pena dar uma olhadinha em outros números aqui.
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
Os Riscos do Clássico-Rei
Nunca vi tanta baboseira ser dita sobre o clássico-rei. Incrível como a coisa foi tomando uma direção negativa que fica depois difícil de entender o que a ocasionou. Uma coisa é certa, a PM levantou a bola e os presidentes dos times ajudaram a piorar a situação.
Todo clássico é de risco. No entanto, é também uma oportunidade para se discutir seriamente a questão do radicalismo das torcidas. Antes de continuar, deixem-me esclarecer que sou tricolor de aço fanático (além de vascaíno, nome assim o indica). E sou daqueles que torço contra o Ceará. Claro! A rivalidade faz parte do futebol. Arrisco dizer que é impregnada em alguns genes. Detesto esses comentários politicamente corretos de que isso é negativo e coisa e tal. Agora, eu nunca vou deixar essa rivalidade me levar a praticar um ato de violência contra uma pessoa só porque ela torce Ceará. Faço piadas quando o Ceará perde. Como todo cearense, zoo e sou zoado. Essa é a beleza do negócio.
Essa tentativa de resolver os problemas dos emburrecidos que querem se matar não os deixando ficar perto um do outro me parece errada. Essas reações radicais, que são as mesmas dos que não conseguem conviver com quem tem escolha sexual diferente, tem cor diferente, tem religião diferente, etc., não pode ser combatida desta forma. Esse povo tem mais é que se misturar mesmo. Perceber que somos todos de sangue e suor (às 4 horas da tarde o PV é quente!) igual. As autoridades que se virem! Se são somente alguns doentes que provocam toda essa celeuma, que sejam identificados e isolados. Os outros, a grande maioria, tem o direito de torcer, xingar, zoar, chorar e vibrar. Afinal, na segunda-feita, vão ter que trabalhar.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Futebol e dinheiro público
Final de ano, momento de retrospectivas e de balanços de resultados. Como sou um fã incondicional de futebol, fito o tema, mas sem a pretensão de analisar táticas ou técnicas. Creio mais relevante pontuar o quanto considero inadequado o financiamento público dos times de futebol da forma como vem sendo feito pelos governos estadual e municipais.
Os governos vêm patrocinando diretamente os times profissionais em troca de um espaço de “propaganda” na camisa dos times. Típico caso de merchandising de uma imagem. Completamente inapropriado em se tratando de verba pública. Trata-se de uma deturpação do conceito de publicidade das ações públicas onde deve-se visar o provimento de informações ao cidadão sobre as ações realizadas pelos governos.
Infelizmente esse tipo de patrocínio vem se difundindo. O jornal O Povo apurou que em 2011 algumas prefeituras investiram mais de 1 milhão de reais em times profissionais que disputam o campeonato cearense de futebol. Há um grande rol de razões para que isso não seja aceito pela sociedade. Desde o inexistente impacto social ao fato de que acaba servindo mesmo é para auxiliar a promoção individual de dirigentes dos times (normalmente com ambições políticas). Além do mais, o péssimo ano do futebol cearense serve para mostrar que não é isso que vai nos fazer ter times melhores.
Não estou a dizer que não é papel dos governos apoiar o desporto profissional, mas há várias outras formas. Deve-se, por exemplo, fornecer uma infraestrutura correta e digna que dê acesso aos torcedores. O futebol como instrumento educativo também merece todo o apoio. Parcerias entre as escolinhas de futebol dos clubes e as escolas públicas seria uma iniciativa muito valiosa e de interesse público. Este tipo de iniciativa pode trazer vantagens mútuas, tanto para a sociedade com a inserção de jovens e adolescentes, quanto para os próprios times profissionais que precisam desesperadamente de craques formados nas categorias de base. 2012 bem que poderia ser diferente.
* artigo publicado na coluna Opinião do Jornal O Povo hoje
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Penalty e Cambalhota
Borges, atacante do Santos, gosta de comemorar seus gols dando cambalhotas. Esse vídeo que encontrei na Internet me fez lembrar dele. Não é inspirador?! :-))
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
A Paixão do Futebol!
Com o Torcida Virtual acabei vivendo e sentindo mais o futebol. O depoimento dos torcedores no mural de cada torcida é algo sensacional. Um objeto de estudo de qualquer um que queira compreender como movem-se as massas. Antes das grandes finais de ontem, que tiveram o desfecho que todos sabem, acompanhei alguns depoimentos de vascaínos, corinthianos e flamenguistas.
Eles refletiam o sentimento, as angústias e a esperança das torcidas. Por incrível que pareça, os corintianos, embora fossem os que mais estivessem próximos do título, declaravam sua apreensão de formas diversas. Vejam esse depoimento abaixo. Relativizava até a vitória. Afinal o Corinthians está acima de tudo.
CORINTHIANO gosta do Corinthians e pronto! Quem gosta de título é cartório. Quem gosta de Vitória é capixaba. Quem se preocupa com Gol é a Volkswagen. Quem se preocupa com o craque.. é noia . Quem se importa com divisão é matemático.... Viva a torcida mais apaixonada do mundo! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossas vidas. Quem é corinthiano curte e cola no mural e quem não é, SENTA E CHORA!
Os vascaínos de tão otimistas com a temporada, relatavam seu amor.
Vasco é paixão. Vasco é amor. Só quem é vascaíno sabe o o que é isso. Vasco mania tô contigo e não abro. Nada nos abala e um amor eterno a camisa a nossa nação vascaína.
No mesmo tom os flamenguistas declaravam-se apaixonados.
Serei Flamengo mesmo que a bola não entre, mesmo que o estádio se cale, mesmo que o manto sagrado desbote, mesmo que a vitória esteja longe. Serei Flamengo, seja longa a jornada, seja dura a caminhada, Flamengo no peito e na alma, no grito e nas palmas, serei Flamengo até morrer!
Essas e outras declarações só nos confirma o sentimento de que a paixão pelo time do coração está acima de vitórias ou derrotas. É o orgulho de fazer parte de uma comunidade, de uma grande nação.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
A Torcida do Corinthians
Ao acompanhar o movimento das torcidas no Torcida Virtual admito que estou impressionado com a atitude dos corinthianos. Além de serem os primeiros no ranking, participam ativamente do site e parece que já encontraram um outro objetivo maior do que o que tínhamos inicialmente ao lançar a ideia do mapa: mostrar o mapa dos corinthianos no MUNDO e não apenas o brasil. Vejam abaixo a figura que recortei do site. São ou não são um bando de loucos? :-)))
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Fortaleza: Tiramos o Bode da Sala
Ao ver a euforia da torcida tricolor depois do jogo contra o CRB, não pude deixar de pensar sobre como nosso nível de satisfação é algo variado. Para os que não estavam muito ligados à odisseia tricolor vivida no terceira divisão do campeonato brasileiro de futebol, deixem-me traduzir de forma sucinta. O time de futebol do Fortaleza estava brigando para subir para a série B, isso depois de ter caído vertiginosamente da série A para a série B e depois para a C.
Esse ano já é o segundo em que o time está na série B. A esperança de subir foi o grande motivador de todos. Torcedores, jogadores e diretores estavam convencidos de que era momento de voltar a competir nas divisões mais ricas.
A forma como se deu a manutenção do Fortaleza na série C é típica de operetas dramáticas. A campanha foi desastrosa e o time chegou a última rodada com grandes chances de cair para a série D. Não dependia mais de suas próprias forças. Precisava fazer quatro gols, o que não havia acontecido há muito tempo.
Conseguiu tal feito. Sobraram acusações de que houve acordo e esquema entre os times. No final, tudo deu certo e a alegria da torcida foi tão grande quanto a de uma grande conquista. Lembrei-me da seguinte historieta.
João e a Maria, que estão ambos desempregados, têm muitos filhos, não têm dinheiro para pagar as dívidas, encontram um consultor esperto, que lhes diz ‘ponham um bode na sala’. Eles põem, mas um mês depois têm os mesmos problemas e estão desesperados: o bode cheira mal, assusta as crianças e come os cortinados. ‘O que fazer?, perguntam o João e a Maria. E o consultor responde-lhes: tenho a solução, tirem o bode da sala». É a teoria do ganho do mal menor.
Assim somos nós torcedores. Tiramos o bode da sala.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Wikimapps Torcidas no iG
O lançamento do Torcidas Virtual essa semana foi concretizado ontem. Durante todo o dia o portal iG colocou em seu site na sua página de esporte a chamada para o mapa das torcidas. Vejam abaixo o momento em que a chamada saiu na primeira página do portal. O impacto foi imediato. As torcidas paulista reagiram imediatamente. Os corintianos que estavam adormecidos começaram a participar do site e hoje já estão em segundo lugar na caça do arqui-rival Palmeiras. A briga promete!
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Quem Merece Estar na Elite do Futebol Brasileiro?
Essa semana, ao ler a notícia que a equipe de futebol de Americana estreou na série B com um público de 54 torcedores pagantes, vi-me impelido a escrever sobre algo que já vinha pensando há algum tempo.
Primeiro, vale esclarecer para os menos aficionados que o time de Americana é o sucessor do Guaratinguetá. Como este último havia sido penalizado pela CBF, o primeiro jogo do Americana teve que ser fora de casa, em Sorocaba, o que certamente contribuiu para um público tão pequeno.
Agora, não acredito que a torcida de Americana seja assim tão grande e atuante e que sua média de público será muito diferente da deste primeiro jogo. Esse cenário já é conhecido. São Caetano, Santo André e Duque de Caxias são outros exemplos de equipes que estão sempre entre os melhores times de futebol, série A e B confundidas, mas que não possuem uma torcida representativa.
Não vou nem assumir que a prefeitura dessas cidades, de alguma forma, usa dinheiro publico para apoiar esses times. Acho isso um absurdo como já deixei claro neste blog aqui. O prefeito de Americana, quando do lançamento do time da cidade disse que prefeitura “não iria ajudar com recursos financeiros, mas no que for preciso para buscar isso, seja com empresas na cidade”. Não sei o quanto isso se verifica atualmente, mas o fato é que é impossível deixar de pensar em times como Paysandu, Santa Cruz, Fortaleza, ABC e tantos outros que levam centenas de milhares de torcedores aos estádios.
Vem-me a cabeça naturalmente a pergunta: este modelo de escolha dos times que ficarão entre os melhores do Brasil está correto? Uma pergunta que pode não ser lá muito politicamente correta. Afinal, qual critério pode ser mais justo do que a vitória em campo? Se os times de grande torcida não conseguem vencer os de pouca, paciência. Que prevaleça o melhor em campo. Simples, não?
Não acho que seja assim tão simples. Não podemos ser inocentes e não constatar que essa configuração de equipes que participam da elite do futebol brasileiro reproduz a disparidade econômica existente no País. As regiões mais ricas do País tendem a possuir mais representantes. Isso é bom? Será que o tamanho da torcida e a representação nacional não mereceriam mais importância? Não digo isso com o intuito de promover protecionismo, nem reserva de mercado para um ou outro time, só acho que essas características poderiam ser levadas em conta nem que fosse para repartição de cotas de transmissão.
Não tenho resposta para minha própria indagação. Mas volto a mencionar o modelo da NBA que acho muito interessante. Lá os times que são os mais fracos de uma temporada têm a prioridade de escolher os melhores jogadores universitários. A representativa das equipes no País é fundamental até porque lá, os times disputam campeonatos por região geográfica (leste e oeste, por exemplo). Isso faz com que o campeonato seja sempre muito competitivo e uma equipe que foi a última em um ano pode ser a primeira no outro.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Cochilo do Goleiro
Vocês se lembram do gol do Ronaldo fenômeno em que ele espera atrás do goleiro e quando o mesmo deixa a bola cair o surpreende? Vejam esse gol abaixo no futebol italiano (via Brasil Mundial). O goleiro pega um penalti e depois ....
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Homenagem a Pelé
Só agora tive acesso a essa (via Alex Garcia) bonita e merecida homenagem da VIvo a Pelé. Um filme dirigido por Fernando Meirelles com o título 1284, em que o Rei do Futebol faz mais um gol. Esse que seria sim, seu último. Os adversários são obviamente os argentinos. O palco: Morumbi. E o gol ... bem, o gol vocês mesmos merecem descobrir. Assistam no vídeo abaixo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A Imprensa Esportiva e a Seleção
Os últimos atritos de Dunga com a imprensa levaram-me a refletir sobre os porquês dessas crises. Verdade seja dita. Não é só Dunga que tem (ou teve) essas crises. Outros técnicos também sofreram com a pressão de ser técnico da Seleção e a imprensa acaba sendo canalizadora e algumas vezes geradora dessa pressão. Os atritos são comuns. Alguns mais habilidosos, como Parreira, tiraram de letra. Outros como Felipão, Zagalo, Leão e Luxemburgo em maior ou menor escala tiveram relação conturbada com a imprensa. Defensor incondicional da Imprensa como instituição fundamental da democracia que sou, acho que o papel de intermediária entre a Seleção e a população exercido pela imprensa é fundamental. Afinal de contas, quer goste ou desgoste, nada mais importante ao cidadão brasileiro do que o futebol nacional. Ser informado sobre tudo o que acontece com a Seleção é questão de vida ou morte.
Evidente que não se pode esperar que a imprensa seja só uma mera repassadora de fatos. Cabe-lhe também interpretá-los, analisá-los e mesmo induzir o espírito critico da sociedade. Em se tratando de política, por exemplo, a investigação jornalística é fundamental para controle social.
Em tempos de Copa do Mundo, no entanto, os interesses econômicos são muito grandes. Os patrocínios gigantescos e as exigências por exposição das marcas igualmente. Como gerar pauta para todo esse esquema? Com programas de “análise” esportiva. E haja analista e haja assunto. A mídia está repleta de “especialistas” e que se posicionam sobre toda e qualquer escolha feita pelo treinador ou jogadores. Impossível acertar. Impossível ter consenso. Dificílimo ser imparcial. Alguns jogam literalmente para a galera (para ficar no contexto), pois mantém a popularidade. Nesse contexto, chega-se mesmo a esquecer que o futebol por ser um jogo carrega o fator do imponderável. A conseqüência é que se passa ao exercício do achômetro com roupagem jornalística sendo assim inevitável o desgaste. As críticas e observações pontuais em particular sobre o treinador ficam repetitivas e passam a imagem de que há uma perseguição. O interessante é que isso pode se voltar contra o próprio veículo jornalístico. Os recentes eventos com Cala Galvão, Cala Boca Tadeu Schmidt e Um Dia Sem Globo exemplificam isso.
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Só Alguém como Dunga
Chegando ao País, percebe-se claramente o clima de Copa. Assisti duas copas fora do Brasil. Em 94 estava morando na França e em 2006 estava nos EUA. Tinha esquecido do ambiente que toma conta de todos por aqui e do papel da imprensa nesse processo. A Globo, por exemplo, torna-se uma autêntica animadora de auditório. Agrega à qualquer reportagem muita emoção apelando essencialmente para o patriotismo.
Tinha esquecido também do quanto é cruel a profissão de treinador da Seleção. Impossível agradar a todos. Na verdade, eu diria que é impossível mesmo agradar a poucos. Somente alguém como Dunga para suportar. Ele é daquelas pessoas obstinadas e obcecadas o que lhe faz beirar à teimosia. Sempre achei injusto a escolha de Dunga para técnico da Seleção. Acho que é desprestigiar demais os técnicos de carreira. Só que essa estória já não tem mais muito sentido, pois ele já está como técnico há mais de três anos e, além do mais, não é mesmo sobre isso que quero refletir. Na verdade, o que gostaria de mencionar é o quanto Dunga tem se mostrado competente.
Concordo plenamente com Tostão, quando ele menciona que damos excessivo valor aos técnicos de futebol. Ele já escreveu algumas vezes em sua coluna nos jornais do País, que a influência do técnico nos resultados é bem menor do que pensamos. No entanto, pode-se perceber quando um time tem um padrão tático bem definido. Isso sim, deve-se a um bom técnico. Dunga fez isso com a Seleção. Ele não tinha a menor experiência como técnico, mas conseguiu algo que poucos técnicos conseguem em seus times e muito menos na Seleção.
Não estou a dizer que o padrão atual que a equipe apresenta é aquele que nos entusiasma, que nos faz sonhar ou mesmo que vai nos trazer o hexa. Mas creio que somente Telê conseguiu implantar um padrão ofensivo nesses últimos 30 anos. Dunga decidiu seguir a mesma dos outros em particular inspirando-se nos vencedores Felipão (2002) e Parreira(em 1994). Enfatiza o equilíbrio defensivo, reduz a possibilidade de erros, prepara-se para o contra-ataque e, principalmente, cria um clima de “equipe fechada”. As vitórias virão com a individualidade do atacante brasileiro. Podemos até não gostar do caminho que Dunga escolheu, mas temos que admitir que é uma opção lógica.
Em resumo, o hexa vai depender substancialmente das individualidades. Foi assim no primeiro jogo com Michael e com o passe de Robinho. Será o bastante? Só podemos torcer, pois a equipe que lá está não pode jogar diferente do que vem fazendo.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Frutas do Bosque, Finlândia e Futebol
Inusitado encontro no belo e limpíssimo Mercado Central de Helsinki na Finlândia. Decidi comprar frutas vermelhas silvestres também ditas frutas do bosque (não dos nossos bosques, né!). Aquelas que adoro e que sinto tanto serem raras (e caras) em Fortaleza: framboesas, cerejas, mirtilhos e morangos. O vendedor era um turco (o da foto acima). Com inglês recalcitrante perguntou qual minha prosa. Ao dizer que era do Brasil, fez questão de tirar seu agasalho e mostrar-me a camisa que tinha por baixo. A camisa do time de futebol Fenerbach de Istambul na Turquia. Tinha o número 9 e o nome do atacante Deivid (ex-Corinthias). Perguntei-lhe “Is he good”, a resposta afirmativa veio com “all Brazilians are good”. Orgulhei-me.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Copa do Mundo de 2020: Essa sim, será ao Vivo
Se a Copa de 2020 for no Japão, você pode ser capaz de ir para o estádio de futebol local e ver em tempo real hologramas (veja exemplo de holograma aqui) em 3D de jogos do torneio projetado em tamanho real no campo. Exageradamente futurista? Mas é isso mesmo! A proposta do Japão para a Copa do Mundo de 2022 inclui uma iniciativa denominada Universal Fan Fest, um plano de U$ 6 bilhões para levar aos fãs ao redor do mundo transmissões 3D do torneio. A proposta japonesa quer levar a 400 estádios de 208 países essa maravilha da tecnologia. Para isso, cada jogo será capturado a partir de 360 graus por 200 câmeras de alta definição.
Para arrasar com qualquer outro competidor, há ainda a proposta de captar energia para todo a parafernália de câmeras e etc. sabe de onde? Da energia vinda do batimento dos pés dos torcedores no estádio.
Com uma proposta dessa, não se admirem se a Copa voltar a Asia tão cedo depois de 2002. Na verdade a tecnologia de transmissão holográfica em 3D deverá estar popular mais cedo do que a Copa de 2020. O que o Japão está a fazer é somente impulsionar mais ainda as iniciativas existentes.
Acho bom é que meus netos vão olhar para as TVs de hoje e gozar suas mães da mesma forma que elas me gozam quando falo da TV em preto e branco. Admito que não pensei que minha vingança viesse tão cedo.
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