Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador estatísticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estatísticas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Smartphones ainda não chegaram com tanta força. Vai demorar ?

Essa estimativa feita pela Google, reproduzida pelo Mashable (em cópia abaixo) indica que os smartphones ainda não têm, no Brasil, uma penetração tão grande. Não estamos nem entre os 15 países com maior uso (em relação a celulares comuns). A grande questão, que não foi coletada no estudo da Google, é a taxa de crescimento deste uso em outros países. Creio que, muito em breve, faremos parte desta lista.  Surpreendeu-me (e ao Mashable) a posição dos EUA que estão em décimo terceiro. Reflexo da crise?



terça-feira, 5 de março de 2013

Fortaleza NÃO é a 13a cidade mais violenta do mundo




“Estatísticas não mentem jamais. Já os estatísticos ...”

Antes que estatísticos sintam-se ofendidos, deixem-me dizer que o subtítulo deste artigo não visa, atingi-los, nem critica-los. Trata-se de uma alusão anedótica à, complexa e cheia de armadilhas, tarefa de analisar e interpretar estatísticas. 

Semana passada o jornal O Povo fez uma matéria baseada em um estudo feito por uma ONG mexicana que classificou Fortaleza como a 13a cidade mais violenta do mundo. Mesmo reconhecendo a trágica situação que vivemos no campo da Segurança Pública, a classificação apresentada, de pronto, me soou equivocada. Números que uso frequentemente em meus estudos nunca haviam mostrado tal ranking. Pus-me então a investigar fontes alternativas e os números e metodologia usada por tal ONG.

No mapa da violência 2012 lançado pelo Instituto Sangari, Fortaleza não figura nem em entre as cinquenta cidades brasileiras mais violentas. Entre as capitais nordestinas,  Maceió, Recife e João Pessoa sim, fazem parte da lista.  Por que então essa divergência?

O ranking gerado pela ONG mexicana foi obtido a partir de uma metodologia sui generis. Escolheram somente algumas cidades com mais de trezentos mil habitantes e a partir delas fizeram uma classificação. Serra no Espirito Santo, por exemplo, uma das mais violentas do Brasil, não foi nem escolhida no estudo. O critério de escolha das cidades e o corte em trezentos mil habitantes não é claro. O fato é que proclamar que Fortaleza é a 13a mais violenta do mundo com base nesse estudo é simplesmente incorreto.

Ainda mais surpreendente é que após a matéria, os jornalistas do O Povo continuaram a repercuti-la e o Governo do Estado até hoje não se pronunciou. Quem cala consente, não? Fatos como esse só me deixam cada vez mais convicto de que a abertura de dados, tal como propus com WikiCrimes (http://www.wikicrimes.org) é a melhor política para dar transparência e publicidade ao que ocorre. Não seria preciso ir buscar tão longe dados sobre o que acontece aqui por essas bandas. Se é para interpretar erroneamente os dados, que sejam pelos menos dados únicos compartilhados.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mortes por arma de fogo no mundo: estamos “bem”


Os EUA com cerca de 5% da população mundial têm quase 50% das armas que estão nas mãos de civis. Um numero impressionante. É quase 90 arma para cada cem habitantes.

O The Guardian fez um mapa para mostrar como é essa distribuição. Vejam também abaixo quais os maiores índices de homicídios por arma de fogo no mundo. Não temos muito o que nos envaidecer, pois estamos entre os primeiros. Só perdemos para alguns países da América Central e da América Latina como Porto Rico, Honduras, Guatemala, Venezuela e Colômbia. Veja a matéria completa aqui.



terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que nos dizem os dados criminais


O Anuário da Segurança Pública 2012 , produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança é um documento que revela não só as altas taxas de violência que continuam nos demarcando negativamente em comparação com boa parte do mundo, mas evidencia ainda a vulnerabilidade de nossas instituições policiais em uma atividade básica como contar crimes. 
 Nele pode-se inferir que as polícias ainda tratam a coleta e divulgação de dados sobre crimes como uma obrigação, pois sentem-se pressionadas a informar a sociedade, mídia, ministérios, etc. Como não o fazem por necessidade cotidiana, o fazem muito mal. Não seguem padrões, só divulgam aquilo que os interessa e não se integram com dados de outras esferas. Segundo o Anuário, o Ceará, por exemplo, não informou ao Ministério da Justiça nem a quantidade de ocorrências de roubos em 2010 e continua sem informar essa quantidade em 2011.
A maioria das polícias, dentre as quais as cearenses, não informou também as mortes provocadas por policiais, seja em serviço ou não. Tal estatística é condição mínima para a criação de uma política para reduzir as ações de uso abusivo da força.
O mais surpreendente é que, em alguns Estados, boa parte das ocorrências de crime que levaram à mortes são classificadas como “a esclarecer”. Ou seja, sabe-se que houve uma morte, sabe-se que foi em decorrência de violência, mas não são classificadas. Esse fenômeno não é totalmente injustificado, pois nem sempre se pode imediatamente determinar a causa mortis, mas o que surpreende é a frequência e taxas crescentes com que vêm ocorrendo. Aqui no Estado, elas chegaram em 2011 a 17,8% das ocorrências, no Rio de Janeiro, a 37%. Isso faz com que as taxas oficiais, por exemplo de homicídio, tenham baixa credibilidade.
Essa realidade só evidencia um modelo de polícia que se esgota. Os dados não são confiáveis porque são usados raramente pelas próprias polícias. Para fazer o policiamento que se faz hoje, é bem verdade, não são tão importantes. O desafio é avançar para um novo modelo de polícia com foco na resolução de problemas, na investigação e na inteligência Assim, a melhoria da qualidade dos dados sobre crimes virá como consequência, bem como por necessidade.
* Artigo publicado hoje na coluna Opinião do Jornal O Povo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Anuário 2012 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública


O lançamento do anuário 2012 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) sobre a realidade da Segurança Pública no País continua, infelizmente, sendo um evento midiático. Digo infelizmente não como uma crítica ao anuário, à imprensa, nem muito menos à iniciativa do Fórum em produzi-lo, mas ao fato de se caracterizar como um evento por jogar luz nas enormes deficiências das instituições públicas que atuam na área.

Primeiramente o anuário revela as altas taxas de violência que continuam nos diferenciando de boa parte do mundo e em especial dos países com desenvolvimento econômico similares ao nosso e que tanto gostamos de nos comparar.

Não fora somente por isso, ele é também um evento, por evidenciar a vulnerabilidade de nossas instituições em uma tarefa tão básica como contar crimes. Ele mostra de forma inconteste que essa tarefa não é feita de forma correta em boa parte dos Estados.

Vejamos alguns exemplos. Para começar é preciso fazer um esforço em classificar os Estados em grupos que se caracterizam pela qualidade do dado que fornecem ao Ministério da Justiça via Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). Sem isso as comparações e diagnósticos ficam prejudicados e podem levar a interpretações equivocadas.

Em 2011 foram quinze os Estados considerados como fornecedores com dados com qualidade (não necessariamente os mesmos de 2010). O primeiro parâmetro para tal classificação foi uma comparação com os dados do Datasus que possui um banco de dados que contabiliza mortes por agressão. Divergências muito grandes são indicadores de falta de qualidade. O Amapá, por exemplo, forneceu a SENASP informação de que haviam ocorrido somente 6 homicídios em 2011, muito embora o Datasus tenha registrado cerca de 180 mortes por agressão.

O outro parâmetro para classificar os Estados é a frequência e abrangência dos dados que são informados esses dados a SENASP. Alguns Estados simplesmente não informam alguns dados básicos. Estados ricos como Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina não informam adequadamente as informações a SENASP. O Ceará, para não ficar por fora, não informou a quantidade de ocorrências de roubos em 2010 e continuou sem informar a quantidade para o mesmo fato em 2011.

Pouquíssimas polícias contabilizam as mortes provocadas por policiais seja em serviço ou não. Desta forma, não podem dizer que têm alguma política para reduzir uma das chagas que vêm marcando as forças policiais desde o Estado Autoritário: o uso abusivo da força.

Vê-se ainda que boa parte das ocorrências de crime que levaram a mortes são categorizadas como “a esclarecer”. Ou seja, sabe-se que houve uma morte, sabe-se que foi em decorrência de violência, mas não são caracterizadas nem como homicídio, latrocínio, lesão seguida de morte, enfim, são a serem esclarecidas. Esse fenômeno seria até compreensível, pois nem sempre se pode imediatamente determinar a causa mortis, mas o surpreendente é a frequência e taxas crescentes com que vêm ocorrendo. Seria uma tentativa de maquiar a realidade?

No Rio de Janeiro, por exemplo, do total de 6620 ocorrências que levaram a morte, 37% delas são “a esclarecer”. No Ceará, a taxa também é crescente e já chega a 17,8% das ocorrências. Vale ressaltar que não estão aqui inseridas as ocorrências de suicídio e tentativa de suicídio, que aliás, também estão em alta em alguns Estados.

O Ceará, segundo dados coletados pela SENASP à própria Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado, é um dos Estados da Federação onde mais há ocorrências registradas pela polícia de suicídios ou tentativas em 2011. Um número alto a ser investigado, se não pelos os estudiosos em segurança, pelo menos para os responsáveis pela saúde pública. Os números contrapõem-se ao nosso senso comum de que somos um povo acima de tudo alegre e que chega mesmo a fazer humor com nossa desgraça.  Ou seria outra forma errônea de contar as ocorrências?

Tem muito mais a ser investigado nos dados do anuário. Trata-se de rica fonte de informação para aqueles que querem entender nossa realidade na área de Segurança Pública. Como já escrevi aqui no blog, nossas deficiências em contar crimes são evidências fortes de que nosso modelo de polícia está esgotado. Os dados não são confiáveis porque não são usados. Não são usados porque não são considerados importantes. Para fazer o policiamento que se faz hoje, é bem verdade, não são importantes mesmo não.

Para mim, um profissional da área de Tecnologia da Informação, a frustração é ainda maior. Considerando todos os recursos investidos em Tecnologia da Informação dos últimos anos, todas essas deficiências me levam a crer que ainda por cima estamos jogando muito dinheiro fora. Além da queda, o coice.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os Jogos Olímpicos Móveis


Os últimos dados liberados pela Google sobre as buscas efetuadas em seu buscador indicam que as olimpíadas foram um evento em que o uso do SmartPhone se diferenciou. Quase a metade das buscas efetuadas em termos ligados aos jogos olímpicos vieram de telefones e de tablets.

Vejam abaixo gráficos que mostram isso. No primeiro vê-se o volume de buscas nos dias 27 e 28 em comparação com buscas efetuadas em outros dispositivos. Em certos momentos da abertura o uso de mobile foi maior do que o de computadores. O segundo mostra o percentual das buscas feitas nesses dispositivos nos dias 27 e 28 de julho. Vejam que essa onda parece ainda não ser tão forte aqui no Brasil. Parece-me um reflexo da crise de oferta de serviços com qualidade e preço reduzido que nos aflige. Creio ser somente questão de tempo.





quarta-feira, 4 de abril de 2012

Você torce pelo time que ganha?

As maiores torcidas são dos times que mais ganham ou os times que mais ganham são os que têm maiores torcidas? Pensei sobre isso ao ver a interessante estatística dos clássicos brasileiros na coluna do Rodolfo Rodrigues: Futebol em números.

Flamengo e Corinthians, por exemplo, não são as maiores torcida por acaso. O Flamengo tem vantagem em confronto direto com todos os outros três grandes do Rio. Em São Paulo, o Corinthians leva vantagem com Santos e São Paulo, embora perca para o Palmeiras.

De uma forma geral os times que tem maior torcida são os que mais vencem os confrontos diretos. Aqui no Ceará, há um equilíbrio grande, mas o Ceará continua na frente.

Há algumas freguesias históricas. A do Botafogo para o Vasco é uma delas. Veja mais nas tabelas abaixo extraídas do site. Quem quiser saber mais, vale a pena dar uma olhadinha em outros números aqui.





quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As Estatísticas da SSPDS Continuam a Decepcionar

Semana passada a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social apresentou o que considera um avanço na política atual: números que dizem indicar a redução da criminalidade. Os dados liberados estão aqui. Apresentou um sucinto relatório que tem o título sugestivo de “Redução da criminalidade”.

O relatório e sua apresentação reforçam uma política, a meu ver equivocada, de só mostrar números positivos. Os negativos é como se não existissem. A entrevista do responsável, Prof. José Raimundo, no O Povo é bem clara. Quando perguntado sobre os números sobre latrocínio e roubos a veículos, respondeu que não ia apresenta-los pois “não conseguimos freá-los ainda”. Ou seja, fica claro que os dados liberados são tendenciosos. Só se libera aquilo que conforta a SSPDS. É a antítese de tudo que se discute hoje em dia em termos de governo aberto. Como os dados de Segurança, em sua grande parte, são tratados exclusivamente pela Polícia, quem quiser que acredite no que for liberado. E olhe que assim fica bem difícil.

Essa medida é levada a um extremo tal que mesmo os dados com um pouco maior de detalhe seguem a mesma linha. Ao analisar os dados de homicídios fiquei ainda mais surpreso. Até neste quesito, que a SSPDS, julga ter melhorado, os dados liberados são tendenciosos. Aparecem estatísticas de queda de homicídio em algumas áreas que são bem maiores do que a queda total. A queda de homicídios total apresentada pela SSPDS, por exemplo, foi de 1,22%. Na região metropolitana essa queda foi de 11,52%. Espera-se obviamente que os dados do interior mostrem um incremento, não? Certamente mas, esses números não são apresentados! Quem quiser que faça a conta de que houve um aumento de 10,32%.

Na mesma matéria diz-se que 20% dos bairros concentram 80% dos homicídios. Quando a repórter perguntou quais eram os bairros, recebeu como reposta que “  por questões de estratégia, a secretaria prefere não divulgar quais são esses locais.”  Abre-se aqui espaço para, qualquer dia desses, um “furo jornalístico” acontecer. Essa é a prática comum nos últimos anos. Aos amigos do rei, os dados, aos inimigos, a escuridão da desinformação. 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sigilo de Dados Criminais: Fatos e Versões


Recentemente, mencionei a, na minha opinião, tímida atitude do Governo do Estado de São Paulo em colocar na Internet as estatísticas de crimes por distrito policial. Disse que era um avanço, mas que muito mais é necessário. Há cerca de três anos venho denunciando a cultura que parece nos impede de compreender que as informações públicas devem todas estar à disposição dos cidadãos.

Fiquei surpreso, ao descobrir, ainda na semana passada, notícias sobre denúncias de que especialistas  contratados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foram acusados de vender informações, ditas sigilosas, sobre a estatística de crimes. Vejam matéria aqui.


Não vou entrar no mérito específico da questão, até porque não tenho informações precisas do que realmente ocorreu. Agora, surpreendeu-me sobremaneira o fato de que todas as matérias sobre o tema alardearem a existência de informações sigilosas que não poderiam ser divulgadas. Mas que informações são essa? Em busca de compreender mais o problema, vi que se tratavam somente de estatísticas de crime por local. Isso é um absurdo total. Dados de ocorrências criminais com o tipo de roubo, local, hora e data são públicos.  Não têm nada de sigiloso. Não aceitar isso é incentivar um jogo de interesses promíscuos entre os que têm acesso à informação e aqueles que se dispõem a comprá-la ou a consegui-la de forma não transparente.  

Se estamos totalmente convencidos de que as informações são sigilosas, então o problema da falta de controle sobre as mesmas é realmente preocupante. Afinal de contas, o trato de informações sigilosas  requer controles e mecanismos de proteção muito maiores do que os seguem as Secretarias de Segurança. Abundam as denúncias de que certas empresas conseguem acesso às informações de lugares mais perigosos diretamente de fontes oficiais. Enquanto isso, não recebi resposta de NENHUMA Secretaria de Segurança à minha carta  (leia-a aqui) em que proponho parceria com WikiCrimes, justamente para expor aos cidadãos essas informações públicas. 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Novidades Para os Criadores de Mapa em WikiMapps

Os administradores de mapas colaborativos em WikiMapps podem agora ter uma breve estatística de registro de usuários nos mapas. Criamos uma opção de visualização de gráficos onde, alem da estatística básica, pode-se ter uma idéia da distribuição dos marcadores, os últimos comentários, o total de usuários que se registraram no mapa e outras informações. Trata-se de um primeiro movimento na direção de proporcionar mais informações aos administradores dos mapas para que os mesmos possam compreender as motivações dos usuários dos mapas que criaram e os ajudem a aumentar a participação. Vejam abaixo um exemplo de gráfico fornecido. Se quiser saber mais é só acessar www.wikimapps.com.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Relógio Mundial Estatístico

Este relógio gerado no site poodwadlle.com é bem interessante com estatísticas diversas atualizadas a cada momento baseadas em dados reais e em algumas estimativas feitas a partir da distribuição histórica dos dados. Pode-se acessar dados como a população mundial e a taxa de crescimento(os dois primeiros) por ano(YR), mês(MTH), semana(WK), dia(DAY) e atualmente(NOW). Basta clicar nos botões do relógio.


Poodwaddle.com