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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ciência Motivacional


Nesse fim de semana, quando uma malvada virose me permitiu, estive assistindo o vídeo da palestra de Dan Pink no TED Oxford. Ele retoma a questão cujo a qual já discorri aqui no blog e que tem Dan Ariely, autor de Predictabily Irrational” como a voz mais ativa: a economia comportamental

Pink volta à questão do que motiva as pessoas e o caráter deletério que as recompensas financeiras podem ter. Em particular, ele dá exemplos de tarefas criativas e de como as pessoas reagem negativamente quando instigadas a desenvolvê-las por recompensas financeiras. Em tarefas onde se exige esforço mecânico e continuado as recompensas financeiras funcionam bem. Mas o mundo dos negócios hoje em dia se baseia de mais em mais em atividades criativas.

O exemplo da estratégia da Google de dar 20% do tempo do trabalho para o funcionário fazer o que desejar é mencionado como uma prática adequada para esse novo contexto. Cerca de 50% dos novos produtos da Google nasceram dos próprios funcionários justamente nesse momento em que têm tempo livre. A motivação que os move é a de poder criar algo novo e atrelar seu nome a isso.

A palestra começa com uma historinha de um exercício criativo que é bem interessante: o problema da vela. Veja a figura abaixo com tachinhas, fósforos e a vela. Como fazer para acender a vela suportá-la na parede de forma que a cera não caia na mesa. A resposta está no vídeo, mas saibam que pessoas recompensadas com dinheiro para terminar essa tarefa mais rápido acabam por realizá-la de forma mais lenta do que um grupo sem esse tipo de incentivo.



terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dinheiro é Sempre a Melhor Recompensa?

Ao ler um texto de Dan Ariely no blog do TED sobre o que nos motiva e do quanto as compensações financeiras impactam nessa motivação, descobri esse vídeo super bem feito que descreve um experimento presente no livro Predicatably Irrational (referenciado na coluna de livros interessantes ao lado). Trata-se de uma forma bem criativa de contar uma estória. Pena não ser para qualquer um. Aliás, dêem também uma olhadinha na página de Ariely. Só o design inicial já vale a visita.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entender a (ir)racionalidade humana para economizar energia

Muito interessante a pesquisa desenvolvida em Harvard e MIT (Massachussets Institute of Technology) por cientistas da área dita economia comportamental. Eles investigam como as pessoas tomam decisões, que nem sempre são racionais, que acabam por fazê-las gastar mais energia do que o necessário, mesmo se isso lhes trouxer prejuízo.

Na verdade, os pesquisadores acreditam que por vezes essas atitudes são irracionais são porque as decisões são complexas e nem sempre o indivíduo tem a percepção dos riscos e benefícios. Por exemplo, ao se comprar um ar condicionado ou um carro os benefícios de se comprar um produto mais econômico muitas vezes só são percebidos com o tempo e fazer a conta não é evidente. Eles estudam que tipo de raciocínio errado os consumidores são induzidos a cometer. Muitas vezes somente a apresentação do produto e dos planos pode fazer os consumidores compreender melhor as vantagens e mudar suas decisões.

Outra forma de mudar o comportamento das pessoas é prover informações que permitam comparações, principalmente no tocante às relações sociais e controles implícitos que elas provocam nas pessoas. Alguns estudos sobre como apresentar a conta de energia são iluminadores. Além dos habituais relatórios do quanto foi gasto, os pesquisadores incluíram uma comparação com o quanto os vizinhos gastam. Só isso teve um impacto significativo na postura dos consumidores. Embora mensagens altruísticas de que precisamos melhorar o mundo podem ter efeito positivo, quando as mensagens são mais aplicadas a um contexto local, os resultados são mais palpáveis. Vejam mais sobre esses estudos aqui.