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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Uso de Preservativo e Valores Morais

Creio que a opinião pública brasileira, de uma forma geral, não tem dúvida de que os governos federal e estaduais têm obrigação de construir campanhas de esclarecimento à população quanto aos males que sexo sem proteção pode trazer, em particular com a transmissão do HIV. Em se tratando de um País laico, ou seja, onde não há intervenção da religião na estrutura legal e de poder político, não se pode esperar que o governo seja influenciado em sua política de saúde por questões religiosas. Mas será que essa questão é assim tão simples? Dado o calor do debate recorrente, pode-se perceber claramente que não. Embora algumas declarações intempestivas de uns e outros possam passar a impressão de que há radicalismos e intransigências (como declarações de religiosos pondo em dúvida a qualidade da camisinha como protetor), creio que o cerne da questão é que, neste debate está embutido um outro que versa sobre o quão um governo é responsável por disseminação de valores morais. O habitat tradicional de divulgação dos valores morais defendidos pelos religiosos é a igreja (ou templos), local onde os cultos ocorrem. Evidentemente que o trânsito da mensagem religiosa não se restringe a esses espaços. Os religiosos buscam a interação direta com a sociedade e há uma luta diária pela conquista do “fiel”. Nessa busca de disseminação dos valores morais que defende a igreja, os meios de comunicação de massa são um componente fundamental. Fica assim mais simples de entender o porquê das críticas veementes e recorrentes da igreja a forma como a mensagem governamental tem sido veiculada. As campanhas publicitárias dos governos ignoram totalmente o fato de que um comportamento sexual restrito a um parceiro ou mesmo a abstinência são igualmente formas de proteção contra transmissões de doenças. Tome, por exemplo, o slogan básico usado nas recentes campanhas: “Use camisinha!”. A igreja se queixa de que haveria aqui uma tendência a se desvincular toda e qualquer responsabilidade de se passar uma mensagem que comporte apoio a algum valor moral que possa ser considerado conservador. Afinal, o Estado tem ou não uma responsabilidade dessa natureza? Esse é o debate que me parece mais importante para o País e que temos obrigação a suscitá-lo. Os países ocidentais com sociedades mais amadurecidas encontraram seus caminhos. Em países laicos os valores morais são transmitidos nas escolas e se baseiam nos direitos fundamentais do ser humano. No entanto, quando se fala de um país que não consegue prover uma educação de qualidade para a maioria da polução, fica evidente de que existe um vácuo de educação moral e que contribui para incrementar as crises sociais que vivemos hoje. Precisamos encontrar o nosso caminho.

3 comentários:

Anônimo disse...

Caro Vasco,

E cada vêz mais, nossas escolas buscam ensinar o que os alunos precisam para passar no vestibular. Esta lógica já está também nas escolas públicas.

Não que isto não seja necessário. Porém, não podemos deixar de passar para nossos alunos mensagens que levem a um comportamento e atitudes que entendemos serem benéficas para eles.

Na época da ditadura tínhamos nas escolas Educação, Moral e Cívica.

Na época atual precisamos de algo assim, principalmente porque alguns pais não tiverem estas mensagens e consequentemente não poderão passar para os seus filhos. Só nos resta a escola.

Mariano David Soares disse...

Quanta ignorância meu Deus! Se a camisinha for aprovada, Mateus 16, 13-19 vai tudo por água a baixo. Isto é, as portas dos infernos prevalecerão contra a Igreja. Mateus 6, 24 estaremos servindo a dois senhores: a Deus e a Mamom, o Diabo.
Medite nas mensagens abaixo:

Comportamento da Sociedade e da Igreja.
Não posso acreditar que a Igreja vai deixar camisinha chegar às escolas.
Continuo aguardando uma posição da Igreja sobre o preservativo camisinha. Esse silêncio e essa quietude estão dando a entender que já estão de acordo, e sendo assim não haverá mais comunhão e nem confissão, pois o leigo e o padre sempre estarão ocultando essa aberração, essa afronta. A Aids não é uma epidemia comum e sim um castigo de Deus sobre a desobediência sexual. Quando eu digo Igreja, não é essa e nem aquela. Estou-me referindo às Igrejas de todas as denominações. Isto é, indiferente de credo. A escola não poderá ter uma bíblia aberta em seu ambiente. Essa afronta vai ser uma revolução tanto no ambiente social como religioso e no lar. A jovem só poderá ter direito a festa e presente de quinze anos se for virgem, caso contrário estamos de acordo com o sexo a menor. É uma forma também de castigo para que ela conserve a virgindade. A noiva terá de ser submetida ao exame de castidade, ou então a Igreja pare de mentir que o sexo só deverá ser praticado após o casamento. Quando digo jovem, é claro, estou me referindo também ao rapaz, só assim aprenderá a respeitar sua namorada, sua noiva. Apesar de que o sexo feminino é que está dando de cima do sexo masculino. O culpado de tudo isso é a sociedade e a Igreja, que prega, mas não fiscaliza e nem dá valor a castidade, pelo contrário, fica realizando casamento de noivas impuras e até mesmo de segunda mão. Pode crer que esse é o motivo de pelo menos 80 % das separações e divórcio. Todo homem, perante Deus tem o direito de romper um hímen, cabaço. Quer dizer, o rapaz vem de uma família conservadora, tradicional e religiosa, de um dom de boa índole, se preservando para a noite de núpcias e na maioria das vezes não acha o mel só à lua. É por isso que ficam num desespero terrível e quando a namorada, a noiva oferece não consegue resistir. E os pais por sua vez, em vez de ajudar na castidade da filha ou do filho, ficam fazendo o contrário, incentivando-os a adiantar o sexo, até mesmo concordando em dormirem juntos em casa. E querendo ainda se justificar: é melhor fazer em casa do que na rua. Se você, leitor (a), pensa igual a ele, se considere um desclassificado, um verme. Eu acho que quando um rapaz chega a casar, já abusou de muitas outras garotas. Isso é uma DESGRAÇA. Eu acho que é por isso que muitos não dão valor se a noiva é virgem ou não. Já vi muitos pais, até mesmo de boa família que fala para o filho: e aí, vai firme, porque se você não comer, vem outro e come. Eu acho que já está na hora de Deus mandar um castigo maior do que a AIDS. Por exemplo, uma chuva de enxofre ardente como no caso de Sodoma e Gomorra. Essas verdades que estou escrevendo, dá muito aval a traição e a infidelidade. Já vi muitas senhoras casadas dizendo: se meu marido quiser pular cerca, pule, mas use camisinha. Isso da até repugnância. Eu já alertei a minha família, se for a favor da camisinha, por favor, não comungue, não confesse por que estará traindo Jesus. Obs.: Ainda está em tempo, temos que reverter esse quadro. Diga não a camisinha. Diga sim a castidade e a fidelidade! Acesse no Google: Mariano David Soares, ou Campanha Anti-camisinha e ainda Sexo seguro/Sexo cristão. O Sexo conforme a Lei de Deus. Aguardo resposta. Se não tiver uma resposta positiva até o final do primeiro trimestre/2009, me aguarde. Não é uma ameaça, uma alerta. Atenciosamente,
Mariano.

Anônimo disse...

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