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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Titanzinho é Aqui

Semana passada fui a Brasília fazer uma palestra na Conferencia de Desenvolvimento (CODE)  na trilha em que se discutiu a Economia Criativa. Uma viagem marcada pelos imprevistos que nem valem ser relembrados.

O mais importante foi a oportunidade de expor sobre o projeto financiado pela FUNCAP à UFC e comunidade do Serviluz para o Titanzinho. Só tinha informações superficiais sobre o projeto, mas como tinha que apresenta-lo fui obrigado a pesquisar mais sobre ele.

Me encantei. A ideia é agregar valor às atividades realizadas por membros da comunidade que vivem em torno do surf. O projeto prevê formação profissional e a criação de uma fábrica de pranchas de surf e de moda surfwear.

Acabei conhecendo também um vídeo feito pela Regina Cazé na série Minha Periferia no Fantástico que descreve bem o contexto do Titanzinho (veja o vídeo aqui). Fiquei admirado com a determinação de João Carlos “Fera”, um homem determinado que abraçou a causa da educação e da prática do esporte como forma de ocupação da juventude e resgate da cidadania. 

Conheçam um pouco mais sobre o projeto no vídeo abaixo. Espero que sintam-se como eu, orgulhoso de ter essa riqueza de cultura, gente boa e vitoriosa. Por mais carentes que as comunidades forem, há muito que os governos podem fazer com pouco. Basta somente potencializar os dons e virtudes das comunidades. Não há estaleiro que pague.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Torcedoras Holandesas Presas: O Enigma do QR Code

Uma das matérias mais lidas ultimamente na Internet refere-se à prisão temporária de várias torcedoras holandesas no estádio Soccer City na África do Sul.

A notícia em si jé é midiática, vendo as fotos, então. Agora o que achei mais interessante foi que ninguém parece ter compreendido bem essa estória. A começar pelos jornalistas que fizeram a matéria. Vejam o que saiu no IG, por exemplo.  Vê-se que não compreenderam muito o que aconteceu e os depoimentos deixam os leitores ainda mais confusos. Porque as beldades foram mesmo presas?  Havia uma alegação de que as mesmas faziam uma propaganda de uma cerveja, o que não era permitido na África do Sul. Gradativamente, outras matérias foram acrescentando novidades. Disseram que as holandesas faziam propaganda de uma cerveja que não era patrocinadora da Copa e isso é que era proibido pela FIFA.

O fato é que quem olha para as modelos, não consegue ver propaganda nenhuma. Algumas matérias mencionam que a propaganda estava nas saias justas das moças.  Outras falam da cor do vestidos. Nada a ver!

A foto abaixo mostra claramente onde estava a propaganda das moças. Algumas tinham um QR Code na camisa. Já escrevi o que é um QR Code aqui quando mostrei como ele pode ser usado em WikiCrimes. Em resumo, é uma espécie de código de barras que pode ser lido com um celular. Creio que é aí que mora o perigo (não só lá, né?). Quem tiver tido a possibilidade (e sorte) de ter lido esse código deve ter descoberto de que cerveja elas faziam propaganda.

Eu que tentei tanto explicar o que era um QR Code. Acho que agora sim, ele ficará popularizado.  


segunda-feira, 22 de março de 2010

QR Code em WikiCrimes



Os mais observadores podem ter percebido no texto da semana passada em que falei das novidades de WikiCrimes um símbolo de um QR Code na janela de envio de alertas de locais perigosos. Essa é outra grande novidade de WikiCrimes e que queremos explorar fortemente a partir de agora.

Já havia mencionado o que era o QR Code, mas para os que não conhecem o conceito aqui vai uma breve introdução. Trata-se de um código (como um código de barras) que pode ser lido por câmeras de baixa resolução como as dos celulares. QR vem de Quick Response (Resposta Rápida). Foi inventado pelos japoneses há cerca de quinze anos, mas como tem limitações para representar textos grandes (normalmente só representa 100 caracteres), não tinha encontrado muitas aplicações. Só agora começa a ter maiores utilidades, pois como os celulares começam a popularizar o acesso à Internet, os QR Codes podem representar links para web, o que facilita o acesso aos mesmos sem necessidade de digitação ou memorização.

É exatamente esse o uso que estamos dando ao QR Code em WikiCrimes. O usuário pode gerar um link que mostre uma área de WikiCrimes e representá-lo por um QR Code. O código pode assim ser impresso e o papel com o mesmo pode ser colocado em qualquer lugar (normalmente, esperamos colocá-los no mesmo local a que se refere o link). Qualquer pessoa, pode assim, de seu celular, ler o código e acessar automaticamente o link na Internet. Será uma espécie de placa “Saiba sobre a segurança daqui” de forma eletrônica. Começaremos a distribuir esses códigos em Fortaleza juntamente com outro projeto que estamos concebendo com colegas publicitários (mas que falarei mais em outra oportunidade).

Lembrem-se dos requisitos que você deve cumprir para conseguir lê-lo:
- Um leitor de QR Code no seu celular (você pode baixá-lo aqui)
- Um celular que acesse a Internet
- Um celular com câmera filmadora ou fotográfica.

Agora, já sabem, se ao andar por Fortaleza, virem um QR code desse espalhado pela cidade, usem seus celulares pode ser indicações de locais perigosos.

Acessem WikiCrimes e gerem QR Code das áreas que quiser alertar. É o mesmo procedimento que descrevi no texto passado. Para começar a se exercitar, “leiam” o que está acima desse texto e vejam como ele funciona. Quem me diz que área o código representa?