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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Novas Formas de Interação Gestual

Vejam que vídeo interessante sobre novas formas de interação que combinam realidade aumentada, holografia e GPS. A interação gestual decididamente vai ganhar cada vez mais espaço. Depois de Kinect da Microsoft, o conceito se popularizou.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Paredes Digitais na Finlândia

A Finlândia é um dos exemplos mais impressionantes de como um país pode se transformar. Em pouco tempo (até 1917 ela era da Rússia) tornou-se um dos maiores exportadores de tecnologia do mundo. Hoje em dia os finlandeses estão entre os primeiros colocados entre qualquer pesquisa que avalie o nível de inclusão digital da sociedade. Para se ter uma idéia disso, o número de telefones celulares na Finlândia é de aproximadamente 5,3 milhões para uma população de aproximadamente 5,3 milhões de habitantes! Acho que o governo tem a dura tarefa de procurar alguém que não tenha celular para fazer uma doação e não deixar o percentual de 100% cair! A empresa finlandesa Nokia de telefonia celular e de equipamentos móveis de computação simboliza todo esse avanço. Ela está espalhada em todos os cantos do planeta sendo hoje a maior empresa de telecomunicação do mundo. Vejam, no vídeo abaixo, outro exemplo deste avanço dos finlandeses. O projeto City Wall (Muro da Cidade) tem por objetivo divulgar eventos como concertos, jogos esportivos, feiras que acontecem na capital Helsinki. Trata-se de uma grande tela de aproximadamente 2 metros de largura que permite a interação gestual tipo a que já mostrei neste blog em texto e vídeo sobre o surface (clique aqui para acessar). Além dos mecanismos usuais de interação gestual que permitem zoom e interação com duas mão ao mesmo tempo, achei interessante o teclado virtual que permite a escrita de textos e o pincel que permite realizar desenhos. Outra novidade é que quem quiser pode enviar fotos e vídeos por email (post@citywall.org) ou pelo flickr ou pelo youtube (com tags “Helsink”) para serem postadas no City Wall.

terça-feira, 27 de março de 2007

Interagindo com o Computador Somente com o Olhar

Na semana passada assisti uma defesa de tese de doutorado em Stanford que vale a pena comentar. O aluno Manu Kumar do Professor Terry Winograd (que também foi orientador de Larry Page antes dele deixar o doutorado para fundar a Google) apresentou um trabalho muito interessante e que certamente será algo muito utilizado no futuro. Ele estudou o comportamento do ser humano ao interagir com o computador apenas com os olhos. A tecnologia de rastreamento da visão consiste do uso de uma câmera que foca nos movimentos da pupila e em um infravermelho que reflete a córnea da pessoa que está usando o computador e assim consegue descobrir para onde ele está olhando na tela. Ainda há algum trabalho a ser feito para que a tecnologia fique totalmente confiável e acessível (o hardware de rastreamento da visão custa em torno de U$ 25.000,00), mas algumas soluções simplificadas estarão no mercado em breve. Na sua tese, Manu desenvolveu algumas aplicações interessantes em que a tecnologia de rastreamento da visão é usada em conjunto com outros dispositivos de interface. Uma das aplicações usa, conjuntamente, o rastreamento da visão e o teclado. Ele mostrou que quando se está lendo um texto e se tecla page down (tecla de rolagem da página para baixo) normalmente as últimas linhas do texto que se está lendo são perdidas, pois saem da visão do usuário. Com o uso conjunto das duas tecnologias isso não acontecerá mais. O computador identifica para onde o usuário está olhando e quando ele tecla page down a página só rola até a linha que ele estava olhando. Outra aplicação interessante é o teclado visual , onde o usuário ao invés de digitar uma senha no teclado, escolheria os caracteres somente através de seu olhar. A aplicação já está sendo negociada com bancos. Além do aspecto inovador da pesquisa, outra coisa me chamou muita atenção. A tese de doutorado foi defendida em quatro anos e nove meses e durante este tempo além de publicações científicas, dois pedidos de patentes foram feitos. A preocupação de se gerar uma inovação e colocá-la no mercado é algo comum aqui em Stanford. Não é a toa que HP, Google, Yahoo, Sun, só para citar alguns, nasceram aqui.