Essa semana a Exame Info fez uma matéria sobre aplicativos que mapeiam crime em celular. WikiCrimes foi lembrado. Veja-a aqui.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
WikiCrimes na Info Exame
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terça-feira, 5 de junho de 2012
Neymar e a Época de Celebridades Efêmeras
Não vou aqui desenvolver nenhum argumento técnico com o intuito
de avaliar quem é o melhor. Sinto-me motivado, no entanto, a refletir sobre
esse desejo de alguns de realizar tal comparação e, principalmente, sobre a
forma como a marca Neymar está sendo construída.
Neymar é hoje celebridade no Brasil. A forma encontrada pelo
Santos de mantê-lo no País foi a de reparti-lo entre diversos patrocinadores, o
que lhe exige em contrapartida uma exposição midiática intensa. Jovem e com
talento evidente, ele passou a ser celebridade, fenômeno, mito, prodígio além
de os outros superlativos que normalmente são aplicados a alguém que se
diferencia em sua área de atuação.
A grande diferença de Neymar para os outros, e aqui vale a
comparação não somente com Messi, mas com outros grandes craques do passado, é
que ele atingiu esse nível de notoriedade no Brasil antes de ter sua obra
completa ou pelo menos realizada com algum impacto internacional. Muitos têm
tentado torna-lo estrela internacional baseados somente pelo seu potencial. Mas o mundo não engole essa. A
imprensa mundial analisa com frieza os jogos internacionais de Neymar e não
consegue se entusiasmar como os colegas brasileiros conseguem.
Creio que Neymar é um exemplo dos nossos dias em que
celebridades têm ascensão meteórica, muitas vezes sem terem nem mesmo muito
portfólio. Caem na mesma velocidade como que sobem, pois o que a mídia precisa
mais do que cultivar um ídolo é ter notícias de sucesso e de fracasso dele. É
exatamente esse o receio que tenho do que possa vir a ocorrer com o garoto.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Publicidade Comentada em FaceBook
Na mesma semana que saiu um estudo que mostra que hoje em dia os internautas passam mais tempo no Facebook (FB) do que no resto da web, FB lança mais uma novidade que deve aumentar essa tendência: publicidade comentada.
Já são cerca de 750 milhões de usuários. Um número que não para de crescer. Alguns especialistas já começam a ver aqui uma mudança significativa na posição hoje predominante da Google. Seu mecanismos de busca será de mais em mais menos relevante, pois perderá importância para a busca interna de FB.
Ao lançar o novo sistema de publicidade com comentários, FB desafiou a criatividade dos publicitários. Fazer boa publicidade será ainda mais desafiador. A interação será regra. Os usuários poderão responder a perguntas e a mensagem publicitária que é, hoje em dia, unidirecional passará a ser bidirecional: entre usuários e a marca. O perigo é que a publicidade se volte contra a própria marca.
Mas o que FB quer mesmo é aumentar o tempo médio dos usuários em suas páginas. Ou se interage com os amigos ou se interage com uma marca. De conversa em conversa, Facebook vai fazendo valer a sua voz.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Os Seminovos
Essa semana deparei-me com uma publicidade super-interessante da TIM feita pela banda Seminovos. A estória desse grupo de jovens irreverentes é um exemplo do poder da Internet. Eles fizeram um vídeo irônico sobre a dificuldade e melancolia de não poderem ter um iPhone. Depois disso, foram contatados pela TIM que os propuseram de fazer uma versão adaptada, o que deu origem ao segundo vídeo. São as oportunidades da web aparecendo. Muito bacana a situação, mas iPhone a R$ 999,00 com os planos da TIM de banda larga (mais para estreita) é dureza!
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Estaria Google Temendo A Web Semântica?
Desde que comecei a fazer pesquisa, aliás desde que comecei a estudar computação, Inteligência Artificial (IA) sofreu com estigmas. “É muito complicado”. “Só serve na academia”. “Não tem nada de inteligente”, etc.
A Web Semântica sempre me pareceu que seria a grande revolução da IA. A máxima difundida nesse contexto de que “um pouco de semântica faz uma grande diferença” ajuda a explicar o porque de meu otimismo. IA sempre baseou-se na capacidade de representar conhecimento. Grandes bases de conhecimento eram necessárias e toda a complexidade de tratar o conhecimento nas mesmas foi e ainda é assunto de pesquisa na área. No entanto, o surgimento da web modificou um pouco isso. A grande base de dados/conhecimento que se esperava representar, de repente, já existe: é a própria web. Quando se passar de uma representação baseada em links para páginas, como a web tradicional de hoje, para uma representação de links para dados, como vislumbra a web semântica, tem-se automaticamente essa base de conhecimento gigantesca. Não precisa de muita complexidade para representar esses links inter-recursos. Propriedades simples como transitividade entre dados que estão interligados com várias bases já proporciona um poder de inferência sem igual.
Depois do otimismo dos últimos anos, algo acontece para abalar mesmo os mais otimistas: Google não parece satisfeito com o desenrolar das coisas. Senão vejamos. Em que se baseia o negócio da Google? Organizar os dados da web através de um algoritmo que busca páginas relevantes calculadas a partir de links. Estaria a web semântica, quando começa a estruturar os dados da web de outra forma que não links para páginas, gerando uma onda contrária à direção que Google veleja?
Vejo alguns sinais claros de que isso ocorre ao analisar decisões recentes sobre padrões para representar dados na web. O W3C, comitê gestor da web, tem tentado, há cerca de dez anos, definir padrões para representação de dados na web. As recentes sugestões todas foram na direção de usar RDF (Resource Description Framework). Facebook, quando decidiu usar uma variação chamada RDFa, deu um enorme impulso para aceitação desse padrão.
Há alguns dias, o IPTC (International Press Telecommunication Counsil) decidiu lançar uma ontologia para representar dados sobre notícias, chamada rNews, que também se baseia em RDFa. Vários outros exemplos indicavam que esse padrão decolaria.
De repente, na semana passada, contra todos os prognósticos, Google, Microsoft e Yahoo se juntaram e lançaram schema (schema.org). Um outro padrão para representar as informações na web e que não segue RDFa. Os três gigantes associados disseram que seus mecanismos de busca só vão reconhecer o significado de páginas que seguirem esse padrão. Schema usa microdata que é reconhecidamente menos extensível que RDFa, mas que mantém o status quo que os gigantes das buscas adoram. Uma ducha de água fria nos entusiastas na web semântica. Isso diminui a velocidade com que dados padronizados vão poder ser ligados e representados com um pouco de semântica.
Quiçá isso seja só uma redução de velocidade que no futuro seja desprezível. De qualquer forma é bom ficar atento. Não queria ter Google como inimigo. Acompanhado de Microsoft e Yahoo então! IA terá que esperar um pouco mais para ter sua glória?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Ciberdebates: Jornalismo Móvel
Nessa terça-feira participei do Ciberdebates promovido pelo curso de jornalismo da UNIFOR. Formei a mesa com Marília Cordeiro do O Povo e Rodrigo Coifman do Diário do Nordeste. As questões do jornalismo me são particularmente caras como os leitores deste blog já puderam perceber. O clima participativo da audiência deixou o debate muito mais interessante.
Em minha apresentação concentrei-me em dois aspectos que considero relevantes dento do contexto de jornalismo móvel. O primeiro aspecto refere-se ao dilema participação do leitor vs. credibilidade da informação. A Web 2.0 tem se caracterizado pela intensa participação das pessoas na produção de conteúdo. Esse processo é potencializado pelo massivo uso dos dispositivos móveis, que permitem o registro de fatos inusitados a todo momento. Usar a participação popular como fonte de notícias parece ser natural, mas por outro lado a verificação da credibilidade das informações produzidas é um grande desafio. Exemplifiquei isso com o caso do Diário do Nordeste que tinha mencionado aqui.
Esse dilema tem sido especialmente explorado em WikiCrimes. Estamos pesquisando formas de calcular automaticamente a reputação dos usuários do sistema e assim deduzir quão crível é a informação que ele provê ao sistema. Por outro lado, desenvolvemos algoritmos de mineração de dados para identificar padrões anormais e que podem indicar atividades maliciosas com o objetivo de gerar tendências de crimes em locais específicos.
O segundo aspecto que enfatizei foi o quanto dados abertos potencializam o uso de dispositivos móveis. Exemplifiquei com o uso da realidade aumentada. Pode-se apontar o telefone para uma placa de uma obra e obter imediatamente os dados relativos à mesma como preço, prazo, fornecedor, etc. Isso permitirá inspeções de obras públicas on real time. As transparências que usei estão abaixo.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Um WordPress para Jornais On Line
A Knight Foundation, organização americana sem fins lucrativos com interesse em fomentar o desenvolvimento de inovação na área de comunicação, anunciou um grande projeto. Ela financiará a Texas Tribune e a Bay Citizen, duas jovens organizações também sem fins lucrativos, com US$ 975.000,00 para construir uma plataforma aberta de publicação de notícias.
A plataforma sera construída em Python e Django e se chamará Armstrong. Ela deverá conter características embutidas para SEO e mídia social. Além disso, ela incluirá ferramentas para facilitar a cobrança de conteúdo, gerenciamento de assinaturas e diferentes níveis de participação, compatibilidade com serviços de atendimento ao cliente e virá com funções que permitirão doações via cartão de credito integradas.
A ideia é prover empresas de comunicação com uma solução aberta, barata e padronizada. A constatação de que as soluções de TI são caras e difíceis de serem implantadas motivou a Knight Foundation. Clique aqui para conhecer mais sobre o projeto. É possível inclusive se comunicar com os desenvolvedores e demonstrar interesse em fazer parte do mesmo. Será que Armstrong se adequará as empresas de comunicação brasileiras? Merece a atenção.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A Vigilância dos Cidadãos e a Credibilidade da Imprensa
A facilidade com que se bate uma foto ou se faz um vídeo hoje aliada à convocação dos meios de comunicação para que o cidadão participe mais ativamente dos problemas de seu cotidiano têm provocado resultados muito interessantes, mas igualmente mostrado os desafios que isto traz.
Recentemente, vi uma foto no Diário do Nordeste, enviada por um cidadão denunciando Policiais Militares que dormiam em serviço. Isso era impossível tempos atrás. O cidadão faz a denúncia e mostra a prova. Perfeito, não?
Como nada é perfeito, o desdobramento dessa estória não é tão previsível. A Polícia Militar refutou a afirmação de que os PMs dormiam, pois disse tratar-se de uma foto antiga de cerca de três anos. A assessoria da PM ainda aproveitou para dar uma tapa de luva de pelica no Diário do Nordeste pedindo mais critério na publicação de dados vindos do cidadão. Vejam-na aqui.
O fato é emblemático de uma dos grandes desafios da imprensa nessa nossa época de web 2.0. A mídia terá de mais em mais de encontrar um equilíbrio entre abrir-se para participação popular com a segurança que lhe mantenha credibilidade nas iniciativas.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Mais Efeitos da Era WikiLeaks
No final do ano passado, no auge da questão WikiLeaks, escrevi alguns artigos sobre o que pensava da questão. Vejam um trecho de um de meus artigos:
O jornalismo está em cheque também. Novos desafios aos jornalistas se impõem nesse tipo de contexto. Como aproveitar a inteligência do público para gerar uma longa lista de matérias, e ainda por cima, aumentar a credibilidade das mesmas. Ou por outro lado, como filtrar as informações e decidir o que vale a pena ou não ser publicado de forma rápida. Na verdade, o grande jornalista do futuro será aquele que vai ser procurado diretamente pelos denunciantes ao invés de lançarem diretamente em sites tipo Wikileaks.
Pois vejam só o que li recentemente. O reputado The New York Times começa a estudar como criar uma linha aberta e com a mais estrita segurança para receber contribuições de quem deseja promover vazamentos. Embora nada tenha sido definido sobre como essa linha para vazamentos vá funcionar, sabe-se que eles precisam agir rapidamente. A concorrência saiu na frente. A rede de televisão árabe Al-Jazeera já criou uma linha dessas que passou a chamar de Unidade de Transparência. Há inclusive rumores que documentos secretos sobre violações de direitos humanos pelo exército israelense já chegaram aos jornalistas da rede árabe.
E cá por essas bandas? Algum meio jornalístico se atreve a abrir um canal de transparência como os que aparecem ailleurs?
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Razões para não comprar um iPad
Já escrevi algumas vezes sobre o futuro da mídia em papel e dos desafios que o jornalismo enfrenta nos dias atuais.
O surgimento do iPad é um ingrediente importantíssimo, no que considero, uma derrocada sem piedade do papel. Por isso gostei tanto dos vídeos indicados por Plínio Bortolotti no seu Twitter (@plinioce). Eles mostram reais motivos para não se comprar um iPad.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O Estrago de Uma Pergunta Errada
Digo sempre a meus alunos que uma boa pergunta é mais importante do que as respostas dadas a ela. Quero dizer que a identificação de um problema relevante é o primeiro passo para uma investigação frutífera. Perguntas erradas levam, no mínimo, a gasto de energia e muitas vezes levam a perda de foco para o que é relevante.
A motivação para essa introdução veio após, ler pela segunda vez, o jornal O Povo abordar a questão de que o perfil do Secretário de Segurança deve ser outro que não um delegado ou militar. Dimitri Túlio foi a primeiro a propor, em seu artigo “Chega de delegado e general”, um “novo perfil” e de quebra sugeriu o nome de Ivo Gomes para secretário da pasta. Justifica sua escolha por considerar que ele seria um “gestor sistemático e orgânico” (seja lá o que isso signifique, foi aplicado como algo positivo). O mesmo teria ainda apoio político e outras coisas mais que podem ser lidas no próprio artigo aqui.
Já na ocasião tinha achado a questão mal colocada, mas hoje ao vê-la recolocada decidi expor aqui meu incômodo.
Primeiramente, acho que para ser Secretário de Estado uma pessoa deve ser competente, ponto. Reconheço que não é fácil encontrar gente boa para isso. Mas achar gente competente é desafio para todos os setores. Eleger um ou outro perfil com os capazes de melhorar a Segurança Pública é por demais reducionista. Acaba por desviar o foco dos problemas mais relevantes. Esclareço logo que não estou aqui contra ou a favor de quem quer que seja, muito pelo contrário. Entendo, no entanto, que a questão mais relevante é sobre que política de Segurança teremos. Os quatro primeiros anos da gestão atual na área de segurança foram marcados por ações pontuais, conceitualmente confusas e alicerçadas num programa gerado na campanha eleitoral com claro apelo de marketing.
Reduzir o problema à escolha de um nome ou perfil de gestor só vai aumentar o estrago atual e, por fim, acabar com a reputação de gestores competentes (delegados, generais ou outros quaisquer).
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
WikiCrimes no Chile
Durante minha estada no Chile fui procurado por "periodistas" em Santiago para falar de WikiCrimes. Veja abaixo uma das matérias.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
O Futuro das Mídias Sociais no Jornalismo
O blog Mashable dedicou importante espaço para refletir sobre o futuro das mídias sociais no jornalismo. Começam provocando ao dizer que mídias sociais estão mortas. Na verdade, querem dizer que todas as mídias serão sociais e categorizar um jornalismo como social vai ser pleonasmo. Emendam que, além de social, o consumo de conteúdo sera de mais em mais personalizado. As funcionalidades que induzem atividades sociais nos sites estão ainda inspirando os leitores a se tornarem cidadãos jornalistas habilitando-os a publicar e compartilhar informação em grande escala. O Twitter está cheio de exemplos em que o cidadão se tornou jornalista e que a notícia teve forte propagação.
A figura do blogueiro também tende a se moldar a essa nova realidade. Passam a escutar fontes externas e a considerar o quão credíveis elas são. Em conseqüência, passarão, de mais em mais, a ser fonte de referência. Não é a toa que a reconhecida agencia de notícias Associated Press (AP) passou a considerar a possibilidade de referenciar blogueiros como fontes de informações de suas notícias. E olhe que a AP já começou tarde. Uma análise feita em seis anos de artigos do New York Times e do Washigton Post mostrou que os blogs estão crescendo como fonte de referência crível já desde 2008. A análise foi feita em cima de cerca de 2000 artigos e 120 blogs. A conclusão é que há um novo ciclo de notícias se estabelecendo com referencias cruzadas entre os dois veículos.
Outra característica diga de menção é o surgimento de mídias locais e colaborativas. Organizações como TBD possuem estações de TV e website e levam notícias locais e informações da comunidade (no caso de TBD trata-se da comunidade de Washigton, D.C.). Nessas iniciativas há uma mistura entre a fonte da informação e o produtor de conteúdo, pois a testemunha do fato acaba se tornando o repórter. Agora, tudo isso vai exigir uma mente muito aberta dos jornalistas, pois vão ter que se habituar a ceder um grau de controle editorial para a comunidade.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Dilma Facts by Folha
Mais uma nova reação popular no Twitter surpreende. Depois do Cala Boca Galvão o Dilma Facts by Folha está a ganhar manchetes inclusive da imprensa tradicional. Tudo isso acontece depois que a Folha de São Paulo colocou recentemente em primeira página a manchete Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma. A matéria mostra que o Tribunal de Contas da União identificou esse desperdício na época em que Dilma era ministra de Minas e Energia. O desperdício veio pelo fato de se ter isentado de imposto mais usuários de energia do que o devido (veja a explicação da própria Dilma abaixo). Por exemplo, muitas casas de veraneio que tinham consumo abaixo de 80Kva foram isentas de imposto como se fossem residências de pessoas de baixa renda. A folha diz que o TCU alertou Dilma três vezes sobre o erro, mas ela não tomou providências.
A onda contrária à manchete, considerada exagerada e oportunista por alguns, veio pelo Twitter na forma de ironias caracterizada pela hashtag #DilmaFactsByFolha (fatos de Dilma Segundo a Folha).
Para os que não são familiarizados com o Twitter uma hashtag é um termo precedido de # que serve para facilitar a pesquisa de assuntos relevantes. Por exemplo, se você quiser associar sua mensagem (cada intervenção de 140 caractares no sistema) a um assunto de interesse popular, como as eleições no Brasil, poderá juntar a hashtag #eleiçõesBrasil ou #eleições a sua mensagem. O número de pessoas a usarem uma mesma hashtag, influencia diretamente a possibilidade desse assunto ser considerado popular pelo Twitter (o chamado, trending topic).
Esse tipo de reação ilustra o já conhecido senso de humor brasileiro que encontrou no Twitter seu veículo ideal. Diz-se muito com pouco. Muitas pessoas entraram na brincadeira, mesmo sem saber do que ela se tratava. Foram simplesmente repassando a mensagem (“retuintando”). Fiz um apanhado de algumas ótimas tiradas irônicas de manchetes da Folha. Vejam:
- Folha apura que Coliseu de Roma é mais uma obra inacabada do PAC.
- Quando Dilma entrou no Mar Morto, ele não estava nem doente.
- Serra lamenta: a Dilma me indicou o Shampoo.
- Dilma Rousseff inventou a vuvuzela.
- Erro nos cálculos de Dilma provocaram a inclinação da Torre de Pisa.
- Dilma coordenou a morte de Jango para colocar a culpa nos militares.
- Dilma indicou remédio para Vanusa
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O Povo Busca por Talentos
Recebi recentemente informações de que estão abertas as inscrições para a 8ª turma do Curso Novos Talentos O POVO para estudantes de jornalismo. Nas duas turmas anteriores tive o prazer de palestrar para os alunos sobre um pouco do faço e sobre os desafios da profissão de jornalista (vistos pela ótica de um pesquisador em computação). Tive muito boa impressão do grupo de alunos (entre 5º e 8º semestres): interessados, desinibidos e com uma boa cultura nas ferramentas digitais. A iniciativa do O Povo é salutar e deveria ser seguida por outras grandes empresas. A cultura da empresa não se aprende na Universidade, nada como um treinamento com uma vivência associados. Abaixo, vejam maiores informações sobre o curso.
O curso Novos Talentos do Grupo de Comunicação O POVO oferece treinamento sobre aspectos práticos e teóricos da profissão, de modo a preparar novos profissionais para atuarem nos meios impresso e eletrônico. Estudantes de jornalismo terão a oportunidade de conhecer a rotina das redações dos diversos meios de comunicação (jornal, rádio, TV e Portal), participando também de oficinas e cursos com jornalistas do Grupo e professores contratados.
O projeto foi criado em 2007 com o objetivo de propiciar formação complementar a estudantes que pretendem ingressar no mercado de trabalho. O curso é realizado em parceria com a Fundação Demócrito Rocha (FDR), organizada pela Universidade Corporativa O POVO (UniOPOVO).
Para mais informações e consulta ao calendário do curso visite a página: http://www.opovo.com.br/novostalentos
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Novas funções para a mídia impressa. Muito além de novos lay-outs
Recentemente dois dos grandes jornais brasileiros fizeram reformulações em seus portais. Estadão e Folha modificaram o lay-out e incluíram novas funcionalidades com o intuito de mostrarem-se na vanguarda tecnológica e atenderem melhor seus leitores. Na carona, vários outros jornais brasileiros também fizeram suas reformulações.
Achei essas mudanças tão tímidas que esperei um pouco mais para fazer algum comentário. Tinha esperança que algo mais acontecesse. Vendo agora que nada mais virá, emito aqui minhas impressões.
Os grandes conglomerados de mídia brasileiros não parecem estar percebendo o que vem acontecendo no resto do mundo (ou se percebe, não crê que valha para a realidade brasileira). Toda a imprensa tradicional passa por uma crise sem precedentes. A imprensa escrita, em particular, é a que mais sofre com as mudanças que a Internet e a web trouxeram. Em virtude disso, no resto do mundo, as mudanças têm sido muito mais marcantes. Os jornais impressos perceberam que a forma tradicional de veiculação da informação com tinta em papel está em extinção. Mais do que isso, o que parece estar se desenvolvendo é o completo desacoplamento da produção do conteúdo da veiculação do mesmo.
Percebendo isso, jornais como New York Times nos EUA e The Guardian na Grã-Bretanha passaram a investir em padrões de metadados que vão estar vinculados a todo conteúdo produzido por eles. O padrão de metadados hNews, produzido pela AP (Associated Press), por exemplo, já está em mais de 200 sites. O uso desse padrão faz com que cada notícia venha associada com o assunto da matéria, a informação do autor da notícia, onde foi publicada e onde foi escrita. Isso torna as informações mais facilmente acessíveis por programas de computador.
De forma similar, o jornal britânico, The Guardian lançou sua API aberta. Com ela pode-se utilizar conteúdo gerado pelos jornalistas diretamente em um site de terceiro na rede. Por exemplo, é possível embutir uma matéria do jornal em um blog ou página pessoal. Maiores detalhes veja aqui. Vários outros exemplos aparecem diariamente. O New York Times tem investido pesado na criação de metadados e disponibilização de seu conteúdo para acesso por outros.
Esse tipo de iniciativa ainda não está presente aqui, mas não creio que vai demorar muito a aparecer. Não vejo indicações que o contexto brasileiro seja diferente do resto do mundo.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
A Imprensa Esportiva e a Seleção
Os últimos atritos de Dunga com a imprensa levaram-me a refletir sobre os porquês dessas crises. Verdade seja dita. Não é só Dunga que tem (ou teve) essas crises. Outros técnicos também sofreram com a pressão de ser técnico da Seleção e a imprensa acaba sendo canalizadora e algumas vezes geradora dessa pressão. Os atritos são comuns. Alguns mais habilidosos, como Parreira, tiraram de letra. Outros como Felipão, Zagalo, Leão e Luxemburgo em maior ou menor escala tiveram relação conturbada com a imprensa. Defensor incondicional da Imprensa como instituição fundamental da democracia que sou, acho que o papel de intermediária entre a Seleção e a população exercido pela imprensa é fundamental. Afinal de contas, quer goste ou desgoste, nada mais importante ao cidadão brasileiro do que o futebol nacional. Ser informado sobre tudo o que acontece com a Seleção é questão de vida ou morte.
Evidente que não se pode esperar que a imprensa seja só uma mera repassadora de fatos. Cabe-lhe também interpretá-los, analisá-los e mesmo induzir o espírito critico da sociedade. Em se tratando de política, por exemplo, a investigação jornalística é fundamental para controle social.
Em tempos de Copa do Mundo, no entanto, os interesses econômicos são muito grandes. Os patrocínios gigantescos e as exigências por exposição das marcas igualmente. Como gerar pauta para todo esse esquema? Com programas de “análise” esportiva. E haja analista e haja assunto. A mídia está repleta de “especialistas” e que se posicionam sobre toda e qualquer escolha feita pelo treinador ou jogadores. Impossível acertar. Impossível ter consenso. Dificílimo ser imparcial. Alguns jogam literalmente para a galera (para ficar no contexto), pois mantém a popularidade. Nesse contexto, chega-se mesmo a esquecer que o futebol por ser um jogo carrega o fator do imponderável. A conseqüência é que se passa ao exercício do achômetro com roupagem jornalística sendo assim inevitável o desgaste. As críticas e observações pontuais em particular sobre o treinador ficam repetitivas e passam a imagem de que há uma perseguição. O interessante é que isso pode se voltar contra o próprio veículo jornalístico. Os recentes eventos com Cala Galvão, Cala Boca Tadeu Schmidt e Um Dia Sem Globo exemplificam isso.
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Copa 2010: Visão da Nike e da Adidas
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
WikiCrimes em Curitiba
Ontem WikiCrimes foi notícia no jornal A Gazeta do Povo de Curitiba. Uma matéria super bem produzida a partir de uma entrevista que dei por telefone. O jornal se esmerou na produção de uma figura explicativa de todas as funcionalidades de WikiCrimes (veja na figura com o título “como funciona”abaixo). O site do jornal está no portal da RPC, a concessionária da Globo em Curitiba, e por isso mesmo muito acessado. Foi um dia de recorde em WikiCrimes. O Paraná já era o terceiro estado mais participativo em WikiCrimes. Só ontem foram quase 200 novos usuários registrados.


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sexta-feira, 27 de março de 2009
Prof. High Tech Obama
Obama já entrou para a história mesmo antes de começar seu governo. No entanto, seu início de gestão dá indicações que ele não vai se contentar com pouco. Afora, seu arrojado plano de recuperação econômico que está atropelando todos os que são contra, seu estilo high tech é bem inovador. Nessa semana que estive nos EUA, o que mais me chamou a atenção foi a sessão de abertura de Q&A (Questions and Answers - Perguntas e Respostas) que fez com os cidadãos através da Internet. Por vídeo conferência, ele recebe perguntas dos cidadãos sobre os mais diversos e complexos assuntos. É aqui que ele demonstra uma característica até então desconhecida (pela surpresa que percebi dos comentários na mídia): ele tem uma enorme didática. Consegue falar de problemas complexos em um linguajar simples, mas consistente. Isso não é nada fácil. Um político que vi fazer isso meuito bem foi Antanas Mockus prefeito duas vezes de Bogotá. Mas ele é professor universitário, o que já ajudava muito. Aqui por essas bandas, a maioria dos políticos só tem coragem de falar sem sofrer interrupção e ser interrrogado. Vamos ver se o estilo Obama faz escola. Aliás, a mídia não ficou somente surpresa com o estilo Obama. Ficou um pouco enciumada também. Afinal de contas essa estratégia de comunicação exclui intermediários. Sem dúvida alguma, uma grande novidade. Vamos ver se ele vai ter fôlego para continuar.
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