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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vivo: não só quanto a dinheiro


O diretor-presidente da agência Dinheiro Vivo, Luis Nassif, fez uma breve, mas muito feliz, apresentação na abertura do evento sobre tecnologia e segurança em que estive como palestrante e debatedor essa semana (veja mais aqui). Demonstrou perceber toda a dimensão do que caracteriza o momento de dados abertos.

Há um espaço para empreender e produzir uma nova forma de serviço público. Um serviço público intermediado por instituições que trabalham os dados abertos e os põem a disposição da sociedade, digamos, de forma palatável. A mídia investigativa e o jornalismo, dito de dados, são exemplos dessas possibilidades.

Nassif com seu portal brasilianas.org já vem investindo numa direção de quebrar a predominante dominação da mídia nacional por grandes conglomerados. Ao perceber essa outra dimensão, parece-me que vai ter a capacidade de inovar também em outras direções. Foi meu sentimento. 


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ciberdebates: Jornalismo Móvel

Nessa terça-feira participei do Ciberdebates promovido pelo curso de jornalismo da UNIFOR. Formei a mesa com Marília Cordeiro do O Povo e Rodrigo Coifman do Diário do Nordeste. As questões do jornalismo me são particularmente caras como os leitores deste blog já puderam perceber. O clima participativo da audiência deixou o debate muito mais interessante.

Em minha apresentação concentrei-me em dois aspectos que considero relevantes dento do contexto de jornalismo móvel. O primeiro aspecto refere-se ao dilema participação do leitor vs. credibilidade da informação. A Web 2.0 tem se caracterizado pela intensa participação das pessoas na produção de conteúdo. Esse processo é potencializado pelo massivo uso dos dispositivos móveis, que permitem o registro de fatos inusitados a todo momento. Usar a participação popular como fonte de notícias parece ser natural, mas por outro lado a verificação da credibilidade das informações produzidas é um grande desafio. Exemplifiquei isso com o caso do Diário do Nordeste que tinha mencionado aqui.

Esse dilema tem sido especialmente explorado em WikiCrimes. Estamos pesquisando formas de calcular automaticamente a reputação dos usuários do sistema e assim deduzir quão crível é a informação que ele provê ao sistema. Por outro lado, desenvolvemos algoritmos de mineração de dados para identificar padrões anormais e que podem indicar atividades maliciosas com o objetivo de gerar tendências de crimes em locais específicos.

O segundo aspecto que enfatizei foi o quanto dados abertos potencializam o uso de dispositivos móveis. Exemplifiquei com o uso da realidade aumentada. Pode-se apontar o telefone para uma placa de uma obra e obter imediatamente os dados relativos à mesma como preço, prazo, fornecedor, etc. Isso permitirá inspeções de obras públicas on real time. As transparências que usei estão abaixo.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Futuro das Mídias Sociais no Jornalismo

O blog Mashable dedicou importante espaço para refletir sobre o futuro das mídias sociais no jornalismo. Começam provocando ao dizer que mídias sociais estão mortas. Na verdade, querem dizer que todas as mídias serão sociais e categorizar um jornalismo como social vai ser pleonasmo.  Emendam que, além de social, o consumo de conteúdo sera de mais em mais personalizado. As funcionalidades que induzem atividades sociais nos sites estão ainda inspirando os leitores a se tornarem cidadãos jornalistas habilitando-os a  publicar e compartilhar informação em grande escala. O Twitter está cheio de exemplos em que o cidadão se tornou jornalista e que a notícia teve forte propagação.

A figura do blogueiro também tende a se moldar a essa nova realidade. Passam a escutar fontes externas e a considerar o quão credíveis elas são. Em conseqüência, passarão, de mais em mais, a ser fonte de referência. Não é a toa que a reconhecida agencia de notícias Associated Press (AP) passou a considerar a possibilidade de referenciar blogueiros como fontes de informações de suas notícias. E olhe que a AP já começou tarde. Uma análise feita em seis anos de artigos do New York Times e do Washigton Post mostrou que os blogs estão crescendo como fonte de referência crível já desde 2008. A análise foi feita em cima de cerca de 2000 artigos e 120 blogs. A conclusão é que há um novo ciclo de notícias se estabelecendo com referencias cruzadas entre os dois veículos.
Outra característica diga de menção é o surgimento de mídias locais e colaborativas. Organizações como TBD possuem estações de TV e website e levam notícias locais e informações da comunidade (no caso de TBD trata-se da comunidade de Washigton, D.C.).  Nessas iniciativas há uma mistura entre a fonte da informação e o produtor de conteúdo, pois a testemunha do fato acaba se tornando o repórter. Agora, tudo isso vai exigir uma mente muito aberta dos jornalistas, pois vão ter que se habituar a ceder um grau de controle editorial para a comunidade.  

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Há Embate de Ideias no Twitter na Eleição Presidencial?

Muito interessante a notícia que descobri via @c_reginaldo de que o Globo tinha escrito uma matéria sobre quantos eram os seguidores (no Twitter) em comum dos candidatos Marina, Plínio, Serra e Dilma. O site Who Follow Whom (Quem segue quem?) mostra que há pouquíssimos seguidores comuns a todos os candidatos. Por exemplo, há somente 132 seguidores em comum de Dilma e Serra (ou seja, aqueles que seguem Serra e também seguem Dilma).

Percebam que Dilma (@dilmabr) possui cerca 164.700 seguidores. Serra (@joseserra_) por sua vez tem cerca de 359.200 seguidores. Menos de 0,05% seguem os dois. Tem muito pouca gente querendo “escutar” as propostas dos dois, não? Isso fortalece um sentimento que tenho de que o debate na Internet, em particular nas redes sociais, tem sido marcado por posições muito radicais e inflexíveis. Os eleitores atuantes nas mídias sociais agem como torcedores de um time. Já decidiram quem será seu candidato, só escutam o que ele (o candidato) diz e vibram com cada palavra. Preferem inclusive quando as palavras são agressivas e criticam fortemente o campo adversário. Não é a toa que estão a se degladiar pela web.

Mas não são somente os eleitores comuns que tomaram essa postura. Há uma gama de jornalistas com muito espaço midiático que adotaram linha semelhante já há algum tempo e que agora tornaram-se os símbolos desse jogo. Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Luis Nassif defendem com tanto ardor seus campos que tornaram-se fonte de informação para torcedores e não eleitores.

Agora, outra informação relevante que pode ser encontrada no site é sobre quem os campos de Serra e Dilma seguem em comum. Os jornalistas Ricardo Noblat e Cristina Lobo estão entre os oito moicanos que o Twitter de Serra e Dilma seguem comumente. Tento para os mesmos. Creio ser uma forte indicação de credibilidade. Eu não seguia nem um nem outro, decidi fazê-lo.

E você blogueiro, jornalista ou não, que estratégia decidiu seguir? Para ajudar, segue abaixo o ranking dos seguidores destes cinco que acabei de mencionar. Não que número de seguidores seja uma métrica representativa de influência, mas serve como referência inicial.

Mainardi  possui  cerca de 65.100
Noblat cerca de                 47.700
Nassif cerca de                  22.500
Cristina   cerca de             14.900
Azevedo  cerca de            11.880

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Povo Busca por Talentos



Recebi recentemente informações de que estão abertas as inscrições para a 8ª turma do Curso Novos Talentos O POVO para estudantes de jornalismo. Nas duas turmas anteriores tive o prazer de palestrar para os alunos sobre um pouco do faço e sobre os desafios da profissão de jornalista (vistos pela ótica de um pesquisador em computação). Tive muito boa impressão do grupo de alunos (entre 5º  e 8º semestres): interessados, desinibidos e com uma boa cultura nas ferramentas digitais. A iniciativa do O Povo é salutar e deveria ser seguida por outras grandes empresas. A cultura da empresa não se aprende na Universidade, nada como um treinamento com uma vivência associados. Abaixo, vejam maiores informações sobre o curso.

O curso Novos Talentos do Grupo de Comunicação O POVO oferece treinamento sobre aspectos práticos e teóricos da profissão, de modo a preparar novos profissionais para atuarem nos meios impresso e eletrônico. Estudantes de jornalismo terão a oportunidade de conhecer a rotina das redações dos diversos meios de comunicação (jornal, rádio, TV e Portal), participando também de oficinas e cursos com jornalistas do Grupo e professores contratados.
O projeto foi criado em 2007 com o objetivo de propiciar formação complementar a estudantes que pretendem ingressar no mercado de trabalho. O curso é realizado em parceria com a Fundação Demócrito Rocha (FDR), organizada pela Universidade Corporativa O POVO (UniOPOVO).
Para mais informações e consulta ao calendário do curso visite a página: http://www.opovo.com.br/novostalentos

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novas funções para a mídia impressa. Muito além de novos lay-outs

Recentemente dois dos grandes jornais brasileiros fizeram reformulações em seus portais. Estadão e Folha modificaram o lay-out e incluíram novas funcionalidades com o intuito de mostrarem-se na vanguarda tecnológica e atenderem melhor seus leitores. Na carona, vários outros jornais brasileiros também fizeram suas reformulações.

Achei essas mudanças tão tímidas que esperei um pouco mais para fazer algum comentário. Tinha esperança que algo mais acontecesse. Vendo agora que nada mais virá, emito aqui minhas impressões.

Os grandes conglomerados de mídia brasileiros não parecem estar percebendo o que vem acontecendo no resto do mundo (ou se percebe, não crê que valha para a realidade brasileira). Toda a imprensa tradicional passa por uma crise sem precedentes. A imprensa escrita, em particular, é a que mais sofre com as mudanças que a Internet e a web trouxeram. Em virtude disso, no resto do mundo, as mudanças têm sido muito mais marcantes. Os jornais impressos perceberam que a forma tradicional de veiculação da informação com tinta em papel está em extinção. Mais do que isso, o que parece estar se desenvolvendo é  o completo desacoplamento da produção do conteúdo da veiculação do mesmo.

Percebendo isso, jornais como New York Times nos EUA e The Guardian na Grã-Bretanha passaram a investir em padrões de metadados que vão estar vinculados a todo conteúdo produzido por eles. O padrão de metadados hNews, produzido pela AP (Associated Press), por exemplo, já está em mais de 200 sites. O uso desse padrão faz com que cada notícia venha associada com o assunto da matéria, a informação do autor da notícia, onde foi publicada e onde foi escrita. Isso torna as informações mais facilmente acessíveis por programas de computador.

De forma similar, o jornal britânico, The Guardian lançou sua API aberta. Com ela pode-se utilizar conteúdo gerado pelos jornalistas diretamente em um site de terceiro na rede. Por exemplo, é possível embutir uma matéria do jornal em um blog ou página pessoal. Maiores detalhes veja aqui. Vários outros exemplos aparecem diariamente. O New York Times tem investido pesado na criação de metadados e disponibilização de seu conteúdo para acesso por outros.

Esse tipo de iniciativa ainda não está presente aqui, mas não creio que vai demorar muito a aparecer. Não vejo indicações que o contexto brasileiro seja diferente do resto do mundo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

WikiCrimes em Curitiba

Ontem WikiCrimes foi notícia no jornal A Gazeta do Povo de Curitiba. Uma matéria super bem produzida a partir de uma entrevista que dei por telefone. O jornal se esmerou na produção de uma figura explicativa de todas as funcionalidades de WikiCrimes (veja na figura com o título “como funciona”abaixo). O site do jornal está no portal da RPC, a concessionária da Globo em Curitiba, e por isso mesmo muito acessado. Foi um dia de recorde em WikiCrimes. O Paraná já era o terceiro estado mais participativo em WikiCrimes. Só ontem foram quase 200 novos usuários registrados.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Conselho de Leitores do O Povo

Tive a grata satisfação de ser convidado a participar do Conselho de Leitores do Jornal O Povo. O convite é particularmente gratificante porque as indicações são referendadas pelos editores e repórteres do Jornal e soube que meu nome foi muito bem acolhido. Minha posse, juntamente com outros 14 conselheiros, ocorreu nessa quarta-feira pela manhã. Uma cerimônia muito distinta e que teve dois momentos marcantes: a posse da ombudsman(que a rigor seria ombudswoman) Rita Faheina e o discurso da Presidente Luciana Dummar. A posse de Rita foi precedida da leitura de textos belos e emotivos que descrevem sua personalidade e história no jornalismo. O discurso de Luciana, não menos emotivo, foi marcante pelo fato de ser o primeiro depois do falecimento de seu pai Demócrito Dummar a quem a mesma prestou homenagens e lembrou com carinho. A composição do conselho está em uma matéria do Jornal que pode ser acessada aqui. Para mim, de especial alegria, foi o encontro que tive com o juiz e agora presidente do Fórum Autran Nunes, Judicael Sudário, meu professor há quase trinta anos atrás no Colégio Santa Cecília. Emocionei-me ao receber seus cumprimentos e ao escutar dizê-lo que se lembrava de mim (ainda quando não tinha Vasco no nome!) e acompanhava minha trajetória profissional. Sei, como professor, que nem sempre é fácil lembrar o nome de todos os alunos que temos e tivemos. Senti-me lisonjeado e acima de tudo com uma sensação (egocentrista é verdade) de que não estou passando desapercebido por esse mundo. E o melhor, é que está sendo de forma positiva.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Entrevistas com Homens Públicos Tem Que Ser Hard Talk

Acompanhei recentemente duas entrevistas dadas pelo Governado Cid Gomes em programas televisivos, um da TV Diário outro da TV OPovo. Surpreendeu-me a passividade dos jornalistas entrevistadores. As entrevistas acabam por se tornar um espaço de propaganda de ações realizadas ou para externar a opinião do homem público. Raramente as respostas dadas geraram alguma réplica que o levasse a uma argumentação mais detalhada e consistente. Senti limitações dos entrevistadores em relação ao domínio dos dados e problemas da administração pública o que os impediu de realizar questões mais aprofundadas. Acho valiosíssimo que as autoridades venham a público se posicionar frente ao eleitorado, mas da forma como foi feito, deixou um gostinho de quero mais. Abaixo publico uma das entrevistas mais extraordinárias que já assisti. Fernando Henrique Cardoso frente a frente com o jornalista britânico da BBC Stephen Sackur no programa Hard Talk (Conversa Dura). Esse programa é conhecido por suas entrevistas pontiagudas em que o repórter se esmera em realizar perguntas capciosas. É um exemplo de uma imprensa questionadora, mas não posso deixar de mencionar que serve também de exemplo do espírito democrático e da habilidade retórica do ex-presidente. Para entender o contexto, percebam que essa entrevista foi dada em Julho de 2007 no momento em que mensalão e outras crises políticas estavam nos noticiários nacionais.

terça-feira, 22 de julho de 2008

WikiCrimes em Europocket

Alguém já ouviu falar de EuroPocket (veja http://europocket.tv/) ? Talvez ainda seja meio desconhecido por aqui, mas na Europa começa a fazer seu caminho. Trata-se de uma “rede de TV” para a Internet e dispositivos móveis como celulares. Notícias rápidas e normalmente sobre iniciativas inovadoras. Pois bem, WikiCrimes já está lá. Vejam abaixo o noticiário em Francês (é a última notícia no vídeo). Para os não familiarizados com a língua de Molière vale uma pequena tradução (desculpem-me pela obviedade momentânea). A jornalista apresenta o site comparando com a Wikipédia, apresenta este que vos escreve como idealizador, sugere a participação e diz “quant à fiabilité, c'est à vous de voir”(quanto a confiabilidade, a verificar). Boa sugestão! Mas para isso, “compartilhem informações sobre crimes”.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

WikiCrimes e DN

Os leitores do Diário do Nordeste On Line já devem estar habituados a ver WikiCrimes sendo referenciado nas matérias policiais daquele Jornal. Aqueles que não tomaram conhecimento ainda dessa forma inédita de apresentar as notícias podem dar uma olhada na reportagem que saiu hoje aqui. Ela representa o quão rico pode ser essa parceria inovadora. O leitor do jornal tem, com o mapa de WikiCrimes, uma contextualização geográfica da notícia e pode movimentar o mapa, aproximando-o ou distanciando-o, a assim identificar outros eventos na região em questão. Essa iniciativa é mais uma convergente com nossa política de publicizar as informações criminais. É importante, acima de tudo, perceber que tudo isso só é possível porque existem pessoas que registram crimes em WikiCrimes. Por isso, não esqueçam de "compartilhar informações sobre crimes".

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

WikiCrimes Começar a ser Divulgado em São Paulo


A divulgação de WikiCrimes em São Paulo é um dos próximos desafios para que o índice de notificações no sistema aumente. O primeiro passo nessa direção foi dado nessa segunda-feira. O Jornal A Tribuna de Santos (www.atribuna.com.br) destacou uma página inteira de seu caderno de Ciência para WikiCrimes. Trata-se de um jornal com área de atuação localizada, mas que não deixa de ser muito relevante. Ele atende à região litorânea de Santos com mais de 1,5 milhão de potenciais leitores. Além disso, seu caderno de ciências é distribuído para 280 escolas da região. Veja acima uma foto da versão digital do jornal. O link para a matéria em texto está aqui. Infelizmente é preciso ser assinante para ter o acesso completo da notícia em qualquer dos dois modos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

WikiCrimes na TV Jangadeiro

Nesta sexta-feira, WikiCrimes foi notícia em Fortaleza na TV Jangadeiro. É a terceira vez que uma matéria jornalística na TV é feita sobre o projeto. Acho que essa foi a mais bem elaborada delas. Interessante ver que os jornalistas sempre vão escutar a opinião da polícia que por sua vez tem sempre o mesmo discurso: dados falsos podem prejudicar o sistema. Isso é uma verdade inconteste, mas só o tempo dirá o quanto isso é um problema que possa inviabilizar o projeto. Se as pessoas que idealizaram a Wikipédia tivessem desistido do projeto por causa dessa preocupação, não teriam conseguido construir a maior enciclopédia do mundo de forma colaborativa. De qualquer forma, estamos estudando mecanismos de cálculo de reputação das informações que no futuro serão capazes da dar indicadores de credibilidade às mesmas. Trata-se de uma área de pesquisa em informática muito popular nos dias atuais e que deixaremos para falar mais detalhes no futuro. Por enquanto, veja a matéria da TV no vídeo abaixo e entenda mais sobre WikiCrimes.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

WikiCrimes no O Globo



Nesse domingo (16/11/2007) WikiCrimes foi lançado “oficialmente”. Jorge Antônio Barros em seu popular blog repórter de crime (clique aqui para acessá-lo ) e em matéria no O Globo (clique aqui para ver a matéria no O Globo on line) descreveu os principais objetivos e características do projeto. Conheci Jorge Antônio no Rio, mês passado, quando lhe fui apresentado pela Profa. Silvia Ramos da Universidade Cândido Mendes. Ela é membro do Fórum Brasileiro de Segurança e uma das pessoas mais entusiasta e comprometida com a causa WikiCrimes. Jorge possui larga experiência em jornalismo investigativo e em jornalismo policial. Ele já tinha lançado uma campanha muito parecida com a idéia de WikiCrimes em seu blog. Solicitou aos cariocas que o enviassem notícias sobre crimes que presenciaram ou sofreram. A partir das informações enviadas, ele desenhava um mapa de crimes das regiões mais críticas. Wikicrimes vem complementar a idéia de Jorge trazendo maior poder de representação para grandes volumes de dados e para uma área de abrangência mundial. Além disso, contamos implementar várias outras novidades que aumentarão a interatividade do site e que, certamente ajudarão para a criação de uma comunidade on line. Tenho que ressaltar que o apoio de pessoas como Jorge e Sílvia são fundamentais para que um projeto do tipo de WikiCrimes dê certo. São guerreiros do dia-a-dia pela causa de uma segurança pública eficiente e respeitosa dos direitos e da vida humanos. Têm a coragem de assumir posições firmes em causas que vão nessa direção. O fato de eles terem adotado WikiCrimes me conforta e honra. Logo perceberam que WikiCrimes, acima de tudo, é um instrumento de cidadania. Um instrumento que fornece transparência no trato da informação e que dá ao cidadão o poder da escolha. Publico acima a matéria do O Globo. Nunca é pouco lembrar: "Compartilhem informações sobre crimes e saibam onde não é seguro”.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Quem Matou o Jornal?

Já tenho dito e venho mostrando matérias que apontam um futuro bem diferente para a mídia convencional visto que a Internet a vem modificando constantemente. Soube de uma matéria de Agosto de 2006 na revista britânica The Economist (clique aqui para acessar o texto em inglês ) intitulada “Who Killed the Newspaper?” (que é a tradução em inglês da pergunta que intitula o texto que hora escrevo). Nessa reportagem, se faz menção ao livro de Philip Meyer “ The Vanishing Newspaper” que prevê que por volta de 2040 os jornais estarão praticamente extintos nos EUA. Na verdade a circulação de jornais nos EUA, na Europa Ocidental, na America Latina, na Austrália e na Nova Zelândia vem caindo nos últimos dez anos (fonte da própria revista). Blogs e outras formas de expressão digital estão entre as causas desse declínio. Como devem agir os empresários do jornalismo nesse contexto? Difícil pergunta mas uma coisa eu posso dizer: não podem partir para o desespero. Mas foi exatamente isso que o Estadão fez recentemente. Lançou uma campanha para denegrir os blogs e blogueiros (clique aqui para ver o vídeo da campanha). Quis passar a imagem de que informação com credibilidade só se obtém na mídia convencional e vinda de profissionais do setor. Disse que há muita bobagem nos blogs. Que novidade! Como não existisse muita bobagem nos jornais. Não vou gastar energia tentando dizer que blogs são bons ou úteis. Acho que quem deve dizer isso são os que destinam algum tempo para lê-los. Agora, o que me parece claro é que os meios convencionais de jornalismos têm que pensar urgente em estratégias de participar do processo democrático, distribuído e eclético que acontece na blogesfera. Tentar fechar os olhos para sua existência é burrice. Corre-se o risco de descobrir que quem matou o jornal foi um mico (veja o vídeo do Estadão para entender melhor).

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Novamente o Debate Mídia e Censura

Excelente o debate no programa Roda Viva sobre a questão da classificação indicativa de programas de TV. Só para exemplificar o que vivemos atualmente faço a seguinte questão: como se pode explicar que uma telenovela que passa no horário noturno (declaradamente voltada a um público adulto) algum tempo depois volta a ser apresentada no horário da tarde? Justamente em um horário que somente as crianças estão assistindo a televisão e normalmente sem a presença dos pais. Fica claro que os representantes das televisões se escondem atrás do discurso da liberdade de expressão e do “não a censura” para manter seus privilégios de veicular programas inapropriados a um público indefeso (por incapacidade de se defender em função da idade ou em função da educação). Já tinha mencionado em um texto anterior sobre a necessidade de um papel progressista de representantes do jornalismo e da mídia para que tivéssemos aumento na qualidade da televisão (clique aqui para acessar o texto). Infelizmente, o que vi no debate do Roda Viva foi triste. Não me parece que chegamos ainda a esse momento no Brasil. É uma pena que este debate esteja tendo tão pouca penetração nos lares brasileiros, pois ele por si só já seria um instrumento educativo aos pais. Eles são os primeiros que precisam perceber que podem estar sendo excessivamente permissivos e assim prejudicando seus filhos. Outro debate interessante sobre o tema estava sendo travado no blog do Luis Nassif (veja o debate aqui). No entanto o debate descambou para ataques pessoas que desviaram o foco da discussão. De qualquer forma, decididamente, são em veículos como a Internet e a TV Cultura é que se poderá discutir o assunto. A grande mídia televisiva não abre espaço para isso.