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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Futuro das Mídias Sociais no Jornalismo

O blog Mashable dedicou importante espaço para refletir sobre o futuro das mídias sociais no jornalismo. Começam provocando ao dizer que mídias sociais estão mortas. Na verdade, querem dizer que todas as mídias serão sociais e categorizar um jornalismo como social vai ser pleonasmo.  Emendam que, além de social, o consumo de conteúdo sera de mais em mais personalizado. As funcionalidades que induzem atividades sociais nos sites estão ainda inspirando os leitores a se tornarem cidadãos jornalistas habilitando-os a  publicar e compartilhar informação em grande escala. O Twitter está cheio de exemplos em que o cidadão se tornou jornalista e que a notícia teve forte propagação.

A figura do blogueiro também tende a se moldar a essa nova realidade. Passam a escutar fontes externas e a considerar o quão credíveis elas são. Em conseqüência, passarão, de mais em mais, a ser fonte de referência. Não é a toa que a reconhecida agencia de notícias Associated Press (AP) passou a considerar a possibilidade de referenciar blogueiros como fontes de informações de suas notícias. E olhe que a AP já começou tarde. Uma análise feita em seis anos de artigos do New York Times e do Washigton Post mostrou que os blogs estão crescendo como fonte de referência crível já desde 2008. A análise foi feita em cima de cerca de 2000 artigos e 120 blogs. A conclusão é que há um novo ciclo de notícias se estabelecendo com referencias cruzadas entre os dois veículos.
Outra característica diga de menção é o surgimento de mídias locais e colaborativas. Organizações como TBD possuem estações de TV e website e levam notícias locais e informações da comunidade (no caso de TBD trata-se da comunidade de Washigton, D.C.).  Nessas iniciativas há uma mistura entre a fonte da informação e o produtor de conteúdo, pois a testemunha do fato acaba se tornando o repórter. Agora, tudo isso vai exigir uma mente muito aberta dos jornalistas, pois vão ter que se habituar a ceder um grau de controle editorial para a comunidade.  

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mulheres na Computação Têm Ajuda da Barbie

Há três anos atrás escrevi nesse blog sobre o problema do estereótipo negativo que possui a profissão de informática e que afugentas as mulheres. O fenômeno da carência de mulheres em Computação chega mais fortemente aos EUA.

O New York Times fez uma reportagem onde esse aspecto foi discutido. Somente 1% das jovens em final de ensino médio dizem que farão Computação ou Ciência da Informação comparado com 5% dos meninos. Somente 18% dos graduados nessas áreas em 2008 era mulheres. Em 1985 esse número era de 37%. Incrível o sério problema de imagem que a profissão tem. O estereotipo do hacker masculino, sem vida social, comendo fast food e apaixonado por ficção científica afasta as mulheres dizem especialistas da Universidade de Washington que têm pesquisado as razões de porque isso vem acontecendo. Em Stanford, há um grupo de mulheres informáticas que além de discutir assuntos do tema, faz palestras em escolas para motivar as meninas.

Dentre as diversas medidas para mudar essa situação, uma inusitada chamou-me a atenção. A Mattel, empresa que detém os direitos de fabricação e reprodução da Barbie, lançou um personagem novo para a famosa boneca: a Barbie analista de sistema e cientista da computação. Terá ao seu lado um belo notebook rosa choque.

Revendo o texto que tinha escrito, pude revisitar um comentário de Jedson no meu texto em que ele sugeria que se fizessem novelas com o protagonista sendo programador de computador. Talvez traga resultados mais imediatos do que o que a Barbie pode trazer, não?

segunda-feira, 3 de março de 2008

A Imprensa Americana nas Eleições 2008

Recentemente, estive assistindo com mais freqüência do que a habitual, as redes CNN, Fox bem como alguns jornais americanos para acompanhar a eleição de 2008. Sempre achei que a imprensa norte-americana precisava se recuperar do onze de setembro, quando ela foi acuada e engolida pelos eventos. A eleição 2008 é um momento bom para isso. Ela tem buscado ocupar o terreno perdido fazendo jornalismo com qualidade. Não há espaços para fofoquinhas (de vez em quando algum bobão pisa na bola, como o comentário ofensivo feito por um jornalista da NBC contra a filha de Hillary e Bill Clinton). Ao contrário, sua tarefa é de sempre lançar desafios aos candidatos, os colocando em pressão contínua. Buscam “espremê-los”para que os mesmos respondam sobre os grandes desafios que o país deve enfrentar nos próximos quatro anos. Quem auxilia os jornalistas no debate com os presidenciáveis são especialistas nas mais diversas áreas contempladas. Uma verdadeira sabatina pública que é muito saudável para um país. Outro aspecto digno de menção é o fato de que ela toma partido abertamente quando julga necessário. Já tinha comentado que na França os grandes jornais têm suas posições ideológicas claramente definidas. Le Figaro é direita, Le Monde é esquerda e Le Nouvel Observateur é ainda mais esquerda. Nos EUA e Grã Bretanha também é assim. Por exemplo, New York Times é democrata e mesmo em relação à escolha do candidato democrata o jornal se posicionou. Deixou claro que acha Hillary a melhor candidata. Já o jornal inglês The Economist é neoliberal. Será que vender uma postura neutra e imparcial como tentam fazer a maioria dos grupos mediáticos brasileiros não seria somente pura hipocrisia?