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terça-feira, 15 de março de 2011

Modelos de Negócios na Internet: Twitter Sabe o Que Quer?


Estamos acostumados a ver os sucessos que nascem diariamente na Web. Aí veio o filme Rede Social para adicionar mais uma pitada na receita de popularização do sucesso explosivo. Mas será que é assim tão simples ganhar dinheiro na web?

As declarações de altos executivos do Twitter recentemente nos dão uma dica de que nem tudo é assim como parece. O Twitter montou sua estratégia de crescimento fundamentada no compartilhamento total das informações que lhe são enviadas (as mensagens de 140 caracteres dita Tweets).  Bem em seu nascedouro, o Twitter criou uma API para permitir o acesso aos tweets, o que incentivou à criação de vários softwares, ditos clientes, como Hootsuite e Tweetdeck.

Depois que começou a crescer em popularidade Twitter viu-se num dilema. Que modelo de negócios lhe dará sustentabilidade? Para onde continuar crescendo? Decidiu então começar a restringir o acesso às suas informações e tem aconselhado a não criação de novas empresas que se baseiem no modelo de software clientes. Estes que eram considerados parceiros já não interessam mais ao Twitter, que não se contenta mais somente em prover informação. Quer também explorá-la.

Essas medidas antipáticas têm sido muito mal recebidas pelos admiradores do "jeito Twitter de ser", mas principalmente por aqueles que investiram num negócio fundamentado na exploração dos dados que seriam abertos pelo Twitter.

Pois é, mesmo os grandes da web também sofrem suas crises, porque nós aprendizes não podemos?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Razões para não comprar um iPad


Já escrevi algumas vezes sobre o futuro da mídia em papel e dos desafios que o jornalismo enfrenta nos dias atuais.

O surgimento do iPad é um ingrediente importantíssimo, no que considero, uma derrocada sem piedade do papel. Por isso gostei tanto dos vídeos indicados por Plínio Bortolotti no seu Twitter (@plinioce). Eles mostram reais motivos para não se comprar um iPad.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Web Já Morreu? Mas a Internet Tem Vida Longa

Dois artigos provocativos escritos na Wired recentemente por Chris Anderson (A Cauda Longa) e Michael Wolff debatem sobre algo até certo tempo inusitado. A Web com suas páginas e browsers estaria com os dias contados? Fazer esse tipo de pergunta só mesmo no contexto da informática. Tudo aparece e morre com tanta rapidez que mesmo essa pergunta não soa totalmente impossível.  Para os leigos no glossário informatiquês, deixem-me acrescentar que a Internet é a rede mundial de computadores, já dá-se o nome de web ao sistema de documentos com hiperlinks e que pode ser acessado pelos navegadores ou browsers.

Mas o que quer dizer mesmo isso da morte da web. Simples. De mais em mais os usuários vão passar a usar aplicativos (apps) em seus celulares e iPads. O que era antes uma página ou site na web virou um aplicativo. Escutar música numa pandora app, ler notícias numa New York Times app, conversar com amigos através  da Facebook app, etc. Tudo vira aplicativo. Vejam o caso do Twitter. Várias apps tipo TweetDeck existem. São muito mais cômodas de serem usadas do que o próprio site na web. Esses aplicativos são plataformas semi-fechadas que usam a Internet para transportar mensagens normalmente através de chamadas de serviços. Vejam a imagem abaixo para entender que o declínio da web já ocorre há algum tempo. O que predomina na Internet (tráfico) hoje é vídeo.

Mas para alguns não se trata somente de uma evolução tecnológica. É todo um modelo baseado na abertura e democracia que caracterizam a web que está em cheque. O modelo de apps para aplicações móveis favorece o aparecimento de soluções proprietárias como as que hoje já existem sob o sistema operacional da Apple nos iPhones. Até mesmo a Google deve sentir o impacto, pois as informações que estiverem nas apps móveis não poderão ser rastreadas pela gigante da busca. Esse debate tem sido travado na revista Wired por TIM O’Reilly (quem cunhou o termo web 2.0) e Chris Anderson. Você pode acessá-lo aqui.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Web Cidadania

Se você é daqueles que se sente incomodado por não saber o que seu representante político anda fazendo no Congresso, o site Vote na Web vai lhe ajudar a reduzir esse incômodo (embora possa aumentar-lhe a indignação). Além de acompanhar o rendimento dos políticos, nele você pode acompanhar as propostas de lei em andamento no Congresso. O melhor de tudo é que você pode votar se concorda ou não com as mesmas.

Outro site que lhe permite ser mais atuante é o voto consciente. Acompanha o desempenho dos vereadores nas Câmaras Municipais em cidades de todas as regiões do País. Adorei a chamada que diz “Você controlaria sua conta bancária só uma vez a cada quatro anos?”. Claro que não ! Como então deixamos nossos políticos tomarem conta da parte de nosso dinheiro que é pública sem fazer nenhum acompanhamento? Por comodismo é que não será mais. A web permite cada vez mais colocar todo o contexto de informação pública a disposição dos cidadãos. Vamos esperar que iniciativas como as mencionadas comecem a mudar nossa cultura política.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Semana Semântica

Fizemos durante a semana passada no Laboratório de Engenharia de Conhecimento da UNIFOR, o que chamamos de Semana Semântica. Reunimos os integrantes dos diversos projetos que coordeno e, junto com colaboradores fiéis (ex-alunos e parceiros), exploramos, com palestras e exercícios práticos, as bases de dados desses diversos projetos em busca de ligá-las com outras da web semântica.

Orgulha-me ver o engajamento de todos nas atividades. Alunos que no mês de julho, em plenas férias, ficaram até oito da noite “hackeando” (desculpem o neologismo radical para caracterizar a atividade de criar excêntricos programas de computador). Creio que todos gostaram, acima de tudo, perceberam o quão valioso é um momento intenso desses de interação e compartilhamento de informações.

Aqui vale uma breve explicação do conceito de “linked data” que está (devagarinho é fato) se espalhando a partir do mundo da Web Semântica. Um dos objetivos da comunidade que estuda a Web Semântica é emplacar um padrão para representar informações na web. Ressalte-se que os padrões defendidos por essa comunidade não visam somente promover a interoperabilidade. Visam igualmente dar potência de raciocínio aos programas de computador e assim deixá-los um pouco mais inteligentes (sempre o objetivo supremo da IA). No entanto, fazer um padrão “pegar “não é trivial e a postura da indústria é determinante. É aqui que a decisão de Facebook em definir um padrão no seu Open Graph é relevante. Embora não siga exatamente o mesmo padrão sugerido pela W3C (World Wide Web Consortium) inspira-se no mesmo e, sobretudo, acena para a necessidade de um e indica que vai seguir essa trilha de dados abertos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novas funções para a mídia impressa. Muito além de novos lay-outs

Recentemente dois dos grandes jornais brasileiros fizeram reformulações em seus portais. Estadão e Folha modificaram o lay-out e incluíram novas funcionalidades com o intuito de mostrarem-se na vanguarda tecnológica e atenderem melhor seus leitores. Na carona, vários outros jornais brasileiros também fizeram suas reformulações.

Achei essas mudanças tão tímidas que esperei um pouco mais para fazer algum comentário. Tinha esperança que algo mais acontecesse. Vendo agora que nada mais virá, emito aqui minhas impressões.

Os grandes conglomerados de mídia brasileiros não parecem estar percebendo o que vem acontecendo no resto do mundo (ou se percebe, não crê que valha para a realidade brasileira). Toda a imprensa tradicional passa por uma crise sem precedentes. A imprensa escrita, em particular, é a que mais sofre com as mudanças que a Internet e a web trouxeram. Em virtude disso, no resto do mundo, as mudanças têm sido muito mais marcantes. Os jornais impressos perceberam que a forma tradicional de veiculação da informação com tinta em papel está em extinção. Mais do que isso, o que parece estar se desenvolvendo é  o completo desacoplamento da produção do conteúdo da veiculação do mesmo.

Percebendo isso, jornais como New York Times nos EUA e The Guardian na Grã-Bretanha passaram a investir em padrões de metadados que vão estar vinculados a todo conteúdo produzido por eles. O padrão de metadados hNews, produzido pela AP (Associated Press), por exemplo, já está em mais de 200 sites. O uso desse padrão faz com que cada notícia venha associada com o assunto da matéria, a informação do autor da notícia, onde foi publicada e onde foi escrita. Isso torna as informações mais facilmente acessíveis por programas de computador.

De forma similar, o jornal britânico, The Guardian lançou sua API aberta. Com ela pode-se utilizar conteúdo gerado pelos jornalistas diretamente em um site de terceiro na rede. Por exemplo, é possível embutir uma matéria do jornal em um blog ou página pessoal. Maiores detalhes veja aqui. Vários outros exemplos aparecem diariamente. O New York Times tem investido pesado na criação de metadados e disponibilização de seu conteúdo para acesso por outros.

Esse tipo de iniciativa ainda não está presente aqui, mas não creio que vai demorar muito a aparecer. Não vejo indicações que o contexto brasileiro seja diferente do resto do mundo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Encontros, namoros e algo mais virtuais

Um dos usos mais intensos da Internet hoje é a pornografia. Já mostrei um vídeo interessantíssimo que desnudava (para manter o nível) as estatísticas em 2007(acesse-o aqui). Os sites de encontro (mate em inglês) onde as pessoas se conhecem e até namoram pela rede são igualmente populares. Alguns internautas até extrapolam em seus relacionamentos amorosos via web e com uma web cam transmitem e recebem imagens provocativas e sensuais. Esse erotismo virtual tem se difundido e me pergunto qual será a próxima novidade nessa área. Aliás, percebo que não sou o único, o blog boing boing especializado em gadgets (brinquedos eletrônicos) já andou especulando que o uso do wiimote do jogo Wii pode ser o próximo alvo dos desenvolvedores de brinquedos sexuais. Alguns alunos já me tinham alertado que algo nessa direção já deve estar sendo produzido. Para os que não conhecem o jogo Wii, vale a pena dar uma olhada aqui onde descrevo o jogo com vídeos com exemplos. Trata-se de um jogo eletrônico onde o controle remoto (Wiimote) é usado para capturar os movimentos humanos e reproduzi-los na tela do computador (ou televisão). Pode-se, por exemplo, jogar tênis simulando o uso de uma raquete e a batida na bolinha com o Wiimote. O nível de precisão do software é impressionante e o usuário tem a nítida sensação de estar movimentando a bolinha com cada raquetada que fornece. O Wii se expandiu fortemente nos últimos anos e jogos para capturar o movimento dos mais diversos órgãos humanos já existem. Só falta agora os órgãos sexuais. Alguém se habilita? Não me surpreenderia se isso se transformar em um enorme sucesso comercial.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Web e Controle Social

Muito me orgulhou o convite recebido pelo Presidente do Tribunal de Contas do Município do Estado do Ceará (TCM), Ernesto Sabóia, para escrever um texto sobre Informatização e Controle Social. Creio que minha militância pela transparência para os dados criminais com WikiCrimes levou-o a considerar que poderia contribuir com o tema. O texto será um dos fascículos do curso “Controle Social das Contas Públicas”, iniciativa do TCM e que estará sendo realizado pela Fundação Demócrito Rocha em parceria com o Bradesco (veja mais sobre o curso aqui). O curso será realizado na modalidade à distância com fascículos distribuídos pelo jornal e aulas pela televisão. O convite me fez pesquisar, dentre outras coisas, como a Internet pode ser usada pelo cidadão para auxiliar atividades de controle social. Descobri que existem vários sites que fornecem informações sobre as contas dos governos e prefeituras. Alguns dos endereços desses sites estarão no fascículo que deve sair em Maio (por isso vou guardar segredo!). O lado negativo é que minhas pesquisas me mostraram que não é nada fácil para um cidadão comum saber como seu dinheiro está sendo usado pelos governos. A razão é simples. Por mais que as informações estejam disponíveis na Web, elas são difíceis de serem encontradas e, principalmente, interpretadas. Há muito número de empenho, licitação, documento e processo para que alguém possa ligar uma determinada obra ou serviço realizado na sua comunidade. Creio que a situação mais comum onde um cidadão pode agir como auditor é, ao presenciar in loco uma obra ou serviço público, tentar saber mais sobre os valores pagos, quem os recebeu e quanto. Por exemplo, eu, ao perceber a reforma do calçadão da Beira-mar de Fortaleza, sempre tenho vontade de ter informações de quanto já foi pago pela obra e porque a mesma não terminou dentro dos seis meses previsto. Na verdade, não consegui nem descobrir quando a obra começou. A partir das informações que a placa descritiva da obra me deu (veja a foto abaixo), procurei acessar mais informações na rede. Infelizmente, não obtive sucesso. Embora o site do TCM seja o mais apropriado para encontrar essa informação, como elas estão estruturadas de acordo com a forma passada pela Prefeitura e aí não se consegue identificar nenhum interesse na transparência. O máximo que consegui foi encontrar alguns contratos e pagamentos feitos para a Trana Edificações, a construtora responsável pela obra, mas sem os detalhes que buscava. Muito há a ser feito, mas não se pode desconsiderar que os avanços são sensíveis. Temos mais é que começar a fiscalizar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Convergência Jornais e YouTube

A convergência entre diferentes mídias já é uma realidade nos EUA. O mapa abaixo mostra a quantidade de Jornais que possuem canais no YouTube para transmitir suas notícias de forma visual e as vezes interativa. Quem poderia imaginar um dia que o New York Times, por exemplo, teria uma cadeia de televisão. Pois bem, ainda não a tem. Mas tem um canal no Youtube (clique aqui para acessá-lo). Custo baixíssimo e sem necessidade de maiores burocracias e formalizações como a obtenção de outorgas para transmissões necessárias no caso das televisões via satélite. Para ser justo, já começamos a ver isso também aqui por essas bandas, embora de forma bem mais tímida. Aqui em Fortaleza, o Diário do Nordeste e OPovo já começam a colocar inserções de vídeos em suas páginas. Caminho sem volta que tende a ficar mais relevante quando as barreiras de banda larga forem gradativamente vencidas. A grande questão é quão rápido isso vai ocorrer. A pouquíssima qualificação de nossas prestadoras de serviço de telefonia móvel,nos leva a duvidar de que isso corra rapidamente. O mapa abaixo, via 10000 words, mostra os canais YouTube de cada jornal.

Newspapers on YouTube

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Google Chrome: O Avanço Continua

Nem bem mencionei o lançamento de Ubiquity dos laboratórios Mozzila lá vem a Google com algo na mesma direção para tirar a atenção. Acabou de lançar um navegador que batizou de Chrome (faça o download aqui) e, como tudo produzido pela companhia, mereceu muita atenção. Não tenho tanta certeza de que ao lançar um navegador, a Google mira exclusivamente a Microsoft. Tenho a impressão que o Firefox tinha tudo para se tornar em breve o navegador padrão no mundo. Não é a toa que a Google escolheu desenvolver seu navegador em plataforma livre e em código aberto, tal como o Firefox. Baixei Chrome e já o testei com WikiCrimes (aliás, WikiCrimes é um bom testbed, pois é bem pesadinho) e ele é realmente muito mais rápido do que o Internet Explorer (nenhuma novidade) e a primeira vista aparenta ser mais rápido do que o Firefox também. Não posso afirmar categoricamente que ele é mais eficiente, mas a existência de uma máquina virtual Java 8 parece ser sua força. Possui ainda uma série de melhorias em termos de interface que visam facilitar a "experiência do usuário" (termo usado pelo vice-presidente da Empresa)com a Web. Outra coisa digna de se notar é o quanto o mercado de inovações na web está ativo. Já tinha noticiado Cuil (clique aqui), Open search (clique aqui) da Yahoo e Ubiquity (clique aqui) em um espaço menor de dois meses. A grande pergunta não é mais quem vai lançar algo novo,mas sim, quem vai conseguir fazer pegar sua novidade. Percebo que minhas reflexões sobre até quando a Google conseguirá não ser detestada continuam mais do que nunca em dia (veja o texto com essa reflexão aqui), pois se ela conseguir emplacar tudo que está lançando, vai dominar tudo logo, logo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ubiquity: Programação Pelo Próprio Usuário

Ubiquity do laboratório Mozilla (desenvolvedora do Firefox) é a primeira proposta impactante na direção da implementação do conceito em end-user programming (programação feita pelo usuário final) e tem sido o grande sucesso dos blogs de TI ao redor do mundo nesses últimos dias. A idéia é prover uma linguagem simples a ser usada pelo próprio usuário no navegador Firefox para a realização de mashups (integração automática de conteúdos vindos de sites diferentes). São vários comandos que permitem mapear (map), fazer traduções (translate), enviar emails (email) e outros mais. Se você quiser saber alguma informação sobre WikiCrimes, por exemplo, basta acionar a barra do Ubiquity, escrever "wikipedia wikicrimes" . O Firefox se ligará imediatamente com o verbete do WikiCrimes na Wikipedia. O vídeo abaixo explica o conceito e fornece exemplos. Uma aposta interessantíssima e que mostra o caráter inovador dessa empresa que gradativamente vai fazendo com que seu navegador se torne um padrão na web desafiando o Internet Explorer. A perfomance de aplicações que rodam no Mozilla já é sem dúvida nenhuma bem melhor no Firefox do que no Explorer (as comparações usando WikiCrimes são surpreendentes). Com as inovações trazidas por Ubiquity, isso tende a aumentar.




quinta-feira, 26 de julho de 2007

Comprando Pizza no Futuro

Este vídeo que achei no YouTube é representativo de uma corrente de pessoas que está começando uma batalha para o uso politicamente correto da Web. Uma das coisas que mais preocupa as pessoas é a questão da privacidade. Dados pessoais estão disponíveis em diversos sites e cada vez mais tecnologias como a Web Semântica (clique aqui e aqui para acessar textos sobre isso) vão permitir a integração automática desses dados. O vídeo abaixo, em inglês, comporta uma crítica irônica de como a tecnologia vai avançar. Um simples sistema de uma pizzaria possuirá tanta informação sobre as pessoas que um cenário amedrontador pode ser vislumbrado. No vídeo, o diálogo da atendente com um solicitante é divertido, pois a atendente conhece todos os hábitos de consumo do solicitante. Quando o solicitante pede uma pizza de carne, a atendente diz que ao preço deve ser adicionada uma taxa e que o cliente tem que assinar um termo isenta a pizza de qualquer responsabilidade. Tudo isso porque como a pizza é de carne e o solicitante tem colesterol alto e hipertensão (descoberto automaticamente), a pizza poderá provocar danos a saúde (na tela aparecem os problemas de saúde do cliente como impotência e eczema). A atendente sabe os livros que o cliente comprou, sabe das passagens aéreas compradas para ir ao Hawaii, e até dos itens comprados no supermercado (inclusive 48 camisinhas). Vale a pena conferir.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Futurologia da Rede

Interessante como tem surgido vídeos no YouTube que visam prever o futuro da web e dos negócios no mundo virtual. Seguindo a linha do clássico Epic que já mostrei neste blog quando falei da Google(veja novamente clicando aqui), este vídeo tenta prever o que acontecerá em 2050. Enquanto ele ainda está por volta de 2010 ainda dá para acreditar, mas depois disso, é chute extremo. A idéia básica é de que macro fusões existirão como a da Google com a Microsoft e a da Amazon com Yahoo. Avatars, secon life e fim da televisão e da mídia impressa, tudo está no vídeo. Que salada! Mas não deixa de ser bem feito e criativo. Vejam o vídeo clicando na seta abaixo.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Os próximos 50 anos

Alguns colegas que sabem de meu vício por livrarias têm me solicitado sugestões de livros. Não me sinto confortável para sugerir livros de ficção, pois os acho muito pessoal. Vou arriscar uns não-ficção de vez em quando. Um que acabei de ler e achei interessante faz uma coletânea de ensaios de 25 cientistas sobre como será o futuro da ciência daqui a cinqüenta anos (“The Next Fifty Years: Science in the first half of the twenty-first century”, Editado por J. Brockman, Vintage Books, 2002). Diferentes assuntos como genoma humano, astro biologia, computação quântica, inteligência artificial são tratados em ensaios por biologistas, psicólogos, físicos, químicos, neurocientistas e cientistas de computação, entre outros. É uma tarefa desafiadora e arriscada, pois por melhor que seja o cientista, as bolas de cristal não são distribuídas nas Universidades. J No entanto, a maioria dos textos é muito instrutiva, pois o linguajar é simples e didático. Permite-nos compreender onde está a ciência hoje e quais são os desafios para o futuro. Para os professores, sugiro em especial o capítulo escrito por Roger Schank, um pesquisador em Inteligência Artificial, que tem focado suas pesquisas em computação para educação. Ele tem uma visão muito crítica do processo educacional atual e acredita que uma mudança radical tem que ocorrer (mais do que uma previsão, ele faz uma conclamação). Com a computação ubíqua (computador em todo canto e a todo o momento), ele acredita que mesmos as paredes vão poder responder perguntas. Por conseguinte, a educação deve ser focada na realização de perguntas e não no provimento de respostas. As respostas, as máquinas poderão dar. Em suma, ele diz que os professores tem que deixar de fazer perguntas e exigir que os alunos as façam.