Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de outubro de 2013

A Barra está pesando no Facebook


O debate sobre Segurança Pública nas redes sociais (se é que podemos dizer que as opiniões lá expressas configuram um debate)  têm me preocupado. Se por um lado, vejo com entusiasmo a possibilidade da sociedade expressar sua indignação e cobrar providências, por outro lado vejo como as opiniões tendem a buscar soluções simples para um problema complexo e que vêm sempre carregadas de preconceito e falta de visão sobre a questão.

Não culpo as pessoas pelo desconhecimento sobre como solucionar os problemas. Segurança ideal é aquela que se tem sem precisar de polícia ou mesmo nem pensar em “segurança”. É viver despreocupado. É algo que se quer e não se quer nem pensar como conseguir. É como juiz de futebol: bom é quando o jogo acaba e ninguém nem percebe que ele existia. É querer demais que a sociedade tenha soluções técnicas para uma coisa que não se quer nem pensar que existe.

No entanto, como tenho estudado um pouco o assunto e vivi o contexto (muito embora, não tão à fundo como um policial que atua no dia-a-dia), não espere de mim apoio à soluções prontas, muito menos à soluções pautadas em repressão desmesurada suportada por chavões tipo “bandido bom, é bandido morto”.

Já escrevi sobre soluções e diagnósticos e quem quiser se aprofundar sobre o que penso pode ler aqui, aqui e aqui. Em especial, no final de 2007, escrevi essa retrospectiva do ano que faz referencias para textos sobre segurança e que estão bem atuais. Dado a recorrente popularidade do tema, vou buscar resumir nesse texto alguns dos pontos que considero essencial para ver se contribuo em colocar o debate em uma boa direção.

A primeira coisa é que não se faz uma política de segurança baseada somente na repressão ou somente baseada na prevenção. Não existe e  nem pode existir exclusividade entre essas coisas. Não são coisas conflitantes. Portanto quando se fala em atacar causas sociais, não se pode achar que se esteja falando em deixar um bandido profissional livre porque ele teve uma vida difícil ou sem oportunidades. Nem se pode pensar que é somente algo a longo prazo que só vai dar resultado quando o brasileiro for educado e tiver boa renda. Por outro lado, é completamente absurdo dizer que uma criança de 11 anos de idade que esfaqueia alguém não pode ser cuidada, tratada e reintegrada à sociedade.

Então é bom separar as duas coisas. Há causas da insegurança que devem ser atacadas pelo ponto de vista social e há outras que devem ser atacadas pelo ação rigorosa dos agentes da lei. Isso é de uma obviedade sem tamanho, mas é preciso ser dito e redito, porque é frequente a confusão que as pessoas fazem entre esses contextos. Aliás, nos dias atuais, há ainda outra coisa que complica muito esse contexto que são as manifestações de protesto, black blocs e similares. Não vou nem ousar complicar muito.

Sobre o aspecto social, vale a pensa ressaltar que há muitos exemplos no mundo, de lugares tão díspares como Colômbia ou EUA, que ações preventivas em áreas abandonadas pelo Estado, em especial focadas na juventude, voltadas a arte, esporte, qualificação profissional e oportunidade de trabalho dão resultado muito mais rápido do que poderíamos pensar.

Sobre o aspecto repressivo (onde as opiniões milagrosas e pré-fabricadas mais se situam), deve-se compreender que Polícia boa é aquela que age de acordo com a lei. A firmeza da ação policial não pode nunca ser confundida com arbitrariedade. Temos que buscar qualificação e temos que enfatizar o respeito às leis pelos agentes de segurança. Talvez atacar a qualificação da polícia seja até mais a longo prazo do que realizar ações preventivas pontuais em áreas desprotegidas.

Para não me alongar muito, sugiro mais cautela nas soluções. Se acham que vale a pena ficar vibrando porque um policial matou alguém durante um assalto e dizendo palavras de apoio à violência arbitrária, lembrem-se do último aspecto que desejo enfatizar nesse meu resumo. Segurança pública é todo um sistema e que não exclui o Ministério Público e a Justiça. Esse sistema judiciário com todo seu aparato (advogados de acusação, de defesa, juízes, etc.) ainda comete falhas em seus julgamentos, imaginem se decidirmos dar o poder de decisão de quem deve viver ou não a cerca de 20.000 policiais (números cearenses) com qualificação totalmente inadequada para tomar tais decisões.

Para terminar, não me surpreende que programas televisivos policiais explorem com tanto entusiasmo esse sentimento humano de “ver sangue”. O sensacionalismo sempre vendeu e nesses dias de liberdade de expressão de uma democracia jovem nunca vendeu tanto. Se quisermos transformar o Facebook em mais um desses veículos, digo logo que estou fora. Desligar o canal é fácil, é só barrar a amizade. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Fui pra balada


Para quem duvida do poder de aproximação das redes sociais, vai aqui breve depoimento. Um fim de semana desses, em que fui abandonado por minhas mulheres (L), decidi ir a balada.

Antes que minha mulher saiba por outros e me veja em apuros, exponho logo aqui o tipo de balada a qual me refiro: em casa, tomando um drink, só e acompanhado por amigos no mundo virtual. Um momento incrível, nostálgico e plural. Converso com muitos amigos de diferentes épocas. Alguns mais próximos, outros nem tanto. Pitacos aqui e acolá, vai o tempo passando e uma sensação incrível de que, só na sala, com gente tão eclética como David Guilmour, Amy, Andreas Wollenweider, Burt Bacharach e muito rock and roll, não estou só. Muito pelo contrário. Estou muito bem acompanhado.

Essa é a magia das redes sociais. Permite uma conexão instantânea entre pessoas de diferentes gerações ou não, de amigos ou não, de próximos fisicamente ou não, enfim, uma balada movimentadíssima. Abaixo um exemplo do que escutava e que me tocou vindo de Loló, um amigo roqueiro, que hoje viaja ao Rio para sambar na Sapucaí J

terça-feira, 24 de julho de 2012

Criativa Mobilização Social


Google, Facebook  e outros que vivem das redes sociais virtuais têm muito que ensinar à classe política. Esses gigantes da Internet nunca deixam de reconhecer que precisam incansavelmente compreender o comportamento de seus usuários. Eles sabem muito bem que as pessoas são fortemente influenciadas, para o bem ou para o mal, por suas redes sociais.  Para não perderem seguidores, todas as mudanças em seus produtos passam pelas etapas Teste, Aprenda e Execute.  

Aplicar metodologias similares para compreender o que milhares de pessoas sentem e reagem dentro de suas redes sociais deve despertar o interesse de nossos governantes da mesma forma que aos empreendedores da Internet.  Alguns políticos mundo afora já perceberam como as ciências comportamentais e o estudo das redes sociais (virtuais ou não) podem ser importantes ferramenta de gestão.

O governo britânico, com a ajuda de cientistas comportamentais, realizou estudos em que enviou cartas a contribuintes em débito com o fisco pedindo que regularizassem sua situação. Fez isso em dois grupos distintos. No primeiro, fez uma solicitação de quitação de débito normal. No segundo, o texto solicitava o pagamento dos impostos devidos, mas comparava o contribuinte com outros do mesmo setor ao dele. Dizia, por exemplo, que a grande maioria dos contribuintes do setor já havia regularizado sua situação fiscal pagando em dia. A mera comparação do contribuinte com aqueles que compõem sua rede social profissional fez com que a quantidade de regularizações deste segundo grupo fosse cerca de 15% maior do que a do primeiro grupo.  

Eis aqui um enorme campo a ser explorado por nossos governantes.  A mobilização da sociedade, buscando motivá-la e incitá-la a ações positivas, é condição determinante para a efetiva implantação de leis e de políticas de governo.  

* Artigo publicado no Jornal O Povo na coluna Opinião de hoje

terça-feira, 26 de julho de 2011

Inovação no O Povo

Àqueles interessados em inovação, sugiro a leitura dos artigos publicados no jornal O Povo de hoje pelo Presidente da FUNCAP, Tarcísio Pequeno, e seu diretor de inovação, Augusto Guimarães. Tive a honra de acompanha-los com minha opinião que está posta abaixo.


Inovação em TIC: O Poder do Ecossistema



Há pouco mais de 15 anos nem Google nem Facebook existiam. As duas foram criadas por jovens dispostos a arriscar, ambiciosos e cheios de ideias de como os computadores ajudam as pessoas a recuperar informação, se divertir e se comunicar. São exemplos do poder da boa ideia que, consolidada em software para computadores, impacta significativamente em nossas vidas e constrói fortunas.

Um olhar um pouco mais cuidadoso sobre esses exemplos mostra-nos que eles nasceram dentro de ricos ecossistemas que potencializam a inovação. Google nasceu em Stanford no coração do Vale do Silício. Facebook teve suas origens em Harvard. Nos dois casos, jovens empreendedores faziam seus estudos de pós-graduação e estavam inseridos no efervescente contexto de pesquisa e inovação que, por sua vez, tem essas Universidades como atores preponderantes.

Podemos sonhar, nós cearenses, em fazer inovações nessa área, se não tão estupendas como as mencionadas, pelo menos positivamente impactantes para nossa sociedade?

Vamos às boas notícias primeiro. Quem quiser inovar em Informática beneficia-se da existência da Web e do fato de que ela é altamente democrática. Com sua abrangência global, ela trouxe para nossas casas um grande laboratório para criarmos nossas inovações. Além do laboratório experimental trouxe também o mercado para aplicação e comercialização dessas ideias. Não se requer muito investimento e nem se precisa de maquinário muito elaborado.

O lado menos otimista dessa história é que as boas ideias não brotam do nada e essencialmente requerem gente qualificada. E aqui refiro-me não somente aos empreendedores, mas a todos que fazem o ecossistema que compõe a cadeia de inovação. No contexto do nosso Estado, a inserção de doutores em empresa é inexistente, os cursos de pós-graduação são jovens e pouco inseridos internacionalmente e a cooperação universidade-empresa para o desenvolvimento de alta tecnologia é deficiente. Consequentemente continuamos com a base das empresas de informática fortemente alicerçada no comércio de produtos manufaturados fora do Estado e do País (tanto software como hardware).

Ações que fortaleçam a cadeia de inovação são urgentes e prioritariamente devem buscar a atração de doutores que venham com a missão de trabalhar em consonância com os empreendedores locais e, dentro do possível, solucionar problemas da realidade regional. O ecossistema atual precisa evoluir a uma velocidade bem maior do que vem ocorrendo agora.

Inovar em Informática é estratégico e requer o difícil exercício de pensar em inventar para um mundo que ainda será inventado. Cria-se assim um ciclo vicioso, pois aqueles que estiverem à frente do processo de criação deste novo mundo terão mais possibilidades de inovar.

Precisamos agir!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Publicidade Comentada em FaceBook

Na mesma semana que saiu um estudo que mostra que hoje em dia os internautas passam mais tempo no Facebook (FB) do que no resto da web, FB lança mais uma novidade que deve aumentar essa tendência: publicidade comentada.

Já são cerca de 750 milhões de usuários. Um número que não para de crescer. Alguns especialistas já começam a ver aqui uma mudança significativa na posição  hoje predominante da Google. Seu mecanismos de busca será de mais em mais menos relevante, pois perderá importância para a busca interna de FB.

Ao lançar o novo sistema de publicidade com comentários, FB desafiou a criatividade dos publicitários. Fazer boa publicidade será ainda mais desafiador. A interação será regra. Os usuários poderão responder a perguntas e a mensagem publicitária que é, hoje em dia, unidirecional passará a ser bidirecional: entre usuários e a marca.  O perigo é que a publicidade se volte contra a própria marca.

Mas o que FB quer mesmo é aumentar o tempo médio dos usuários em suas páginas. Ou se interage com os amigos ou se interage com uma marca. De conversa em conversa, Facebook vai fazendo valer a sua voz.  

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

The Social Network


Embora seja nomeado para vários prêmios técnicos, ganhando inclusive o Oscar de melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora original, o que mais me chama atenção no filme The Social Network (A Rede Social) é seu caráter histórico. Histórico no sentido de representar, marcar uma época. Pois assim ele o faz. Mas somente isso não o faria tão especial. O impressionante é que a época que ele marca se caracteriza pela explosão repentina dos sucessos, das riquezas, das tecnologias, dos fracassos,etc. A época de Suzan Boyle é a mesma em que nasce o bilionário mais jovem do mundo.

Um bilionário que, com somente vinte e seis anos, já tem filme biográfico.  Parece até que sua extensa vida já se passou e há muito para ser contado. Nada disso. Vivemos numa época de fatos históricos super velozes (e talvez efêmeros). Para os que contam estórias, não há tempo a perder.  Falemos agora do jovem Zuckerberg, talvez não haja o que falar no futuro. É exatamente isso que considero a grande inovação do filme. Um filme sobre uma época em que as estórias nascem e se propagam tal como o sucesso daqueles que descobrem o fator da rede, da rede social.

Outro aspecto que me agrada no filme é que ele retrata a cultura da inovação. Tenho tentado sempre mostrar aos alunos que há, hoje em dia, um espaço extraordinário para a inovação em computação. A Internet trouxe para nossas casas um grande laboratório para criarmos nossas inovações. Meu discurso teve um apoio considerável do filme.  Em tempos atuais, em que os jovens só pensam em fazer concursos, um pouco de ousadia e coragem para empreender tal como Zuckerberg fez cai muito bem.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ranking de Redes Sociais


O recente levantamento da Compete que descreve as redes sociais mais visitadas no mês de fevereiro de 2008 nos dão uma dimensão do quanto é extraordinária a popularidade desses sites. Para se ter uma idéia, Orkut que é considerado um fenômeno de popularidade no Brasil, só se encontra em décimo-segundo lugar entre os mais visitados. E a diferença é bem significativa como pode ser vista no quadro acima. Outra conclusão que já era sentida pelos pais de adolescentes brasileiros é que a razão entre numero de acessos e de visitantes de Orkut é a maior de todas. Ou seja, o pessoal que visita o site vive nele o tempo todo. Ressalte-se ainda algo não considerado no levantamento de que fevereiro é um mês ímpar para o contexto brasileiro devido ao carnaval. O acesso a web diminui sensivelmente pelo menos durante cinco dias, pois o pessoal decididamente está mias interessado em redes sociais, digamos, menos virtuais. O crescimento de Facebook, que é o único em condições de ameaçar MySpace, foi claramente identificado na pesquisa. Comparado com o mesmo mês de 2007, Facebook cresceu 77% enquanto MySpace estacionou. Agora, o mais surpreendente é o surgimento de Fubar (www.fubar.com) que cresceu 3.272.217% em um ano! (lá se vem mais um milionário americano devido a web). Fubar é um site de redes sociais com uma proposta um pouco diferente. Ele se considera um bar e propaga que é o melhor local para se ter encontros casuais como happy hours e tomar “uma dose” (virtualmente, é claro). A metáfora das bebidas está a todo momento presente na proposta de Fubar. Um rapaz que quiser paquerar pode,por exemplo, “oferecer um drink” a um membro da comunidade que estiver no bar e assim começar um relacionamento. Será que isso pega aqui no Brasil? Pelo menos tem a vantagem de que dá para dirigir depois de ter ido ao bar, tomado todas, e ainda não ter ressaca.