No final do ano passado, no auge da questão WikiLeaks, escrevi alguns artigos sobre o que pensava da questão. Vejam um trecho de um de meus artigos:
O jornalismo está em cheque também. Novos desafios aos jornalistas se impõem nesse tipo de contexto. Como aproveitar a inteligência do público para gerar uma longa lista de matérias, e ainda por cima, aumentar a credibilidade das mesmas. Ou por outro lado, como filtrar as informações e decidir o que vale a pena ou não ser publicado de forma rápida. Na verdade, o grande jornalista do futuro será aquele que vai ser procurado diretamente pelos denunciantes ao invés de lançarem diretamente em sites tipo Wikileaks.
Pois vejam só o que li recentemente. O reputado The New York Times começa a estudar como criar uma linha aberta e com a mais estrita segurança para receber contribuições de quem deseja promover vazamentos. Embora nada tenha sido definido sobre como essa linha para vazamentos vá funcionar, sabe-se que eles precisam agir rapidamente. A concorrência saiu na frente. A rede de televisão árabe Al-Jazeera já criou uma linha dessas que passou a chamar de Unidade de Transparência. Há inclusive rumores que documentos secretos sobre violações de direitos humanos pelo exército israelense já chegaram aos jornalistas da rede árabe.
E cá por essas bandas? Algum meio jornalístico se atreve a abrir um canal de transparência como os que aparecem ailleurs?