Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador Guardian. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guardian. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mortes por arma de fogo no mundo: estamos “bem”


Os EUA com cerca de 5% da população mundial têm quase 50% das armas que estão nas mãos de civis. Um numero impressionante. É quase 90 arma para cada cem habitantes.

O The Guardian fez um mapa para mostrar como é essa distribuição. Vejam também abaixo quais os maiores índices de homicídios por arma de fogo no mundo. Não temos muito o que nos envaidecer, pois estamos entre os primeiros. Só perdemos para alguns países da América Central e da América Latina como Porto Rico, Honduras, Guatemala, Venezuela e Colômbia. Veja a matéria completa aqui.



terça-feira, 6 de julho de 2010

Novas funções para a mídia impressa. Muito além de novos lay-outs

Recentemente dois dos grandes jornais brasileiros fizeram reformulações em seus portais. Estadão e Folha modificaram o lay-out e incluíram novas funcionalidades com o intuito de mostrarem-se na vanguarda tecnológica e atenderem melhor seus leitores. Na carona, vários outros jornais brasileiros também fizeram suas reformulações.

Achei essas mudanças tão tímidas que esperei um pouco mais para fazer algum comentário. Tinha esperança que algo mais acontecesse. Vendo agora que nada mais virá, emito aqui minhas impressões.

Os grandes conglomerados de mídia brasileiros não parecem estar percebendo o que vem acontecendo no resto do mundo (ou se percebe, não crê que valha para a realidade brasileira). Toda a imprensa tradicional passa por uma crise sem precedentes. A imprensa escrita, em particular, é a que mais sofre com as mudanças que a Internet e a web trouxeram. Em virtude disso, no resto do mundo, as mudanças têm sido muito mais marcantes. Os jornais impressos perceberam que a forma tradicional de veiculação da informação com tinta em papel está em extinção. Mais do que isso, o que parece estar se desenvolvendo é  o completo desacoplamento da produção do conteúdo da veiculação do mesmo.

Percebendo isso, jornais como New York Times nos EUA e The Guardian na Grã-Bretanha passaram a investir em padrões de metadados que vão estar vinculados a todo conteúdo produzido por eles. O padrão de metadados hNews, produzido pela AP (Associated Press), por exemplo, já está em mais de 200 sites. O uso desse padrão faz com que cada notícia venha associada com o assunto da matéria, a informação do autor da notícia, onde foi publicada e onde foi escrita. Isso torna as informações mais facilmente acessíveis por programas de computador.

De forma similar, o jornal britânico, The Guardian lançou sua API aberta. Com ela pode-se utilizar conteúdo gerado pelos jornalistas diretamente em um site de terceiro na rede. Por exemplo, é possível embutir uma matéria do jornal em um blog ou página pessoal. Maiores detalhes veja aqui. Vários outros exemplos aparecem diariamente. O New York Times tem investido pesado na criação de metadados e disponibilização de seu conteúdo para acesso por outros.

Esse tipo de iniciativa ainda não está presente aqui, mas não creio que vai demorar muito a aparecer. Não vejo indicações que o contexto brasileiro seja diferente do resto do mundo.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

A Internet Está Encolhendo?

Um artigo escrito por Nicholas Carr jornalista do jornal inglês The Guardian levou-me a algumas reflexões. Ele menciona que de 2001 a 2006, o número de endereços registrados da web aumentou 75%, passando de 2,9 milhões para 5,1 milhões. Apesar disso, as pessoas passam cada vez mais tempo em grandes sites como o Google, Wikipédia ou Orkut. Ele acredita que está havendo um encolhimento da Internet, pois os sites mais visitados que em 2001 eram 31% de todas as páginas visitadas no ano passado este número passou a 40%. Parece-me que a conclusão de Carr foi muito simplista. Primeiro, vale a pena ressaltar que sites como Google não são per se o alvo dos usuários, mas somente uma parada para procurar o destino final. Além disso, já tínhamos comentado em um texto anterior (veja-o clicando aqui) que a web segue um fenômeno chamado cauda longa que se caracteriza pela existência de poucos sites que são muito acessados e muitos sites que são pouco acessados. Carr considera que uma das razões para o encolhimento que ele considera existir é o mecanismo de busca do Google que coloca nos primeiros lugares de seus resultados os sites mais populares. Isto privilegiaria o acesso a sites que já são populares. De novo acho que ele ignora outro aspecto que é o dinamismo da web. A descoberta de novos sites gera um mecanismo de comunicação entre os internautas que faz com que sites desconhecidos passem rapidamente a ser fortemente acessados. Isto ocorre principalmente porque a web tem um caráter global, mas as pessoas tendem a procurar sites que atendam a seu contexto local. Por exemplo, se alguém quer comprar uma pizza, fará uma busca por sites que estejam perto da região onde mora. Assisti a uma palestra de um dos vice-presidentes da Yahoo em Stanford que mencionou que uma das características dos sites de busca do futuro era considerar, automaticamente, o contexto do usuário que está fazendo a busca. Com o incremento da computação móvel, será comum levar em conta a localização geográfica automaticamente obtida através de um receptor GPS embutido no dispositivo móvel do usuário (lembro que a Nokia estará em breve lançando telefones celulares com GPS). Enfim, embora não concordando totalmente com o diagnostico de Carr, creio que seu texto nos remete a uma questão mais interessante para uma reflexão posterior: o quanto da Web um programa de pesquisa como o Google consegue capturar?