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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ninguém Segura os Smartphones

O gráfico abaixo, anunciado como uma boa notícia, dá uma clara dimensão do que está ocorrendo hoje na Web. Ele mostra o incremento do tráfego da Internet em telefones celulares. Atualmente ele já é 10% do total. Em breve será maior do que o acesso por meio de PCs.

Moral da história: para que seja mesmo uma boa notícia para nós, profissionais de Informática, temos que desenvolver para celular moçada !


terça-feira, 10 de julho de 2012

Voto na Bicicleta


Arvoro-me a propor um tema para discussão na campanha eleitoral que se inicia que envolve mobilidade urbana, saúde pública e ecologia. Sim! Há sim algo eclético e com tamanha abrangência: a bicicleta. 

Pode surpreender a alguns, mas as grandes cidades do mundo têm consolidadas políticas de uso do espaço de transporte para que parte dele seja também destinado às bicicletas. Importante enfatizar que não se trata aqui de considerar seu uso somente como um esporte ou lazer, mas como alternativa de meio de transporte. Um transporte que tem a grande vantagem de ser saudável e limpo (ecologicamente falando).

Para os que se apressam em dizer que não temos as condições adequadas, digo que  há exemplos no mundo de todas as formas. Grande cidades e pequenas cidades,  sejam em ruas estreitas ou mais largas, seja no frio ou no calor, enfim, onde quer que seja, basta uma política clara do poder público e um desejo da sociedade.

Pensar a bicicleta como meio de transporte requer a criação de uma política de uso dos espaços, mas sobretudo uma compreensão de que a maior ação a ser tomada é a mudança na cultura dos condutores de automóveis e pedestres. Ainda estamos achando que para ter a bicicleta como meio de transporte precisamos de ciclovias especialmente construídas para tal fim. Isso é absolutamente errado e se formos esperar por isso, melhor esperar por ciclovias no Metrô.

Todos os exemplos de sucesso no mundo mostraram que a questão é muito mais de compartilhamento de espaço existente do que de criação de novos. Em ruas largas o compartilhamento do espaço da bicicleta é com os veículos, em ruas estreitas e calçadas largas, o compartilhamento é com os pedestres.  Os céticos logo perguntariam, “e em ruas estreitas e com calçadas não menos estreitas como abundam por aqui?”. Da mesma forma, compartilha-se o espaço com todos.

“Compartilhar” é a palavra chave que deve dominar na discussão. Vejam como esse debate pode ser interessante para a cidade. Além de todos os aspectos que mencionei, ainda envolve uma questão de educação cívica: o respeito pelo espaço dos outros. 

* Artigo publicado hoje no jornal O Povo, coluna Opinião.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cidades Alegres e Motivadas

Quando escrevo e palestro sobre cidades inteligentes gosto sempre de enfatizar que cabe ao poder público criar um ambiente que motive a participação dos cidadãos na solução de seus problemas cotidianos. Uma das formas de fazer isso tem sido investigada no que vem sido chamada de " The Fun Theory"(algo como Teoria do Divertido).

Trata-se de uma iniciativa, originalmente patrocinada pela VW, para fomentar a inovação através de ideias que façam apelo ao divertido e lúdico para resolver problemas de mobilidade urbana. É algo que converge também com a onda atual de gamification que estamos tanto vendo na Web onde se busca criar situações de competição típica de jogos nos mais diferentes contextos.

Vejam dois exemplos nos vídeos abaixo para entender melhor do que se trata. A primeira ideia é simples. O valor da multa dos que foram flagrados pelos fotosensores em um certo local é acumulado em um bolão para ser sorteado por aqueles que passaram nos mesmos locais sem serem multados. A ideia vem sendo testada em  Stockholm na Suécia.

O outro vídeo mostra uma forma também simples para motivar a reciclagem de garrafas de vidro. Descubram.




quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ciberdebates: Jornalismo Móvel

Nessa terça-feira participei do Ciberdebates promovido pelo curso de jornalismo da UNIFOR. Formei a mesa com Marília Cordeiro do O Povo e Rodrigo Coifman do Diário do Nordeste. As questões do jornalismo me são particularmente caras como os leitores deste blog já puderam perceber. O clima participativo da audiência deixou o debate muito mais interessante.

Em minha apresentação concentrei-me em dois aspectos que considero relevantes dento do contexto de jornalismo móvel. O primeiro aspecto refere-se ao dilema participação do leitor vs. credibilidade da informação. A Web 2.0 tem se caracterizado pela intensa participação das pessoas na produção de conteúdo. Esse processo é potencializado pelo massivo uso dos dispositivos móveis, que permitem o registro de fatos inusitados a todo momento. Usar a participação popular como fonte de notícias parece ser natural, mas por outro lado a verificação da credibilidade das informações produzidas é um grande desafio. Exemplifiquei isso com o caso do Diário do Nordeste que tinha mencionado aqui.

Esse dilema tem sido especialmente explorado em WikiCrimes. Estamos pesquisando formas de calcular automaticamente a reputação dos usuários do sistema e assim deduzir quão crível é a informação que ele provê ao sistema. Por outro lado, desenvolvemos algoritmos de mineração de dados para identificar padrões anormais e que podem indicar atividades maliciosas com o objetivo de gerar tendências de crimes em locais específicos.

O segundo aspecto que enfatizei foi o quanto dados abertos potencializam o uso de dispositivos móveis. Exemplifiquei com o uso da realidade aumentada. Pode-se apontar o telefone para uma placa de uma obra e obter imediatamente os dados relativos à mesma como preço, prazo, fornecedor, etc. Isso permitirá inspeções de obras públicas on real time. As transparências que usei estão abaixo.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Siri – O Futuro da Web e Telefonia

A combinação de tecnologias hoje já bem consolidadas como reconhecimento de voz, mobilidade, serviços web e consultas contextualizadas pelo local do usuário vão permitir a criação de assistentes pessoais para serem instalados nos smartphones. Veja um exemplo de como isso foi feito pela empresa Siri e que pode ser baixado no iPhone. Não é a toa que Siri (uma Startup nascido no Vale do Silício) foi recentemente comprada pela Apple. Siri pode “Achar uma mesa para dois hoje as 9:00hs”, “reserve-me um taxi para às 16hs” ou responder a perguntas como “qual a temperatura em Detroit amanhã?”, e“qual o posto de gasolina mais próximo daqui?”. Seus desenvolvedores prometem que Siri aprenderá cada vez mais. Fiquem atentos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Redes Corpo-a-Corpo de Telefonia


Vejam que interessante essa material que vi na PopSci. Pesquisadores britânicos estão investigando um meio bem inusitado de acabar como os gargalos de transmissão de dados na Internet. Um sistema de transmissão corpo-a-corpo (BBN - Body-to-Body Network) requer que cada usuário tenha um tipo de sensor que pode ser embutido dentro de um telefone. Todos os sensors se comunicam com outros para fornecer uma rede ad hoc que permite o envio e recepção de dados sem a necessidade de recorrer a uma torre de transmissão.

O mais interessante dessa proposta é que, como seu combustível depende de gente, ela vai funcionar onde os sistemas tradicionais funcionam com mais dificuldade: lugares densamente povoados. Quanto mais gente com sensores, mais capacidade de transmissão. Conheçam um pouco mais do laboratório de pesquisa da Universidade de Queen’s em Belfast, os mentores do projeto, aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

WikiCrimes Mobile no iPhone


Mais uma grande novidade em WikiCrimes. Lançamos a versão do “Aqui é perigoso?” para iPhones. Desta feita, trata-de obra iniciada por Lucas Mouras e concretizada por Daniel Macedo, dois alunos da graduação em informática da UNIFOR.

Para instalá-lo, basta de seu iPhone, acessar a App Store, fazer a busca por WikiCrimes e solicitar a sua instalação. O aplicativo é bem simples de usar. Basta acionar o botão que representa a pergunta “Aqui é Perigoso?”. A resposta é a visualização no mapa do local onde a pessoa se encontra (pelo GPS do celular) e um conjunto de alfinetes indicando os crimes ocorridos no local considerando-se um círculo de raio a ser configurado. WikiCrimes faz ainda um cálculo comparativo de quanto a área circulada é perigosa em relação a uma área de cerca de dez vezes maior. 

Baixem em seus telefones, usem WikiCrimes e nos dêem feedback do que acham.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aqui é perigoso?

Final de ano, momento de festa, muitos se deslocam para locais não muito conhecidos. Seja um buffet em local distante ou mesmo uma viagem de férias em outra cidade, bom seria se pudéssemos saber se o locais para qual nos dirigimos, ou onde vamos nos alojar, são perigosos, não? Com a colaboração de todos em WikiCrimes isso já será possível.

Uma versão, totalmente grátis, de WikiCrimes que chamamos de WikiCrimes Mobile pode ser instalada em smartphones que rodem o sistema operacional Android da Google. Essa inovação foi fruto do trabalho de final de curso de André Fonteles, aluno da graduação em informática da UNIFOR, que dedicou-se ao projeto com tenacidade e se pôs a terminá-lo em tempo recorde. A instalação em celulares desse tipo se faz a partir da loja de aplicativos da Google chamada Android Market (a aplicação deve ser acessada diretamente nos celulares).

WikiCrimes Mobile é bem simples de usar e conterá somente uma função: “Aqui é perigoso?”. Nela o usuário do telefone pergunta se o local onde ele está (identificado pelo GPS do celular) é perigoso.  O local é demarcado por um círculo com raio configurado pelo próprio usuário. Como resposta ele recebe um mapa com os crimes ocorridos dentro deste círculo centrado no local onde está. Recebe ainda uma mensagem que diz o quanto a região é perigosa em relação a uma área de aproximadamente dez vezes  o raio configurado. A lista de crimes ocorridos na área pode ser consultada e individualmente, cada um deles pode ser visto no mapa.

A mensagem de WikiCrimes sobre se o local é perigoso recebe como resposta os valores baixa, media ou alta periculosidade. Nosso objetivo não é o de fazer uma análise da criminalidade de uma área muito ampla como de uma cidade. Queremos dar uma noção às pessoas sobre o quanto o lugar onde ele está é perigoso em relação a outros ao redor. Assim, se alguém vai estacionar um carro em um certo local, por exemplo, pode tomar a decisão de se mover para algum lugar adjacente se o local em questão for muito perigoso.

Fazer as pessoas acreditarem que compartilhamento de informação criminal pode trazer frutos positivos a todos é um de nossos maiores desafios. Essa cultura de compartilhamento não acontece da noite para o dia. Exige-nos avançar para propor ações e serviços que mostrem concretamente o quão todos podem se beneficiar se essa cultura mudar. A prestação de serviços de informação ao cidadão através do telefone celular é uma das estratégias mais recentes que lançamos nessa direção. Acreditamos que quanto mais pessoas acessarem o serviço, mais vão perceber que ele só será útil se houver participação com o compartilhamento da informação sobre a ocorrência dos crimes.