Abaixo o vídeo com minha palestra realizada em São Paulo há alguns dias onde falo sobre Segurança Pública e Tecnologia da Informação. A apresentação fez parte de um seminário coordenado por Luis Nassif do portal Dinheiro Vivo.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Tecnologia e Segurança Pública
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Vivo: não só quanto a dinheiro
O diretor-presidente da agência Dinheiro Vivo, Luis Nassif,
fez uma breve, mas muito feliz, apresentação na abertura do evento sobre
tecnologia e segurança em que estive como palestrante e debatedor essa semana (veja mais aqui). Demonstrou
perceber toda a dimensão do que caracteriza o momento de dados abertos.
Há um espaço para empreender e produzir uma nova forma de
serviço público. Um serviço público intermediado por instituições que trabalham
os dados abertos e os põem a disposição da sociedade, digamos, de forma
palatável. A mídia investigativa e o jornalismo, dito de dados, são exemplos
dessas possibilidades.
Nassif com seu portal brasilianas.org já vem investindo numa
direção de quebrar a predominante dominação da mídia nacional por grandes
conglomerados. Ao perceber essa outra dimensão, parece-me que vai ter a
capacidade de inovar também em outras direções. Foi meu sentimento.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Contando Crime
O convite para debater no evento sobre Tecnologia e
Segurança promovido pela agência Dinheiro Vivo em São Paulo essa semana deu-me
a oportunidade de fazer uma recapitulação do que tenho vivido, estudado,
aprendido e experimentado nos últimos 15 anos na área de Tecnologia da
Informação (TI) aplicada à Segurança. Infelizmente não vi muitos motivos para
entusiasmo.
Acho que temos avançado muito pouco a despeito do avanço
tecnológico extraordinário que vivemos. Quando se fala em tratamento e uso da
informação através da tecnologia, o que continuamos fazendo hoje é mais do
mesmo: contar crime.
Quero aqui me referir a pouca percepção do quanto a coleta,
análise e uso da informação nas tarefas policiais é fundamental. As polícias contam
crime porque precisam informar a sociedade, mídia, Ministério da Justiça e às
demais instancias de poder que as demandam em constância. Ainda por cima, como
não o fazem por necessidade cotidiana, o fazem muito mal. Não seguem padrões,
só informam aquilo que os interessa, não se integram com dados de outras
esferas e não são transparentes.
Essa situação é ainda emblemática do quanto os investimentos
em TI precisam estar aliados a um novo modelo de polícia com foco na resolução
de problemas e na investigação. Se assim acontecer, a TI passará a justificar
os altos investimentos demandados por todas as polícias no País. Caso
contrário, é um risco grande de jogar dinheiro fora.
Há exceções à regra? Sim, mas infelizmente essas exceções
padecem de outro mal tão deletério quanto o anterior: falta de continuidade. Temos
sempre as policias que são a bola da vez, os modelos, os exemplos. No entanto,
a institucionalização das iniciativas é prejudicada, pois não há como ocorrer
em pouco tempo. O que é bom exemplo hoje pode, de um governo para outro, virar passado.
E vira. Vi isso acontecer aqui no Ceará, para não ir muito longe.
Por fim, na minha apresentação, que pode ser encontrada
abaixo, descrevo porque acredito que a política de dados abertos pode ser um
caminho para vencer boa parte desses, digamos, maus hábitos.
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