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sábado, 12 de abril de 2008

Pobre de Nós Vascaínos!

A administração do time de futebol do Vasco da Gama no Rio de Janeiro é uma tragédia (para os vascaínos. Para os adversários deve ser uma comédia!) com final imprevisível. O time é gerenciado por Eurico Miranda como se fosse dele e só dele. Quase doentio. Faz e desfaz. Nem time de grupo escolar sofre tantos mandos e desmandos. Ultimamente, ficou dificílimo agüentar. Primeiro, tivemos que suportar a obsessão de Eurico que deu guarida a obsessão de Romário para que o mesmo fizesse seu milésimo gol com a camisa do Vasco. Bem típico da forma de “cuidar” do time. Algo como “é meu e faço o quero”, e o que quero é ter o milésimo gol de Romário com a camisa vascaína. Os objetivos do time e o respeito à enorme torcida está sempre em segundo plano. Profissionalismo então, nem pensar! Não satisfeito com a ajudinha, Romário é alçado a treinador. Brincadeira! Os técnicos entram e saem, mas acima de tudo o que importa é o quanto eles são fiéis ao presidente. Acabei de assistir a decisão das semi-finais da Taça Rio. Mais um capítulo da tragédia vascaína. Faltando cinco minutos para acabar um jogo que estava empatado, o treinador decide tirar Edmundo, um potencial batedor de pênalti. Jogador experiente (sua contratação é outro exemplo de factóide de Eurico) e que poderia ser usado com esse fim já que se o jogo terminasse empatado a decisão seria em pênaltis. Resultado. O Vasco perdeu nos pênaltis e o último batedor, que perdeu a cobrança, foi um jovem de 19 anos que jogava pela primeira vez um clássico decisivo. Cogita-se (não se pode afirmar, mas pela atual circunstância, acredito bem plausível) que o treinador Antônio Lopes (sim, aquele que já foi e voltou uma dezena de vezes) supersticiosamente acreditava que Edmundo perderia a cobrança. Bem típico do contexto vascaíno dos últimos tempos. As decisões são tomadas sem o menor profissionalismo. Vale tudo, da superstição à macumba. E se Edmundo batesse e perdesse? Qual seria o problema? Nenhum. Ele é mais um daqueles que já fez e desfez no Vasco. Até quando vamos ter que agüentar?