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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Big Brother Gringo


Muito interessante a entrevista de Julia Angwin, repórter do Wall Street Journal aqui. Ela afirma que o governo americano hoje detém mais informações sobre os cidadãos do que mesmo os governos de regimes ditatoriais como o de Hitler e Stalin e até mesmo do que possuíam os agentes secretos da temida Stasi sobre os alemães do leste.

O governo americano coleta hoje correio eletrônico, chamadas telefônicas, cartas, informações sobre a saúde da pessoas, viagens efetuadas, compras, pesquisas efetuadas na web, sites acessados, registros escolares e de emprego, só para nomear alguns.

Adicione-se a esse arsenal de informações, novas tecnologias como a de reconhecimento de face, que permite identificar onde a pessoa está indo (isso, obviamente, se estiver sem celular com GPS).

Todas as comunicações de generais, funcionários públicos do alto escalão e políticos de dez anos para cá estão gravadas. O jornalista lança um alerta: essa paranoia vem mesmo de antes do 11 de setembro e não é somente para proteção. Serve igualmente para identificar os dissidentes. George Orwel nunca pensou que Big Brothers nasceriam em democracias ocidentais, não?


3 comentários:

Hildeberto Mendonça disse...

Video relacionado ao assunto: https://www.youtube.com/watch?v=7mnuofn_DXw

Jefferson Carvalho disse...

O pior que não é necessário tanta "invasão" para obter informações íntimas: as pessoas hoje em dia compartilham tudo, desde fotos dos filhos, locais ondem comem, o que comem, sua vida pessoal, as coisas que gostam, onde trabalham, quanto ganham, o carro novo (foto com placa), dentre outras. A exposição exagerada é a moda dessa era.

Hildeberto Mendonça disse...

Outra: simulação do que a imprensa pode noticiar em um futuro próximo http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=NLMww8V4IUU :D