Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador remédios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador remédios. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de março de 2013

Efeitos colaterais de remédios descobertos via Big Data


Alguns colegas pesquisadores em computação têm explorado os dados do Tweeter para capturar ou "sentir o pulso" do que acontece no mundo em um certo momento. Monitorar redes sociais de uma forma geral é um novo campo de atuação que atrai pesquisadores em áreas diversas motivados pela exploração de dados on line e volumosos (chamado de “Big Data”). Todos querem extrair dessa enorme montanha de dados algum conhecimento inovador.

Dentro dessa mesma linha, li recentemente sobre um trabalho desenvolvido por pesquisadores de Stanford e da Microsoft digno de menção e por isso mesmo reportado pelo New York Times.   Ao invés de explorar dados vindos de rede sociais, os pesquisadores exploraram consultas feitas pelas pessoas no buscador Bing da Microsoft (concorrente do Google). 

Foram mineradas cerca de 82 milhões de consultas efetuadas sobre nomes de drogas e sintomas. Conseguiram descobrir efeitos colaterais em substâncias presentes em remédios somente a partir da análise dessas consultas. O estudo indicou que havia uma correlação entre buscas feitas com o nome das substâncias paroxetine e pravastatin e que estavam fortemente associadas a hiperglicemia. A correlação foi depois confirmada por médicos surpresos por essa nova forma de pesquisar sobre efeitos colaterais de drogas.

Tradicionalmente a FDA (Food and Drug Admnistration), agência americana responsável por analisar efeitos de medicamentos, desenvolve seus estudos com base em relatórios de médicos. Eles preenchem formulários  com base no que escutam e verificam em pacientes. Tal metodologia sempre sofreu críticas pela vulnerabilidade, visto que depende demais dos médicos. Explorar os dados de consulta ao buscador é muito mais rápido confiável e principalmente escalável. Há uma variedade imensa de interações de drogas que são desconhecidas e que ferramentas como a usada no estudo podem descobrir. Jovens pesquisadores: corram atrás de Big Data!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dores do Crescimento


Em 1993, quase vinte anos atrás, (puxa como já faz tempo) quando cheguei na França para fazer meu doutorado, passei a conviver com “as novidades” do primeiro mundo. Surpreendia-me, por exemplo, ver que todos dirigiam com cinto de segurança, o que aqui era totalmente inexistente.

Dentre as diferenças percebidas a necessidade de comprar remédios exclusivamente com receita medica foi a que mais nos impressionou e a que mais tarde chegou ao Brasil. Somente agora estamos implantando uma legislação que regula isso. Nosso hábito de comprar um antibiótico na farmácia por indicação de um amigo ou de um vendedor na farmácia traz enormes riscos, que, embora conheçamos, resistimos a minimizar.

Ver que estamos conseguindo evoluir traz-me otimismo, mas esse crescimento não se faz sem dores. No caso da legislação que restringe o acesso a medicamentos sem receita médica as conseqüências são óbvias. O sistema de saúde já estva estrangulado com a demanda que já existia, agora vai ficar ainda mais sobrecarregado. As consultas médicas que já eram rápidas tendem a ficar ainda mais superficiais. Nada que não possamos vencer. Dores do crescimento.