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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Jacques Brel

Como em fevereiro estarei indo a Bruxelas a trabalho, lembrei-me de algumas peculiaridades da Bélgica. Esse pequeno país tem uma cultura muito marcante. A diversidade e qualidade de suas cervejas e a criatividade como são produzidos seus deliciosos biscoitos são exemplos dessa riqueza. No entanto, a Bélgica tem também um estigma de ter algumas de suas mais importantes criações não reconhecidas. Os franceses são os que mais se apropriam das “marcas” belgas. O caso das batatas fritas é emblemático. Elas foram inventadas pelos belgas, mas o mundo afora as conhece por Batatas Francesas (French Fries, em inglês). Na música há outra grande injustiça com a cultura belga. Jacques Brel foi um dos maiores expoentes da música francofônica no mundo.Ele ainda hoje é muito freqüentemente considerado um representante da música francesa e muitos pensam que ele é francês. Embora tenha vivido boa parte de sua vida em Paris, Brel era Belga e se orgulhava muito disso, como demonstra sua obra que contém várias músicas que descrevem Le Plat Pays (expressão para descrever as planícies que formam a paisagem típica da região do BENELUX – Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo). Abaixo coloquei um vídeo em que Brel canta seu maior sucesso Ne me quite pas. O vídeo ilustra a forma emotiva e intensa com que interpretava suas canções, o que, na minha opinião, era sua maior característica. Intensidade extrema foi o que marcou sua breve vida (morreu com 49 anos de um câncer no pulmão). Além disso, programei a rádio personalizada ao lado para tocar músicas no estilo Jacques Brel. Uma singela homenagem aos amigos belgas (bem como os amigos que passaram a conviver por aquelas bandas recentemente).