A nova versão do Torcida Virtual permite ao torcedor exportar os mapas comparativos das torcidas. Vejam um exemplo abaixo.
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sábado, 8 de outubro de 2011
Comparação de Torcidas
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Amy and Jobs
Estamos sempre tendo exemplos do quanto somos insignificantes neste mundo. Neste fim de semana, estava a escutar Amy Winehouse e ao mesmo tempo a ler sobre Steve Jobs.
Desculpem-me os leitores sobre esse texto um pouco depressivo, mas decidi por nessas linhas um pouco do sentimento ao relacionar esse dois monstros. Por nutrir especial admiração pelos dois, lamento por ter perdido Amy e Jobs. Ambos tão jovens.
Numa época de tanto avanço científico é muito frustrante e acima de tudo renega-nos a uma enorme humildade, ver que mesmos os maiores expoentes diferenciados em suas áreas são impotentes frente aos designíos do destino.
Nunca pensei que a morte de Jobs, anunciada é verdade, me tocasse de forma diferenciada. Não vou aqui falar da vida de Jobs, pois tudo que foi dito e redito na mídia, social ou não, não consegue expressar o que sinto. Não somos exatamente de uma mesma geração. Nove anos nos separam. Tempo que, nesse mundo de inovação tecnológica, faz uma enorme diferença. Mas havia algo em Jobs e na sua trajetória que me atraía. Tinha uma especial identificação com sua obstinação por, como ele dizia, mudar o mundo.
Fez com que os produtos que lançou fossem consumidos com paixão. Algo dificílimo a se conseguir. Quinze anos atrás, quando ainda não era usuário de produtos da Apple, eu notava que os que tinham um Macintosh sentiam algo mais pelo equipamento do que o que se sente por um computador. Havia um orgulho típico de um fã clube. Como alguém pode construir isso em torno de uma marca? É isso que acho genial em Jobs. Bem mais do que a inovação tecnológica em si. Ele conseguiu entender o gosto das pessoas e conquista-las. Conseguiu fazer com que pessoas racionais, agissem de forma quase irracional. Comprassem um computador mais caro, só porque queriam fazer parte de um clube. Algo como sente aqueles que amam, Woody Allen, adoram Picasso, escutam Amy. Tecnologia e arte se misturam. A beleza que vem da criatividade.
Hoje escrevo em meu Mac este texto e dedico Amy aos leitores. Sejam bem-vindos ao século XXI. O século da inovação tecnológica e do progresso cientifico, mas as mortes de jovens celebridades nos relembram o século do romantismo não tão distante. Formas diferentes, mas as mesmas mensagens. Quanta insignificância! Escutemos Amy ao menos enquanto dure.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
“Escolas: menos empresa, mais educação!”
O título deste artigo reproduz um apelo feito no Twitter e que me chamou a atenção pela pertinência. Numa época em que abundam pela cidade propagandas patrocinadas pelas escolas privadas de Fortaleza sobre suas (discutíveis) façanhas em exames disto e daquilo, refleti sobre o que se espera que nossas escolas eduquem. Lembrei-me imediatamente do festival de falta de educação que se vê no trânsito frente às escolas, diariamente, nos horários em que pais vão transportar seus filhos. Há desde o desrespeito ao trânsito até agressões e discussões entre pais. Justamente o local onde deveria se aprender o certo, pratica-se diariamente o errado.
Permitam-me compartilhar algumas experiências que tive quando de minha estada em outros países. Na Califórnia, no primeiro dia que fui transportar minha filha à escola, vi um senhor organizando o trânsito com um grupo de crianças (alunos da escola) de 6 a 9 anos que usavam coletes de trânsito e indicavam onde as pessoas deveriam parar. Na reunião de pais e mestres descobri que se tratava do diretor da escola. Na França, minha experiência foi similar. A escola tinha um local de estacionamento distante da entrada e todos tinham que deixar os carros lá e caminhar com a criança até a entrada. Nada de querer parar na porta da escola como é hábito aqui. A diretora da escola também participava do controle do trânsito.
Isso não é óbvio? Não há melhor momento e local para aprender a como se comportar no trânsito do que na chegada e saída da escola. E ainda por cima, há alguém com mais moral para fazer o controle do que o responsável máximo pela escola e as próprias crianças? O fato é que nesses países está muito claro de que a missão da escola é também educar cidadania, e isso deve envolver os pais, que devem ser responsáveis pelos bons exemplos. Esperar que a criança entre na sala de aula para só então ser educada, dissociada do contexto e da sociedade em que vive, é totalmente imbecil.
Querer que isso faça parte do rol de atividades de nossas escolas, em especial das privadas, é demais? Embora isso não seja cobrado no ENEM, no ITA, no vestibular ou seja lá no concurso que for, como acho que deveria ser cobrado pela sociedade, faço meu, o apelo feito no título.
* Artigo escrito no Jornal O Povo de hoje
* Artigo escrito no Jornal O Povo de hoje
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Podemos nos sentir mais seguros com o Ronda do Quarteirão?
Semana passada o Jornal O Povo fez essa pergunta a dois especialistas. Cheguei também a ser consultado, mas como tinha muito pouco tempo para elaborar a resposta e tinha dúvidas sobre o que ela visava mesmo saber, tive que declinar de fornecê-la. Como não quero ser acusado de omitir-me quando consultado sobre assunto que me é de particular interesse, assumo essa responsabilidade aqui. Permite-me expor minha opinião de forma mais extensa.
Não se trata de pergunta simples para ser respondida responsavelmente. Já escrevi sobre o fenômeno da sensação de (in)segurança. Trata-se de algo dificílimo de ser apreendido e nem sempre dará indicadores de que uma política de segurança pública está correta ou não. Além disso, quando me foi perguntado se “podemos nos sentir seguros”, interroguei-me se não seria por demais prepotente dizer como acho que os outros podem se sentir.
Se o objetivo da pergunta é o de refletir sobre os avanços tidos no Ronda do Quarteirão durante esses quatro anos de implantação, creio que hoje já é possível buscar elaborar uma resposta, embora também não se trate aqui de resposta simples. Objetivamente, só se pode medir um programa sob a luz dos objetivos que ele visa atingir e sabe-se quais indicadores mostram que esses objetivos foram alcançados. Objetivamente, sucesso em segurança pública, mundialmente, se mede pelo acompanhamento da taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Se fizermos uma análise do Ronda então somente por essa ótica, ele é decididamente um fracasso. Esse número só aumentou nos últimos anos e creio que ficaremos todos(inclusive o governo) muito felizes se conseguirmos trazê-lo de volta ao patamar do início do Ronda.
Mas mesmo assim, recuso-me a parar a análise somente sob essa perspectiva. Afinal, há sempre espaço para alguém argumentar que i) há outros objetivos no Ronda que num primeiro momento podem não resultar em melhorias objetivas a curto prazo, mas que podem acontecer a longo prazo, ii) a taxa de homicídio poderia ser maior se não houvesse o Ronda e iii) há outros indicadores que podem indicar melhorias.
Vamos então buscar analisar o programa sob uma perspectiva diferente e que me parece também estava presente no início do Ronda. Houve acenos de que o programa seria uma polícia comunitária ou, como o Secretário Monteiro chamava de polícia de proximidade (já discuti sobre isso aqui). Com esse modelo teríamos uma polícia mais bem treinada e respeitosa dos direitos do cidadão. Policiais educados pareciam conquistar os cidadãos. Já descrevi como considero isso desfocado e até hipócrita aqui. Novamente, retomo a questão dos indicadores. Quais são eles para que se possa dizer que o programa foi bem sucedido sob esse ponto de vista? O índice de letalidade da polícia cearense diminuiu com o Ronda? Dito de outra forma: a polícia mata menos? Desconheço esse indicador. Se a polícia o possui, não o divulga. Veja mais sobre como esse é um problema no País aqui.
Há algum outro indicador de qualidade do trabalho do policial que indique maior qualidade no que faz? Desconheço. E aqui vale uma pergunta a profa. Coordenadora do Laboratório de Estudos da Violência - LEV), uma das entrevistadas pelo O Povo. Ela respondeu que acredita que hoje " o ronda dispõe de equipes policiais consideravelmente experientes" e que por isso podemos nos sentir mais seguros. Mas essa experiência é algo positivo? Pode-se dizer que estão implantando uma nova mentalidade ou aprenderam na rua com os que lá estavam?? Não tenho dados para achar que essa mudança de mentalidade é o que ocorre. Tenderia a achar que o que ocorreu com aqueles que compunham as primeiras turmas, que foram para a rua com pouquíssimo tempo de treinamento, é exatamente o oposto (veja a tragédia que isso causou aqui). Mas não quero deixar meus sentimentos contaminarem meus argumentos. Se há algo de concreto que fortaleça a opinião da profa., queria muito conhecer.
A taxa de homicídios seria maior se não houvesse o Ronda? Essa pergunta é ainda mais difícil de responder. Na verdade, essa taxa no Ceará vinha se mantendo estável (em patamar alto, é verdade) nos últimos 10 anos. No final do governo Lúcio Alcântara houve um pequeno aumento. Impossível dizer se era prenuncio de uma ascensão meteórica que seria ainda maior sem o Ronda. Mas é pouco provável.
Há outros critérios que merecem ser analisados? Por exemplo, parece ser consenso na população de que há maior visibilidade da polícia. Vê-se muito mais polícia do que antes. Mas isso é indicador de resultado? Há algum estudo específico que associe essa maior visibilidade a uma redução da violência ou da violência que seria potencializada sem a presença? Desconheço. Certamente esse fator é impactante na sensação de segurança. A população sente-se mais segura quando vê a polícia. Isso é bom, mas tem seus limites (já comentei sobre isso aqui). Principalmente se os casos de abuso de autoridade aumentam (novamente aqui solicito a divulgação desse número que não é transparente).
No final de tudo, caro leitor, devo dizer que essa análise que faço é propositadamente incompleta sob alguns pontos de vista, porque o Ronda é só um programa e a Segurança Pública exige uma política. É algo muito maior e que perpassa até os próprios órgãos subordinados à Secretaria de Segurança. Mas uma coisa posso afirmar categoricamente. Se não houver um trabalho consistente de definição e acompanhamento dos indicadores que permitem avaliar os objetivos do sistema de segurança, não se pode responder responsavelmente às perguntas feitas pela mídia e pela sociedade. E esses indicadores devem ser acima de tudo, transparentes. Se isso acontecer, a própria pergunta feita pelo jornal deixa de fazer sentido, pois ela terá resposta imediata com o simples acompanhamento público dos indicadores que mostram ou não o atingimento dos objetivos almejados.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
O Rachão da Praia dos Diários
Este texto é nostálgico. Uma nostalgia que me veio após passar pela praia dos Diários um domingo destes. A maré baixa voltou a deixar a parte da areia ampla e plana. Similar à forma que ficava em minha infância. Não sei muito bem porque, mas a praia do Diários nos últimos anos não ficava mais seca como antes.
Voltou a ficar. E com essa maré voltou um hábito típico de outrora: jogar futebol na praia. Um rachão digno de descrição. Caminhava por volta de meio-dia e não pude deixar de observar um pouco daquele espetáculo. Veio-me à mente os detalhes de quando frequentava a praia nos anos setenta. A primeira característica marcante é o número de jogadores. Não há limites. Em certos momentos parecem ser vinte de cada lado. Um exemplo interessantíssimo de um sistema aberto que se autorregula. Quer jogar? Basta entrar. A única exigência é manter o equilíbrio numérico. Entrar aos pares, por exemplo, é incentivado.
Algumas regras são bem específicas desse tipo de jogo. A bola que vai em direção ao mar, permite que seja coletada com a mão, por quem chegar primeiro. Ótima oportunidade para aliviar o intenso calor. Alguns mergulham para pegar a bola. Outros para se refrescar mesmo.
Mas não é somente as regras que valem menção. Os jogadores são personagens excêntricas. Há para todos os gostos. Lembro-me como eu, meu pai e meu tio Darlan, após participar do rachão, ficávamos a nos deliciar com as figuras exóticas que participavam religiosamente, todos os domingos, do rachão. Eu os vi novamente. Evidentemente que não se tratavam das mesmas pessoas, mas havia lá a representação eclética e anedótica que nos entretenha e fazia-nos rir. Cabelos exóticos, zagueiros ríspidos (porém leais J), craques do drible, calções démodés ou não, tudo está lá. Todas as classes sociais, etnias e idades. Um micro-sistema social belíssimo, cheio de alegria, calor humano. Quanta democracia. Uma democracia bem brasileira!
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Filme Maravilhoso?
Ou o filme era muito bom (Planeta dos Macacos), ou o ingresso muito caro! No final tudo termina bem. Vejam o sensacional viral abaixo que descobri no também muito bom xpock.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Mapa das Startups Brasileiras
Essa semana estive olhando os diversos Wikimapps que foram construídos. O que representa as Startups brasileiras é digno de menção. Vejam que bacana abaixo. É uma ótima fonte de informação para investidores e empresas interessadas em contratar empresas de tecnologia. Para saber mais detalhes dirija-se ao site do mapa ou consulte o blog startupi.
Para mais informações Clique aqui
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Fortaleza: Tiramos o Bode da Sala
Ao ver a euforia da torcida tricolor depois do jogo contra o CRB, não pude deixar de pensar sobre como nosso nível de satisfação é algo variado. Para os que não estavam muito ligados à odisseia tricolor vivida no terceira divisão do campeonato brasileiro de futebol, deixem-me traduzir de forma sucinta. O time de futebol do Fortaleza estava brigando para subir para a série B, isso depois de ter caído vertiginosamente da série A para a série B e depois para a C.
Esse ano já é o segundo em que o time está na série B. A esperança de subir foi o grande motivador de todos. Torcedores, jogadores e diretores estavam convencidos de que era momento de voltar a competir nas divisões mais ricas.
A forma como se deu a manutenção do Fortaleza na série C é típica de operetas dramáticas. A campanha foi desastrosa e o time chegou a última rodada com grandes chances de cair para a série D. Não dependia mais de suas próprias forças. Precisava fazer quatro gols, o que não havia acontecido há muito tempo.
Conseguiu tal feito. Sobraram acusações de que houve acordo e esquema entre os times. No final, tudo deu certo e a alegria da torcida foi tão grande quanto a de uma grande conquista. Lembrei-me da seguinte historieta.
João e a Maria, que estão ambos desempregados, têm muitos filhos, não têm dinheiro para pagar as dívidas, encontram um consultor esperto, que lhes diz ‘ponham um bode na sala’. Eles põem, mas um mês depois têm os mesmos problemas e estão desesperados: o bode cheira mal, assusta as crianças e come os cortinados. ‘O que fazer?, perguntam o João e a Maria. E o consultor responde-lhes: tenho a solução, tirem o bode da sala». É a teoria do ganho do mal menor.
Assim somos nós torcedores. Tiramos o bode da sala.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Todo Mundo Quer Ter Um WikiCrimes Para Chamar de Seu
Acordo hoje com a informação que o portal Globo.com (G1) decidiu chamar seus leitores para fazer um mapeamento dos crimes acontecidos na região do Morumbi em São Paulo. Vejam aqui.
Essa não é a primeira e nem será a última iniciativa do gênero. Ignoram WikiCrimes e preferem criar seu próprio mapa. O Diário do Nordeste que é da terra, do mesmo proprietário da UNIFOR e onde fui pessoalmente apresentar WikiCrimes a toda sua diretoria criou seu próprio mapa, porque a Globo não faria o seu?
Mas não quero dar o tom aqui de desânimo, muito menos de revolta (embora seja difícil de acalmar os alunos envolvidos no projeto e, admito, estou ficando de saco cheio). Na verdade, o que vejo é uma profunda incompreensão de como funciona a lógica de compartilhamento na Web.
Ela não comporta propriedades, nem donos. Teria sentido criar várias Wikipedias e fazê-las competir entre si? O sucesso dessas empreitadas depende do volume, da participação em massa, do desprendimento, das pessoas adotarem uma causa. Os meios de comunicação são parceiros essenciais de WikiCrimes, mas somente se tiverem a visão d que o projeto pode ser útil para a população. Se quiserem ser donos, vincular sua imagem, aumentar seus pageviews, etc. como objetivos principais. Não vão considerarmos como parceiros, como alguns não o fazem.
Mas não é só isso. Com o tempo, os “concorrentes” vão começar a perceber que terão que criar mecanismos para verificar a credibilidade da informação colocada, coisa que estamos trabalhando há mais de quatro anos. Ou vão mandar os repórteres checarem cada registro efetuado?
Paciência. Como se dizia naquele antigo comercial de TV, “Sempre cabe mais um!” Vamos andando paralelamente, o que para WikiCrimes não é ideal, mas faz com que tenhamos mais fontes de dados abertas, que é no final das contas o que interessa ao cidadão. A base de WikiCrimes continua crescendo!
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domingo, 18 de setembro de 2011
De Médicos, Estilistas e Testículos
Semana acabando. Nos últimos dias fiz consultas formais e informais a médicos. Lembra-me o quanto é difícil ser médico e, principalmente, o quanto e difícil ser paciente. Achei essa piada genial na Internet que compartilho com vocês.
O sujeito, riquíssimo, sofria de uma terrível dor de cabeça até que um dia foi procurar um médico: - O senhor vai ter de arrancar os testículos - sentenciou o magarefe. - Você está maluco! - protestou ele. Dias depois foi procurar outro médico e ouviu o mesmo conselho. - O senhor vai ter de arrancar os testículos. Então, resolveu procurar o melhor especialista que havia nos Estados Unidos. - Sinto muito - fez o doutor, após um rápido exame. - Mas a dor só vai desaparecer se o senhor arrancar os dois testículos. Desesperado com a dor que se tornava cada dia mais insuportável, ele resolveu se submeter à cirurgia recomendada pelo médico. Assim que terminou a convalescença, para vencer a frustração, decidiu reformar todo o seu guarda-roupas e procurou o mais famoso costureiro em Paris. - Pode ficar tranqüilo - disse o costureiro, em tom afetado. - Eu vou lhe fazer algumas roupas chiquérrimas. Você vai ficar lindo de morrer! Pode passar daqui a 15 dias que vai estar tudo prontinho! - Você não vai tirar minhas medidas? - espantou-se o sujeito. - Não é necessário! Só de olhar para esse seu corpo deslumbrante eu já sei o tamanho que você vai precisar. - Duvido! - Quer ver? Calça, 42, Paletó, 46, Camisa, número 3... - Incrível... está certíssimo! - Cuecas número 4! - Epa! Aí você se equivocou, eu uso cuecas número 3. - Tá querendo me enganar, é? Tem que ser número 4! - Sempre usei número 3! - Você pode até usar cuecas número 3, mas vai te apertar as bolas e te dar uma dor de cabeça terrível! P.S Minha ida aos médicos até que foi por dor de cabeça. Mas os diagnósticos não foram tão trágicos nem radicais. OU não? :-))) |
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Palestra Instituto Pró-menino
Acabei de palestrar no painel "Tecnologia, software e redes sociais, no seminário "A Sociedade em Rede e a Criança e o Adolescente". Uma experiência gratificante. Conversei com várias pessoas que tem atuação forte sejam como conselheiros tutelares ou envolvidos na problemática de manutenção dos direitos da criança e adolescente.
Minha participação está dentro do quadro de uma cooperação com o Instituto VIvo para o desenvolvimento de um WikiMapps para o contexto. Segue abaixo minha apresentação.
Minha participação está dentro do quadro de uma cooperação com o Instituto VIvo para o desenvolvimento de um WikiMapps para o contexto. Segue abaixo minha apresentação.
WikiCrianca on Prezi
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Ética do Reconhecimento na Web
Todo mundo gosta de ser reconhecido. Já experimentaram a sensação de ter lido ou escutado alguém falar de algo, como se fosse uma grande novidade, que foi você o primeiro a lançar ? Frustrante.
Mas não se trata de algo que causa somente frustração. No mundo acadêmico, por exemplo, é inadmissível usar a ideia de alguém sem fazer uma referência clara de onde se extraiu essa ideia. Outros exemplos de contextos similares são os da produção artística escrita, audiovisual, sonora e da produção de software. O uso indevido de propriedade intelectual de outrem sem a devida referencia ou autorização é chamado de plágio. Com o passar do tempo, legislações específicas para definir punições para quem realiza plágio foram feitas em todo o mundo.
A era digital que vivemos, em especial a Web 2.0, estão a impactar fortemente a questão dos direitos autorais. Primeiro, todas as produções culturais estão hoje em modo digital. Tudo vira bits e pode ser fácil e rapidamente transmitido para qualquer lugar. A Web 2.0 potencializou o impacto, pois permitiu o aumento radical da produção de conteúdo. O que era antes controlado por objetos físicos, como discos, fitas, filmes, etc. é hoje bem mais difícil de controlar.
Não quero aqui neste espaço de reflexão entrar nos meandros da lei sobre propriedade intelectual. Aos interessados, sugiro ler Remix e The Wealth of the Networks para uma boa introdução. Queria, no entanto, elaborar o conceito de reconhecimento para ações, digamos, menos importantes, que não exigiriam rigor de penalidades nem do controle do Estado. Falo somente do reconhecimento de quem disse algo na web.
Isso está presente em muitas das ações que fazemos, embora nem sempre percebido. Quando se escreve um texto em um blog, por exemplo, é de bom alvitre que alguém, ao usar o texto ou pelo menos repassar a ideia, reconheça o autor original. No Twitter, acontece o mesmo de forma até mais explícita. Ao se concordar com o que alguém disse. Pode-se reconhecer o autor retuintando (RT) ou mencionando (@) a pessoa que tuitou originariamente.
Na verdade, no Twitter essa ética de reconhecimento ainda é mais sutil. O Twitter se caracteriza pela informação imediata. O tempo em que ela foi publicada é um fator que importante de ser reconhecido pelos outros. Assim sendo, se você quer dizer algo, mas alguém já o disse, retuite, não diga o mesmo de novo. Essa é a prática, mais honesta para manter-se em acordo com a ética do reconhecimento que permeia todo esse contexto.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Realidade Aumentada em WikiCrimes
A nova versão de WikiCrimes para iPhone está no ar e traz uma novidade especial. É possível saber que crimes ocorreram ao seu redor simplesmente apontando a câmera do telefone para uma certa direção. Uma iniciativa de Daniel Macedo, expert em IOS do Laboratório de Engenharia do Conhecimento, e entusiasta com WikICrimes.
Essa funcionalidade pode ser acessada através do ícone de um olho (veja na figura abaixo) que aparece no canto superior do aplicativo logo após o usuário realizar a escolha de “Aqui é perigoso”.
Ao se clicar no ícone, a câmera do iPhone é ativada, com um pequeno radar visível no canto direito superior. Basta colocar o telefone em pé e volta-lo à região que se deseja consultar se há crimes. Os pontos que aparecem no radar são indicações de crimes. O campo de visão do usuário também é simulado no radar.
WikiCrimes usa os alfinetes com cores para representar os crimes. O tamanho dos mesmos representa a distância que o crime está do usuário. Alfinetes maiores representam crimes mais pertos do que alfinetes menores. Não pense que os alfinetes indicam o local exato onde o crime ocorreu! Se estiver dentro de uma sala, vai ficar com a sensação de que eles ocorreram ali mesmo. Se quiser saber detalhes do crime, como a distância e ver o local no mapa, basta tocar no alfinete uma vez. Bom uso!
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Celulares Começam a Fazer a Diferença
A Google fez uma projeção, com base com o que ocorreu em 2009 e 2010 (vejam os picos no gráfico abaixo) sobre o que vai acontecer com as buscas durante o Black Friday deste ano(dia das compras nos EUA, uma espécie de preparação para o Natal). Estima-se que 44% das buscas serão feitas por meio de celulares. Esse padrão se repete no Natal. É o momento onde as pessoas estão nas ruas e usam o celular para buscar oportunidades de compras e informações diversas sobre lojas.
Esse estudo dá indicações muito claras de que os celulares são de mais em mais o futuro da computação. Talvez não se use o celular a todo momento, mas em alguns momentos ele vai ser primordial. Em termos de SEO, isso também é muito importante. Em celulares, a publicidade que vale mesmo são aquelas que aparecem na primeira tela de retorno da busca. As pessoas quase nunca navegam nas outras opções. Os desafios do mundo mobile estão em nossa porta.
Esse estudo dá indicações muito claras de que os celulares são de mais em mais o futuro da computação. Talvez não se use o celular a todo momento, mas em alguns momentos ele vai ser primordial. Em termos de SEO, isso também é muito importante. Em celulares, a publicidade que vale mesmo são aquelas que aparecem na primeira tela de retorno da busca. As pessoas quase nunca navegam nas outras opções. Os desafios do mundo mobile estão em nossa porta.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Filas e Janelas Quebradas
Cerca de trinta anos atrás o criminólogo americano George Kelling propôs uma teoria que ficou conhecida por “Janelas Quebradas”. Enunciou que a probabilidade de vandalismos em uma vidraça era maior em prédios que já tinham alguma vidraça quebrada. De forma análoga, uma praça com lixo acumulado tenderia a atrair mais lixo despejado pelas pessoas. Em sumo, desordem social se propaga quando o ambiente favorece. Desde então, essa teoria tem inspirado várias políticas públicas visando desde o controle da criminalidade à educação no trânsito.
Lembrei-me disso quando li sobre a iniciativa da Prefeitura de Fortaleza de ensinar aos fortalezenses a fazer fila nos terminais de ônibus. Alguns parecem não concordar que seja papel do Estado educar as pessoas a realizar ações tão elementares, como fazer uma fila. Me incluo no rol dos que acham que atacar vícios de comportamento que se formaram, quase sempre, por falta de educação, é sim papel do Estado. Ressalto, no entanto, que um desafio tão grande quanto o de decidir realizar essas ações, as quais gosto de chamar de promoção da cultura cidadã, é realiza-las de forma eficaz. E parece-me que aqui é que a Prefeitura de Fortaleza mais sofre.
Ações de disseminação da cultura cidadã, como indicam as “janelas quebradas” têm força por provocarem contágio. Algo com uma moda, que se segue sem nem perceber. Diferentemente do efeito negativo que as janelas quebradas provocam, cabe ao Estado criar um ambiente para que o comportamento positivo aconteça e contagie. Uma das ações principais que o Estado deve realizar é dar o exemplo, fazendo bem feito o que lhe cabe fazer.
* artigo publicado na coluna Opinião do Jornal O Povo em 06.09.2011
Pode-se fazer uma campanha educativa para não jogar lixo numa praça, se a mesma não tem lixeiros? Pode-se querer que os motoristas dirijam ordenadamente, se as ruas não têm suas vias devidamente indicadas? Pode-se querer que motoristas parem antes da faixa de segurança bem como querer que os pedestres as usem, se elas não estão devidamente marcadas ?
A Prefeitura até pode e deve continuar a fazer um trabalho educativo da sociedade, mas para que o mesmo seja efetivo, terá que fazer sua parte exemplarmente.
Lembrei-me disso quando li sobre a iniciativa da Prefeitura de Fortaleza de ensinar aos fortalezenses a fazer fila nos terminais de ônibus. Alguns parecem não concordar que seja papel do Estado educar as pessoas a realizar ações tão elementares, como fazer uma fila. Me incluo no rol dos que acham que atacar vícios de comportamento que se formaram, quase sempre, por falta de educação, é sim papel do Estado. Ressalto, no entanto, que um desafio tão grande quanto o de decidir realizar essas ações, as quais gosto de chamar de promoção da cultura cidadã, é realiza-las de forma eficaz. E parece-me que aqui é que a Prefeitura de Fortaleza mais sofre.
Ações de disseminação da cultura cidadã, como indicam as “janelas quebradas” têm força por provocarem contágio. Algo com uma moda, que se segue sem nem perceber. Diferentemente do efeito negativo que as janelas quebradas provocam, cabe ao Estado criar um ambiente para que o comportamento positivo aconteça e contagie. Uma das ações principais que o Estado deve realizar é dar o exemplo, fazendo bem feito o que lhe cabe fazer.
* artigo publicado na coluna Opinião do Jornal O Povo em 06.09.2011
Pode-se fazer uma campanha educativa para não jogar lixo numa praça, se a mesma não tem lixeiros? Pode-se querer que os motoristas dirijam ordenadamente, se as ruas não têm suas vias devidamente indicadas? Pode-se querer que motoristas parem antes da faixa de segurança bem como querer que os pedestres as usem, se elas não estão devidamente marcadas ?
A Prefeitura até pode e deve continuar a fazer um trabalho educativo da sociedade, mas para que o mesmo seja efetivo, terá que fazer sua parte exemplarmente.
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