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domingo, 6 de janeiro de 2013

Données Ouvertes


Os franceses também aderiram a prática de abrir os dados governamentais. O portal http://data.gouv.fr festejou seu primeiro aniversário em dezembro último. Durante esse tempo, mais de 700 mil visitantes já fizeram cerca de 400 mil downloads de dados disponíveis no site.

A iniciativa francesa começou a cerca de um ano, mas ganhou força em outubro de 2012 depois da criação de um órgão dedicado exclusivamente à modernização do governo e das instituições públicas. Esse órgão passou a ser o responsável por aglutinar todas as ações relativas a dados abertos no País.

Veja o comunicado oficial do governo francês sobre a criação da nova agência ligada ao primeiro-ministro e do compromisso em perseguir uam politica de dados abertos ampla e constante. 


* PS. Vale o registro que dados em francês é feminino ! Por isso os données são abertas :-)))

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cidades Inteligentes

Estive hoje durante todo o dia palestrando e participando de debates sobre o tema cidades inteligentes no Simpósio Brasileiro de Sistemas de Informação (SBSI) que ocorre na USP em São Paulo. Um dia cansativo, mas muito gratificante em virtude das ínumeras discussões frutíferas e da quantidade de interações também ricas. Minha apresentação está abaixo. Sintam-se livres para interrogar-me caso tenham interesse em conhecer mais sobre o que defendo.


terça-feira, 10 de abril de 2012

O Avanço Britânico

A visão de governo aberto dos ingleses é uma das poucas que se pode dizer realmente ampla. Depois que virou moda, todo governo que lança uma página ou um conjunto de planilhas na web se auto-intitula de “Aberto”.

A real visão de dados abertos pressupõe dos governos o interesse em que os dados abertos sejam apropriados pela população. Assim espera-se ações concretas na direção de facilitar a exploração dos dados.

Os ingleses demonstram que têm essa visão.  No site http://data.gov.uk é agora possível consultar informações via SPARQL (http://data.gov.uk/sparql)  a linguagem de consulta padrão da web semântica. Isso quer dizer que ficou mais fácil consultar dados e relaciona-los com outros, abrindo-se assim a possibilidade de geração de serviços úteis aos cidadãos. Resta, é verdade, o desafio de tornar essa consulta fácil de ser feita. Mas agindo assim o governo torna-se indutor de iniciativas que podem vir tanto da academia como da iniciativa privada. Um exemplo a ser seguido.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

WikiCrimes OpenGov no Celular

Para os que solicitaram, vejam a reportagem da TV jangadeiro sobre WikiCrimes OpenGov. Criamos aplicações para iPhone e Android para consultar as áreas mais perigosas da cidade de São Paulo. Vejam no vídeo abaixo.



*PS. Pergunta que não quer calar: Porque São Paulo e não Fortaleza? porque os dados de São Paulo estão disponíveis.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Transparência e Dados Abertos na TVT

Estarei hoje em um debate que pode ser acompanhado on line pela TVT  onde debaterei sobre transparência e dados abertos no programa Clique e Ligue. Em especial, falarei sobre WikiCrimes e do mais novo lançamento WikiCrimes OpenGov.

Terei a companhia de  Daniela Silva da transparencia hacker (www.thacker.com.br), Claudio Abramo da ONG Transparência Brasil e Gil Castelo Branco da ONG Contas Abertas.

O debate começa as 14:30hs de Fortaleza (15:30hs de Brasília) e a interação com internautas é muito bem vinda. Participem!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

WikiCrimes OpenGov no Android

Quem acompanhou o post anterior e me perguntou sobre quando a versão Android sairia, agora já sabe: ela saiu!! Mais rápido do que nós mesmos havíamos previsto. Você pode acessa-la aqui. De seu telefone Android com versão superior a 2.1, basta procurar na Android Market por Wikicrimes OpenGov.
Mantivemos as mesmas funcionalidades presentes do iPhone e que foram descritas aqui. Veja as principais telas abaixo. É possível consultar as áreas mais perigosas da cidade de São Paulo pelo telefone. Basta possuir um telefone com Android 2.1 ou superior e esteja conectado a Internet.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Consulte as Áreas de São Paulo Mais Perigosas no Seu iPhone

Desde a semana passada já está na loja de aplicativos da Apple (Apple Store) uma nova versão de WikiCrimes OpenGov para a cidade de São Paulo. Esta versão segue a mesma ideia da anterior. Ela consulta os dados de criminalidade da cidade de São Paulo que estão disponíveis no site da Secretaria de Segurança de São Paulo (www.ssp.sp.gov.br) e os mostra no iPhone.

No entanto esta nova versão é bem mais elaborada. Ela mostra as áreas dos Distritos Policias da cidade de São Paulo no Google Maps (contamos com a gentil contribuição de Renato Lima do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para consegui-las). Os dados de criminalidade são assim mostrados no mapa com o contorno de cada área como pode ser visto na figura abaixo.



As cores que preenchem o contorno da área representam seu nível de criminalidade. São cinco níveis de criminalidade. Áreas dentro da média, acima/abaixo da média e muito acima/abaixo da média. A caracterização de muito acima/abaixo é feita considerando as áreas que estejam com criminalidade maior/menor do que dois desvios padrão. Vejam como elas são apresentadas na figura abaixo.


Além dessa graduação da criminalidade por área, foi calculada a densidade populacional das mesmas com base nos setores censitários  que elas encerram. Desta forma foi possível calcular a taxa de criminalidade para cada região de DP, o que enriqueceu a aplicativo, pois mostra-se a criminalidade com dados absolutos e por cem mil habitantes. Uma comparação entre os dois últimos meses também é mostrada.

Há filtros que permitem consultar somente certos tipos de crime. Por exemplo, é possível consultar como está uma determinada região com relação a furtos de veículos. A seleção é feita de forma simples entre todos os tipos de crimes disponíveis nos dados da SSP-SP.

Além dos dados da criminalidade, o usuário do aplicativo pode consultar quais distritos policiais estão ao redor usando realidade aumentada. Basta apontar o telefone para a área que desejar que o aplicativo vai mostrar ícones que representam os distritos policiais que podem, sob demanda, ser vistos no mapa. Um radar no canto superior da tela mostra pontos das direções onde há um DP. A figura abaixo exemplifica como isso ocorre.



WikiCrimes OpenGov, ao nosso ver, é a primeira iniciativa de uso de dados oficiais de Segurança para uso dos cidadãos. Ele serve para exemplificar como a cultura de dados abertos, implementada pela SSP-SP (embora timidamente, pois os dados desagregados de ocorrências criminais não estão abertos), pode ser útil às pessoas e como pode fomentar a inovação. Esperamos que outros estados sigam o exemplo paulista. Detalhe: A versão Android está quase pronta.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ruth’s me Segue?


Fiquei impressionado com o que me aconteceu ontem. Assim que cheguei em Washington, DC, acessei a Internet do hotel em que estou hospedado. Por coincidência, chega-me um email fazendo propaganda do restaurante Ruth’s Chris. Detalhe: não me lembro de receber esses e-mails, nem de fazer parte de uma mala direta desse restaurante. 

O Ruth’s é um excelente e refinado restaurante que frequento sempre que vou a um lugar onde ele existe. Nos EUA, ele não está presente em todas as grandes cidades. Ou seja, a propaganda até que é útil para um cliente como eu que gosta do restaurante, mas o que me incomodou sobremaneira é a dúvida sobre como o Ruth’s soube que eu estava em Washington. 

O restaurante parece ter conseguido acesso a alguma base em que coloquei minha localização. Qual? Seria a do Google, da Apple, do Hotel, da companhia aérea? Não sei e não acredito que consiga descobrir facilmente. Só espero que não seja o banco de dados da imigração americana J Dias difíceis para a privacidade dos internautas, não?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Todo Mundo Quer Ter Um WikiCrimes Para Chamar de Seu


Acordo hoje com a informação que o portal Globo.com (G1) decidiu chamar seus leitores para fazer um mapeamento dos crimes acontecidos na região do Morumbi em São Paulo. Vejam aqui

Essa não é a primeira e nem será a última iniciativa do gênero. Ignoram WikiCrimes e preferem criar seu próprio mapa. O Diário do Nordeste que é da terra, do mesmo proprietário da UNIFOR e onde fui pessoalmente apresentar WikiCrimes a toda sua diretoria criou seu próprio mapa, porque a Globo não faria o seu?

Mas não quero dar o tom aqui de desânimo, muito menos de revolta (embora seja difícil de acalmar os alunos envolvidos no projeto e, admito, estou ficando de saco cheio). Na verdade, o que vejo é uma profunda incompreensão de como funciona a lógica de compartilhamento na Web.

Ela não comporta propriedades, nem donos. Teria sentido criar várias Wikipedias e fazê-las competir entre si? O sucesso dessas empreitadas depende do volume, da participação em massa, do desprendimento, das pessoas adotarem uma causa. Os meios de comunicação são parceiros essenciais de WikiCrimes, mas somente se tiverem a visão d que o projeto pode ser útil para a população. Se quiserem ser donos, vincular sua imagem, aumentar seus pageviews, etc. como objetivos principais. Não vão considerarmos como parceiros, como alguns não o fazem. 

Mas não é só isso. Com o tempo, os “concorrentes” vão começar a perceber que terão que criar mecanismos para verificar a credibilidade da informação colocada, coisa que estamos trabalhando há mais de quatro anos. Ou vão mandar os repórteres checarem cada registro efetuado?

Paciência.  Como se dizia naquele antigo comercial de TV, “Sempre cabe mais um!” Vamos andando paralelamente, o que para WikiCrimes não é ideal, mas faz com que tenhamos mais fontes de dados abertas, que é no final das contas o que interessa ao cidadão. A base de WikiCrimes continua crescendo!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Realidade Aumentada em WikiCrimes

A nova versão de WikiCrimes para iPhone está no ar e traz uma novidade especial. É possível saber que crimes ocorreram ao seu redor simplesmente apontando a câmera do telefone para uma certa direção. Uma iniciativa de Daniel Macedo, expert em IOS do Laboratório de Engenharia do Conhecimento, e entusiasta com WikICrimes.

Essa funcionalidade pode ser acessada através do ícone de um olho (veja na figura abaixo)  que aparece no canto superior do aplicativo logo após o usuário realizar a escolha de “Aqui é perigoso”. 




Ao se clicar no ícone, a câmera do iPhone é ativada, com um pequeno radar visível no canto direito superior. Basta colocar o telefone em pé e volta-lo à região que se deseja consultar se há crimes. Os pontos que aparecem no radar são indicações de crimes. O campo de visão do usuário também é simulado no radar. 
WikiCrimes usa os alfinetes com cores para representar os crimes. O tamanho dos mesmos representa a distância que o crime está do usuário. Alfinetes maiores representam crimes mais pertos do que alfinetes menores. Não pense que os alfinetes indicam o local exato onde o crime ocorreu! Se estiver dentro de uma sala, vai ficar com a sensação de que eles ocorreram ali mesmo. Se quiser saber detalhes do crime, como a distância e ver o local no mapa, basta tocar no alfinete uma vez. Bom uso!




quarta-feira, 1 de junho de 2011

WikiCrimes na Inglaterra

A decisão do governo inglês em abrir seus dados sobre ocorrências criminais fez WikiCrimes um de seus beneficiados. Se você for viajar em Londres, não esqueça de levar seu celular e consultar "Aqui é perigoso?" por lá. Vejam abaixo.

sábado, 9 de abril de 2011

Governo 2.0: Uma Nova Perspectiva Sobre o Uso da Informação Pública


A Internet tem mudado gradativamente a forma de se viver em sociedade ao proporcionar, dentre outras coisas, novas formas de interação entre as pessoas, negócios inovadores e novas formas de prestação de serviços públicos. Essas mudanças ocorrem normalmente em ondas com força e cadência cada vez maiores. A última onda, chamada Web 2.0, caracteriza-se pela intensa participação das pessoas na produção e publicação de conteúdo na rede mundial. Passa-se de um paradigma de distribuição centralizada e eminentemente oligárquico de produção e veiculação da informação para o multilateralismo e a descentralização característicos das redes.

A cultura do compartilhamento de opiniões, fotos, vídeos, resenhas, livros, etc. dissemina-se e empolga. Web 2.0 é essencialmente participação das pessoas e, por assim ser, novas formas de relação dos cidadãos com os governos devem emergir.  Para que isso ocorra, concentro-me cá sobre a necessidade de uma nova postura governamental no trato da informação pública na Internet (mesmo que em essência, a mudança não se restrinja somente a esse veículo). Essa nova postura, a qual denominaremos Governo 2.0 (mantendo a conformidade com o símbolo Web 2.0), fundamenta-se nos seguintes pilares que se reforçam mutuamente: transparência, participação e inovação. 

Transparência e publicidade de dados públicos são pontos nevrálgicos dos governos os quais, infelizmente, ainda tratam suas páginas e portais na Internet como veículo de propaganda. É comum divulgar o sucesso e esconder as deficiências. A Grã-Bretanha, um dos países mais avançados no conceito de Governo 2.0, é um bom exemplo de como mudanças a essa postura têm sido feitas. Lá o Ministério da Saúde provê, em sua página Web, acesso ao rendimento dos hospitais (sob diversos critérios) com inclusive acesso a taxa de mortalidade de pacientes desses hospitais por cada tipo de procedimento. 

Ressalte-se que abrir-se à sociedade requer coragem, porque implica organização das próprias informações bem como a disposição de estabelecer canais de diálogo franco e proativo com a sociedade. Embora difícil, isso é recompensador, porque trata-se de um meio para se obter credibilidade da população e fortalecimento do segundo dos pilares: participação. As pessoas estarão dispostas a participar, se confiarem no governo e nas informações que lhes são postas à disposição. Serão assim potenciais produtoras de novas informações bem como de inovações a partir da exploração das mesmas. Petições e páginas Web para acolher denúncias sobre falta de infra-estrutura em uma determinada região de uma cidade são de mais em mais usadas pelos cidadãos. 

As denúncias de poluição sonora e de lixo nas ruas que estão sendo feitas na Internet por fortalezenses e o mapa de buracos feitos no Google são exemplos de como isso pode ser conseguido. Vemos aqui exemplos de serviço público que emergiram por iniciativa das pessoas sem exigir esforço do governo. Não foi preciso contratar ninguém e tudo se estabeleceu rápida e informalmente. Aos governos cabe, no entanto, engajar-se no processo de diálogo para prover soluções e prestar conta das ações realizadas. Por fim, menciono o terceiro pilar que é ortogonal aos outros dois: inovação.

Cada vez será mais difícil para os governos atenderem sozinhos a todas as demandas de serviço dos cidadãos.  Os governos hoje são fonte de considerável volume de dados que não conseguem explorar para transformar em serviço útil à população. O modelo tradicional de produção de serviços públicos com uso intensivo da tecnologia da informação baseia-se ou em desenvolvimento proprietário pelos governos ou na terceirização. Tal modelo carece de ampliação e para isso é necessário fazer diferente. Com transparência e participação inovações podem surgir. Os governos têm que se estruturar para se tornarem plataformas provedoras de dados de forma a deixá-los acessíveis a todos. Cabe-lhes promover o desenvolvimento e exploração pela Internet dos dados públicos pelos cidadãos da forma como lhes for conveniente. É preciso criar espaço para empreendedores sociais que podem fazer muito com o trato das informações públicas. Há gente capaz de inovar com a criação de páginas na web que podem ser benéficas à sociedade como um todo. Uma comunidade formada por jovens desenvolvedores de software livre, por exemplo, está ávida para inovar. 

Um exemplo de como essa revolução já está se processando nos EUA é a crescente liberação de dados criminais dos departamentos de polícia para que sejam usados em mapas on line com acesso direto pelos cidadãos. As polícias americanas perceberam que quanto mais as pessoas entenderem o que está acontecendo no seu bairro, mais elas podem ajudar. Aqui no Brasil, começamos Wikicrimes há mais de três anos, mas até hoje não temos a participação dos Órgãos oficiais. Quero ainda acrescentar que Governo 2.0 implica também aumento da capacidade de análises inter-disciplinares. Estatísticas e análises sobre relacionamento de informações vindas de diferentes bancos de dados serão realizadas pelos vários pesquisadores que se dispõem a estudá-las. Todos lucrarão.  É preciso então começar. Este texto é um convite a todos aqueles que mantêm dados oficiais (que vale lembrar: são públicos) aprisionados em seus bancos de dados, para que os libertem. Eles serão o vetor transmissor de uma relação de parceria com a sociedade que tende a ser muito frutífera.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma Visão do Investimento em Saúde dos Municípios Cearenses


Dando continuidade à divulgação dos resultados das atividades realizadas na quinta-feira 9 de dezembro, quando do dia Internacional Contra  a Corrupção, venho agora mostrar o desempenho dos municípios cearenses na área da Saúde. Relembro que as atividades foram realizadas no Laboratório de Engenharia do Conhecimento na UNIFOR juntamente com técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e jornalistas.

Vejam abaixo dois gráficos de resultados que obtivemos ao explorar os dados de empenho dos municípios na função Saúde. Calculamos o gasto em saúde per capita, a partir da população de cada município divulgada pelo IBGE. O primeiro gráfico mostra os dez municípios que mais investiram per capita em saúde no ano de 2010. O segundo mostra os que menos investiram. 



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Uma Visão do Investimento em Educação dos Municípios Cearenses

Na quinta-feira 9 de dezembro, dia Internacional Contra  a Corrupção, fizemos, no Laboratório de Engenharia do Conhecimento, uma atividade simbólica para marcar nossa participação nesse dia. Juntamente com técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e alguns jornalistas interessados, exploramos alguns dados abertos pelo TCM sobre prestação de contas dos municípios cearenses.

Além do aspecto simbólico, por ser uma atividade que dá apoio ao controle social, trata-se de uma metodologia inovadora, mas que tem tudo para ser de mais em mais usada. A tendência dos governos abrirem seus dados vai requer, cada vez mais, ferramentas para que a exploração desses dados seja feita por profissionais não especialistas. Mas enquanto essas ferramentas não estiverem popularizadas, a formação de equipes multidisciplinares em que profissionais de informática estejam envolvidos será necessária.

Vejam abaixo dois gráficos de resultados que obtivemos ao explorar os dados de empenho dos municípios na função educação. Calculamos o gasto em educação per capita, a partir da população de cada município divulgada pelo IBGE. O primeiro gráfico mostra os dez municípios que mais investiram per capita em educação no ano de 2010. O segundo mostra os que menos investiram. O curioso é que Fortaleza é a segunda pior. Só perde para Santana do Cariri. Menos de R$ 250,00 por habitante é investido em educação. Será que não podemos ir além?




quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dia Internacional Contra a Corrupção

O dia internacional contra a corrupção foi instituído a partir de uma proposta do Brasil em Mérida, México, na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção em 9 de Dezembro de 2003.
Na próxima quarta-feira, dia 9, um conjunto de atividades no Brasil, coordenadas principalmente pela Controladoria-Geral da União (CGU) ocorrerão.  É a CGU que acompanha a implementação da Convenção e de outros compromissos internacionais assumidos pelo País, que tenham como objeto a prevenção e o combate à corrupção.

Em conversa com o presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), Ernesto Saboya, vislumbramos uma atividade para marcar esse dia. A iniciativa inovadora do TCM-CE de liberar todos os dados de prestação de contas dos municípios cearenses em seu portal será o foco principal dessa atividade. A exploração amiúde, com comparações e cálculos, dos dados do portal ainda necessita, muitas vezes, de conhecimento técnico especializado em programação de computador. Pensamos então em criar um ambiente onde jornalistas, blogueiros, enfim, produtores de conteúdo em geral possam interagir com programadores e técnicos do Tribunal de Contas para explorar os dados abertos pelo TCM.

O ambiente onde este encontro se realizará será o Laboratório de Engenharia do Conhecimento (LEC) o qual coordeno e que se encontra na sala 11 do bloco M na UNIFOR.  A equipe do LEC pôs-se voluntária para explorar os dados do TCM e mostrar o que se pode obter a partir deles. Estaremos assim na tarde de quinta (9/12) a partir de 15hs recebendo convidados, nessa atitude simbólica em apoio à iniciativa de transparência em dados públicos. 

terça-feira, 20 de julho de 2010

Declaração Australiana de Governo Aberto

Nessa semana de Workshop sobre governo eletrônico no Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, acho apropriado mencionar a recente iniciativa de governo aberto do governo australiano. Depois dos Britânicos e americanos, as iniciativas nessa direção se espalham. O lançamento na Austrália foi precedido de uma declaração de governo aberto veiculada na Internet. Vejam um extrato da mesma aqui.

The Australian Government now declares that, in order to promote greater participation in Australia’s democracy, it is committed to open government based on a culture of engagement, built on better access to and use of government held information, and sustained by the innovative use of technology.
Citizen collaboration in policy and service delivery design will enhance the processes of government and improve the outcomes sought. Collaboration with citizens is to be enabled and encouraged. Agencies are to reduce barriers to online engagement, undertake social networking, crowd sourcing and online collaboration projects and support online engagement by employees, in accordance with the Australian Public Service Commission Guidelines.
The possibilities for open government depend on the innovative use of new internet-based technologies. Agencies are to develop policies that support employee-initiated, innovative Government 2.0-based proposals.
The Australian Government’s support for openness and transparency in Government has three key principles:
Informing: strengthening citizen’s rights of access to information, establishing a pro-disclosure culture across Australian Government agencies including through online innovation, and making government information more accessible and usable;
Engaging: collaborating with citizens on policy and service delivery to enhance the processes of government and improve the outcomes sought; and
Participating: making government more consultative and participative.

Vejam a ênfase no provimento da informação, no engajamento com os cidadãos e na participação.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Governo 2.0 no Ceará: A Iniciativa do Tribunal de Contas dos Municípios

Tenho escrito com frequencia sobre Governo 2.0. Nesse contexto, preconiza-se novos tipos de sistema de informação na web. São aplicações onde a aproximação do governo com o cidadão se dá não somente através da prestação do serviço público, mas igualmente pelo provimento de instrumentos para que o cidadão se pronuncie, questione, forneça informações, proponha alternativas, denuncie enfim interaja ricamente. Além disso, o governo além de provedor de serviços passa também a prover uma infra-estrutura de dados (ou plataforma de dados) para a exploração dos mesmos pelos cidadãos. Iniciativas nessa direção abundam mundo afora, mas, no Brasil, estamos ainda muito tímidos.

É exatamente por essa timidez que acho extraordinária e mesmo revolucionária a iniciativa do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará (TCM/CE). Ele está colocando à disposição de todos os dados do Sistema de Informações Municipais via Interface de Programação de Aplicativos (ou API ). É um grande passo na direção de um real Governo 2.0 e que merece os nossos maiores elogios. Sei muito bem que isso tudo não seria possível sem a tenacidade do Presidente atual do TCM/CE, Ernesto Sabóia, que contou com a ajuda técnica providencial do eterno membro do Laboratório de Engenharia de Conhecimento Ricardo Rebouças. Meus parabéns aos dois e a todos os envolvidos. 

Conclamo a comunidade de TI, inclusive os professores universitários, a participarem ativamente de atividades de "hacking"dessa base. Certamente há muito o que ser explorado nela. Em breve, nós no LEC, estaremos verificando como podemos aplicar alguns programas que estamos desenvolvendo no projeto CoLattes da FUNCAP para gerar instâncias em RDF dos dados do TCM.