Essa semana vi uma foto que circula na Web e que me fez pensar sobre como cada vez mais será difícil a evolução dessa comunicação digital em espaços públicos. A foto, postada abaixo, foi tirada na Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique que jogava contra o São Paulo.
Nessa Arena há um painel de display que mostra algumas mensagens enviadas pelos torcedores ao Twitter. Uma forma comum é promover hashtags sobre temas definidos por patrocinadores. Na foto abaixo dá pra ver que a hashtag era #HelloAudiCup (Audi Cup era o nome do torneio). Pois bem, vejam a frase que saiu "Ei Douglas, vai tomar no cu!" :-))
O torcedor sãopaulino @Darkfabuloso (ou seria rival?) quis participar da brincadeira a seu jeito e soltou o berro. O moderador (provavelmente alemão ou talvez corinthiano :-))) não teve o cuidado de investigar e acabou liberando o texto que ganhou notoriedade rapidamente.
Taí um bom assunto de pesquisa em informática. Será que podemos fazer essas moderações automaticamente?
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Armadilhas do Mundo Digital: Oportunidades de Pesquisa
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Diga pelo Twitter o Final da Novela
Os americanos estão começando a usar o Twitter como
interface para tornar a TV mais interativa. Trata-se de um caso típico do que
chamamos de cross-media interaction
(interação com mídias cruzadas).
O episódio do seriado Miami 5-0 da semana passada (14/01/2012) terá
final definido pelos telespectadores. Foram dadas opções de personagens que
seriam os assassinos e uma votação definirá o final.
Outro detalhe importante foi que, devido ao
fuso horário, como o programa passa em horários diferentes na costa leste e na
costa oeste, o resultado do programa pode ter sido diferente dependendo de onde
você esteja.
Isso se tornará tendência? Teremos novelas
globais com finais definidas pela public? Será o Twitter o veículo que vai capturer
as opiniões das pessoas? Respostas virão em breve como tudo no mundo da
tecnologia. Veja mais aqui.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Ética do Reconhecimento na Web
Todo mundo gosta de ser reconhecido. Já experimentaram a sensação de ter lido ou escutado alguém falar de algo, como se fosse uma grande novidade, que foi você o primeiro a lançar ? Frustrante.
Mas não se trata de algo que causa somente frustração. No mundo acadêmico, por exemplo, é inadmissível usar a ideia de alguém sem fazer uma referência clara de onde se extraiu essa ideia. Outros exemplos de contextos similares são os da produção artística escrita, audiovisual, sonora e da produção de software. O uso indevido de propriedade intelectual de outrem sem a devida referencia ou autorização é chamado de plágio. Com o passar do tempo, legislações específicas para definir punições para quem realiza plágio foram feitas em todo o mundo.
A era digital que vivemos, em especial a Web 2.0, estão a impactar fortemente a questão dos direitos autorais. Primeiro, todas as produções culturais estão hoje em modo digital. Tudo vira bits e pode ser fácil e rapidamente transmitido para qualquer lugar. A Web 2.0 potencializou o impacto, pois permitiu o aumento radical da produção de conteúdo. O que era antes controlado por objetos físicos, como discos, fitas, filmes, etc. é hoje bem mais difícil de controlar.
Não quero aqui neste espaço de reflexão entrar nos meandros da lei sobre propriedade intelectual. Aos interessados, sugiro ler Remix e The Wealth of the Networks para uma boa introdução. Queria, no entanto, elaborar o conceito de reconhecimento para ações, digamos, menos importantes, que não exigiriam rigor de penalidades nem do controle do Estado. Falo somente do reconhecimento de quem disse algo na web.
Isso está presente em muitas das ações que fazemos, embora nem sempre percebido. Quando se escreve um texto em um blog, por exemplo, é de bom alvitre que alguém, ao usar o texto ou pelo menos repassar a ideia, reconheça o autor original. No Twitter, acontece o mesmo de forma até mais explícita. Ao se concordar com o que alguém disse. Pode-se reconhecer o autor retuintando (RT) ou mencionando (@) a pessoa que tuitou originariamente.
Na verdade, no Twitter essa ética de reconhecimento ainda é mais sutil. O Twitter se caracteriza pela informação imediata. O tempo em que ela foi publicada é um fator que importante de ser reconhecido pelos outros. Assim sendo, se você quer dizer algo, mas alguém já o disse, retuite, não diga o mesmo de novo. Essa é a prática, mais honesta para manter-se em acordo com a ética do reconhecimento que permeia todo esse contexto.
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terça-feira, 15 de março de 2011
Modelos de Negócios na Internet: Twitter Sabe o Que Quer?
Estamos acostumados a ver os sucessos que nascem diariamente na Web. Aí veio o filme Rede Social para adicionar mais uma pitada na receita de popularização do sucesso explosivo. Mas será que é assim tão simples ganhar dinheiro na web?
As declarações de altos executivos do Twitter recentemente nos dão uma dica de que nem tudo é assim como parece. O Twitter montou sua estratégia de crescimento fundamentada no compartilhamento total das informações que lhe são enviadas (as mensagens de 140 caracteres dita Tweets). Bem em seu nascedouro, o Twitter criou uma API para permitir o acesso aos tweets, o que incentivou à criação de vários softwares, ditos clientes, como Hootsuite e Tweetdeck.
Depois que começou a crescer em popularidade Twitter viu-se num dilema. Que modelo de negócios lhe dará sustentabilidade? Para onde continuar crescendo? Decidiu então começar a restringir o acesso às suas informações e tem aconselhado a não criação de novas empresas que se baseiem no modelo de software clientes. Estes que eram considerados parceiros já não interessam mais ao Twitter, que não se contenta mais somente em prover informação. Quer também explorá-la.
Essas medidas antipáticas têm sido muito mal recebidas pelos admiradores do "jeito Twitter de ser", mas principalmente por aqueles que investiram num negócio fundamentado na exploração dos dados que seriam abertos pelo Twitter.
Pois é, mesmo os grandes da web também sofrem suas crises, porque nós aprendizes não podemos?
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Há Embate de Ideias no Twitter na Eleição Presidencial?
Muito interessante a notícia que descobri via @c_reginaldo de que o Globo tinha escrito uma matéria sobre quantos eram os seguidores (no Twitter) em comum dos candidatos Marina, Plínio, Serra e Dilma. O site Who Follow Whom (Quem segue quem?) mostra que há pouquíssimos seguidores comuns a todos os candidatos. Por exemplo, há somente 132 seguidores em comum de Dilma e Serra (ou seja, aqueles que seguem Serra e também seguem Dilma).
Percebam que Dilma (@dilmabr) possui cerca 164.700 seguidores. Serra (@joseserra_) por sua vez tem cerca de 359.200 seguidores. Menos de 0,05% seguem os dois. Tem muito pouca gente querendo “escutar” as propostas dos dois, não? Isso fortalece um sentimento que tenho de que o debate na Internet, em particular nas redes sociais, tem sido marcado por posições muito radicais e inflexíveis. Os eleitores atuantes nas mídias sociais agem como torcedores de um time. Já decidiram quem será seu candidato, só escutam o que ele (o candidato) diz e vibram com cada palavra. Preferem inclusive quando as palavras são agressivas e criticam fortemente o campo adversário. Não é a toa que estão a se degladiar pela web.
Mas não são somente os eleitores comuns que tomaram essa postura. Há uma gama de jornalistas com muito espaço midiático que adotaram linha semelhante já há algum tempo e que agora tornaram-se os símbolos desse jogo. Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Luis Nassif defendem com tanto ardor seus campos que tornaram-se fonte de informação para torcedores e não eleitores.
Agora, outra informação relevante que pode ser encontrada no site é sobre quem os campos de Serra e Dilma seguem em comum. Os jornalistas Ricardo Noblat e Cristina Lobo estão entre os oito moicanos que o Twitter de Serra e Dilma seguem comumente. Tento para os mesmos. Creio ser uma forte indicação de credibilidade. Eu não seguia nem um nem outro, decidi fazê-lo.
E você blogueiro, jornalista ou não, que estratégia decidiu seguir? Para ajudar, segue abaixo o ranking dos seguidores destes cinco que acabei de mencionar. Não que número de seguidores seja uma métrica representativa de influência, mas serve como referência inicial.
Mainardi possui cerca de 65.100
Noblat cerca de 47.700
Nassif cerca de 22.500
Cristina cerca de 14.900
Azevedo cerca de 11.880
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
A Capacidade Mobilizadora do Twitter: Real ou Virtual?
A grande estrela da web nesses últimos dias no Brasil tem sido o Twitter. O fenômeno “CALA BOCA GALVAO” foi largamente explorado pela mídia impressa e está fazendo mais gente refletir sobre o que ele realmente significa. Não é o tipo de reflexão nova para mim. Tenho trabalhado com a noção de partipação e interação na Web e tentar compreender as diferentes nuances e comportamentos das pessoas na web é um desafio que já me acompanha.
A capacidade de propagação de uma mensagem em uma rede social é estupenda. Já expliquei um pouquinho da matemática que rege isso aqui. Em suma, a rede que se forma com os seus amigos, amigos de amigos, etc. cresce exponencialmente. Isso explica porque uma mensagem que se propaga nessa rede pode atingir tantas pessoas. Veja o seguinte exemplo. Suponha que você tem cinquenta amigos numa rede social (podem cinqüenta seguidores no Twitter). Suponha também que, em média esses amigos também têm, cada um, cinquenta amigos e assim sucessivamente. Se você enviar uma mensagem para os amigos e pelo menos dez desses amigos a repassarem e por sua vez mais dez dos amigos de seus amigos fizerem o mesmo já serão mais de mil pessoas a receber a mensagem. Como é muito comum termos mais que cinquenta amigos e a propagação vai normalmente em profundidades maiores que 3, os números são bem mais impressionantes. Vamos expandir mais três níveis dessa rede mantendo essa proporção de dez amigos que repassam a mensagem. Nesse caso teremos a mensagem atingindo 1 milhão de pessoas!
É por isso que dominar os segredos das redes sociais é um desejo tão cobiçado por marqueteiros, homens de negócios, jornalistas, religiosos, enfim, todos que querem propagar uma mensagem.
O Twitter tem uma característica particular. Por ter restrições do tamanho de sua mensagem (somente 140 caracteres) as mensagens que nele trafegam ou são indicações para textos maiores ou são mensagens curtas que, obviamente, não possuem muita profundidade. Essa característica é determinante, pois faz com que mensagens bem humoradas quase sempre irônicas bem como os clichés dominem o ambiente. Não exigem uma leitura muito criteriosa, nem muita reflexão e por isso acabam sendo repassados (retuitados). Isso pode dar uma falsa impressão de mobilização. Digo falsa, porque muitas vezes não há muita substância de proposta. Reflete somente um estado de espírito. O CALA BOCA GALVAO é um exemplo clássico. Não exigia uma mobilização real. Refletia sim, uma demonstração de insatisfação. Alguns tentaram aproveitar a onda de insatisfação e propuseram um dia sem a Globo. Nesse caso, em que uma real mobilização era necessária (a ação de não assistir a televisão na Globo) o resultado é bem menos satisfatório. Na verdade, os últimos números indicam que a popularidade da Globo nem se mexeu e chegou mesmo a aumentar.
Ou seja, não é tão simples usar a capacidade de mobilização das redes sociais para acabar com a corrupção, para defender a adoção de uma nova matriz energética que emita menos poluentes, para fiscalizar o poder, etc. São causas que exigem engajamento real e muito mais que uma demonstração de insatisfação que se demonstra com uma repassagem de mensagem. Torço para que avancemos nisso, mas creio que não será só com o Twitter que isso ocorrerá. Acredito ser preciso usar os diversos meios de veiculação de informação de forma combinada para fornecer mais consistência às mobilizações.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Cala Boca Galvão
A notícia que estorou ontem na Internet (e que creio não sairá na Globo) foi a de que a expressão “CALA BOCA GALVÃO” está entre os trend topics (TT) do Twitter. Para os que não são familiares com o Twitter deixem-me explicar o que isso significa.
Toda vez que alguém escreve algo no Twitter pode indicar palavras chaves (ditas hashtags) precedidas de um #. As palavras chaves são contabilizadas pelo Twitter e as que mais são mencionadas vão para uma lista que se chama trend topics (tópicos que são tendência).
O Twitter permite saber os TT no mundo, por país ou mesmo por algumas cidades. O caso da hashtag CALA BOCA GALVÃO é impressionante, pois trata-se de TT no mundo, não somente no Brasil. Demonstra o quanto os brasileiros estão usando o Twitter e como, com o início da Copa, o tema "Galvão Bueno" estará mais forte do que nunca. Se formos hexa então! Veja abaixo a tela do Twitter com o "CALA BOCA GALVÃO" nos TT mundiais (canto direito inferior). O mais anedótico é que os gringos que normalmente definem os TT não sabem o que isso significa e estão todos se perguntando: Who is CALA BOCA GALVÃO.
Toda vez que alguém escreve algo no Twitter pode indicar palavras chaves (ditas hashtags) precedidas de um #. As palavras chaves são contabilizadas pelo Twitter e as que mais são mencionadas vão para uma lista que se chama trend topics (tópicos que são tendência).
O Twitter permite saber os TT no mundo, por país ou mesmo por algumas cidades. O caso da hashtag CALA BOCA GALVÃO é impressionante, pois trata-se de TT no mundo, não somente no Brasil. Demonstra o quanto os brasileiros estão usando o Twitter e como, com o início da Copa, o tema "Galvão Bueno" estará mais forte do que nunca. Se formos hexa então! Veja abaixo a tela do Twitter com o "CALA BOCA GALVÃO" nos TT mundiais (canto direito inferior). O mais anedótico é que os gringos que normalmente definem os TT não sabem o que isso significa e estão todos se perguntando: Who is CALA BOCA GALVÃO.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
WikiCrimes no Twitter
WikiCrimes está no Twitter. Todos os registros de crimes ocorridos no WikiCrimes agora são imediatamente postados no Twitter. Acesse http://twitter.com/wikicrimes e seja mais um a seguir o que está ocorrendo no WikICrimes e consequentemente na sua região.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
Twitter e Gengibre
O mundo da web é totalmente caótico e imprevisível. Há muito gente tentando fazer acontecer e novidades surgem diariamente. A bola da vez atualmente é o site Twitter (www.twitter.com). Trata-se de um blog em que as mensagens postadas são curtas de menos de 140 caracteres (sites assim são também chamados de micro-blog). Normalmente, as pessoas os usam com o intuito de dizer o que estão fazendo, vendo ou pensando naquele exato momento. O crescimento de Twitter tem sido absurdamente exponencial. Algo em torno de 1000% ao mês. O site, que foi lançado em 2007, ganhou logo seu público cativo e já tem mais de 6 milhões de usuários. Apesar disso, sempre havia uma dúvida de como se podia ganhar dinheiro com isso. Recentemente, quando implantou seu sistema de busca, a Empresa passou a dar uma dica de que pode ser uma das grandes competidoras de Google no mercado de buscadores na web. Seu principal diferencial é de que, as informações que coleta são instantâneas. Dão uma visão do que está acontecendo agora no mundo. O exemplo mais representativo disso foi o de um internauta que estava em seu barco pescando quando viu a queda do avião da US AirWays próximo de Nova York. A primeira coisa que fez foi postar a notícia no Twitter dizendo do ocorrido e que estava se dirigindo para ajudar o resgate. A notícia fluiu na web muito mais rápido do que na mídia tradicional e mesmo em sites jornalísiticos. Estava criado o conceito de furo por Twiiter. Não é a toa que Facebook ofereceu 500 milhões de dólares pelo site (logo rejeitado). Ontem tomei conhecimento de uma outra inovação, dessa vez brasileira, onde um dos mentores é o apresentador da MTV Cazé. O gengibre (www.gengibre.com.br) é um Twitter por voz. Ou seja, ao invés do internauta publicar uma mensagem de texto no seu micro-blog, ele publica uma mensagem de voz. Basta ligar para um número telefônico específico dado pelo Gengibre e falar sua mensagem que será imediatamente gravada no blog. Parece-me que o número do Gengibre é em São Paulo, o que encarece muito o uso do mesmo para usuários de fora da cidade. Creio que se ele pegar por lá, virá para cá mais barato.
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