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quinta-feira, 12 de março de 2009
WikiMapAid – Um Mapa de Ajuda Humanitária
Depois da criação de WikiCrimes recebi muitas propostas para fazer outros sites de natureza similar. Sempre recusei por que achava que a experiência de WikiCrimes é por si só muito rica e ainda me faz aprender bastante sobre a Web, inovação, além de proporcionar um riquíssimo ambiente para realização de pesquisas em computação. Isso evidentemente requer muito investimento de tempo que, aliás, meu dia a dia não me deixa esquecer. No entanto, uma proposta feita em Maio de 2008, há quase um ano, ficou sempre na minha cabeça. Rupert Douglas-Bate é um experiente trabalhador na tarefa voluntária de ajuda humanitária. Ele é fundador e presidente de uma ONG em Londres chamada Global Map Aid – GMA. Ao conhecer WikiCrimes, ele me mandou um email que descrevia ao mesmo tempo seu entusiasmo e emoção, pois acreditava que um site para mapear ajuda humanitária, ao estilo de WikiCrimes, seria de grande valia para sociedades que hoje sofrem tanta carência. Rupert garantiu-me que eu não teria nenhuma energia a gastar depois que o site estivesse pronto. Ele teria todo o trabalho de divulgar, articular a participação e manter o site (ainda não sei se isso será bem assim!). Uma proposta extremamente interessante, em virtude de seu valor sentimental, mas que não via como viabilizá-la. Mantivemos o contato por alguns meses e, durante esse tempo, Rupert sempre me enviava notícias, fotos e vídeos de situações críticas no mundo e de devíamos fazer algo. É incrível como somos desinformados da pobreza, fome e crueldades que vivem algumas pessoas principalmente em países africanos. Somos rápidos em criticar os países ricos por sua ignorância quanto aos problemas dos mais pobres. Não me parece que agimos muito diferentemente. Quando a situação no Zimbábue começou a se deteriorizar coincidiu com o momento em que consegui o apoio de Ricardo Rebouças. Ele é um ex-aluno de graduação e orientando de mestrado que acima de tudo, adquiriu esse entusiasmo por desafios como o que lhe propus. O resultado é o site WikiMapAid que estamos lançando essa semana(sempre em estado beta). A idéia é usar o site para mapear a situação em regiões carentes. Abrigos, hospitais, escolas, pontos de apoio para obtenção de comida e de água são algumas das áreas que podem ser mapeadas pelos trabalhadores humanitários espalhados pelo mundo. Abaixo uma figura do site. Infelizmente, a versão atual só será em inglês. Em breve, contamos ter uma em português. Acho que pode ajudar inclusive a mapear regiões críticas mesmo no País como nos casos de tragédias devido a intempéries e onde a logística deve ser mapeada e disseminada na população.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A Filantropia de Bill Gates
Existem muitas pessoas no mundo que dedicam tempo para ajudar aos mais necessitados. Médicos e enfermeiros de organizações como Médecins Sans Frontièrs http://www.msf.org/ (Médicos sem fronteiras) são exemplos de trabalhadores humanitários que se esforçam mundo afora para melhorar as condições de vida das pessoas, em especial em países do terceiro mundo. A filantropia é outra forma comum de apoiar causas humanitárias e é bem difundida, particularmente nos Estados Unidos. A pesquisa científica na área médica, por exemplo, é fortemente subsidiada por fundações privadas, normalmente, criadas por celebridades. Bill Gates, o fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, é nos dias atuais a estrela mundial da filantropia. Ele aposentou-se da Empresa e decidiu empregar todas as suas energias na sua Fundação e no trabalho filantrópico. Diferentemente, da maioria das celebridades que apóia as pesquisas contra câncer, AIDS e outras doenças globais, Bil Gates inova. Nesse vídeo abaixo, em que ele palestra no TED, uma conferencia sobre empreendedores e inovadores globais, pode-se conhecer seus dois projetos prioritários: combater mosquitos como os que transmitem a malária e aumentar a qualidade dos professores de ensino básico e médio. A malária é uma das doenças que mais mata no mundo e exemplifica muito bem a perversa lógica da pesquisa científica privada que se orienta pelo retorno do investimento. Trata-se de uma doença que está erradicada nos países ricos e que aflige somente às populações do terceiro mundo. A conseqüência disso é que não há dinheiro para o desenvolvimento de pesquisas científicas para resolver esse problema, pois as drogas produzidas não trarão lucro aos grandes laboratórios farmacêuticos. Para exemplificar essa situação, ele mostra que existe no mundo mais investimento em pesquisas para encontrar drogas contra a calvice do que contra a malária. Na sua palestra, fez graça ao soltar uns mosquitinhos na platéia (não infectados, é claro!) dizendo que não havia razão para somente os pobres conhecerem a experiência de serem picados por mosquitos. Outra prioridade da Fundação Bill Gates é a busca pela melhoria dos professores. Aqui, quero enfatizar que o termo que ele é usa é professor mesmo (embora evidentemente a melhoria do ensino-aprendizagem seja uma conseqüência da melhoria dos professores). Ele acredita que está fundamentalmente nos professores a chave para a melhoria do ensino. Suportado por dados que mostram a diferença entre professores de escolas americanas de alta qualidade e aqueles de baixa qualidade, Gates diz que é preciso transformar a forma de ensinar. Para começar, ele sugere que a forma de premiar os professores mude. Tradicionalmente, os professores são premiados por antiguidade e título. Em suas pesquisas, evidenciou-se que, nas escolas de alto nível americanas, esses dois fatores não estão diretamente correlacionados com a qualidade dos melhores professores. Vejam o vídeo (em inglês) para compreender mais o que Gates planeja. Nele pode-se ver seu entusiasmo na nova função de bom moço. Gates é muito novo, tem muito dinheiro e é muito inteligente. Se tiver notoriedade por suas ações filantrópicas comparável com a que teve com a Microsoft, a humanidade sairá ganhando.
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