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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Feliz Compartilhamento!


Novo ano, novos votos. Para fazer os meus, inspiro-me em meu objeto de trabalho e ao mesmo tempo fonte de admiração: a Web.  Não me refiro aqui aos aspectos tecnológicos como software, protocolos e outros bits e bytes.  A genialidade da Web decorre do fato de ser uma obra construída coletivamente pela humanidade. Uma invenção de todos nós.

Essa infinita rede de conhecimento que se constrói a cada momento está sempre pronta a nos surpreender. Pronta mesmo para revolucionar. E mesmo em constante construção, nela há informação que nos auxilia a responder sobre tudo e sobre todos. Resolve nossos problemas, tira nossas dúvidas, deixa-nos perto dos que estão longe.

A Web de amanhã resolverá problemas que hoje nem percebemos que existem. Parece-me que a humanidade tinha uma ânsia represada de compartilhar informação. Faltava a plataforma para fazê-lo. A Web e a Internet foram essas plataformas e que permitiram esse esforço coletivo único. Sem coordenação central, sem um dono e sem fim.

Podemos ir além. Devemos ser visionários e olhar a Web como um exemplo que nos guie para algo ainda mais grandioso. Um mundo onde a ação de compartilhar esteja no centro de uma nova forma de organização da sociedade. Uma ação que envolve com incrível naturalidade os conceitos de sustentabilidade, igualdade e bem-estar social. Inspiremo-nos e pensemos no compartilhamento dos mais variados recursos como a água, os transportes, a energia, a alimentação. Cabe-nos começar a construir as plataformas que permitam que isso aconteça. Exigirá uma nova economia, inclusive: a economia do compartilhamento. Que 2013 seja o começo! São meus votos.

* Artigo publicado na coluna Opinião do Jornal O Povo de hoje

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Porque a Informação na Internet Flui tão Rapidamente?

Em alguns textos desse blog (aqui e aqui, por exemplo), escrevi sobre as celebridades da web e sobre indicadores de porque elas aparecem. Mas nem todas as causas se relacionam com o aspecto cultural ou comportamental dos internautas. Uma das razões é porque a web é uma rede que possui algumas características que a tornam infraestrutura adequada para fluxo da informação. Deixem-me introduzir dois conceitos estatísticos importantes para a compreensão do todo. O primeiro é o de distribuição probabilística de uma variável aleatória (puxa vida!). Calma. Basta entender que a maioria dos fenômenos que ocorre na vida real segue o que chamamos de distribuição normal ou gaussiana. Por exemplo, se estivermos interessados em observar a altura dos cidadãos adultos de Fortaleza (a variável a ser observada). A maioria vai estar perto da média (admitamos 1,68m). Poucos estariam nos extremos (2,00m e 1,50m). Se traçarmos um gráfico onde no eixo X temos as alturas das pessoas e no Y a quantidade de pessoas com aquela altura, veremos que a curva tem um formato de sino (por isso chamada de em inglês, Bell Curve). O pico da curva é a média e as caudas, tanto esquerda como direita, representam os extremos com as poucas pessoas altas e as poucas baixas, respectivamente. Agora, nem tudo no mundo segue essa regra. Algumas coisas têm um comportamento bem “desajeitado” (ou seja, não seguem a curva normal). Por exemplo, vamos observar agora os aeroportos do mundo todo (colocando-os no eixo X) em relação à quantidade de vôos que eles recebem por dia (eixo Y). Será que o gráfico faz a mesma curva? Ou seja, poderíamos dizer que a maioria dos aeroportos recebe em média o mesmo número de vôos? Evidentemente que não. Temos poucos aeroportos no mundo que recebem milhares de vôo por dia e muitos aeroportos que recebem poucos vôos. Esses poucos aeroportos com muitos vôos são chamados de hubs. Se traçarmos a curva para retratar a distribuição dos aeroportos teremos a curva B da figura abaixo. Já escrevi sobre essa curva chamada de cauda longa aqui. Voltemos então à questão da web. Duas características próprias da web seguem a distribuição tipo cauda longa. Se escolhermos as páginas da web como nossa variável de observação e a quantidade de links que apontam para cada página (ou mesmo a quantidade de acessos que elas recebem), observamos que se forma uma rede onde poucas páginas recebem milhões de links (os hubs são Google, Facebook, Youtube, Blogger, etc,) e milhões de outras recebem pouco links. Isso também vale para as redes que se formam nos sites de relacionamento tipo Orkut, Facebook, MySpace, etc. Nelas temos poucas pessoas que têm milhares de amigos e são super conectadas enquanto temos milhões de pessoas que são pouco conectadas. Mas o que isso tem mesmo a ver com a velocidade do fluxo da informação? Essas redes, ditas livres de escala (scale free, em inglês) possuem uma propriedade que influencia diretamente a velocidade de transmissão da informação: a conexão entre dois pontos quaisquer da rede se faz em média com poucos passos. É por isso que se consegue ir de avião de qualquer canto do mundo para qualquer outro somente com duas ou no máximo três conexões. Os hubs acabam se conectando e fazem um papel de centralizadores e distribuidores entre pontos com poucas conexões. Assim uma informação que sai de um ponto da rede chega aos outros muito rapidamente, pois viaja através de hubs. A figura C mostra o formato de uma rede desse tipo. O mais interessante é que essas características estão presentes em redes diversas que vão desde redes moleculares, partículas subatômicas e mesmo distribuição de crimes numa cidade. O estudo dessas redes deu origem ao que alguns batizam de ciência das redes. Uma área com enfoque multi-disciplinar explorada por físicos, biólogos, químicos, sociólogos e cientistas de computação dentre outros.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mídia em Papel: Qual o Futuro?

Vou continuar a refletir sobre um dos temas que recentemente tem tomado minha atenção: a mídia impressa. Todas as vezes que se fala sobre os avanços tecnológicos, a questão do fim do livro em papel vem à tona. O lugar-comum leva-nos a expressões tipo: “Nada como ler um livro em papel. Pode-se manuseá-lo, colecioná-lo, deitar com ele”. É verdade que há uma sensação especial na posse de um livro e isso ainda vai ser fator determinante para adiar a entrada em nossas vidas dos livros eletrônicos. Mas será que o mesmo tipo de raciocínio se aplica para os jornais impressos? Por fazer parte do conselho de leitores do O Povo, passei a receber o jornal há um mês. Nunca havia feito uma assinatura de jornal. Foi minha primeira experiência. Sinceramente, não encontro tantos argumentos em relação à sustentabilidade quando se trata desse tipo de mídia. A tinta se desprende facilmente o que dá sensação de sujeira. Não dá para ler um jornal deitado na cama como se faz com um livro, nem durante uma refeição como café da manhã. Em lugares abertos, onde há muito vento, é um sufoco. Sem falar no, pouco ecológico, gasto de papel, que ao final do dia perde sua utilidade (pelo menos em termos informativos!). Os notebooks cada vez menores e toda outra gama de dispositivos móveis com acesso fácil a Internet trazem uma alternativa simples, limpa e barata para a leitura de notícias. Agora, a questão fundamental que me parece que se abre é quanto ao modelo de negócios a ser adotado pelos jornais na Internet. A revista Time dessa semana dedica espaço para esse debate. A sugestão é de que os jornais comecem a adotar a política de micro-pagamentos. Ou seja, os internautas pagariam por cada notícia clicada; um valor normalmente bem pequeno (um centavo por matéria ou cinco reais por assinatura na web). Vale a pena dar uma olhada na matéria aqui.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Convergência Jornais e YouTube

A convergência entre diferentes mídias já é uma realidade nos EUA. O mapa abaixo mostra a quantidade de Jornais que possuem canais no YouTube para transmitir suas notícias de forma visual e as vezes interativa. Quem poderia imaginar um dia que o New York Times, por exemplo, teria uma cadeia de televisão. Pois bem, ainda não a tem. Mas tem um canal no Youtube (clique aqui para acessá-lo). Custo baixíssimo e sem necessidade de maiores burocracias e formalizações como a obtenção de outorgas para transmissões necessárias no caso das televisões via satélite. Para ser justo, já começamos a ver isso também aqui por essas bandas, embora de forma bem mais tímida. Aqui em Fortaleza, o Diário do Nordeste e OPovo já começam a colocar inserções de vídeos em suas páginas. Caminho sem volta que tende a ficar mais relevante quando as barreiras de banda larga forem gradativamente vencidas. A grande questão é quão rápido isso vai ocorrer. A pouquíssima qualificação de nossas prestadoras de serviço de telefonia móvel,nos leva a duvidar de que isso corra rapidamente. O mapa abaixo, via 10000 words, mostra os canais YouTube de cada jornal.

Newspapers on YouTube

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Google está Crowdsourcing

A Google aderiu a moda Wiki e decidiu fazer crowdsourcing também. Agora é possível fazer comentários em links disponibilizados por suas pesquisas. Tudo no já famoso estilo Google de atuar: super simples. Basta clicar na seta verde ao lado de cada item que retorna após uma busca. Você pode ainda dizer quais links retornados em uma busca são os que mais lhe interessam. A princípio, seus votos e comentários não modificarão a forma como as outras pessoas vão receber as buscas para as mesmas páginas. A idéia inicial é personalizar as buscas, embora seja possível ver como os outros estão customizando suas próprias buscas. Não creio, no entanto, que a Google vá deixar passar a oportunidade de encontrar utilidade para mais essa montanha de dados que vai se formar com a participação dos internautas. Nada como saber um pouquinho mais sobre eles. Em se tratando de Google, não podemos nem falar de um pouquinho, pois tudo é gigantesco. O vídeo oficial da Google lançando o SearchWiki, que é como eles estão a chamar o serviço, está abaixo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Web na Televisão

Recentemente estive a assistir rapidamente Fox Television, uma das maiores cadeias de televisão do mundo, e vi algo que me chamou a atenção: um exemplo de integração da televisão com a web. A Fox fica constantemente mostrando na telinha quais matérias são as mais “pesquisadas”e as mais “clicadas”no seu site na Web. Reflete uma tendência já existente nos EUA. As pessoas usam a web mais do que a televisão e mesmo quando usam a TV, o fazem concomitantemente com um computador. Isso certamente vai dirigir a atenção das cadeias de TV de mais em mais. Agora, se isso é bom ou ruim é outra estória. No momento em que estava assistindo a TV, num desses dias de crise econômica, eleições nos EUA, atentados e outras coisas mais, sabem qual assunto foi disparado o mais clicado (26% dos acessos): o divórcio de Madonna. Lado positivo: caras e bundas não é privilégio de brasileiros.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Cuil

Como acredito que blogs também tem uma função de disseminar informação, não posso deixar de mencionar o fato que tomou as atenções do mundo Web hoje: o lançamento de Cuil (www.cuil.com). Pronuncia-se da mesma forma de “cool”(legal). O site, desenvolvido por um casal de pesquisadores que estudou em Stanford, Tom Costello and Anna Patterson, é uma máquina de busca que varre conteúdo em 120 bilhões de páginas. Outro fato digno de menção é de que os dois eram funcionários da Google até saírem para fundar sua Empresa. Eles já conseguiram um "ïnvestimentozinho”de US$ 33 milhões. De acordo com Anna Paterson, o número de páginas indexadas pelo Cuil já é três vezes maior do que o conteúdo analisado pelo Google (120 milhões). A Google anunciou que analisa, em suas buscas, um trilhão de páginas, mas nem todas entram no índice. O número total de sites indexados pela gigante da busca (e de outras coisas mais) continua em segredo. A promessa dos idealizadores de Cuil não se resume à alta capacidade de indexação. Promete fornecer respostas mais “inteligentes” (em termos de compreensão do que se está pedindo) às consultas dos usuários. Minha primeira impressão foi positiva. As respostas às perguntas dos usuários vêm em três colunas e mais bem tratadas do que as da Google. Há um quadro que categoriza assuntos correlatos ao que foi buscado que me pareceu bem interessante. Além disso, embora Cuil ainda não tenha muitas páginas indexadas em outras línguas que o inglês, encontrei WikiCrimes. Se não tivesse encontrado ....

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Software Livre

Semana passada, tive duas oportunidades de discutir sobre software livre. Primeiramente, quando participei de uma reunião na FUNCAP com jovens estudantes que compõem um grupo de estudo no tema. Depois, ao participar de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, representando a FUNCAP, para debater sobre o tema. Essas reuniões me dão a oportunidade de voltar a refletir sobre a questão e relacioná-la com outros textos já escritos aqui no blog. Software livre é todo aquele programa de computador que pode ser usado, copiado e distribuído sem nenhuma restrição. Os autores do software não reivindicam direito sobre o mesmo. Para os que quiserem saber mais sobre o conceito sugiro olhar na Wikipédia (clique aqui). Seguindo uma tendência de vários Estados e do Governo Federal, o Governo do Estado definiu como diretriz básica de tecnologia da informação a adoção prioritária de software livre para todas as novas aquisições de programas de computador. Em uma segunda etapa, a migração dos programas já adquiridos ou desenvolvidos vai ser perseguida. Essa decisão certamente poderá ser fomentadora do desenvolvimento de software livre, mas certamente não é esse o aspecto mais relevante no contexto de software livre. Acredito que uma discussão mais ampla se impõe visto que é preciso compreender que o que vem acontecendo com o desenvolvimento de software livre é somente a ponta do iceberg de uma verdadeira revolução em curso sobre a forma de produção e distribuição de conhecimento. Uma revolução que se caracteriza pela produção distribuída, colaborativa, quase que caótica, de bens imateriais e que se ancora fortemente na Internet. A produção de software livre se faz normalmente de forma colaborativa por pessoas, que muitas vezes nem se conhecem e que não estão fisicamente próximas. O processo de produção se confunde com o de distribuição. O software começa a ser produzido e os que o usam têm a liberdade de modificá-lo e redistribuí-lo. Repito que, se esse fenômeno restringisse-se ao desenvolvimento de software, ele não seria tão importante. A produção de bens artísticos e intelectuais de uma forma geral também está se transformando. No contexto musical, por exemplo, a estrutura de produtoras musicais e o conceito de direitos autorais estão sendo revistos na prática como o crescente comércio de músicas na Internet (veja o que já escrevi sobre isso clicando aqui, aqui e aqui). Fundamental é perceber como esse contexto novo se liga com algumas oportunidades de crescimento como o da economia da cultura ou economia criativa (veja o que já escrevi sobre isso aqui). Os bens que representam uma cultura local têm uma ótima oportunidade de se difundirem na Internet. Da mesma forma, as indústrias de software têm ótima oportunidade de conquistarem mercados inatingíveis até então. Mas isso vai muito provavelmente significar a venda do serviço associado ao bem produzido e não somente o valor do bem em si. Quem souber e puder se adaptar o mais rápido possível a esse contexto e conseguir identificar as oportunidades de inovação estará em grande vantagem competitiva no mercado global. Na audiência na Assembléia Legislativa, o Deputado Roberto Cláudio que sugeriu a ocorrência do evento, disse que muitos de seus colegas relutaram em discutir o tema por não verem tanta relevância no mesmo. Reflete o desconhecimento de nossos representantes (aliás, acho que da sociedade em geral) do que está ocorrendo e que, ao continuarmos assim, perderemos oportunidades de desenvolvimento cultural, comercial e social.

sábado, 22 de março de 2008

Semana Santa e Web

Quando escrevo sobre meu entusiasmo sobre a web, não desconheço que há muito lixo nela. No entanto, o que mais me agrada é seu caráter democrático e eclético. Um bom exemplo é a grande quantidade de sites religiosos (só foquei nos cristãos) que descobri em TechCrunch (www.techcrunch.com). Sites como GodTube , peopleo2pray , cross connector , faith2 e ebible são usados por milhões de cristãos para publicação de vídeos, consulta da bíblia, colaborações diversas, discussão sobre evangelhos, etc. Embora não tenha achado nenhuma menção a sites em português, a existência dos sites religiosos e o crescimento dos mesmos em popularidade é ilustrativo, pois normalmente se associa um estereotipo conservador e anti-web aos religiosos. Eles estão encontrando uma forma de dar o recado que lhes interessa. Os americanos, como era de se esperar, pois usam a web para tudo, não deixam de realizar suas orações na web. Uma pesquisa feita em 2004 pela Pew (veja pesquisa aqui) mostrou que 64% dos internautas americanos realizam alguma atividade espiritual e religiosa online.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mais Computadores Que Televisões

Para quem não acredita que no Brasil a Web desbancará a televisão como já vem ocorrendo na Europa, Japão e EUA, os dados relativos às vendas de computadores em 2007 deveriam, pelo menos, fazer duvidar. Foram 10,5 milhões de computadores e ultrapassaram o total de aparelhos de televisão vendidos no País nesse mesmo ano. Já somos 40 milhões de internautas com expectativa de 45 milhões em 2008. Outra surpresa é que a classe C participa fortemente da Web e o comércio eletrônico não cessa de crescer. Li no site do Interactive Advertising Bureau Brasil (clique aqui para acessar o site) que a web foi a mídia que mais cresceu no ano passado, registrando um aumento de cerca de 45% nos investimentos publicitários, o que corresponde a um total de R$ 527 milhões. Creio ainda que a convergência de mídias como a integração de áudio-visual em jornais na Web (esta semana o Diário do Nordeste lançou o projeto Diário Multimídia) e a televisão digital vão fazer com que a web seja de mais em mais imbatível.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Trabalhando em Casa

Uma reportagem televisiva sobre algumas pessoas que trabalham em casa me levou a escrever esse texto. Os avanços tecnológicos como a Internet permitem que as Empresas aceitem e mesmo incentivem estas iniciativas. As pessoas que trabalham em casa têm a tendência de ficar obcecadas por trabalho e acabam cumprindo uma jornada de trabalho maior que a de trabalhadores “normais”. Fica difícil separar a jornada de trabalho da jornada familiar. O trabalho acaba ganhando prioridade, pois lhe forca sempre a reagir a alguma demanda intempestiva. Para profissionais que trabalham em multinacionais com sedes em diversos paises isso é ainda mais sério em função de diferenças de fuso horário. O problema é que não se tem muita certeza de que esse novo modelo de trabalho aumenta a produtividade. Primeiro, em função do natural estado de stress do funcionário que tende a crescer e porque algumas atividades como olhar e-mails tornam-se uma paranóia e a produtividade pode até diminuir. Recentemente uma pesquisa divulgada no New York Times mostrou que os americanos gastam em torno de uma hora por dia acessando e respondendo e-mails. Torna-se uma das razões pelo qual eles são menos produtivos do que alguns países europeus como a Franca. Experimentei o quanto as pessoas trabalham em casa na minha estada na Califórnia. As pessoas no ambiente de pesquisa científica literalmente não têm mais hora para trabalhar. Incrível. Muito frequentemente, tarde da noite quando estava no ar (normalmente, escrevendo o blog) recebia mensagens de membros das equipes de trabalho que tinham contato. O pior disso tudo é que se acaba por criar um hábito de responder às mensagens prontamente, para isso, precisa-se acessar os e-mails a todo o momento e assim a obsessão vai se formando. Cabe a cada um montar sua estratégia para viver no novo paradigma sem entrar nesta roda viva.