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terça-feira, 15 de março de 2011

Modelos de Negócios na Internet: Twitter Sabe o Que Quer?


Estamos acostumados a ver os sucessos que nascem diariamente na Web. Aí veio o filme Rede Social para adicionar mais uma pitada na receita de popularização do sucesso explosivo. Mas será que é assim tão simples ganhar dinheiro na web?

As declarações de altos executivos do Twitter recentemente nos dão uma dica de que nem tudo é assim como parece. O Twitter montou sua estratégia de crescimento fundamentada no compartilhamento total das informações que lhe são enviadas (as mensagens de 140 caracteres dita Tweets).  Bem em seu nascedouro, o Twitter criou uma API para permitir o acesso aos tweets, o que incentivou à criação de vários softwares, ditos clientes, como Hootsuite e Tweetdeck.

Depois que começou a crescer em popularidade Twitter viu-se num dilema. Que modelo de negócios lhe dará sustentabilidade? Para onde continuar crescendo? Decidiu então começar a restringir o acesso às suas informações e tem aconselhado a não criação de novas empresas que se baseiem no modelo de software clientes. Estes que eram considerados parceiros já não interessam mais ao Twitter, que não se contenta mais somente em prover informação. Quer também explorá-la.

Essas medidas antipáticas têm sido muito mal recebidas pelos admiradores do "jeito Twitter de ser", mas principalmente por aqueles que investiram num negócio fundamentado na exploração dos dados que seriam abertos pelo Twitter.

Pois é, mesmo os grandes da web também sofrem suas crises, porque nós aprendizes não podemos?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quem Tem Medo de Andar de Avião?


Tenho viajado de avião com alguma freqüência e a qualidade dos serviços prestados se deterioriza com tanta intensidade que é impossível não pensar que isso pode afetar a segurança do vôo.

É comum viajar com equipamentos quebrados, por exemplo. Na volta de Nova York pela Delta Airlines, minha esposa ficou num assento que não tinha luz, áudio nem vídeo. O vôo lotado impediu a mudança de assento. Reclamações similares foram feitas por outros passageiros. O avião era um Boeing com pouquíssimo espaço para colocar as bagagens de mão. Foi uma batalha para achar espaço disponível. A comida, para variar, é péssima. O atendimento é sofrível. Um das atendentes espirrava tanto que não tínhamos nem interesse que ela viesse nos servir.

O serviço de entrega de bagagens, esse então, é um sufoco só. Para cada dez viagens internacionais que faço, em três delas a bagagem é extraviada. Em especial, se houver conexões. Desta vez uma de nossas malas não chegou. A Delta em São Paulo nos ofereceu números de telefone, fax e email para contato que simplesmente não funcionam. O sistema de informática para rastreamento de bagagem não é atualizado. Enfim, estávamos certos de que a mala não chegaria mais.

Depois de mais de dez dias, após um contato informal conseguido pela agência de turismo onde compramos as passagens, descobrimos que a mala já tinha sido enviada para São Paulo (estava em Detroit). Ontem recebi uma carta da Delta dizendo que lamentava não terem encontrado a mala !? Ela já estava conosco em casa e eles nem sabiam. Um descontrole total!

A Delta não é um exemplo solitário. As outras companhias, estrangeiras ou nacionais, estão no mesmo nível. Mas isso não acontece igualmente em todos os lugares. A atuação dos órgãos reguladores no Brasil é insignificante e ficamos à mercê dos interesses econômicos das empresas. Não dá mais para dizer que não se teme andar de avião.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Concorrência Global e Preconceitos Locais


Quantos de vocês já pensou que pode estar fazendo propaganda excessiva do Twitter ? Há algum pudor em usá-lo indiscriminadamente? Governos que decidem usar o Twitter para se comunicar com seus cidadãos, o fazem sem perceber que alimentam o poder de uma grande software house?

Nessa minha viagem aos EUA refleti muito sobre isso. Incrível  a força que os americanos têm de implantar suas marcas. Na Internet isso está muito presente.  Windows era uma dominação que logo foi percebida. Google está começando a ser, mas e os outros? A percepção de quão dominante é uma marca, só acontece quando ela é  muito forte. As Empresas americanas se beneficiam enormemente com isso.

Além disso, percebo que a proximidade muitas vezes prejudica. Por exemplo, os governos parecem se sentir intimidados em usar aplicações web de empresas locais. Interessante ver governadores de Estado se fazendo valer de plataformas que se tornaram “naturalmente”globais. Podem ser acusados de privilegiar um em detrimento de outros. Muito dificilmente  sentiriam acusados de privilegiar o Google em detrimento de uma empresa local. Parece uma competição tão absurda que a crítica é pouco impactante.

E isso não é somente coisa de governo. Criamos WikiMapps para permitir a criação de mapas colaborativos e fornecer ferramentas para que interações ocorram nesse contexto. No entanto, tenho visto empresas cearenses, que conhecem nossa iniciativa, mas estão criando mapas  colaborativos diretamente no Google com bem menos qualidade e estrutura. Seria preconceito? É desalentador.

Conclusão: faça sucesso fora para ser reconhecido em casa.