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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cidades Inteligentes

Um exemplo interessante de uso de sensores para otimizar recursos públicos em cidades é este entre a empresa Trimble especializada no desenvolvimento de aplicações de localização via GPS e a Irlandesa Smartbin especializada em desenvolvimento de software e hardware de sensores eletrônicos.

Elas uniram suas expertises e fizeram um sistema completo de apoio logístico que usa sensores dentro dos containers de lixo e entulhos para saber o nível dos mesmos e assim otimizar a rota dos caminhões de coleta. Além dos sensores, os containers também contem GPS o que permite saber onde eles estão e assim calcular rotas até o seu destino. Um módulo que roda no celular e no computador da frota de caminhão permite, por exemplo, computar as rotas dinamicamente durante o dia de coleta.

Esse sistema é o que vem sendo exaustivamente chamado de cidades inteligentes. A nova cidade de Songdo na Coréia é talvez o projeto mais arrojado de uma cidade inteligente criada do zero. Seu funcionamento é previsto para 2015. Deve ter sensores distribuídos por toda a infraestrutura de  transporte, iluminação e coleta de lixo. Além disso, ela é toda projetada dentro dos princípios de sustentabilidade e assim emitir um terço de gases de uma típica metrópole de mesmo tamanho (previsão é de 300 mil pessoas).

Todo o projeto de Songdo foi adotado e em grande parte patrocinado pela Cisco. A empresa californiana acredita que a cidade será capaz de definir padrões e odelos a serem adotados em outras cidades. A aposta é arrojada e repetida pelas grandes da área de TIC no mundo. A IBM, por exemplo, vem desenvolvendo seu projeto, ainda mais ambicioso, de planeta inteligente já há algum tempo. Veja aqui alguns exemplos de projetos implementados pela Big Blue nesta direção.  A IBM não esperou a tecnologia de sensores estar amadurecida para lançar seus projeto. Ela acredita que os governos, atualmente, já têm muitos dados à disposição, não conseguem é explora-los.

Isso eu concordo perfeitamente. Só acho que a melhor forma de uma cidade virar inteligente é abrindo esses dados e não contratando uma plataforma privada para explora-los. A razão de meu argumento é muito simples. Não creio que uma cidade inteligente se resuma à questão tecnológica, mas de pessoas competentes para explorar os dados. Por essa ótica, internalizar tecnologia em governos para explorar dados pode se tornar somente custo.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva: Câmara Setorial de Tecnologia da Informação e Comunicação

Final de ano, momento de retrospectivas e de se pensar sobre resultados obtidos, tarefas realizadas, expectativas de futuro, enfim, uma parada para reflexão.

Apliquei um pouco de minha energia (que aliás, foi dividida, como nunca, entre muitas ações como sempre J) com atividades relacionadas ao incremento do nível de inovação no setor de Tecnologia da Informação. Como representante da FUNCAP na Câmara Setorial de TIC (CSTIC), mas também em várias ações na própria FUNCAP, o futuro da área de TIC esteve muitas vezes presente em minhas discussões, reuniões, palestras, almoços e diálogos.

Minha atuação na CSTIC, por exemplo, foi comentada aqui durante visita do Deputado Ariosto Holanda à Câmara e aqui quando fiz uma apresentação para expressar minha opinião de onde estamos e para onde deveríamos ir. O ponto alto disso tudo foi a conexão com grupos de P&D no exterior, em particular, com o DERI de Stefan Decker que nos deu a honra de sua visita. Espero que no futuro a dimensão dessa visita e do que ela pode (e vai) nos trazer seja mais claramente compreendida.  

O tema inovação parece ter decididamente me escolhido (além de minha voluntária escolha). Atuo como aprendiz e mestre. Aprendiz ao buscar minhas primeiras iniciativas como empreendedor privado. Mestre enquanto pesquisador com foco na práxis e com alguma bagagem teórica sobre os desafios de se inovar em TIC. Um ajuda o outro, mas longe de determinar que minhas iniciativas serão sempre bem sucedidas ou de que possuo a chave do tesouro. Percorremos todos um longo caminho que não se faz sem algumas frustações, mas que podem e devem ser analisadas por uma perspectiva otimista de quem acredita que em tudo há aprendizado.

O final do ano, com as mudanças na FUNCAP, colocaram alguns projetos em compasso de espera, mas que espero que sejam continuados, se não por mim, por quem puder empreende-los. Particularmente, aposto em um projeto agressivo de atração de doutores em TIC do exterior para o Estado. As bases para isso existem com o FIT (Fundo de Inovação Tecnológica) e agora com a iniciativa do Governo Federal com o programa Ciência Sem Fronteiras. Se depender de mim, 2012 será  o Tipping Point da inovação em TIC no Ceará. Só que não posso deixar de humildemente perceber que, o que de mim depende não é muito L.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Inovação na Fotosensores

Semana retrasada palestrei na empresa fotosensores atendendo a honroso convite de Eurico Filho. Falei sobre inovação em Tecnologia da Informação (TIC). Oportunidade ainda de vislumbrar parcerias e fazer balanços do que já estamos desenvolvendo em conjunto.

Não creio ter falado muita novidade para uma empresa que nasceu na universidade e tem a inovação em seu DNA, mas foi sem dúvida uma ótima oportunidade para trocar ideias com os que a compõe. Desde Baltazar, um dos sócios, passando por técnicos e convidados, o ambiente leve e descontraído foi preponderante.

Meu discurso foi basicamente o mesmo que tive quando da apresentação que fiz para a Câmara Setorial de Tecnologia da Informação na Agencia de Desenvolvimento do Ceará (ADECE). A grande diferença é que não posso mais dizer que não conheço empresas cearenses de TIC que tenham núcleo de inovação estabelecido com pelo menos um doutor fazendo parte do mesmo: a Fotosensores tem isso e pude conhecer in loco. Seguem abaixo as transparências usadas.


terça-feira, 19 de julho de 2011

C&T na Câmara Setorial de Tecnologia da Informação

Participei hoje pela manhã, na Agencia de Desenvolvimento do Estado do Ceará – ADECE, de mais uma reunião ordinária da Câmara Setorial de Tecnologia da Informação – CSTIC. Represento a FUNCAP como suplente do Pres. Tarcísio Pequeno.

O Dep. Federal Ariosto Holanda foi convidado para palestrar e expor ideias sobre C&T, inovação e TIC. Ariosto mostrou em suas transparências um pouco da realidade brasileira. Um País em crescimento, mas com um enorme passivo que se formou nos últimos anos. Um passivo, que em sua grande parte, se concentra na área da educação, seja a básica, seja a de nível superior.

Vários números foram apresentados. O Deputado enfatizou a necessidade de mais investimento em extensão para transferência tecnológica. Ele acredita que há muito conhecimento estocado hoje nas universidades e que pode e deve chegar aos meios produtivos. Ótimo que na reunião estavam presentes representantes da FIEC, SEBRAE, BNB e Universidades. Eles são atores fundamentais para realizar isso. 

Escutando os comentários das pessoas após a apresentação feita pelo deputado, vi-me novamente na situação que já começa a me ser familiar. A diversidade de percepção do que deve ser uma inovação é muito grande. Todo mundo tem seu conceito de inovação e consequentemente se permite definir o que é relevante para ser inovador. A rigor todos estão certos. Afinal de contas, há exemplos de inovações os mais diversos, nas mais diversas áreas e também com os mais diversos impactos. Só que conseguir engajar um processo de discussão produtivo e construtivo do papel do Estado e das devidas instituições públicas nesse contexto é muito difícil.

A eterna discussão sobre cooperação Universidade-Empresa, por exemplo, vira e mexe volta à tona com observações estereotipadas que nada acrescentam à questão. Já escrevi sobre isso aqui  e aqui, mas há na mente das pessoas uma imagem tão forte de estereótipos que tendem sempre a ressaltar a mesma visão de que a Universidade é distante, professores não querem inovar, etc.

Na FUNCAP tenho buscado contribuir e fazer minha parte no projeto atual em andamento. Várias ações de aproximação universidade-empresa, fortalecimento da pesquisa e de estabelecer uma cadeia de inovação vêm sendo realizadas.

Continuo acreditando que a inovar é inventar o futuro. Uma metodologia natural de pensar o futuro é a pesquisa científica. É o que os cientistas estão habilitados a fazer. Evidentemente que inovar não é algo exato e  experimentar é regra. Há que se aprender com os erros. Por isso inovação sempre leva um tempo maior do que o que a gente prevê. Há muitos percalços no caminho. Como ainda estamos, no Estado, em fases preliminares desse processo, fica todo mundo achando que há algo errado. Tenho convicção de que o caminho que está sendo trilhado, se continuado, dará bons frutos.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Regulamentação da Profissão de Informática

O primeiro tema que emergiu nos debates, por email, do Conselho de Leitores do Jornal O Povo acabou sendo mais atual para mim do que poderia pensar. Discutiu-se a questão da regulamentação da profissão de jornalista e pude ver logo, logo que era uma questão semelhante a que estamos vendo em várias outras profissões. Em particular, o debate sobre a regulamentação da profissão de informático (até o nome é difícil de definir), que não é regulamentada, acontece há mais de 25 anos. Tema polêmico e que, como tudo o que ocorre na Informática, pela rapidez das mudanças que caracteriza a área, merece reavaliação constante. Dito isso, devo dizer que minha opinião ainda não mudou do que defendo há alguns anos. Compartilho a posição da Sociedade Brasileira de Computação de que não é salutar uma regulamentação que dê reserva de mercado aos formados em Informática. Sei que isso pode parecer um tiro no pé, para um professor que tem demonstrado tanta preocupação com a significativa redução da procura de alunos pelos cursos de Informática. Será que esse não seria uma das razões? Talvez. Mas não acredito que uma visão meramente corporativa deva ser a melhor forma de abordar a questão. Acredito que em uma área em que a multidisciplinaridade é inata, nada pode substituir a liberdade de todos poderem contribuir. Um dos argumentos mais fortes pró-regulamentação é de que ela é necessária para proteger a sociedade, pois determinadas profissões podem causar danos sociais, principalmente os que levam à exposição de vidas humanas. Nestes casos, justifica-se a submissão dos profissionais às regras de órgãos fiscalizadores. Quando esses riscos não são evidentes e a sociedade tem outros mecanismos para sua proteção, como acredito ser o caso da Informática, o melhor é deixar prevalecer a liberdade. O controle social deve ser feito pelo produto ou serviço a ser prestado. Meus alunos poderiam perguntar: mas é justo, professor, passar quatro anos estudando (e há ainda aqueles que fazem mestrado por mais dois anos) e competir com outros profissionais que não tiveram a formação adequada? Bem, se um aluno de informática não conseguir, por sua habilidade, ser melhor do que outros que não fizeram o curso, das duas uma. Ou ele não era tão bom profissional assim e nesse caso a sociedade lucra em não privilegiá-lo, ou o contratante não zela pela qualidade do que estará a produzir e nesse caso o mercado irá avaliá-lo (o dano nesse caso será mais ao contratante). Mas como proteger o contratante? Sabemos que esse não é motivo de preocupação, pois diferentemente de um médico ou de um advogado, o mais comum é que as pessoas físicas contratem o software pronto ou o serviço a ser prestado. Nesse caso existem inúmeros mecanismos para proteger o contratante. Até o direito do consumidor pode ser evocado aqui. O mais típico é quando as contratantes são as Empresas e elas são bem espertinhas para saber o que contratar não? Senão, não estariam vivas no mercado competitivo! Embora compreenda a pressão das entidades que representam os profissionais, desculpem, mas ainda não vejo justificativas para reservas de mercado.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Jogos Eletrônicos e Inteligência Artificial

O palestrante convidado do Congresso Ibero-americano de Inteligência Artificial (IA) que está se desenvolvendo aqui em Lisboa foi o norte-americano Michael Young. Ele é professor da Universidade de North Carolina a co-diretor do laboratório de jogos eletrônicos. Ele falou sobre como a Inteligência Artificial pode ser usada, aliás já está sendo, para realizar jogos eletrônicos cada vez mais poderosos. Para os que não sabem o que faz a IA, aqui vai uma definição bem sucinta: busca desenvolver teorias, métodos e programas de computador que possam realizar tarefas de forma similar às pessoas. Falar de jogos em IA não é nenhuma novidade para alguém minimamente conhecedor do tema. Afinal de contas a IA sempre usou bastante de jogos para exemplificar suas técnicas e demonstrar sua aplicabilidade. Os professores de IA (dentre os me incluo) usam constantemente exemplos de jogos, como o xadrez, para facilitar a compreensão dos conceitos teóricos. Agora, o aspecto importante que Young trouxe a tona foi o de que jogos em IA deixaram de ter, digamos, papel coadjuvante. O foco não pode mais ser exclusivamente didático nem de prova de conceitos. Jogos são um negócio importantíssimo no mundo hoje. Os números são surpreendentes, pois indicam uma movimentação de 27 bilhões de euros no mundo em 2007. Isso é mais do que o que consegue o mercado da música (cerca de 24 bilhões) e do que cinema (11 bilhões). Outra coisa importante a compreender é que o perfil do usuário que gosta de jogos eletrônicos também está mudando. Não são somente os adolescentes que jogam. A idade média do jogador na Inglaterra é 28 anos e nos EUA é 34. A idade média! As mulheres jogadoras já são 48% na Inglaterra e 37% nos EUA. Outro fato importantíssimo do contexto atual dos jogos é que eles são o segundo maior introdutor de tecnologia para novatos. Perde apenas para o celular. O que mesmo a IA pode fazer para se ter jogos melhores? O estudo da IA é normalmente de natureza multidisciplinar, fortemente ligado à compreensão do pensamento, do aprendizado, da resolução de problemas, ou seja, de como “funciona” a cabeça das pessoas. Isso é fundamental para se criar um efeito importante no contexto de jogos e que em sendo explorado por Holywood há 50 anos: criar a ilusão da realidade (termo cunhado por Walt Disney). Esse efeito de ilusão de realidade pode ser mais facilmente obtido para se identificar, por exemplo, o que o usuário está esperando acontecer e assim gerar um efeito surpresa. Por exemplo, se um herói de uma estória se encontra em situação de apuros, um jogo inteligente vai conseguir se antecipar às ações do usuário e excluir as alternativas de salvamento que o usuário poderia pensar em aplicar. Isso cria um clima de suspense e de dificuldade ao usuário que torna o jogo mais excitante. Compreender em que situações isso pode acontecer requer compreender o modelo mental do usuário para então prover esse tipo de funcionalidade. Outro exemplo interessante trata-se a capacidade do jogo de tratar a interatividade quando essa provoca uma mudança inesperada pelo sistema. É fortemente indesejável que um jogo eletrônico tenha muitas restrições que dêem a sensação ao usuário que ele não está inserido em algo parecido com a realidade. Assim, se um usuário decide dar um tiro em uma personagem essencial ao desenrolar da estória, como o sistema deve se portar? Ou se tenta encontrar outra personagem que assuma as atividades da personagem que morreu ou então se encontra formas de dissimular a ação do usuário (por exemplo, dizendo que o usuário errou o tiro e dando chances à personagem de escapar). Em resumo, IA e jogos parecem ter um futuro bem promissor pela frente e com grande espaço para inovar. Quem se habilita?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

WikiCrimes na PC Magazine

A revista PC Magazine é um ícone no mundo da tecnologia. Surgiu logo depois do nascimento do PC e tornou-se referência para tudo que se produz, se usa e se diz sobre PCs. Posteriormente, passou a tratar da micro-informática como um todo e, evidentemente, da web. Para mim a revista traz sentimentos nostálgicos, pois me lembro como, na época da Universidade, me entusiasmava ao acessar seus exemplares importados que nos faziam sonhar com as tecnologias ali apresentadas. Vivíamos em uma época de reserva de mercado em Informática, isolados do resto do mundo e sempre aquém em termos de inovação. É por essa razão que me senti particularmente feliz ao ver a matéria, em um espaço bem generoso, sobre WikiCrimes na PC Magazine (exemplar brasileiro) que está nas bancas nesse mês. Digitalizei a página da matéria e a estou postando abaixo. O site da revista é pcmag.uol.com.br. Compartlhem de minha felicidade!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Learnissimo: Professor de Língua na Web

Esse site de iniciativa de um francês é outro bom exemplo de inovação na web. Trata-se de um ambiente de aprendizado de línguas pela web baseado em vídeo-conferência. Cinco línguas são ensinadas por meio de conversações entre professores e alunos. Com learnissimo (www.learnissimo.com) é possível ter um aluno no Brasil estudando alemão com um professor na Polônia ou estudando espanhol com um aposentado na Argentina. O preço, para padrão brasileiro é bem salgado. Cada meia hora de aula varia de 5 a 15 euros. Mas quando se sabe que o investimento inicial do site por fundos de capital de risco foi de 200 mil euros, até que não dá para achar tão caro. O português ainda não está entre o rol de línguas ensinadas. Vejam na figura abaixo que mesmo a previsão de novas línguas não inclui o português(clique na figura se quiser aumentá-la). Seria falta de professores ou de alunos interessados?

terça-feira, 3 de junho de 2008

WikiCrimes no Gafanhoto

Nessa quarta-feira estarei em São Paulo no Espaço Gafanhoto (www.gafanhoto.com.br) discorrendo sobre WikiCrimes e debatendo com outros inovadores da web no Brasil e com inovadores americanos da Yahoo. O evento está sendo chamado de Gafanhoto Web Innovation. O site Gafanhoto (devastando culturas) é uma iniciativa brasileira capitaneado por Cazé Peçanha e vem se tornando espaço obrigatório para aqueles que acompanham a Web 2.0 no Brasil. Veja a programação abaixo:
13:30 - Welcome drinks
14:00 - Abertura
14:20 - Palestra 01 - Gilberto Knuttz (Xpock)
14:40 - Palestra 02 - Marco Gomes & Marcos Tanaka (Boo-Box)
15:00 - Break
15:20 - Palestra 03 - Vasco Furtado (WikiCrimes)
15:40 - Debate Sobre Inovação (Mediação de Manoel Lemos, com Gilberto Knuttz, Marco Gomes, e Arthur Lima)
16:20 - Break
16:40 – Apresentação time Brickhouse – Inovação
17:10 – Live Tour com Y! Live nos escritórios da Brickhouse
17:30 - Q&A
18:00 – Happy Hour com banda Plano B
O evento será transmitido ao vivo por dois canais : http://live.yahoo.com/gafanhoto com tradução simultânea durante a apresentação dos membros do Yahoo! Brickhouse e http://live.yahoo.com/gafanhoto2 para acompanhar o evento sem intervenções. Para maiores informações e inscrições clique aqui .

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ciro Gomes na InfoBrasil

A palestra de abertura da InfoBrasil foi proferida pelo deputado federal e sempre cotado à presidência da República Ciro Gomes. Eu tinha uma grande curiosidade para escutar Ciro Gomes falar sobre tecnologia da informação, inovação, desenvolvimento econômico e social, etc. Como tenho acompanhado a carreira política de Ciro e sempre achei que o mesmo tem um discurso muito eloqüente e rico, tinha uma expectativa de que ele apresentasse uma visão interessante sobre o tema. Pois bem, não sei se ando muito exigente (os amigos me alertam, embora não considere de todo ruim) ou se criei uma expectativa grande do que ele poderia falar. O fato é que me decepcionei. Seu discurso foi confuso, pouco conclusivo e marcado por clichês tipo “males da globalização” e “neoliberalismo” (sem falar nas expressões em inglês onde escorregou, de vez em quando, o que pega mal pra caramba!). No meu ponto de vista, esses clichês perdem de mais em mais espaço na agenda intelectual no mundo, em particular no contexto de tecnologia da informação que era onde ele se encontrava. O fio condutor de sua palestra foi a idéia de felicidade e de como o sentimento do ter gerado pela sociedade de consumo é determinante para que as pessoas sintam-se felizes. Ele considera isso uma deformação e acredita mesmo ser uma perversidade no contexto brasileiro onde há tantas desigualdades. Ainda aqui, nada de novo. Na verdade, ficou muito vago e difícil de imaginar onde ele planeja chegar. Mesmo as sociedades mais avançadas em termos sociais são extremamente bem adaptadas à sociedade de consumo. Pode até ser que Ciro queira trazer esses temas à tona para alavancar suas idéias (entendo, mas acho uma estratégia errada). Sempre achei que um dos seus diferenciais era sua juventude e capacidade de trazer temas recentes ao tablado das idéias. Não foi o que ele fez na InfoBrasil. Em se tratando de tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico é preciso compreender que a globalização e o desenvolvimento tecnológico atingido nos dias atuais trouxeram aos países emergentes como o Brasil a oportunidade de desenvolvimento que a revolução industrial não tinha trazido. O que deve fazer parte da agenda de discussão são as formas de aproveitar as oportunidades que surgem em função de nossas potencialidades e criarmos condições para um crescimento sustentável. Quanto antes percebermos isso, maior será nossa probabilidade de crescermos. O mundo pequeno permite o crescimento e difusão de idéias e culturas locais em uma escala globalizada (o livro o mundo é plano indicado nos dá dicas de como isso pode ser obtido). Conceitos como colaboração (e outros da Web 2.0), economia criativa e reformulação do conceito de direitos autorais são muito mais atuais (textos sobre cada um desses temas já foram objeto de reflexão nesse blog. Veja por exemplo aqui, aqui e aqui), Mesmo em pontos em que o Governo Federal tem avançado, Ciro não demonstrou ter muito conhecimento. Por exemplo, ao falar da necessidade de investimentos de risco no Brasil, não pareceu conhecer que o surgimento de fundos ditos capital venture, está se tornando realidade por meio de forte iniciativa do Governo Federal, em particular, da FINEP. Em resumo, acho que o debate de idéias para o futuro (e para 2010, claro) no que concerne a tecnologia da informação e desenvolvimento econômico, pode e deve ser muito mais rico. Ciro não pode passar a imagem de que cansou ou que suas idéias envelheceram. Esperamos mais dele.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tecnologia e Hábito de Leitura

Mês passado a FUNCAP foi convidada pela Secretaria de Cultura para propor uma nova visão, com forte viés tecnológico, para a Biblioteca Pública Estadual Menezes Pimentel em Fortaleza. Esta demanda se insere no conjunto de atividades estabelecidas no plano estadual para leitura de livros (PELL). Fui indicado para iniciar um estudo com esse fim e estive na abertura de um workshop de planejamento das ações do PELL. Minha primeira sugestão, que logo percebi que era convergente com o PELL, era de que repensássemos o conceito de bibliotecas públicas. Porque as pessoas não as visitam? Como deve ser uma biblioteca nessa era digital? Como torná-la catalisadora e potencializadora da ação de ler (e mesmo da ação de escrever)? Tais perguntas, me parecem, que não comportam respostas simples. Envolvem diversas áreas e diversos aspectos culturais que precisam ser compreendidos e trabalhados. Novamente, me defronto com um projeto que não é só de tecnologia. Um projeto sobre como a tecnologia pode mudar (ou adequar-se a) o comportamento das pessoas, em especial, um que me agrada sobremaneira: o hábito da leitura. Do primeiro momento que comecei a pensar sobre a questão até hoje, algumas idéias estruturantes começaram a brotar. A primeira idéia é aproximar a biblioteca do leitor através de meios digitais. O portal da biblioteca deve ser dinâmico, mudar a postura passiva de leitor de recorrer à mesma só para consultar obras literárias. Mudar o paradigma de repositório de livros. Há de se criar um espaço interativo, de preferência em consonância como softwares de redes sociais. Desta forma, pode-se potencializar a troca de comentários e sugestões, criação de grupos de leitura, além de fomentar um sistema em que comentários sobre obras lidas sejam compartilhados. Inovações devem estar presentes. Talvez uma sala de leitura coletiva onde um grande livro estaria projetado em uma parede e as pessoas o leriam coletivamente (!?). A consulta de livros pela Internet deve ser a mais lúdica possível. As capas e contracapas, sumários, críticas e mesmo algumas páginas da obra devem ser digitalizadas para que o leitor “virtual” possa conhecer mais sobre a obra que deseja ler. Um sistema de recomendação de obras que “casam” com o estilo do leitor também é outra idéia a ser implantada. Algo bem no estilo Amazon. As livrarias avançaram muito nessa direção. Creio que as bibliotecas precisam fazer o mesmo. Estou buscando parcerias para a realização deste trabalho a ETICE (Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará) e a IBM já se apresentaram. Recebi uma indicação muito interessante da IBM, sobre um relatório feito na Inglaterra que analisa o hábito de leitura da geração Google encomendado pela British Library (Blioblioteca Nacional Britânica). A geração Google é aquela que nasceu depois de 1993. Esse texto abaixo extraído da Wikipédia diz tudo sobre esse conceito: "Most students entering our colleges and universities today are younger than the microcomputer, are more comfortable working on a keyboard than writing in a spiral notebook, and are happier reading from a computer screen than from paper in hand. Constant connectivity – being in touch with friends and family at any time and from any place – is of utmost importance." Em resumo, o texto define a geração Google como sendo aquela com mais familiaridade com a Internet e com a leitura de textos no monitor do que com um caderno e que esta conectada com amigos e familiares em qualquer lugar e a qualquer momento pela Internet. O relatório é denso e merece várias análises, mas é muito interessante saber que os jovens com acesso a internet lêem mais dos que os que não têm esse acesso. Contraria uma certa idéia preconcebida de que a geração digital troca o livro pelo computador. Acho que com medidas criativas pode-se, na verdade, potencializar as ações de leitura. O trabalho está só começando e estamos abertos a novas idéias. Que promete, promete.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

As Oportunidades e Desafios do Desenvolvimento de Software Off Shore

Em julho escrevi sobre os desafios do desenvolvimento de software off shore (ver aqui o texto). Só lembrando, este termo refere-se à prática de empresas terceirizarem algumas de suas atividades em países onde o custo do serviço é reduzido. O desenvolvimento de programas de computadores, os serviços de telemarketing e mesmo as atividades ditas Back Office (contabilidade, logística, cobranças, etc.) são exemplos de serviços que cada vez mias passam a ser exercidos na modalidade off shore. Esta semana tomei conhecimento de um relatório recente produzido pela empresa de consultoria AT Kearney que faz uma análise de que países têm mais potencial para atrair investimentos em serviços off shore. Os quatro primeiros colocados continuam sendo asiáticos com Índia e China encabeçando a lista nessa ordem. A grande novidade é o Brasil que era o décimo colocado em 2005 e, agora em 2007, é o quinto. A análise da AT Kearney baseia-se em três critérios: financeiro, pessoal e ambiente de negócios. No aspecto financeiro se analisa o custo da mão-de-obra, impostos e outros fatores que afetam o custo do serviço. Quanto ao aspecto das pessoas, busca-se analisar a qualidade da mão-de-obra como no nível de fluência em diferentes línguas, a quantidade de pessoas com nível superior e indicadores de educação básica em geral. Por fim o critério referente ao ambiente de negócios analisa o quanto o mercado local é regulado, quão sólidas são as instituições governamentais, inclusive o judiciário e a lei de falência, quão presente é a cultura de proteção de direitos autorais (antipirataria) e outros fatores que podem tranqüilizar ou preocupar um investidor externo. Ao analisar os índices brasileiros para esses critérios fica evidente que o nosso grande desafio refere-se à pessoal qualificado. O Brasil tem uma grande desvantagem no que se refere aos serviços de telemarketing que é a língua. Mesmo grandes conglomerados latinos não consideram o Brasil o primeiro alvo para investimento, pois preferem países de língua espanhola. Esta é uma das razões pela qual o desenvolvimento de software passa a ser o setor mais promissor. O Brasil já tem uma história no setor, mas sofre da carência de pessoal em quantidade que venha a abastecer as demandas do mercado internacional que são grandes. Esse tinha sido exatamente o diagnóstico que tínhamos feito no texto anterior supramencionado, em particular, quando nos referimos ao contexto cearense. Infelizmente, deficiências desta ordem não são rapidamente sanadas. Pode-se até construir prédios, fornecer banda larga e dar incentivos fiscais. Formação de pessoal, no entanto, demanda tempo. Melhor começar logo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cooperação Empresa com Universidade: Porque é Tão Difícil?

Há alguns dias atrás participei de uma reunião promovida pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia que tinha o objetivo de aproximar as empresas de Tecnologia da Informação (TI) do Estado às Universidades e a seus laboratórios de pesquisa. A metodologia empregada foi a de que cada laboratório exporia seus projetos e potencialidades para que os empresários pudessem identificar interesses em cooperação. As apresentações dos laboratórios me foram muito úteis, pois não conhecia o que estava sendo feito em boa parte deles. Principalmente os laboratórios da UFC do departamento de teleinformática. Embora necessária, a efetividade da aproximação Universidade-Empresa através de um maior conhecimento de suas competências é somente a ponta do iceberg. Creio que podemos olhar para o problema sob dois pontos de vista. Primeiro, há uma questão financeira. Pesquisas científicas requerem investimento, não são baratas e não dão resultado a curto prazo. Em se tratando do mercado cearense, que é majoritariamente formado por pequenas e médias empresas, recursos privados para pesquisas não são de forma alguma fáceis de serem obtidos. A margem de manobra das empresas é pequeníssima e ainda por cima, não custa lembrar, pesquisa embute um risco que as empresas quase nunca se sentem confortáveis em bancar. Depende-se assim fortemente de uma política governamental de indução a cooperação e que envolva recursos públicos. Os recentes investimentos do Governo Federal em subvenções econômicas às empresas privadas é um exemplo de como isso pode ser feito. O outro ponto de vista refere-se ao aspecto metodológico de como a cooperação pode ser feita efetivamente. Nesse aspecto, considero que a forma mais efetiva de cooperação deve envolver sempre que possível a imersão do pesquisador dentro da Empresa. Ele precisa conhecer o negócio da Empresa, suas potencialidades e seus problemas. Isso é fundamental porque a descoberta de um problema (em termos científicos) é uma das etapas cruciais do processo de pesquisa. Tenho visto muito freqüentemente os empresários buscarem na academia soluções para problemas que os mesmos identificam nas suas Empresas. Em sua grande maioria trata-se de problemas que podem ser resolvidos com a adoção de uma tecnologia adequada. Não deixam de ser importantes para a Empresa e podem otimizar suas operações, mas não se caracterizam como problemas de pesquisa e que, ao serem resolvidos, podem dar um diferencial competitivo significativo. Já mencionei em texto anterior (acesse-o clicando aqui) como algumas empresas estão criando um conselho de ciência e tecnologia e colocando pesquisadores acadêmicos para fazer parte do mesmo. Se provermos soluções para os problemas apresentados sob essas duas óticas, a aproximação será muito mais fácil. Na verdade, sou bem otimista quanto a essa aproximação, pois é exigência do mercado globalizado. Vale a lembrança do que também já mencionei no mesmo texto supra-referenciado. O maior motor de indução da aproximação universidade-empresa é a competição do mercado que vai exigir inovação em todos os níveis das organizações. Quem não investir nisso, não sobreviverá muito tempo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Palestra na ADESG sobre Tecnologia na Segurança Pública

Fui gentilmente convidado para ministrar uma palestra na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra - ADESG – seção Ceará, sobre Segurança Pública. Será uma boa oportunidade de discutir a questão da Segurança sob meu ponto de vista, com enfânse na tecnologia, e também de conhecer um pouco mais sobre essa associação. A ADESG cumpre desde a sua fundação, em dezembro de 1951, a missão de congregar diplomados da Escola Superior de Guerra - ESG e dos Ciclos de Estudos realizados em todo o País incentivando sua participação no debate dos problemas da comunidade e nas propostas para sua solução. A apresentação será nesta quarta-feira, dia 26 de Setembro, na FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), Avenida Barão de Studart, 1980, 19:00hs.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Tecnologia da Informação: Em Busca do Sonhado Salto de Qualidade

Tenho participado de grupos de trabalho e acompanhado outros, em diferentes contextos, que visam discutir políticas e definir ações a serem tomadas no Estado do Ceará para transformar nosso perfil na área de Tecnologia da Informação (TI). Há um sentimento de que temos um potencial que precisa ser incentivado e que podemos dar um salto de qualidade nesta área. Como acabei de chegar do Vale do Silício e tive a oportunidade de conviver um ano neste ambiente que, em minha opinião, é o mais dinâmico e rico no mundo em se tratando de inovação e criatividade em TI, não pude me furtar a participar das iniciativas nesta direção. O processo de interação que tenho tido com os diferentes setores que representam o setor tem sido muito gratificante. Vejo uma preocupação e um interesse geral em contribuir. No entanto, pude perceber também como esse debate consegue ficar desfocado e excluir o ponto, que na minha concepção, é o mais relevante para que se consiga dar o tal salto. Em qualquer lugar do mundo em que se criou um ambiente de criatividade, inovação e empreendedorismo, pode-se claramente identificar Universidades que foram a base para tal. Para começar exemplificando com o Vale do Silício, as Universidades de Stanford e Berkeley são os dois grandes motores deste processo na Califórnia. Berkeley ao norte e Stanford ao sul de San Francisco congregam um pólo de indústrias de todos os portes ao seu redor. Há de se perguntar, se há alguma política fiscal de incentivo a essas empresas nessas áreas. Absolutamente. Aliás, a região de Palo Alto, nos arredores de Stanford, é um dos metros quadrados mais caros do mundo. O que existe lá, é o que é de mais precioso para quem almeja conseguir inovação: gente qualificada. Todos os anos essas universidades despejam no mercado doutores qualificados não somente na teoria e prática de suas áreas de atuação, mas, sobretudo, impregnados de uma visão empreendedora que lhes leva naturalmente a ousar, arriscar, competir, enfim, cheios de fome e loucura como diz a expressão sempre usada naquelas bandas por Steve Jobs (stay hungry, stay foolish, clique aqui para ver o discurso de Jobs na formatura em Stanford). Os mais céticos poderiam dizer que a realidade americana é outra e que ainda não estamos em condições de agir da mesma forma. Voltemos nosso olhar para o Brasil e veremos que aqui também não é tão diferente. O pólo tecnológico de Campinas é suportado pela UNICAMP com um dos melhores cursos de doutorado em Computação do Brasil, sem contar os outros cursos de doutorado em áreas afins. O Rio de Janeiro com a UFRJ e a PUC , Santa Catarina, com a UFSC, para ficar por aqui, também formam anualmente dezenas de doutores e mestres que alavancam o mercado de produção de software nessas regiões. Chegando ao Nordeste, em Pernambuco, a UFPE forma mais do que o dobro de mestres e doutores que todas as nossas Universidades juntas. Eles são o combustível que propulsiona o CESAR e o Porto Digital. Somente este ano a UFC conseguiu formar o nosso primeiro doutor em computação! Ressalto que quando estou falando de formação de mestres e doutores não estou me referindo a formação de pessoas com perfil exclusivamente acadêmico para pesquisa e docência (embora seja uma grande lacuna a ser preenchida). Minha visão de um doutor perpassa a capacitação na sua especialidade. Ela envolve uma capacidade crítica de análise e síntese, uma capacidade de identificar oportunidades da aplicação do estado da arte em benefício da sociedade, o que o credencia na atividade de saber identificar problemas não resolvidos e buscar formas inovadoras de resolvê-los. Obviamente, essas características não são exclusivas de quem consegue uma titulação academia, mas elas são potencializadas em quem passa por essas experiências, pois é o tipo de efeito colateral positivo que naturalmente se obtém durante essa formação. Enfim, é essa a realidade que temos que mudar urgente e prioritariamente. É esse o nosso real gargalo de formação de pessoal que temos. Como agir? Governos! Fortaleçam nossas instituições de ensino e pesquisa. Criem um ambiente de incentivo a inovação, a competitividade, a criação de pequenas empresas. Empresários! Estabeleçam mecanismos de cooperação com as Universidades que identifiquem possibilidades de utilização de seus recursos privados, dos recursos de lei de informática, dos recursos advindos de financiamentos de subvenção econômica e todas as outras oportunidades que hoje surgem abundantemente. Essas cooperações servem tanto para financiar geração de pessoal qualificado como para a produção de inovações. Afinal, não era essa a real intenção do legislador quando propôs as leis de incentivo hoje existentes? Professores! Saiamos de nossas salas de aulas para conhecer os problemas do “mundo real” e formemos doutores e mestres que sejam empreendedores. Esse é o tripé de base de uma política de TI consistente e que poderá nos levar ao tão sonhado salto de qualidade.