O Torcida Virtual, projeto da WikInova em parceria com o iG (powered by Wikimapps), está com uma nova versão no ar. Alguns pequenos erros foram corrigidos, inclusive para dar maior performance quando do aumento de acessos (em dois piques de consulta, percebemos o quanto isso seria importante).
A nova versão permite agora que usuários com conta no iG, Oi e Orkut entrem no sistema diretamente com seu login. Além das mensagens que podem ser deixadas para toda uma torcida, agora é possível também enviar e receber mensagens diretamente para os amigos (mesmo de outro time, como pode ser visto na figura abaixo). Essas mudanças vão na direção de termos de mais em mais mecanismos de interação entre torcedores e amigos no site.
As mudanças não param aí. Estamos desenvolvendo um animador de torcidas, um agente inteligente, que terá o papel de fomentar a interação e fornecer notícias aos torcedores. Em breve mostraremos mais. Por enquanto, mostre um amor pelo seu time e faça a sua torcida crescer.
Siga-me no Twitter em @vascofurtado
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Nova Versão do Torcida Virtual
Marcadores:
IG,
novidades,
Torcida Virtual,
wikinova
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Publicidade Comentada em FaceBook
Na mesma semana que saiu um estudo que mostra que hoje em dia os internautas passam mais tempo no Facebook (FB) do que no resto da web, FB lança mais uma novidade que deve aumentar essa tendência: publicidade comentada.
Já são cerca de 750 milhões de usuários. Um número que não para de crescer. Alguns especialistas já começam a ver aqui uma mudança significativa na posição hoje predominante da Google. Seu mecanismos de busca será de mais em mais menos relevante, pois perderá importância para a busca interna de FB.
Ao lançar o novo sistema de publicidade com comentários, FB desafiou a criatividade dos publicitários. Fazer boa publicidade será ainda mais desafiador. A interação será regra. Os usuários poderão responder a perguntas e a mensagem publicitária que é, hoje em dia, unidirecional passará a ser bidirecional: entre usuários e a marca. O perigo é que a publicidade se volte contra a própria marca.
Mas o que FB quer mesmo é aumentar o tempo médio dos usuários em suas páginas. Ou se interage com os amigos ou se interage com uma marca. De conversa em conversa, Facebook vai fazendo valer a sua voz.
Marcadores:
ads,
Facebook,
google,
mídia,
publicidade
sábado, 25 de junho de 2011
Dom Pedrito de la Mancha
O título deste post era a forma carinhosa com que o chefe da delegação da seleção cearense de basquete infanto-juvenil, que foi ao Brasileiro de Joinville, Paulo Henrique Aguiar (vulgo Paulinho mão), chamava o nosso técnico Pedro Osvaldo, o Pedrinho. Acabei adotando a mesma expressão para saudar o professor que logo se tornou um amigo. Momentos inesquecíveis. Como treinador, dava-nos uma enorme tranquilidade. Era aquele tipo de técnico que nos deixava a vontade e que sabíamos que acreditava em nosso potencial. Como professor, nos ensinava pelo diálogo. O relacionamento carinhoso que tinha com todos era a sua maior força.
Conheci Pedrinho por volta de 1977, pouco depois de começar a jogar basquete. Ele era treinador do Líbano. Eu jogava no Náutico. A primeira vez que tivemos um convívio mais próximo foi quando ele foi técnico da seleção cearense infanto-juvenil que foi a Joinville. Depois de lá, foram várias outras ocasiões, inclusive na seleção do colégio cearense que foi ao Maristão em Natal.
Quem de minha geração não teve o prazer de conhecê-lo. Uma pessoa afável, alegre e de fácil trato. Amante do basquete como poucos, este pequeno homem de grande coração será sempre lembrado por nós. Desde seu gesto característico de subir as calças com os braços até suas aulas sempre entusiasmantes de basquete, Pedrinho marcou-se pela simplicidade e companheirismo.
Quando me tornei veterano e voltei a frequentar as quadras de basquete do Nautico, voltei a conviver mais frequentemente com Pedrinho. Uma convivência que relembrou-me a figura querida que ele era. Nesse dia em que choramos sua perca, resta-nos solidarizar-nos com a família e dizer que sentimos muito sua falta. No entanto, posso dizer com toda a confiança de que ele jamais será esquecido nas quadras do basquete cearense.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Refletindo “Tipo de” sobre “Tipo de” o Uso “Tipo de” excessivo de “Tipo de”
Os jovens adoram usar expressões da moda. Contaminam-se com muita facilidade e ainda as adaptam para formas mais simplificadas que consequentemente facilitam contágio. É comum o uso de abreviações e adaptações de termos estrangeiros, por exemplo. Nem todos percebem ou se incomodam com o uso dessas expressões, quase manias, que identificam os jovens a sua tribo mas que pode passar dos limites do aceitável.
Não me acho muito intolerante com esse linguajar, mas reconheço que recentemente me inseri no rol dos incomodados. A febre do “tipo de”, “tipo aquele”, “tipo disso”, “tipo aquilo”, ou somente “tipo” está insuportável. Seu uso é sufocante. Não se consegue mais dizer duas palavras sem a ligação de “tipo-de”.
Comentei com minhas filhas sobre o fato. Ainda bem que elas não estão contaminadas (pelo menos quando falam comigo), mas percebem o quanto isso está presente no contexto de onde vivem. Aliás, creio que a convivência comigo não permite um exagero delas. Sofreriam um verdadeiro bullying de minha parte se se comportassem assim. A mais velha comentou comigo que alertou as colegas na Universidade e muitas nem se davam conta da absurda frequência com que faziam recurso da expressão. O melhor é que quando alertadas, perceberam o vício e buscaram mudar. Não conseguiram. Foi aí que perceberam mesmo o quanto estavam acometidas.
Motivei-me a escrever sobre isso. Talvez você que esteja lendo não tenha “tipo” percebido que “tipo” estava “tipo” acometido “tipo “do mesmo vírus. Se perceberam agora, busquem-se logo se vacinar. É ridiculamente insuportável aos ouvidos dos outros.
Marcadores:
comportamento,
curiosidade,
expressões coloquiais,
juventude,
tipo de
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Tempos de Fácil Acesso à Informação. Ruim para a Mesa de Bar
Estava em Mountain View, terra da Google, em um papo superdescontraído, regado a um bom vinho californiano, quando contestei uma determinada afirmação do amigo Walfredo. Nem me lembro bem do que se tratava. O fato é que ele disse algo que duvidei de que era preciso. Algo muito comum em conversas entre amigos. Aquele tipo de coisa que pode gerar uma agradável (para os que adoram debater como eu) e interminável discussão com argumentos de convencimento de parte e doutra. Um ótimo motivo para mais vinho e mais interação. Nada como um, literalmente inebriante, papo entre amigos.
No entanto, as coisas não aconteceram bem assim. Mal a dúvida pairou, esse amigo já estava de olho no celular. Acessou a Google, que o direcionou a uma fonte confiável e, bingo, final de discussão. Embora eu estivesse certo no mérito, o que ficou mesmo deste fato foi nossa reflexão conjunta e jocosa de que vivíamos tempos difíceis para um papo de amigos e seus habituais blefes na mesa do bar.
Isso tem acontecido comigo com certa frequência (não que esteja sempre em mesa de bar!). Nas circunstancias em que as frequento vejo que as disputas (refiro-me aqui àquelas amigáveis) com os amigos cada vez perduram menos. A Internet está sempre lá, cruel e infalível, com a pronta resposta. A forma intempestiva com que podemos acessar informação, em especial permitida pela Internet em dispositivos móveis, já molda a forma com que interagimos com amigos em rodas (e redes) sociais. Caminhamos para uma época em que a informação será cada vez mais disponível, tanto em ambientes de trabalho quanto na vida cotidiana. Parece-me que isso enfraquece o dito popular “mais vale a veemência do que a veracidade” (Ciro Gomes precisa saber disso :-))).
Outro fato interessante é que as pessoas estão tendo acesso a tanta informação que não conseguem mais lembrar-se de onde elas vêm. Eu mesmo já me deparo com frequência com pessoas informando-me de algo que eu mesmo escrevi em textos divulgados em diversas mídias. E aqui outra coisa determinante de nossa época se mostra desafiador: como analisar e dar credibilidade às fontes de informação? Opa, essa é uma boa pergunta ! Google não tem facilmente como indicar a resposta. Longa vida a conversa de bar!
Marcadores:
google,
internet,
mobile web 2.0
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Voe Delta e Nunca Esqueça
Já são algumas minhas viagens com a Delta Airlines. Sou até membro do programa de milhagens. Sempre me pergunto: porque escolho Delta? A resposta é simples: preço e comodidade. Para quem parte do Nordeste, a Delta é a melhor opção financeira além de não exigir que o passageiro desça até São Paulo ou Rio para então subir aos EUA.
Muito embora essas vantagens sejam determinantes na minha escolha, não creio que possamos nos contentar com isso e aceitar o péssimo serviço que nos está sendo posto a disposição. O barato acaba saindo caro e a comodidade é só uma falsa ilusão. Já havia escrito aqui mesmo minha experiência passada em que uma de minhas malas se extraviou e a forma extremamente desorganizada e irresponsável com que a Delta tratou a questão. Para resumir, até bem pouco tempo ainda recebia mensagens da Delta informando que não tinham encontrado a mala. Detalhe: ela chegou às minhas mãos cerca de um mês após o extravio. Eles ainda não sabem! Escapei por pouco, eih!
Nessa minha recente viagem a San Francisco (2/6/2011), voltei a sofrer com a Delta. Para começar o avião que está sendo posto na rota Brasília-Atlanta (vôo DL 221) é um antigo e altamente desconfortável 757. São seis cadeiras apertadíssimas por fileira, com um sistema de áudio-vídeo ultrapassado e que via de regra tem algum problema.
Na viagem de volta(12/6/2011) tivemos um atraso de mais de três horas para a partida. O tratamento do pessoal de terra foi lamentável. Pouquíssima informação e ainda por cima com uma má vontade de enojar. Não bastasse o atraso tivemos que viajar sem nenhuma opção de áudio ou vídeo. Estava quebrado. Foram mais de oito horas de vôo sem nada para assistir ou escutar. De novo, nenhuma explicação, desculpas ou satisfação. Silêncio total. Abaixo coloco as fotos que bati para comprovar o que digo.
Aproveitei para bater uma foto de outra parte do avião que também comprova as condições deploráveis. Vejam na parte superior papeis que foram colocados como se remendassem algo. Talvez seja algum método recente de engenharia que não tenho conhecimento, mas que posso dizer que a tripulação também não conhecia, pois não soube me explicar. Olhe que não tenho medo de avião, mas nessas circunstâncias, um avião que se atrasa porque estava em manutenção e chega assim, me fez temer.
Infelizmente os abusos não param por aí. Para os que estavam nos assentos finais (de cujo os quais estava próximo), foi reservado um banheiro sujo e fedorento e que espantava a todos. Algumas pessoas, de tanto insistir, foram remanejadas. As aeromoças, coitadas, estavam vermelhas de terem que ficar literalmente na merda.
Para finalizar, minha revolta aumenta quando comparo o avião usado para fazer a rota San Francisco-Atlanta. São um pouco mais de 4 horas de vôo, a metade de Brasília-Atlanta. Agora, aqui, a história é outra. Um confortável 767 com 2,3,2 assentos por fileira, com serviço de bordo exemplar, vídeo e áudio individual e, o melhor de tudo, acesso à Internet. Ou seja, a Delta reserva a sobra da sobra para nós brasileiros que, por falta de opção, temos que nos curvar. Já está na hora de nos rebelarmos.
Como sempre faço, estarei enviando o link desse texto para a ANAC e para a Delta. Talvez não sirva para nada, mas diminui minha revolta.
Marcadores:
aviação,
Delta,
prestação de serviços,
Vôo
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Por Gorjetas de 15%. Opcionais.
Já foram algumas as minhas idas aos EUA. Negócios e passeios se somam ao ano de vivência durante o pós-doutorado. Nelas, durante e depois, vejo-me sempre a pensar sobre semelhanças e diferenças entre as sociedades. Nos dias atuais, nos quais cada vez mais o brasileiro tem a capacidade de conhecer os EUA in loco, pergunto-me se conseguiremos nos influenciar pelo o que há de positivo por lá ou só vamos conseguir contaminarmos pelo vírus do consumo exagerado que por lá tanto circula?
Uma das coisas que mais considero positiva na sociedade americana é que ela é eminentemente meritocrática. Isso é um pilar importante dentro de uma sociedade competitiva. Eles acreditam que se forem bons e fizerem a coisa certa (do the right thing), vão sobressair-se. O apadrinhamento, os laços de amizade e os laços familiares têm muito menos relevância do que cá por estas bandas.
Um exemplo emblemático de como esse valor pelo mérito é exercitado pela sociedade é a forma como as gorjetas são dadas aos prestadores de serviço. Primeiramente, elas não são dadas somente a garçons em restaurantes. Motoristas de táxi, carregadores de mala e camareiras também podem recebe-las. Agora, o mais importante, é que são opcionais. Nada de incluí-las obrigatoriamente no serviço. Recebe quem merece (e recebe mesmo, não fica com o proprietário). Convencionou-se que um serviço prestado corretamente merece 15%. Uma qualidade superior ao esperado pode valer gorjeta de até 20%.
As gorjetas opcionais servem para exemplificar um outro valor fundamental e que também é sustentáculo da sociedade americana. O rei na sociedade de consumo é o cliente. Dar-lhe atenção e prestar-lhe bom serviço é essencial e não deve ficar só em conversa. Pesa no bolso. Isso não se restringe ao atendente na ponta, mas ao sistema todo. Uma vez, ao sentar-me à mesa em um restaurante, havia um garfo sujo entre o talher que me foi disposto. Solicitei à garçonete que o trocasse. Ela não só o fez de pronto, mas ainda comunicou ao gerente (creio que teve receio de não ter seu serviço bem avaliado) que veio gentilmente pedir-me desculpas e oferecer-me um tira-gosto como cortesia. Será que presenciaria isso aqui onde os 10% independem da qualidade do serviço prestado?
Nesse momento em que temos discutido sobre nossa vocação turística em especial como preparação para o Copa de 2014, que tal implementarmos ações que tornem melhores prestadores de serviço? O exemplo americano, nesse caso, acho que poderia ser de bom alvitres.
* esse artigo foi publicado na coluna Opinião do Jornal OPovo de 13/06/2011
Marcadores:
comportamento,
EUA,
gorjetas,
tip,
USA
terça-feira, 14 de junho de 2011
Os Seminovos
Essa semana deparei-me com uma publicidade super-interessante da TIM feita pela banda Seminovos. A estória desse grupo de jovens irreverentes é um exemplo do poder da Internet. Eles fizeram um vídeo irônico sobre a dificuldade e melancolia de não poderem ter um iPhone. Depois disso, foram contatados pela TIM que os propuseram de fazer uma versão adaptada, o que deu origem ao segundo vídeo. São as oportunidades da web aparecendo. Muito bacana a situação, mas iPhone a R$ 999,00 com os planos da TIM de banda larga (mais para estreita) é dureza!
Marcadores:
Iphone,
mídia,
publicidade,
seminovos,
the new york times
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Estaria Google Temendo A Web Semântica?
Desde que comecei a fazer pesquisa, aliás desde que comecei a estudar computação, Inteligência Artificial (IA) sofreu com estigmas. “É muito complicado”. “Só serve na academia”. “Não tem nada de inteligente”, etc.
A Web Semântica sempre me pareceu que seria a grande revolução da IA. A máxima difundida nesse contexto de que “um pouco de semântica faz uma grande diferença” ajuda a explicar o porque de meu otimismo. IA sempre baseou-se na capacidade de representar conhecimento. Grandes bases de conhecimento eram necessárias e toda a complexidade de tratar o conhecimento nas mesmas foi e ainda é assunto de pesquisa na área. No entanto, o surgimento da web modificou um pouco isso. A grande base de dados/conhecimento que se esperava representar, de repente, já existe: é a própria web. Quando se passar de uma representação baseada em links para páginas, como a web tradicional de hoje, para uma representação de links para dados, como vislumbra a web semântica, tem-se automaticamente essa base de conhecimento gigantesca. Não precisa de muita complexidade para representar esses links inter-recursos. Propriedades simples como transitividade entre dados que estão interligados com várias bases já proporciona um poder de inferência sem igual.
Depois do otimismo dos últimos anos, algo acontece para abalar mesmo os mais otimistas: Google não parece satisfeito com o desenrolar das coisas. Senão vejamos. Em que se baseia o negócio da Google? Organizar os dados da web através de um algoritmo que busca páginas relevantes calculadas a partir de links. Estaria a web semântica, quando começa a estruturar os dados da web de outra forma que não links para páginas, gerando uma onda contrária à direção que Google veleja?
Vejo alguns sinais claros de que isso ocorre ao analisar decisões recentes sobre padrões para representar dados na web. O W3C, comitê gestor da web, tem tentado, há cerca de dez anos, definir padrões para representação de dados na web. As recentes sugestões todas foram na direção de usar RDF (Resource Description Framework). Facebook, quando decidiu usar uma variação chamada RDFa, deu um enorme impulso para aceitação desse padrão.
Há alguns dias, o IPTC (International Press Telecommunication Counsil) decidiu lançar uma ontologia para representar dados sobre notícias, chamada rNews, que também se baseia em RDFa. Vários outros exemplos indicavam que esse padrão decolaria.
De repente, na semana passada, contra todos os prognósticos, Google, Microsoft e Yahoo se juntaram e lançaram schema (schema.org). Um outro padrão para representar as informações na web e que não segue RDFa. Os três gigantes associados disseram que seus mecanismos de busca só vão reconhecer o significado de páginas que seguirem esse padrão. Schema usa microdata que é reconhecidamente menos extensível que RDFa, mas que mantém o status quo que os gigantes das buscas adoram. Uma ducha de água fria nos entusiastas na web semântica. Isso diminui a velocidade com que dados padronizados vão poder ser ligados e representados com um pouco de semântica.
Quiçá isso seja só uma redução de velocidade que no futuro seja desprezível. De qualquer forma é bom ficar atento. Não queria ter Google como inimigo. Acompanhado de Microsoft e Yahoo então! IA terá que esperar um pouco mais para ter sua glória?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Educação Cidadã pelo Exemplo
Segui por meio de matérias jornalísticas a iniciativa da Prefeitura de Fortaleza que, através de funcionários da AMC, busca ensinar aos Fortalezenses a fazer fila nos terminais de ônibus.
Uma medida inovadora que gerou reações diversas. Alguns, dentre os quais me incluo, acham-na salutar. Outros são contra, pois consideram-na improdutiva e que esse nível de comportamento básico deve ser atingido com a punição dos que desrespeitam.
O conceito de cultura cidadã está fundamentado na capacidade do Estado em mudar uma cultura que muitas vezes está permeada de vícios e que se formou, quase sempre, por falta de educação. Ou seja, cabe sim ao Estado a tarefa de educar e aqui refiro-me ao sentido amplo que certamente envolve a postura das pessoas nos lugares públicos como nos terminais de ônibus.
Evidente que o Estado não precisa e nem deve abdicar do direito de punir, o que também lhe é dado pela sociedade.
Adiciono, no entanto, que um desafio tão grande quanto o de decidir “educar” o povo é escolher a forma certa de fazê-lo. E parece-me que aqui é se encontra a grande deficiência da Prefeitura de Fortaleza.
Primeiramente, deve-se compreender que as ações de disseminação da cultura cidadã devem ser intensivas, integradas e planejadas. É preciso criar um movimento, uma onda, quase uma moda. Isso não se consegue com ações isoladas.
Além disso, nos lugares onde a cultura cidadã foi implantada, o Estado tomou precauções para que as ações educativas persistissem e fossem devidamente apropriadas pelas pessoas. A forma básica do Estado fazer isso é dando o exemplo. Fazendo bem aquilo que deve fazer.
Por exemplo, pode-se fazer uma campanha educativa para não jogar lixo numa praça, se a própria praça não tem lixeiros? Pode-se querer que os motoristas dirijam corretamente se as ruas não têm suas vias devidamente pintadas? Pode-se querer que motoristas parem antes da faixa de segurança bem como querer que os pedestres as usem, se elas não estão marcadas ? Assim por diante.
A Prefeitura até pode continuar a fazer um trabalho educativo da sociedade, mas para que o mesmo seja efetivo, terá que fazer sua parte exemplarmente.
Marcadores:
cidadania,
cultura cidadã,
educação,
fila,
Fortaleza,
prefeitura
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Wikimapps Torcidas no iG
O lançamento do Torcidas Virtual essa semana foi concretizado ontem. Durante todo o dia o portal iG colocou em seu site na sua página de esporte a chamada para o mapa das torcidas. Vejam abaixo o momento em que a chamada saiu na primeira página do portal. O impacto foi imediato. As torcidas paulista reagiram imediatamente. Os corintianos que estavam adormecidos começaram a participar do site e hoje já estão em segundo lugar na caça do arqui-rival Palmeiras. A briga promete!
Marcadores:
Futebol,
IG,
Torcida Virtual,
wikimapps
quarta-feira, 1 de junho de 2011
WikiCrimes na Inglaterra
A decisão do governo inglês em abrir seus dados sobre ocorrências criminais fez WikiCrimes um de seus beneficiados. Se você for viajar em Londres, não esqueça de levar seu celular e consultar "Aqui é perigoso?" por lá. Vejam abaixo.
Marcadores:
dados abertos,
inglaterra,
Londres,
wikicrimes
terça-feira, 31 de maio de 2011
ReCaptcha: O Poder da Colaboração Embora Inconsciente
Captcha é um exemplo desse vocabulário estranho que o computês está a inundar nosso quotidiano. Trata-se do procedimento de responder o que se encontra dentro de uma caixinha onde aparece um texto tortuoso, muitas vezes difícil de ser lido. A grande maioria das pessoas já deve ter usado um captcha, mas nem sabe muito bem porque ou para que.
Captcha é um acrônimo da expressão "Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart" (teste de Turing público completamente automatizado para diferenciação entre computadores e humanos). Para os que não são da área de computação, vale uma pequena introdução do que vem a ser um teste de Turing.
O Britânico Alan Turing foi um dos maiores cientistas de nossa época e é por muitos considerado o pai da informática. A base da computação atual é fortemente influenciada por seu trabalho, em especial, no desenvolvimento e formalização da noção de algoritmos. Em Inteligência Artificial, costuma-se mencionar o Teste de Turing como uma referência para saber se as máquinas são inteligentes. A ideia do teste é avaliar, sob interrogatório, se é possível distinguir quem é quem entre uma máquina e uma pessoa. Ou seja, coloca-se uma máquina e um humano para responder perguntas. Se ao final de um certo tempo, o interrogador não conseguir distinguir quem é o humano entre ambos, então pode-se dizer que a máquina é inteligente. Não existe ainda essa tal máquina (existirá um dia ?!).
No caso do captcha o objetivo do teste é exatamente saber se trata-se de uma pessoa que está a usar um site, normalmente para fazer login ou preencher um formulário. Isso é importante porque hackers conseguem fazer programas para usar o site e alimentar formulários em grande quantidade o que pode ter efeitos indesejáveis. O captcha é assim uma medida eficaz para proteger o site web de atividades maliciosas.
Mas esse meu texto, com essa extensa introdução, visa na verdade dar um exemplo fantástico de criatividade através da noção de colaboração no uso do captcha. Trata-se do projeto ReCaptcha, um projeto inicialmente desenvolvido na Universidade de Carnegie Mellon nos EUA e depois adquirido pela Google. Ele comporta a criativa ideia de ser um captcha para proteger sites web, mas en passant visa também fazer a validação de textos lidos a partir de OCR de livros antigos. Aqui novamente vale uma palavra de introdução. OCR (Optical Character Recognition – Reconhecimento de Caracteres Óticos) é a tecnologia usada em scanners para reconhecer a imagem que está sendo “lida”. É necessário o uso de software apropriado para reconhecer a existência de um texto e transformar o que é somente um conjunto de bits de uma imagem em uma letra ou dígito. Esse processo não se faz sem erros e a presença de um ser humano para validar se o reconhecimento foi feito corretamente é sempre necessária.
Pois bem, voltemos ao ReCaptcha e vejamos porque o acho tão criativo. O ReCaptcha ao invés de perguntar para um usuário se ele consegue identificar um determinado texto, apresenta duas palavras. No entanto, somente uma dessas palavras advém da sua própria base de dados e ele sabe exatamente o que significa. A segunda palavra vem de um livro scaneado e que precisa ser validada. ReCaptcha assume que se uma pessoa, ao responder seu teste, acertar a palavra que ele já conhece, deverá acertar a outra também. Essa outra palavra é enviada para mais usuários (normalmente três outros). Se todos disserem que se trata da mesma palavra, então ReCaptcha considera a palavra validada. Desta forma milhares de palavras vindas de textos digitalizados estão tendo seu reconhecimento validado por um processo coletivo e inconsciente. Os usuários estão colaborando para resolver gratuitamente um problema (a validação de textos scaneados), mas nem sabem disso. É ou não criativo? Se tiverem interesse de ler mais sobre o ReCaptcha vejam o artigo descrevendo o projeto aqui.
Marcadores:
captcha,
Doutorado em Informática Aplicada,
proteção,
segurança de dados
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Polícia de Proximidade: Soluções e Desafios em Segurança Pública
Acabo de receber a revista Soluções e Desafios em Segurança Pública publicada pelo Fórum Brasileiro de Segurança. Nela há uma reportagem especial sobre casos, em cinco Estados, sobre a aplicaçãoo do conceito de polícia de proximidade.
Em casos de quatro desses Estados, a avaliação feita pela revista, com base em opiniões de especialistas, é muito positiva. No Rio, a experiência da implantação de 13 Unidades de Polícia Pacificadora é vista como um marco na Segurança daquela cidade. Muito embora a redução do índice de homicídios nas áreas pacificadas ainda seja objeto de pesquisa, o otimismo vem pelo fato do Estado conseguir recuperar um território antes perdido.
A experiência da Polícia Comunitária de São Paulo é outro exemplo a ser seguido. Sem muito alarde, essa experiência já existe há cerca de quinze anos. Muitos consideram este um fator importante na excepcional redução do índice de homicídios do Estado que hoje já é a metade da média nacional.
O programa Fica Vivo, implantado em Minas Gerais, que tem por objetivo reduzir o risco de morte violenta na população de jovens entre 12 e 24 anos é outro exemplo positivo mencionado na revista. Os índices de criminalidade também reduziram, muito embora ainda haja regiões com patamares muito altos e que vão merecer atenção especial e talvez correções de rumo nas políticas implantadas.
O Pacto Pela Vida implantado em Pernambuco não só conseguiu estancar o crescimento da violência nesse Estado nordestino, mas já reduziu a taxa de homicídio em cerca de 40%. É verdade que o índice atual é cerca do dobro da média brasileira e que por isso dá muito pouco espaço para festas, mas é um ótimo indício de que algo de bom está ocorrendo.
“o programa Ronda Quarteirão é um dos programas de policiamento comunitário mais criticado pelos especialistas, não só por sua concepção, como pela forma de operar junto à sociedade”.
A conclusão é de que “O fato é que após mais de três anos depois do lançamento do programa, a taxa de homicídios dolosos no Estado não caiu. Pelo contrário aumentou”. O atual coordenador da academia de polícia do Estado, Prof. César Barreira, ao ser consultado, comentou que “no início o programa trouxe otimismo, mas verificou-se rapidamente que os efetivos não estavam preparados para trabalhar com homicídios, deixando transparecer problemas de treinamento e de capacitação”.
Esta é a nossa imagem, vista por especialistas na área, de nossa situação. Preocupante, não?
quinta-feira, 26 de maio de 2011
WikiMapps iG – Torcida Virtual
A partir de hoje está no ar nosso mais recente lançamento: Torcida Virtual iG-Wikimapps. Fizemos um WikiMapps todo customizado para funcionar no portal iG (Internet Group). Trata-se de um projeto com cerca de um ano de maturação. Desde as primeiras discussões, que começaram ano passado, até o lançamento foram várias fases extremamente instrutivas.
A empresa incubada na UNIFOR, Wikinova, teve alguns pequenos clientes, mas esse projeto com o iG é o maior desafio. A experiência com WikiCrimes foi importante para nos indicar, por exemplo, que o domínio esportivo é muito rico de possibilidades para se trabalhar com mapas.
Torcida Virtual visa mapear os torcedores de futebol no País ao mesmo tempo que se apresenta como um espaço para a interação entre torcedores de um mesmo time e mesmo entre amigos que torcem por times diferentes.
A primeira versão lançada não tem todas as características que estão planejadas e que gradativamente, a medida que forem sendo produzidas, serão lançadas. Nossa ideia é incrementar sempre o site.
O dia de lançamento coincide com o aniversário de um dos maiores colaboradores com o projeto: Seu Furtado. É contador, assessor, consultor, etc. Espero que receba-o como um presente.
Venham fazer parte do Torcida Virtual e ajudem a sua torcida a se sobressair. Vejam abaixo a tela. os primeiros momentos os palmeirenses sairam na frente.
Marcadores:
igreja,
Torcida Virtual,
wikimapps,
wikinova
Assinar:
Postagens (Atom)






