Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador igreja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igreja. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de julho de 2013

Francisco Certo na Hora Certa



Impossível dissociar uma liderança do contexto em que ela nasceu e floresceu. O Papa Francisco é um exemplo muito claro disso. Incrível com em tão pouco tempo de papado ele já mostrou-se carismático a ponto de ser idolatrado, não somente pelos fiéis que sempre veneram a figura papal quem quer que ele seja, mas principalmente como líder político global. Conhece como ninguém a pobreza sulamericana e o luxo do Vaticano.

O que me intriga é que sua mensagem de austeridade, simplicidade, desapego de bens materiais e etc. não é nova. A Igreja Católica a professa desde Cristo. Porque então essa impressão de que o Papa traz uma mensagem nova?

Vejo, pelo menos, duas explicações. A primeira está na própria figura do Papa. Começou sua gestão com gestos simbólicos que mostraram que aplicaria a si mesmo o que pregava. Ou seja, liderar pelo exemplo. Se o discurso de desapego ao luxo, humildade e austeridade é milenar, a prática da Igreja durante esse tempo nem sempre é condizente com isso. Ele começou mostrando que quer mudar isso. Vai conseguir levar adiante a níveis significativos? vamos esperar que sim.

A segunda explicação está no contexto econômico global dos dias atuais. A crise provocada em grande parte pela ganância induzida pelo sistema capitalista é ambiente fértil para uma mensagem diferente: uma segunda via. A ecologia, o consumo consciente, o combate às desigualdades estão entre os conceitos que emergem e convergem naturalmente para uma mensagem “franciscana” (nos dois sentidos).

Obama, durante um certo tempo, parecia ser esse líder. Não conseguiu deslanchar. Será  Francisco o escolhido? E será que ele quer?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

WikiMapps iG – Torcida Virtual

A partir de hoje está no ar nosso mais recente lançamento: Torcida Virtual iG-Wikimapps.  Fizemos um WikiMapps todo customizado para funcionar no portal iG (Internet Group). Trata-se de um projeto com cerca de um ano de maturação. Desde as primeiras discussões, que começaram ano passado, até o lançamento foram várias fases extremamente instrutivas.

A empresa incubada na UNIFOR, Wikinova, teve alguns pequenos clientes, mas esse projeto com o iG é o maior desafio. A experiência com WikiCrimes foi importante para nos indicar, por exemplo, que o domínio esportivo é muito rico de possibilidades para se trabalhar com mapas.

Torcida Virtual visa mapear os torcedores de futebol no País ao mesmo tempo que se apresenta como um espaço para a interação entre torcedores de um mesmo time e mesmo entre amigos que torcem por times diferentes.

A primeira versão lançada não tem todas as características que estão planejadas e que gradativamente, a medida que forem sendo produzidas, serão lançadas. Nossa ideia é incrementar sempre o site. 

O dia de lançamento coincide com o aniversário de um dos maiores colaboradores com o projeto: Seu Furtado. É contador, assessor, consultor, etc. Espero que receba-o como um presente.

Venham fazer parte do Torcida Virtual e ajudem a sua torcida a se sobressair. Vejam abaixo a tela. os primeiros momentos os palmeirenses sairam na frente.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Segurança Pública e Campanha da Fraternidade

De volta ao lar e ao ar! Folias mominas em Luis Correia me deixaram sem conexão com a Teia, o que aumenta minha ressaca. Percebo o quanto estou viciado (seria webholico !?). Alguns exemplares de jornais do fim de semana fazem-me saber que a campanha da fraternidade terá Segurança Pública como tema. Haverá efetividade nisso? Há muito tenho estado desacreditado com essas campanhas e a efetividade das mesmas. Essa, em particular, me atrai. Como será que a Igreja espera abordar a questão? É certo que, pelo ponto de vista da Igreja, a escolha do tema é muito feliz. Sua atualidade e relevância são indiscutíveis e, por isso mesmo, capaz de trazer os mais incrédulos (sem trocadilho) ao debate. Por outro lado, temo uma abordagem ,ou muito inocente da questão (tipo passeatas “não a violência” ), ou pouco efetiva por sua baixa abrangência e eficácia. Na verdade, se a Igreja Católica quiser ter uma mensagem minimamente impactante, ela precisa trabalhar muito junto aos jovens em dificuldade. Em particular, aqueles que sofrem com o uso ou tráfico de drogas, desemprego, discriminação e violência entre gangues. São eles os atores principais da tragédia diária que vivemos.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sinceridade Papal

Ainda sobre a visita do Papa ao Brasil, devo dizer que fiquei surpreso positivamente com a postura afirmativa e segura do Papa sobre os problemas brasileiros. O fato de ser autoridade espiritual para a maioria dos cidadãos brasileiros o permite ser sincero e não tergiversar sobre os problemas que nos afligem (enfocando o ponto de vista da igreja, é claro). E foi exatamente isso que ele fez. Contrariando alguns que esperavam somente uma visita de cortesia com elogios e troca de tapinhas nas costas (o que não deixaria de ser muita hipocrisia), ele foi muito incisivo em seus comentários mostrando um completo domínio da realidade brasileira. Desde a classe política até a mídia televisiva, sobrou para todo mundo. Por exemplo, ele pediu que os pastores buscassem formar “ nas classes políticas e empresariais um autentico espírito de veracidade e honestidade”. Sobre a mídia ele disse que "É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio”. Foi um recado direto a televisão e em particular as telenevolas dito pelo especialista do Vaticano (Jornal OPovo dia 13 de Maio). Ele acrescentou que “ as ficções veiculadas pelas telenovelas não mostram uma família normal. Existem infidelidades, traições, há filhos nascidos fora do casamento, pessoas que passam de uma cama a outra e há o sexo livre. Tudo isso contraria o que é a doutrina moral da Igreja sobre o matrimônio". Ele acha que o que a Igreja constrói educando os jovens nas paróquias e nos oratórios é destruído pela televisão, porque ela é mais forte, mais incisiva do que a pregação de um padre ou de um bispo. Esses comentários me fazem enfatizar a opinião veiculada em um texto anterior de quanto o perfil dos padres é importante para que essa missão seja realizada.

domingo, 13 de maio de 2007

A Necessidade de Bons Pastores

Aproveitando a visita do papa Bento ao Brasil vou refletir um pouco sobre a religião católica. Percebo que há um grande número de pessoas (e mesmo de fiéis) que acredita que alguns dogmas da Igreja católica deveriam ser mudados para acompanhar a evolução dos tempos. Trata-se de tema delicadíssimo e complexo, mas busco entender a posição conservadora da Igreja. Entendo que os valores fundamentais de uma religião não têm a obrigação de serem populares. Os valores morais defendidos pelas religiões visam estipular um padrão comportamental das pessoas em uma sociedade (outro debate seria analisar o quanto isso é bom e o quanto é ruim). O fato é que as culturas mudam com muita freqüência e nem todas essas mudanças são ortogonais aos valores religiosos. Se as religiões acompanhassem essas mudanças correriam o risco de perder identidade e não cumprirem sua função. O surgimento de incompatibilidades é uma conseqüência natural. Em particular, a igreja católica centra boa parte de suas energias na família e em torno dela gravitam outros temas como aborto, comportamento sexual e divórcio. O comportamento das pessoas face estes temas sofre modificações freqüentes. Continuar motivando seus seguidores a viver segundo valores conservadores não é tarefa fácil e creio que é fortemente relacionada com a qualidade dos padres. Nesta direção, um aspecto que me intriga refere-se à impossibilidade de se ter pastores casados. Em meu parco conhecimento teológico, não consigo vislumbrar onde este dogma seja um pilar mestre de sustentação de um valor moral específico. A manutenção desta medida, no entanto, tem sido catastrófica para a Igreja Católica. Vêem-se casos de desvios de comportamento sexual dos padres que têm sido mais freqüentes do que se podia esperar, o que abala a fé dos seguidores e a credibilidade da instituição. Outro aspecto refere-se ao fato da procura para ser padre ter diminuído além da qualificação dos mesmos também ter diminuído. No Brasil de alguns anos atrás, as famílias queriam que os filhos fossem médicos, advogados e padres. Atualmente isso não é mais verdade (no que se refere aos padres!). A necessidade de bons pastores é essencial para qualquer religião. Trata-se de um papel de liderança que requer conhecimento teológico e, acima de tudo, sensibilidade social. Impor aos padres a barreira de não permitir a formação de uma família (que, como já disse, é um dos valores fundamentais do catolicismo) me parece um contra-senso e um erro estratégico que poderá custar caro no futuro.