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terça-feira, 2 de abril de 2013

Crise de Identidade do Basquete Master


Esse fim de semana fui a Natal para jogar o campeonato N/NE Master como, aliás, tenho feito nos últimos anos. Uma programação maravilhosa onde se convive com a curriola do basquete, com a família e com colegas adversários de longas datas. Embora marcado por esse ótimo momento de lazer, no campeonato deparei-me com uma novidade que me parece um sintoma de uma crise de identidade desse tipo de evento.

Os campeonatos Master de basquete são divididos em categorias que representam as faixas etárias dos jogadores. Normalmente cada categoria é segmentada em intervalos de cinco anos. No caso do N/NE a segmentação é maior, de pelo menos sete anos. Isso se deve ao fato de que havia poucos praticantes e uma faixa maior facilitaria a formação das equipes.

Desde quando comecei a participar desses campeonatos (cerca de dez anos atrás) tinha em mente que o evento visava promover o congraçamento dos atletas (ex-atletas talvez seja mais justo dizer) motiva-los a continuar a praticar o esporte em seu Estado e, evidentemente, reviver o sentimento de competição que é caro a todos aqueles que praticaram esporte de alto nível.

Posso dizer que a iniciativa é um case de sucesso. Ano após ano o número de competidores aumenta, mas esse crescimento não veio sem seus efeitos deletérios. Alguns passaram a considerar as vitórias nas competições algo tão importante que uma espécie de profissionalização e, no meu entender, deturpação dos objetivos iniciais passou a ocorrer.

Normalmente as regras dos campeonatos Master de Basquete estipulam que somente dois jogadores, ditos “estrangeiros”, podem participar por cada Estado. Como a definição de “estrangeiro” refere-se à naturalidade do jogador, abriu-se a possibilidade de contratar jogadores profissionais que por serem natural de algum estado do N ou NE não seriam considerados “estrangeiros”.  Assim um jogador como Rato que ainda há pouco jogava na NBB e que teve sua carreira toda baseada no Estado de São Paulo, por ser natural da Bahia, pode “legalmente” ser inscrito pelo Rio Grande do Norte sem ser considerado estrangeiro.

Na semifinal que disputamos com os rio-grandenses do norte encontramos uma equipe que tinha pelo menos cinco jogadores nessa situação. Não faziam parte da comunidade de praticantes de basquete do RN, mas foram contratados para conseguir o título. Um exemplo ainda pior foi dada pela liga dissente da Associação de Veteranos Amigos do Basquete do Ceará(AVAB-CE) que fez uma outra equipe para representar o Estado do Ceará na categoria 50+. Nela havia um grupo de nove jogadores, onde nada mais nada menos que oito deles não praticam basquete no Ceará. 

Eis nosso jeitinho brasileiro aqui em prática, ao vivo e a cores. Um jeitinho que visa levar vantagem. Urge uma revisão nos regulamentos da competição de forma que o espírito inicial possa ser recuperado. Caso contrário, ha risco grande de esfacelamento das competição e das associações.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Padrões da Genialidade

Para os amantes do esporte de alto nível, do basquete em particular, esse vídeo que mostra uma comparação entre lances de Michael Jordan e Kobe Bryant é muito interessante. Claro que vale a pena elogiar o produtor do vídeo porque não é nada fácil achar as jogadas parecidas. Mas mesmo assim, é de impressionar o quão comparável são os estilos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Cesta Mais Fácil


O mapa abaixo que copiei do blog flowingdata que por sua vez se referiu ao artigo científico de Goldsberry da Universidade de Havard, além de interessantíssimo aos amantes do Basquete, é um exemplo para os profissionais do esporte. O mapa mostra um mapa colorido de calor indicando os locais de uma quadra de basquete onde se faz mais pontos. São dados de arremessos em partidas da NBA de 2006 a 2011.

Seria natural pensar que quanto mais perto mais pontos feitos, não? Não é bem assim. Veja que perto da cesta é onde está o vermelho forte, mas a meia distância é branco (não teve pontos) e depois verde, indicando que poucos pontos são convertidos da região. Mais distante, tangenciando a linha dos três pontos, vê-se outra tonalidade mais forte.

Acho também importante pontuar aqui o estudo em si. Ele foi apresentado na Conferência Sports Analytics patrocinada pelo MIT Sloan (Escola de Gestão do MIT – Massachusets Institute of Technology). Os americanos sempre foram obcecados por coletar e analisar dados. Em todos os esportes que praticam fazem isso com muita frequência. Isso agora está deixando de ser algo empírico e começa ser explorado pela comunidade científica. Afinal, com o acúmulo dos dados, as explorações destes fogem do que uma planilha Excel pode dar. Descobrir pontos falhos do adversário ou mesmo virtudes não percebidas do próprio time pode valer milhões de dólares, coisa que os americanos levam bem a sério.

E nós? Como estamos, no futebol, por exemplo? Teremos muita dificuldade em avançar porque não temos a cultura de coletar dados. A história não foi digitalizada nem contabilizada de forma estruturada. Dá para tirar o atraso? Sim, mas temos que correr. Esportes deixaram, há muito tempo, de serem coisa de amador. 

domingo, 23 de outubro de 2011

1984 - Basquete Juvenil do Ceará

Para recordar. Vejam foto abaixo de alguns atletas da Seleção cearense juvenil de basquete que saiu no Tribuna do Ceará na coluna de Zé Flávio Teixeira. Isso foi em agosto de 1984. Estou agachado à direita. Tínhamos acabado de chegar de Belo Horizonte. A semi-final foi um jogo super pegado contra os mineiros. Arbitros caseiros foram determinantes para nossa derrota. De qualquer forma, o terceiro lugar foi um grande resultado.

Digno de menção: o chefe da delegação era o "papai sabe tudo", Bebeto Moreira, que nos deixou há pouco tempo.



sábado, 25 de junho de 2011

Dom Pedrito de la Mancha

O título deste post era a forma carinhosa com que o chefe da delegação da seleção cearense de basquete infanto-juvenil, que foi ao Brasileiro de Joinville, Paulo Henrique Aguiar (vulgo Paulinho mão), chamava o nosso técnico Pedro Osvaldo, o Pedrinho. Acabei adotando a mesma expressão para saudar o professor que logo se tornou um amigo. Momentos inesquecíveis. Como treinador, dava-nos uma enorme tranquilidade. Era aquele tipo de técnico que nos deixava a vontade e que sabíamos que acreditava em nosso potencial. Como professor, nos ensinava pelo diálogo. O relacionamento carinhoso que tinha com todos era a sua maior força.  

Conheci Pedrinho por volta de 1977, pouco depois de começar a jogar basquete. Ele era treinador do Líbano. Eu jogava no Náutico. A primeira vez que tivemos um convívio mais próximo foi quando ele foi técnico da seleção cearense infanto-juvenil que foi a Joinville. Depois de lá, foram várias outras ocasiões, inclusive na seleção do colégio cearense que foi ao Maristão em Natal.

Quem de minha geração não teve o prazer de conhecê-lo. Uma pessoa afável, alegre e de fácil trato. Amante do basquete como poucos, este pequeno homem de grande coração será sempre lembrado por nós. Desde seu gesto característico de  subir as calças com os braços até suas aulas sempre entusiasmantes de basquete, Pedrinho marcou-se pela simplicidade e companheirismo. 

Quando me tornei veterano e voltei a frequentar as quadras de basquete do Nautico, voltei a conviver mais frequentemente com Pedrinho. Uma convivência que relembrou-me a figura querida que ele era. Nesse dia em que choramos sua perca, resta-nos solidarizar-nos com a família e dizer que sentimos muito sua falta. No entanto, posso dizer com toda a confiança de que ele jamais será esquecido nas quadras do basquete cearense.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ceará Campeão

Este texto visa complementar o escrito anteriormente. Jogamos uma final formidável contra a equipe baiana. Um jogo duro, mas leal e disputado ponto a ponto. A equipe da Bahia, como de praxe, era muito alta e pesada. No intervalo eles ganhavam por três pontos. No segundo tempo, prevaleceu nosso melhor preparo físico (acredite se quiser!) e a agilidade dos baixinhos cearenses. Acabou sendo uma revanche do jogo final há dois anos atrás quando perdemos aqui mesmo em casa.

sábado, 23 de abril de 2011

AVAB Ceará no Norte e Nordeste

Abaixo foto da equipe de basquete da AVAB (Associação dos Veteranos e Amigos do Basquete) do Ceará que chega a final neste domingo. Vitorias convincentes contra Pernambuco e Bahia credenciam a equipe ao título. Vamos torcer!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Madison Square Garden

Não era a primeira vez que assitia a NBA in loco,  mas o Madison Square Garden é diferente. Trata-se de uma quadra com quatro arenas. O misticismo desse complexo vem pela beleza, pelo porte e pela tradição. A primeira arena foi inaugurada no súculo XIX ! Não é a toa que os nova-iorquinos a consideram a mais famosa casa de esporte do mundo. Ela é usada primordialmente para jogos de basquete, hóquei e shows artísticos.

Alem do ambiente, tive a oportunidade de assistir a um jogaço de basquete. Cerca de 20 mil pessoas estavam presentes. O San Antonio Spurs é um dos candidatos ao título. O time que joga o brasileiro Tiago Splitter tem três dos maiores jogadores da NBA: o argentino Manu Ginobilli, o Francês Tony Parker e o americano (originário das Ilhas Virgens) Tim Duncan. Do outro lado, o New York Knicks vem fazendo uma campanha fantástica e depois de quase dez anos está novamente trazendo o público ao The Garden. As atuações do pivô Amare Stoudemire é a principal causa do sucesso.

O jogo em si foi fantástico e a vitória do Knicks premiou a atuação magistral de Stoudemire. O ponto negativo foi o fato que Tiago quase não jogou. Ficou no banco de algusn jogadores que não têm, nem de perto, o seu nível.

No entanto, mais dignos ainda de menção são a organização do evento e o comportamento do público. O jogo começava as 19:30. Cheguei exatamente cinco minutos antes de começar. A temperatura de -2o não me diminuiu o entusiasmo de ir a pé. Já tinha comprado o ingresso e estava seguro de que o meu local estaria reservado. A entrada foi super tranqüila. Placas indicativas e funcionários realizando a checagem dos ingressos com leitores de código de barras abundavam. Fazer eventos em que os ingressos reservam assentos simplifica muita coisa. Até a segurança é mais fácil. Nem adianta tentar entrar sem ingresso, vai sentar onde?

O comportamento do público é interessantíssimo. Comem e/ou bebem o tempo todo. No entanto, são extremamente educados. Gritam, fazem barulho, como todo tipo de ruído e assobiam, mas não xingam. Há várias placas na arena descrevendo como deve ser a postura do torcedor. O politicamente correto domina o comportamento. A conseqüência disso é que a freqüência é super variada. Há gente de todas as idades e de todos os sexos (J).

Os organizadores do futebol brasileiro deviam se mirar no exemplo americano. Falta pouco tempo para a Copa do Mundo, bem que poderíamos pegar a deixa e nos organizarmos um pouquinho. Ir a um jogo de futebol tem que passar a ser algo civilizado.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

NBA Cares

A NBA (National Basketball Association - Associação Nacional de Basquete) já não é mais uma marca meramente Estadunidense, mas sim mundial. Muito mais do que uma marca ligada ao basquete, trata-se de uma marca ligada a excelência na gestão e na organização. Quiçá conseguíssemos atingir esse nível de organização pelo menos no Futebol. Domingo à noite (15), vendo o já tradicional jogo das estrelas (all star game), em que os melhores jogadores do leste dos EUA jogam contra os melhores do Oeste, pude rever os inúmeros programas sociais incentivados pela NBA. Todas as equipes que fazem parte da liga realizam projetos sociais que vão desde dias de voluntariado em hospitais até aulas de basquete de graça para crianças carentes. Trata-se do projeto batizado “NBA Cares” (algo como NBA Cuida). Nesse ano, até o Presidente Obama gravou um depoimento em que menciona a importância do esporte na formação dos jovens e da importância dos projetos sociais da NBA. Ele considera que ninguém pode deixar de contribuir com a melhoria da sociedade como um todo. É mesmo uma obrigação. Vejam só a diferença de postura. O esporte de alto nível e profissional é gerenciado pela inciativa privada e ainda dá, como contrapartida, seu apoio ao social. Bem diferente do caminho inverso que estamos trilhando com os governos dando dinheiro para os clubes de futebol. Seria injusto de minha parte se não mencionasse a valorosa iniciativa do Fortaleza Esporte Clube em arrecadar alunos de escolas públicas para conhecerem as instalações do Clube, entrarem no estádio com os jogadores e se aproximarem dos mesmos. Embora pouco em relação do que podem fazer, trata-se de um bom começo.
Abaixo, vejam as enterradas de Nate Robinson o ganhador do concurso de enterradas que aconteceu antes do jogo das estrelas. Não é truque, o cara de 1,75 voa mesmo!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Esporte e Sociedade

Instigado por um comentário de um leitor que me dá honra por sua presença neste blog, vou voltar a falar sobre esporte e educação. O comentário foi feito pelo mestre Roberto Bastos um estudioso do basquete mundial e acima de tudo com compreensão, como poucos, do papel do esporte em uma sociedade. Roberto em seus comentários ao texto em que falo de Internet e educação (clique aqui para acessá-lo e ao comentário completo de Roberto) pergunta
“Na sua recente viagem a Europa não viste nada relacionado ao esporte? que tenha ajudado o ser humano a ser melhor através do esporte?”, “Será que esse jogo(o basquete) não melhora o homem em todos os sentidos? Não seria bem mais fácil de aprender dividir, multiplicar, somar,diminuir?”.
É claro que sei que ele já sabe minha resposta, mas não custa nada reiterá-la. Não há menor dúvida que o esporte é capaz sim de tornar as pessoas melhores. Os esportes coletivos, como o basquete, então, são particularmente relevantes para desenvolvimento de aptidões essenciais nos dias de hoje a qualquer profissional: trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, liderança, controle emocional e competitividade. Não é novidade para Roberto, como também para grande parte da população, de que precisamos dar uma nova dimensão ao esporte através da educação como já tinha mencionado nesse texto aqui escrito logo após os jogos olímpicos. Agora, é ainda mais relevante entender que é preciso que o esporte tenha uma dimensão maior na sociedade como um todo. Algo muito na linha do que tenho escrito sobre a cultura cidadã (veja textos que escrevi sobre isso escrevendo "cultura cidadã"no espaço de pesquisa no canto superior esquerdo) em que a sociedade passa a participar mais ativamente da resolução de seus problemas em comum. Quando se fala de esporte tem-se uma grande vantagem porque ele tem a capacidade de entusiasmar, fazer sonhar, criar ídolos, enfim, mexe com o imaginário popular. Sentimentos que, quando bem trabalhados, podem fazer as pessoas melhores. Evidentemente, que há outro lado da moeda. Todo esse discurso é muito próximo de argumentos fascistas de preponderância de alguns sobre os outros, de uma classe ou de um tipo de gente sobre alguém. Algo do tipo “ é preciso vencer sempre”e “deve-se levar vantagem em tudo”. Aqui mora o perigo e de novo vem a lembrança de que esporte e educação devem andar juntos, para que o sentimento de respeito e admiração pela excelência prepondere sob a frustração de não ter sido o melhor. Isso não é fácil de jeito nenhum. Aliás, a própria sociedade americana, a qual constantemente está em meus comentários com exemplos positivos devido a seu nível de participação, solidariedade e educação, tem nos demonstrado com freqüência o quanto uma educação competitiva pode ter efeitos colaterais negativos como as matanças de jovens em escolas por colegas desequilibrados. De resto, seria muito bom que nossos prefeitos entrantes ou reentrantes começassem a pensar, e sobretudo, agir mais sobre tudo isso.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Boston vs Lakers

A final da NBA deste ano é um regalo para os amantes do basket. Boston Celtics e Los Angeles Lakers fazem o duelo mais tradicional desse esporte no mundo. Um jogo marcado de histórias fascinantes e de decisões memoráveis. As mais marcantes na década de 70 onde Larry Bird pelo lado do Celtics competia contra Magic Johnson e Kareem Abdul Jabar do Lakers. Falar desse jogo serve também para lembrar como um mundo era “grande” na época de minha adolescência. Acompanhava o resultado dos jogos da NBA por uma revista importada que, de vez em quando chegava na banca do aeroporto. “Admirávamos” os lances pelas fotos acrobáticas dos jogadores com seus Converse All-Star Chuck Taylor que todo garoto que jogava basket sonhava em ter. Aliás, eu tive dois desses em toda a minha vida, um preto e um vinho, que meu pai comprou na Zona Franca de Manaus (reservas de mercado típicas da época não permitiam que o mesmo fosse vendido no Brasil). Hoje posso assistir todos os jogos pela TV a cabo e ainda posso escolher os melhores lances na Internet. A globalização tem na NBA um de seus melhores exemplos. É vista no mundo todo, com jogadores de diversas nacionalidades e vende como ninguém the American Way of Life.

terça-feira, 3 de junho de 2008

A Vergonha do Basquete Master na Bahia

Costumo comentar o quanto tem sido agradável participar das competições de basquete master. Eu que fui atleta durante tantos anos (mas nem tanto tantos!) estava sentindo saudades do friozinho na barriga antes de uma final de competição ou partida decisiva. O desafio competitivo e as euforias que ele traz são inebriantes e, para um atleta master (melhor do que ex-atleta, né?), são por demais nostálgicas. Além do aspecto competitivo e rejuvenescedor, outra característica habitual deste tipo de evento é a reunião fraterna entre os jogadores. São momentos de reencontros e de recordações entre amigos e ex-oponentes. Os jogadores estão normalmente acompanhados por suas famílias, o que aumenta o congraçamento entre todos. Infelizmente, por estar em viagem de trabalho na Europa, não pude comparecer a Salvador na última semana para competir no campeonato Norte e Nordeste. Tomei conhecimento, no entanto, de que tive sorte em não ter ido. Uma desagradável cena aconteceu na competição e que a manchou fortemente. Um ex-atleta da Bahia (um tal de Jandiro, que certamente nunca teve a real dimensão do que é ser um atleta), no final de um jogo decisivo contra a Paraíba, forneceu deliberada e reiteradamente a bola para um adversário da Paraíba para que o mesmo fizesse uma quantidade de pontos que gerasse a desclassificação da equipe do Ceará. Pois é, o espírito esportivo e de respeito foi para o espaço. Difícil saber o que passa na cabeça de um cidadão desse. Mas o mais marcante é a reação dos outros integrantes da equipe baiana e dos paraibanos. Ninguém se posicionou e ainda hoje nas listas de discussão por emails, os participantes do certame, inclusive os de outros Estados não envolvidos diretamente, não imputem nenhuma responsabilidade aos outros envolvidos. Na verdade, isso não me surpreende muito. Temos uma grande dificuldade em imputar responsabilidades indiretas. Acostumamo-nos a encontrar o bode expiatório e responsabilizá-lo por toda a maracutaia (para usar um termo em voga). Nesse caso do basquete nem foi preciso muita força para achar o culpado, mas não é difícil perceber que não teria conseguido fazer tudo sozinho. De qualquer forma, o mínimo que se pode fazer é denunciar. Foi nesse intuito de que escrevi esse texto.