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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cidades Mais Inteligentes

A era digital que vivemos é pródiga em siglas, slogans e termos que acabam caindo no uso popular (e.g. bits e bytes). Um dos mais recentes é o conceito de cidade inteligente (Smart City).  Não seria difícil obter o consenso de que uma cidade inteligente deve ser sustentável, segura, inclusiva, fácil de se locomover, propensa à criatividade e à inovação, enfim, facetas que, de uma forma ou de outra, caracterizam um local bom para se viver.

Qualquer que seja a faceta a ser considerada, um nutriente fundamental para alimentar uma cidade inteligente é informação de qualidade.  Cotidianamente, uma avalanche de dados é coletada e armazenada digitalmente, em especial pelos governos. Explorar esses dados para produzir informação útil  é, no entanto, tarefa de toda uma sociedade e não exclusivamente de governos. Para isso há uma mudança cultural que precisa ser implantada, pois ainda prevalece nos governos a prática de guardar dados e monopolizar seu uso.  

Uma política de dados abertos governamental com ênfase na transparência dos dados é infraestrutura para o desenvolvimento de uma cidade mais inteligente. Cidades inteligentes usam, por exemplo, informações sobre tráfego de veículos para auxiliar os cidadãos sobre que rota ou que meio de transporte tomar e assim serem mais racionais no uso do recurso escasso não renovável. Para que isso seja possível as informações sobre tráfego devem estar disponíveis de forma que empresas, jornalistas, autônomos, cientistas, estudantes, enfim, empreendedores de uma forma geral possam criar serviços a serem usados por todos.

A decisão da Prefeitura de Fortaleza de lançar em breve um portal de dados abertos da cidade visa colocar Fortaleza nesse diapasão. O portal irá inicialmente apresentar dados digitalizados da cartografia da cidade e de suas diferentes camadas de informações como pontos de coleta de lixo, iluminação pública, rotas de ônibus e semáforos. Um caminho que somente começa a ser trilhado, deve envolver todos os órgãos que fazem a administração municipal, mas que precisa ser pavimentado com o apoio da sociedade para que seja um caminho sem volta.

*artigo publicado no Jornal O Povo de terça-feira 29/10


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Vivo: não só quanto a dinheiro


O diretor-presidente da agência Dinheiro Vivo, Luis Nassif, fez uma breve, mas muito feliz, apresentação na abertura do evento sobre tecnologia e segurança em que estive como palestrante e debatedor essa semana (veja mais aqui). Demonstrou perceber toda a dimensão do que caracteriza o momento de dados abertos.

Há um espaço para empreender e produzir uma nova forma de serviço público. Um serviço público intermediado por instituições que trabalham os dados abertos e os põem a disposição da sociedade, digamos, de forma palatável. A mídia investigativa e o jornalismo, dito de dados, são exemplos dessas possibilidades.

Nassif com seu portal brasilianas.org já vem investindo numa direção de quebrar a predominante dominação da mídia nacional por grandes conglomerados. Ao perceber essa outra dimensão, parece-me que vai ter a capacidade de inovar também em outras direções. Foi meu sentimento. 


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dados Abertos Governamentais no Estado do Ceará

Esta manhã estarei no auditório da Controladoria Geral do Estado discorrendo sobre Dados Abertos Governamentais e o projeto Ceará Dados Abertos. É a primeira vez que tenho a oportunidade de expor as ideias que estão sendo produzidas por mim dentro de minhas atividades na ETICE em conjunto com o Prof. Fernando Carvalho.

Abaixo a apresentação que usarei. Maiores detalhes sobre a repercussão e reações ao projeto serão comentadas posteriormente.

domingo, 29 de julho de 2012

O Ecossistema de Empreendimentos em Torno dos Dados Abertos dos Governos



O ecossistema de empresas e iniciativas inovadoras ao redor do conceito de governo e dados abertos avança no mundo. Já mencionei aqui a criação do Instituto Britânico de Dados Abertos criado pelo governo. Os americanos, bem a sua feição, têm também várias iniciativas interessantes. Só que ao invés de esperar a criação de órgãos governamentais os empreendedores partiram na frente. O maior exemplo disso é Code for America. Trata-se de empreendimento de vários especialistas que criaram uma espécie de Instituto (não entendi bem que tipo de regime de empresa se trata. Parece-me uma OSIP) para prover o que eles mesmo denominam “Um novo tipo de serviço público”.

Os especialistas de Code for America perceberam rapidamente que, primeiro, os governos não sabem como agir quando se refere a dados abertos e, depois, a sociedade não sabe o que fazer com esses dados. Buscam então se apresentar como apoio aos interessados dos dois campos para diminuir essas deficiências. Algumas parcerias estão sendo estabelecidas com as cidades como pode ser visto no mapa abaixo.  Concursos de ideias, desenvolvimento de aplicativos, incubação de startups e outras animações fazem parte das atividades que podem ser providas. Achei também muito interessante um espaço chamado civic commons onde se pode ver o que está sendo feito em cada cidade e as tendências e aplicativos mais populares.

Aos interessados sugiro uma olhada detalhada no site. Creio que embora muito bem estruturado, esse projeto ainda está buscando encontrar seu nicho. Tudo é muito novo. Alguém se habilita a fazer algo similar por aqui?