Leiam este trecho do texto escrito por Gustavo Gindre no excelente site Observatório da Imprensa.
“ ... os jornais se contentam em entrevistar artistas e diretores famosos (a maior parte composta por empregados da TV Globo) que afirmam que a classificação etária seria censura. Segundo essa posição, o Estado não teria o direito de cobrar que um concessionário de serviço público tenha preocupação com a formação de nossa infância e adolescência. Por essa versão dos fatos, alterar a exibição de um programa de televisão, baseado na quantidade de cenas de sexo e violência (sem impedir a sua exibição em outro horário), seria censura.” Vejam o esclarecedor texto cliquando aqui.
Como tenho insistentemente dito. O real debate sobre mídia e censura só pode ser feito na Internet. Os grandes grupos de comunicação não permitem outramente.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Ainda Sobre a Classificação Indicativa de Programas Televisivos
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
Novamente o Debate Mídia e Censura
Excelente o debate no programa Roda Viva sobre a questão da classificação indicativa de programas de TV. Só para exemplificar o que vivemos atualmente faço a seguinte questão: como se pode explicar que uma telenovela que passa no horário noturno (declaradamente voltada a um público adulto) algum tempo depois volta a ser apresentada no horário da tarde? Justamente em um horário que somente as crianças estão assistindo a televisão e normalmente sem a presença dos pais. Fica claro que os representantes das televisões se escondem atrás do discurso da liberdade de expressão e do “não a censura” para manter seus privilégios de veicular programas inapropriados a um público indefeso (por incapacidade de se defender em função da idade ou em função da educação). Já tinha mencionado em um texto anterior sobre a necessidade de um papel progressista de representantes do jornalismo e da mídia para que tivéssemos aumento na qualidade da televisão (clique aqui para acessar o texto). Infelizmente, o que vi no debate do Roda Viva foi triste. Não me parece que chegamos ainda a esse momento no Brasil. É uma pena que este debate esteja tendo tão pouca penetração nos lares brasileiros, pois ele por si só já seria um instrumento educativo aos pais. Eles são os primeiros que precisam perceber que podem estar sendo excessivamente permissivos e assim prejudicando seus filhos. Outro debate interessante sobre o tema estava sendo travado no blog do Luis Nassif (veja o debate aqui). No entanto o debate descambou para ataques pessoas que desviaram o foco da discussão. De qualquer forma, decididamente, são em veículos como a Internet e a TV Cultura é que se poderá discutir o assunto. A grande mídia televisiva não abre espaço para isso.
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