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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Jimmy Wales no Roda Viva
Muito boa a entrevista do criador da Wikipedia Jimmy Wales no Roda Viva. O fato de alguns entrevistadores não entenderem direito como ela funciona teve seu lado positivo. Permitiu que Wales respondesse didaticamente como o projeto nasceu e se desenvolve. O ponto negativo é que perguntas importantes deixaram de ser feitas. Em particular, a relação entre pessoas que consultam e pessoas que atualizam era algo que merecia mais detalhe. Em projetos colaborativos desse tipo é ilusão pensar que todo mundo participa e colabora. Como fazer para manter motivado o grupo que faz as moderações e solicita a colaboração de outros é um dos grandes segredos. Alguns dados interessantes passados pelo próprio Wales são de que proporcionalmente o número de usuários da Internet que usa Wikipedia no Brasil e nos EUA é de cerca 30%. Além disso a Wikipedia em português tem cerca de 500.000 verbetes sendo maior do que a espanhola. A novidade mais interessante é que a reportagem com ele não tem copyright exclusivo da TV Cultura, mas está licenciado em Creative Commons. Isso significa que o programa estará disponível para visualização (clique aqui para acessá-lo). O modelo "Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil" significa que os internautas podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra, além de criar conteúdos derivados. Como contrapartida, a licença adotada estabelece que os usuários não podem utilizar o programa com finalidades comerciais e, caso produzam obras baseadas no Roda Viva, devem distribuí-las sob a mesma licença. A Fundação Padre Anchieta tem o direito de receber os créditos sempre que isso acontecer.
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terça-feira, 1 de julho de 2008
Memória Roda Vida
Maravilhosa a iniciativa da Fundação Padre Anchieta, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp) que ajudou a construir o imperdível o site de memórias do programa de entrevistas Roda Viva da TV Cultura de São Paulo (a transmissão no Ceará é pela TV Ceará). Já declarei algumas vezes como sou fã do programa e lamento que haja tão poucas emissões do mesmo gênero no País. No site é possível ter acesso a degravação de todas as entrevistas realizadas desde 1986. Infelizmente, não temos acesso a todo o vídeo, mas somente a uma pequena amostra da entrevista. De qualquer forma trata-se de algo histórico onde podemos encontrar desde o presidente Lula antes de eleito, o saudoso Mário Covas sempre um exemplo de corretude e figuras, mais controversas, muito embora não menos relevantes historicamente como o deputado Roberto Jefferson e Pedro Collor. Acesso o site clicando aqui e boa memória. Aliás, ontem mesmo assisti no Roda Viva uma entrevista com o americano (e com nacionalidade brasiliera) David Neelemano maior acionista da Jet Blue (a companhia aérea que mais cresce nos EUA) e que está lançando no Brasil a Azul. Ela será a mais nova companhia área brasileira a partir de 2009. A reportagem foi muito boa (embora Lilian Witefibe monopolize como apresentadora principal) e queria ressaltar um momento bem simples e emblemático que mostra a diferença do homem de negócios americano para o brasileiro. Ao ser perguntado sobre o que achava da carga tributária brasileira que era muito elevada, respondeu: isso não é meu problema, a carga é alta para todos. O que me interessa é a competição.
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
Novamente o Debate Mídia e Censura
Excelente o debate no programa Roda Viva sobre a questão da classificação indicativa de programas de TV. Só para exemplificar o que vivemos atualmente faço a seguinte questão: como se pode explicar que uma telenovela que passa no horário noturno (declaradamente voltada a um público adulto) algum tempo depois volta a ser apresentada no horário da tarde? Justamente em um horário que somente as crianças estão assistindo a televisão e normalmente sem a presença dos pais. Fica claro que os representantes das televisões se escondem atrás do discurso da liberdade de expressão e do “não a censura” para manter seus privilégios de veicular programas inapropriados a um público indefeso (por incapacidade de se defender em função da idade ou em função da educação). Já tinha mencionado em um texto anterior sobre a necessidade de um papel progressista de representantes do jornalismo e da mídia para que tivéssemos aumento na qualidade da televisão (clique aqui para acessar o texto). Infelizmente, o que vi no debate do Roda Viva foi triste. Não me parece que chegamos ainda a esse momento no Brasil. É uma pena que este debate esteja tendo tão pouca penetração nos lares brasileiros, pois ele por si só já seria um instrumento educativo aos pais. Eles são os primeiros que precisam perceber que podem estar sendo excessivamente permissivos e assim prejudicando seus filhos. Outro debate interessante sobre o tema estava sendo travado no blog do Luis Nassif (veja o debate aqui). No entanto o debate descambou para ataques pessoas que desviaram o foco da discussão. De qualquer forma, decididamente, são em veículos como a Internet e a TV Cultura é que se poderá discutir o assunto. A grande mídia televisiva não abre espaço para isso.
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