Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador Observatorio da Imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Observatorio da Imprensa. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de novembro de 2012

Sandy: Fatos e Versões


Conheci com perfeição o que significa a expressão “coração apertado” na semana passada. Estive em Washington D.C. brevemente o que me deu a oportunidade de encontrar com minha filha que está morando e estudando em Manhattan. Matei um pouco da saudade, mas o furacão Sandy forçou-nos a reduzir nossa estada. Nossa despedida no domingo foi muito difícil. Eu fugia de Sandy de volta ao Brasil, mas ela ia justamente em sua direção em New York.

Os dias seguintes  deixaram-me em constante angústia e agonia. Esses sentimentos eram alimentados pelo acompanhamento do noticiário televisivo, em especial, o jornalismo americano. Não demorou muito para perceber o quanto os noticiários eram dramáticos, exagerados e não informativos.

De uma foram geral, a cobertura midiática foi sofrível. Vi claramente que havia pouca informação a prover. Faziam drama de tudo. Informação que é bom, nada. Na verdade, não havia muito a informar. O essencial foi que o furacão havia causado desgastes materiais, havia afetado o fornecimento de energia elétrica e provocado a paralisação dos meios de transporte. Isso pode ser dito em um Tweet. Nos jornais televisivos isso tinha que render. Por isso buscavam dramas, de pessoas angustiadas, tristes e de preferencia desesperadas. Tiveram dificuldades em encontra-las. Solução: blá, blá, blá, blá.

Mas tal fato não se restringe somente a imprensa televisiva e nem muito menos a imprensa americana. O jornal O Povo, por exemplo, em sua página de capa da quarta-feira dia 31 de outubro, consegue fazer uma absurda comparação entre o 11 de Setembro e os efeitos do Sandy. A diferença de mortos entre as tragédias não permitiu ao jornal perceber que de fato o que era mais relevante noticiar foi como um fenômeno de proporções catastróficas como Sandy levaram a tão poucas causalidades. Creio que o Katrina ajudou aos americanos a serem excessivamente cautelosos. Minha versão é que Sandy causou desgastes grandes materiais, mas a imprensa entrou no rolo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mídia em Papel: Qual o Futuro?

Vou continuar a refletir sobre um dos temas que recentemente tem tomado minha atenção: a mídia impressa. Todas as vezes que se fala sobre os avanços tecnológicos, a questão do fim do livro em papel vem à tona. O lugar-comum leva-nos a expressões tipo: “Nada como ler um livro em papel. Pode-se manuseá-lo, colecioná-lo, deitar com ele”. É verdade que há uma sensação especial na posse de um livro e isso ainda vai ser fator determinante para adiar a entrada em nossas vidas dos livros eletrônicos. Mas será que o mesmo tipo de raciocínio se aplica para os jornais impressos? Por fazer parte do conselho de leitores do O Povo, passei a receber o jornal há um mês. Nunca havia feito uma assinatura de jornal. Foi minha primeira experiência. Sinceramente, não encontro tantos argumentos em relação à sustentabilidade quando se trata desse tipo de mídia. A tinta se desprende facilmente o que dá sensação de sujeira. Não dá para ler um jornal deitado na cama como se faz com um livro, nem durante uma refeição como café da manhã. Em lugares abertos, onde há muito vento, é um sufoco. Sem falar no, pouco ecológico, gasto de papel, que ao final do dia perde sua utilidade (pelo menos em termos informativos!). Os notebooks cada vez menores e toda outra gama de dispositivos móveis com acesso fácil a Internet trazem uma alternativa simples, limpa e barata para a leitura de notícias. Agora, a questão fundamental que me parece que se abre é quanto ao modelo de negócios a ser adotado pelos jornais na Internet. A revista Time dessa semana dedica espaço para esse debate. A sugestão é de que os jornais comecem a adotar a política de micro-pagamentos. Ou seja, os internautas pagariam por cada notícia clicada; um valor normalmente bem pequeno (um centavo por matéria ou cinco reais por assinatura na web). Vale a pena dar uma olhada na matéria aqui.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ainda Sobre a Classificação Indicativa de Programas Televisivos

Leiam este trecho do texto escrito por Gustavo Gindre no excelente site Observatório da Imprensa.
“ ... os jornais se contentam em entrevistar artistas e diretores famosos (a maior parte composta por empregados da TV Globo) que afirmam que a classificação etária seria censura. Segundo essa posição, o Estado não teria o direito de cobrar que um concessionário de serviço público tenha preocupação com a formação de nossa infância e adolescência. Por essa versão dos fatos, alterar a exibição de um programa de televisão, baseado na quantidade de cenas de sexo e violência (sem impedir a sua exibição em outro horário), seria censura.” Vejam o esclarecedor texto cliquando aqui.
Como tenho insistentemente dito. O real debate sobre mídia e censura só pode ser feito na Internet. Os grandes grupos de comunicação não permitem outramente.