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terça-feira, 10 de julho de 2012

Voto na Bicicleta


Arvoro-me a propor um tema para discussão na campanha eleitoral que se inicia que envolve mobilidade urbana, saúde pública e ecologia. Sim! Há sim algo eclético e com tamanha abrangência: a bicicleta. 

Pode surpreender a alguns, mas as grandes cidades do mundo têm consolidadas políticas de uso do espaço de transporte para que parte dele seja também destinado às bicicletas. Importante enfatizar que não se trata aqui de considerar seu uso somente como um esporte ou lazer, mas como alternativa de meio de transporte. Um transporte que tem a grande vantagem de ser saudável e limpo (ecologicamente falando).

Para os que se apressam em dizer que não temos as condições adequadas, digo que  há exemplos no mundo de todas as formas. Grande cidades e pequenas cidades,  sejam em ruas estreitas ou mais largas, seja no frio ou no calor, enfim, onde quer que seja, basta uma política clara do poder público e um desejo da sociedade.

Pensar a bicicleta como meio de transporte requer a criação de uma política de uso dos espaços, mas sobretudo uma compreensão de que a maior ação a ser tomada é a mudança na cultura dos condutores de automóveis e pedestres. Ainda estamos achando que para ter a bicicleta como meio de transporte precisamos de ciclovias especialmente construídas para tal fim. Isso é absolutamente errado e se formos esperar por isso, melhor esperar por ciclovias no Metrô.

Todos os exemplos de sucesso no mundo mostraram que a questão é muito mais de compartilhamento de espaço existente do que de criação de novos. Em ruas largas o compartilhamento do espaço da bicicleta é com os veículos, em ruas estreitas e calçadas largas, o compartilhamento é com os pedestres.  Os céticos logo perguntariam, “e em ruas estreitas e com calçadas não menos estreitas como abundam por aqui?”. Da mesma forma, compartilha-se o espaço com todos.

“Compartilhar” é a palavra chave que deve dominar na discussão. Vejam como esse debate pode ser interessante para a cidade. Além de todos os aspectos que mencionei, ainda envolve uma questão de educação cívica: o respeito pelo espaço dos outros. 

* Artigo publicado hoje no jornal O Povo, coluna Opinião.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dê Carona Pela Web

Escrevo muito frequentemente sobre como a Web pode criar mecanismos de compartilhamento de opiniões, costumes e está mesmo a modificar o comportamento das pessoas. O site Pickuppal é um exemplo disso (pick up pal é uma expressão inglesa para dizer algo como carona para amigos). A idéia é simples, mas bem eficiente. Busca ligar condutores de veículos com passageiros e assim promover e facilitar caronas. Nas principais auto-estradas dos EUA e Canadá há sempre uma via destinada exclusivamente para veículos com pelo menos duas pessoas. É uma medida de incentivo à redução da emissão de poluentes e à diminuição do tráfego. O site pickuppal permite pessoas formarem uma comunidade (ou mesmo aqueles que já fazem parte de uma) afim de que comuniquem rotas e horário dessas rotas aos membros da comunidade de forma a compartilharem horários nos carros. Isso funcionaria por aqui?


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Um Sinal Bem Desmoralizado







As fotos acima são de um dos sinais mais desmoralizados de Fortaleza. Chego mesmo a pensar que ele pode significar o contrário do que aprendi. Seria “estacione aqui” o sentido do mesmo? Para mim, trata-se do exemplo mais marcante do completo abandono do controle de trânsito na cidade. E olha que não estou falando de uma pequena ruela residencial. Algumas ruas de grande movimentação como a Rui Barbosa viraram estacionamento público (as duas primeiras fotos foram tiradas lá). Além de se estacionar nos dois lados da rua (como mostra a foto acima), há uma fila de carros que fica “em busca de estacionar”. Ou seja, o trânsito engarrafa totalmente. As outras fotos foram tiradas ao redor do centro de convenções. Ressalte-se que há um grande estacionamento do lado que poderia ser usado. Algumas medidas simples de respeito à sinalização trariam fluidez ao trânsito de forma bem menos onerosa do que viadutos ou pontes. Mas, como não dá para resolver com fotossensores, deixa-se do jeito que está! Agora, a foto abaixo é imbatível. Representa como as pessoas passam a usar o espaço público em função do vácuo causado pela omissão das autoridades.Uma loja ambulante em plena Rui Barbosa às três horas da tarde. O proibido estacionar aqui pelo menos tem um uso. Não atrapalha o comércio do ambulante (e olhe que já tem um gol vermelho querendo o espaço)!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

AMC “a la Paris”


Estava passeando pelas ruas parisienses no Quartier Latin (um dos lugares que mais me cativa) quando tive a oportunidade de presenciar o serviço de controle de trânsito da cidade funcionando. Em menos de cinco minutos vi o caminhão do reboque chegar(com um só funcionário!), “laçar” um carro que estava estacionado em lugar proibido e levá-lo preso ao depósito. O proprietário do carro quando chegar, não vai nem saber o que aconteceu. Saberá depois, certamente, que vai pagar bem carinho. Além da multa, todos os custos do transporte e armazenagem do carro são de sua responsabilidade. Acima há uma foto que tirei do momento em que o carro foi laçado e, abaixo, um pequeno filme do mesmo sendo rebocado. Vejam no filme que o local onde o carro estava estacionado tinha escrito “livraison” (era espaço reservado para entregas). Será que nossa AMC seria capaz disso?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Le Metro à Paris

Paris nos surpreende a cada esquina, a cada ruela, a cada “coin”. Seu metrô não poderia ser diferente. Embora já o tenha visto mais limpo no passado, surpreende-me sempre encontrar artistas de diferentes nacionalidades, gêneros musicais, estilos em espetáculos bem sui generis. Abaixo uma pequena amostra de um começo de “soirée” muito fria (zero grau).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ergonomia e Respeito

Dois exemplos do nível de detalhe que os provedores de serviços europeus desenham sua soluções. A ergonomia da haste de ferro dividida em três para ser usada como sustentação pelos passageiros do metrô de Paris. Uma cadeira para auxiliar a subida na escada de pessoas com handicap físico em um prédio público em Bruxelas. Detalhes que indicam respeito.