Recebi o relatório do Summit Smart Cities em que expus e debati em São Paulo no final do Junho. Para os interessados, segue o link do arquivo (clique aqui). Em breve, espero atualizar a apresentação com as novidades que estaremos fazendo em Fortaleza.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Relatório do Summit Smart Cities
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
WikiCrimes OpenGov Começa com a cidade de São Paulo
Mais uma novidade nasce do laboratório de engenharia do conhecimento da UNIFOR e de sua start-up associada Wikinova. Agora temos uma versão de WikiCrimes que se baseia exclusivamente em dados governamentais. Eu já havia mencionado em textos anteriores como estávamos trabalhando WikiCrimes para que ele seja cada vez mais um espaço, não só de recepção de dados criminais vindo da população, mas para que seja igualmente um local que congregue dados governamentais advindos dos departamentos de policia no mundo que aderem de mais em mais à prática de governo aberto (OpenGov).
Neste primeiro momento WikiCrimes OpenGov começa somente no iPhone e com dados da criminalidade de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo é a única no Brasil que abre seus dados de crime no nível de granularidade de distrito policial. A iniciativa ainda não tem o porte que desejamos, pois o correto é dispor de todos os dados das ocorrências individualmente. No entanto, ela é inegavelmente um grande avanço na nossa retrógrada cultura de baixíssima transparência para com os dados públicos, em especial com os dados da Segurança Pública.
WikiCrimes OpenGov no iPhone é um exemplo de como o cidadão pode se beneficiar com as informações abertas. Ele tem duas funções: consultar por delegacia de policia na cidade e São Paulo e consultar sobre a criminalidade do local onde o usuário do telefone se encontra.
A consulta de delegacias usa a técnica de realidade aumentada. Para realiza-la o usuário basta acionar o botão de consulta delegacias mais próximas e apontar seu iPhone para a direção que deseja saber onde estão estas delegacias. Através de ícones de edificações e de um pequeno radar, é possível identificar quais delegacias de polícia existem ao redor. Se desejar, o usuário pode também visualiza-las no Google Maps.
Na consulta sobre o quão seguro é um determinado local, o usuário recebe informações sobre a área da delegacia policial mais próxima com um ranking especificando a colocação daquela área em termos de quantidade de crimes. Venha conhecer WikiCrimes OpenGov. Está na loja da Apple por módicos R$ 1,99. Basta clicar aqui.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Quem Pode Saber Onde Ocorre Mais Crime em São Paulo?
"A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem crimes em São Paulo. É o que revela levantamento feito pela Polícia Militar e obtido com exclusividade (destaque meu) pelo G1”.
Semana passada o portal G1 fez uma matéria que tinha o seguinte título: “Saiba as 40 vias onde mais ocorrem crime em SP”. A referida matéria começa com o texto que reproduzi acima.
Não vou aqui refletir sobre os locais perigosos de São Paulo. Quero retomar a questão da transparência (ou melhor, da falta dela) no trata das informações sobre crimes no Brasil, em particular em São Paulo. Também na semana passada recebi a resposta da Secretaria de Segurança de SP à minha carta (publicada no blog aqui) onde proponho parceria daquela Secretaria com WikiCrimes. A resposta da Secretaria paulista foi muito cordial, mas recusou qualquer tipo de colaboração com WikiCrimes. Dizem estar estudando formas de colocar os dados em um portal da transparência do próprio Estado de SP.
Pois vejam só. Não podem por os dados disponíveis a WikiCrimes, mas podem fazê-lo com o G1?! Porque a Globo tem o direito de acesso a esses dados? Por que essa exclusividade? Incrível como essa situação beira o surrealismo. E a imprensa, eih? Faz parte desse joguinho que cria um mercado de “furos” jornalísticos com informação pública que deveria ser aberta a todos os cidadãos. A troco de que essas informações são repassadas a alguns privilegiados?
Parece que o Governo Paulista não aprendeu nada depois do caso do funcionário acusado de vender informações sigilosas e que havia comentado aqui. Por quanto tempo?
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Sigilo de Dados Criminais: Fatos e Versões
Recentemente, mencionei a, na minha opinião, tímida atitude do Governo do Estado de São Paulo em colocar na Internet as estatísticas de crimes por distrito policial. Disse que era um avanço, mas que muito mais é necessário. Há cerca de três anos venho denunciando a cultura que parece nos impede de compreender que as informações públicas devem todas estar à disposição dos cidadãos.
Fiquei surpreso, ao descobrir, ainda na semana passada, notícias sobre denúncias de que especialistas contratados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foram acusados de vender informações, ditas sigilosas, sobre a estatística de crimes. Vejam matéria aqui.
Não vou entrar no mérito específico da questão, até porque não tenho informações precisas do que realmente ocorreu. Agora, surpreendeu-me sobremaneira o fato de que todas as matérias sobre o tema alardearem a existência de informações sigilosas que não poderiam ser divulgadas. Mas que informações são essa? Em busca de compreender mais o problema, vi que se tratavam somente de estatísticas de crime por local. Isso é um absurdo total. Dados de ocorrências criminais com o tipo de roubo, local, hora e data são públicos. Não têm nada de sigiloso. Não aceitar isso é incentivar um jogo de interesses promíscuos entre os que têm acesso à informação e aqueles que se dispõem a comprá-la ou a consegui-la de forma não transparente.
Se estamos totalmente convencidos de que as informações são sigilosas, então o problema da falta de controle sobre as mesmas é realmente preocupante. Afinal de contas, o trato de informações sigilosas requer controles e mecanismos de proteção muito maiores do que os seguem as Secretarias de Segurança. Abundam as denúncias de que certas empresas conseguem acesso às informações de lugares mais perigosos diretamente de fontes oficiais. Enquanto isso, não recebi resposta de NENHUMA Secretaria de Segurança à minha carta (leia-a aqui) em que proponho parceria com WikiCrimes, justamente para expor aos cidadãos essas informações públicas.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Gastronomia à la Paulistana
Minhas recentes idas a São Paulo permitem-me confirmar a convicção de que esta cidade tem uma gastronomia extraordinária. Pode-se comer de tudo como toda grande metrópole mundial, mas não é somente a variedade que chama a atenção.
Em São Paulo, a culinária mundial encontra um espaço de transformação e adaptação sem igual. Recentemente cheguei a mencionar no Twitter o quanto acho gostosa a pizza paulistana. Hoje, sinto-me mais confiante para dizer que não é só na pizza que a culinária paulistana atingiu alto nível de qualidade. Dois exemplos de locais que visitei no último mês me permitem exemplificar o que quero dizer.
L ‘Entrecote de Paris é um restaurante com uma proposta excêntrica: servir única e exclusivamente este que é um dos pratos mais típicos do franceses. L `entrecôte é uma espécie de bife que vem acompanhado de batatas fritas e de um molho (normalmente béarnaise) e que está presente nos cardápios da grande maioria dos restaurantes franceses. Pois bem, L’Entrecôte de Paris em São Paulo serve uma carne ainda melhor que a dos franceses. A qualidade da carne e o molho super bem trabalhado dão um toque especial ao restaurante que não tem concorrente nem em Paris.
Mas estaríamos falando somente da nacionalização da culinária internacional? Não somente. O contexto nacional e regional tem também seu exemplo. No Brasil a Gosto pode-se comer uma cozinha regional das diversas partes do País de uma forma super elaborada e que não se vê mesmos nessas regiões. A manipulação dos ingredientes típicos nordestinos e amazônicos, por exemplo, é delicadamente feita tanto em termos de apresentação quanto de sabor. Ressalte-se os pratos preparados na forma de "bóias frias" (que de frias não têm nada). As generosas porções são servidas em cerâmica com tampa e envoltas em um pano de cores - exatamente como as usadas pelos bóias-frias, Brasil afora.
Só não encontrei ainda uma tapioca como a cearense. Alguém me indica alguma?
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Merda de Cachorro e Cidadania
Em 2007, escrevi sobre como, a meu ver, o hábito de limpar a sujeira de seu animal de estimação indica o nível de cidadania e educação de uma sociedade. O título do post na época era exatamente o mesmo deste aqui. Pois bem, vejam nas fotos abaixo o que encontrei em São Paulo quando estive recentemente. A própria comunidade encontrando meios para apoiar e induzir as ações corretas das pessoas. Uma simples placa educativa já ajuda muito. O que dizer então da exposição de saquinhos de plástico para serem servidos pelos transeuntes que levam seus cães para o passeio. Faz bem mais a diferença. Exemplos que o poder público bem que podia imitar.
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