Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador participação social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador participação social. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Diga pelo Twitter o Final da Novela



Os americanos estão começando a usar o Twitter como interface para tornar a TV mais interativa. Trata-se de um caso típico do que chamamos de cross-media interaction (interação com mídias cruzadas). 

O episódio do seriado Miami 5-0 da semana passada (14/01/2012) terá final definido pelos telespectadores. Foram dadas opções de personagens que seriam os assassinos e uma votação definirá o final.

Outro detalhe importante foi que, devido ao fuso horário, como o programa passa em horários diferentes na costa leste e na costa oeste, o resultado do programa pode ter sido diferente dependendo de onde você esteja.

Isso se tornará tendência? Teremos novelas globais com finais definidas pela public? Será o Twitter o veículo que vai capturer as opiniões das pessoas? Respostas virão em breve como tudo no mundo da tecnologia. Veja mais aqui.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Simpósio Brasileiro de Sistemas de Informações

Sinto-me deveras honrado por ter recebido o convite dos organizadores do VIII Simpósio Brasileiro de Sistemas de Informação para ser um dos dois palestrantes convidados. A temática do Simpósio é a de Cidades Inteligentes. Segue o resumo do que pretendo apresentar e que intitulei de "Cidades inteligentes e Participação Cidadã". Maiores informações sobre o simpósio, inclusive sobre a outra palestra convidada que será ministrada por Jurij Paraszczack pesquisador da IBM nos EUA e diretor do programa de cidades inteligentes da empresa podem ser encontradas aqui.


A Web social e a computação móvel moldam novas formas de comunicação entre as pessoas e abre igualmente espaço para o aparecimento de novas modalidades de participação popular. Paralelamente a este contexto, o clamor popular por publicidade e transparência vem induzindo os governos à abertura de seus dados. A sinergia entre esses dois fatores é determinante para o aparecimento de sistemas de informações ubíquos que realizam acesso imediato à informações determinantes para o cotidiano dos cidadãos e permitem a interação extemporânea entre os cidadãos e governos.

O desenvolvimento de sistemas de informações dentro desse contexto, se por um lado requer expertise sobre as novas tecnologias que surgem, por outro lado, em função do grande volume de dados a disposição, é desejável que possa ser feito inclusive pelos próprios usuários. Torna-se assim, cada vez mais relevante a criação de ferramentas para o fácil desenvolvimento, pelo próprio cidadão de aplicações que fomentem a participação.

Em minha apresentação detalharei os meandros desse contexto e os desafios que ele impõe no tocante ao desenvolvimento de sistemas de informações. Em particular, discorrerei sobre como o processo de participação popular pode ocorrer através de mapas colaborativos e do uso destes em smartphones. Mapas colaborativos são aplicações que envolvem o conceito de participação, interação e localização geográfica. Exemplos na área de segurança pública, poluição sonora e limpeza urbana serão dados.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Governos e Campanhas Eleitorais


Governos não conseguem resolver sozinhos muitos dos problemas que afloram diariamente na vida de uma comunidade. Precisam da participação das pessoas, mas sofrem para serem catalisadores da energia popular. Muitas vezes nem percebem essa necessidade. Recentemente, li uma matéria jornalística que versava sobre como o lixo depositado nas ruas gerava poluição nas praias. Um exemplo clássico de como as ações governamentais de limpeza urbana não são suficientes. Se as pessoas sujarem indiscriminadamente não há serviço de limpeza que baste.

Conseguir o engajamento dos cidadãos às causas comunitárias envolve, dentre outras coisas, uma campanha educacional para além da sala de aula. A postura dos cidadãos no seu cotidiano pode e deve ser educada. Usar a criatividade em campanhas de conscientização com exemplos claros dos danos que atos inadequados podem causar é a melhor estratégia educacional.

Mas não é somente isso. O verdadeiro desafio para tornar essas campanhas efetivas é fazer com que sejam apropriadas pelos cidadãos. Elas precisam ser marcantes e gerar o sentimento de contágio. As pessoas têm que se sentir impelidas a participar, pois compreendem os impactos e, acima de tudo, se contagiam com a participação dos outros.

Alguns mais céticos acreditam que nossos governantes não são capazes de gerar isso. Digo que são, sim. O fazem muito bem quando querem se eleger. A mesma dinâmica usada durante uma campanha eleitoral que visa criar um movimento em torno de uma ideia ou de um nome de um candidato pode e deve ser usada nas ações de governo.

Temos exemplos de políticos que são excelentes na campanha. Agitam, interagem, convencem. Agindo assim conseguem ajuda para se eleger. Quando no governo, se apequenam, se fecham. Não conseguem ajuda para governar. Custa usar a mesma estratégia? 

*publicado na coluna opinião do Jornal O Povo, 22 de Fevereiro, 2011

quinta-feira, 12 de março de 2009

WikiMapAid – Um Mapa de Ajuda Humanitária

Depois da criação de WikiCrimes recebi muitas propostas para fazer outros sites de natureza similar. Sempre recusei por que achava que a experiência de WikiCrimes é por si só muito rica e ainda me faz aprender bastante sobre a Web, inovação, além de proporcionar um riquíssimo ambiente para realização de pesquisas em computação. Isso evidentemente requer muito investimento de tempo que, aliás, meu dia a dia não me deixa esquecer. No entanto, uma proposta feita em Maio de 2008, há quase um ano, ficou sempre na minha cabeça. Rupert Douglas-Bate é um experiente trabalhador na tarefa voluntária de ajuda humanitária. Ele é fundador e presidente de uma ONG em Londres chamada Global Map Aid – GMA. Ao conhecer WikiCrimes, ele me mandou um email que descrevia ao mesmo tempo seu entusiasmo e emoção, pois acreditava que um site para mapear ajuda humanitária, ao estilo de WikiCrimes, seria de grande valia para sociedades que hoje sofrem tanta carência. Rupert garantiu-me que eu não teria nenhuma energia a gastar depois que o site estivesse pronto. Ele teria todo o trabalho de divulgar, articular a participação e manter o site (ainda não sei se isso será bem assim!). Uma proposta extremamente interessante, em virtude de seu valor sentimental, mas que não via como viabilizá-la. Mantivemos o contato por alguns meses e, durante esse tempo, Rupert sempre me enviava notícias, fotos e vídeos de situações críticas no mundo e de devíamos fazer algo. É incrível como somos desinformados da pobreza, fome e crueldades que vivem algumas pessoas principalmente em países africanos. Somos rápidos em criticar os países ricos por sua ignorância quanto aos problemas dos mais pobres. Não me parece que agimos muito diferentemente. Quando a situação no Zimbábue começou a se deteriorizar coincidiu com o momento em que consegui o apoio de Ricardo Rebouças. Ele é um ex-aluno de graduação e orientando de mestrado que acima de tudo, adquiriu esse entusiasmo por desafios como o que lhe propus. O resultado é o site WikiMapAid que estamos lançando essa semana(sempre em estado beta). A idéia é usar o site para mapear a situação em regiões carentes. Abrigos, hospitais, escolas, pontos de apoio para obtenção de comida e de água são algumas das áreas que podem ser mapeadas pelos trabalhadores humanitários espalhados pelo mundo. Abaixo uma figura do site. Infelizmente, a versão atual só será em inglês. Em breve, contamos ter uma em português. Acho que pode ajudar inclusive a mapear regiões críticas mesmo no País como nos casos de tragédias devido a intempéries e onde a logística deve ser mapeada e disseminada na população.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Cansei de “Canseis”: Contra a Indignação Inoperante

Provocado por um comentário anônimo (clique aqui para ver o comentário) sobre minha suposta postura light e sobre minha posição quanto a campanha “cansei”, venho refletir sobre ambos. Primeiro, quero dizer que não estou cansado de nada, muito menos do blog. Aliás, a iniciativa deste blog foi uma das mais corretas decisões que tomei nos últimos anos. Evidentemente os textos que escrevo refletem meu estado de espírito e que naturalmente varia. Reconheço ainda que a capacidade de crítica e de indignação é uma característica bem marcante de minha personalidade e assumo as conseqüências positivas e negativas de tê-la assim. Se por um lado ela me permite identificar oportunidades, acusar problemas e quebrar paradigmas, por outro lado ela me faz incompreendido, indesejável e muitas vezes de ser tachado de chato. Ou seja, minhas variações de humor tendem a acontecer em função deste constante processo de busca por equilíbrio (que espero não atingir, pois significaria a morte!). Se estou, a luz de alguns, um pouco mais light, creio que se trata de um mero reflexo momentâneo deste processo. Deixando as reflexões intimistas de lado, vamos à questão da minha postura mais contundente quanto aos problemas da realidade brasileira. Um dos princípios que regem minhas posições é de que nosso problema enquanto país, só será resolvido por nossa mudança de conduta. Não acredito que a solução esteja em campanhas de indignação como o “cansei”, “não a violência” e outras mais. Tenho dito isso em textos passados (clique aqui, aqui , aqui e aqui ). A campanha da OAB intitulada “cansei” (clique aqui para saber da campanha ) me parece mais um exemplo de campanha de indignação imobilizante que traz mais prejuízo do que benefício. Estamos fazendo crescer o sentimento de que esse país não tem jeito e que nada pode ser feito. Me isento aqui do debate político-partidário que passaram a dar para essa campanha. Acho mesmo é que temos um erro conceitual enquanto sociedade: nossa eterna capacidade de sempre colocar a culpa em alguém. Não há nenhuma campanha que busque alertar que precisamos fazer, nós mesmos, a coisa certa. Quanto mais colocamos culpa nos outros, mais nos sentimos confortáveis em justificar os nossos erros. Cria-se um ambiente perfeito para a racionalização com raciocínios do tipo “Como os políticos são ladrões, não pago imposto”, etc. Não quero dizer com isso que não devamos nos indignar com o que estamos vivenciando, mas não creio que seja somente a indignação que esteja ao nosso alcance. Aliás, soube que a OAB-SP tinha se preocupado para que a campanha cansei fosse diferente (até aqui estava otimista!). Eles decidiram coletar um conjunto de sugestões para serem entregues aos governos, congresso, etc. (aí perdi o otimismo! Lá estamos nós achando um responsável por resolver todos os problemas). Já disse e repito, nossos políticos, dirigentes, governantes são uma representação fiel do que somos. São uma amostragem mais do que representativa. Não há como esperar diferentemente. Eles são como nós, refletem o que somos, e quando os mudamos, os novos são novamente como nós e refletem de novo o que somos e assim sucessivamente. O ponto principal é como quebrar o ciclo e minha posição é de que só o quebramos mudando a nós mesmos. Eu sei que posso ser acusado de ter um discurso meramente retórico com baixa possibilidade de ser implementado. No entanto, sou otimista. Creio que se começarmos a olhar a realidade sob essa perspectiva e passarmos a investir nossa energia mobilizadora nessa direção, as mudanças acontecerão de uma forma surpreendente. Acho o “Faça a Coisa Certa” é um slogan muito mais positivo para o Brasil.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Abaixo o Relaxogozismo!

Nossos políticos têm a rara habilidade de cometer gafes e o “relaxe goze” dito pela Ministra do Turismo, Marta Suplicy é um exemplar magnífico disto. Ao ler a coluna de João Ubaldo Ribeiro no Jornal O Diário do Nordeste de Domingo (oito de julho) deparei-me com a imaginativa expressão “Relaxogozismo” que intitula este texto. Da mesma forma que João Ubaldo, acho que essa expressão é emblemática não só da postura governamental diante dos atrasos em aeroportos, mas igualmente de um estado de espírito que risca nos tomar de conta. Trata-se de um sentimento sistemático, que nos invade gradualmente. De tanto sermos bombardeamos com escândalos e falcatruas, apresenta-se o sentimento de indignação mas igualmente o de impotência perante o que está posto. Expressões tipo “Não tem jeito!”, “Ninguém é punido mesmo” e “Todos são assim!” são parte de nosso cotidiano quando realizamos nossas análises as mais simples dos políticos, das instituições e enfim do país. Esse sentimento tende a levar-nos ao imobilismo, a passividade e a resignação. Enfim o relaxogozismo começa a se apresentar em suas diferentes formas. A quem interessa este estado de espírito? Me parece claro que os maiores beneficiários de atitudes relaxogozistas da população são os mesmos que abusam e se elocupletam do poder. Temos que reafirmar nossa confiança de que as coisas podem melhorar através da vigilância, da cobrança, mas acima de tudo das ações que sirvam de exemplo. Volto aqui a lembrar a tecla que tenho repetidamente batido neste blog: vamos fazer a nossa parte, mas não no sentido egoísta, individualista e revanchista de querer se igualar as nossas elites. Desistamos de buscar exemplos nas elites. Invertamos essa lógica. O lema é fazer a coisa certa. Digo isso pensando primordialmente na classe média, pois acredito piamente que as transformações de um país ocorrem quando a classe média age como motor das mudanças. Ela tem condição de dar exemplo, tem educação suficiente para perceber as melhores direções e tem condições de influenciar as massas. As classes médias em todos os países são sempre as responsáveis pela contaminação de idéias, pois além de estarem próximos dos que as produzem são os pioneiros em implantá-las. No entanto, no Brasil é exatamente essa classe que está sendo tomada pelo relaxogozismo. Ela não vive de bolsa família nem de rendimentos de aplicações financeiras. Tem crise de identidade. É esta classe média que não pode relaxar e que tem que confiar que “quem goza por último ... “.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

EDISCA: Mobilis e Sem Palavras

Estive neste sábado assistindo no Teatro José de Alencar o espetáculo Mobilis do grupo EDISCA. Para os que não conhecem a EDISCA (Escola de Dança e Integração de Crianças e Adolescentes), trata-se de um projeto de assistência social através do ensino da dança para crianças de periferia. O grupo é coordenado há 14 anos por Dora Andrade (clique aqui para acessar uma entrevista com Dora realizada em 2006 para o portal do voluntariado). Nas vezes que tive oportunidade de presenciar espetáculos do grupo EDISCA me surpreendi com a qualidade do produto apresentado. Com o espetáculo Mobilis não foi diferente. Vê-se esmero e qualidade em todos os quesitos do espetáculo, que só pelo seu caráter social já seria digno de elogios. No entanto, vê-se um claro amadurecimento do grupo nesta produção. Certamente o fato de contar com colaboradores renomados e competentes nos diversos aspectos da produção foi fator preponderante. A música de Manassés e os efeitos visuais com as projeções das bailarinas em cortinas no palco merecem destaque. A temática Mobilitis revisitada e que aborda os movimentos é felicíssima. Mostra-nos como a linguagem corporal pode nos dizer muito. Sem palavras. Recomendo a todos conhecer mais do projeto e prestigia-lo sempre que houver apresentações.