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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como não consegui entrar na Oi


Havia escrito sobre os dissabores que tive com a TIM no post passado. Ao tentar portar minha linha para a OI, tive mais surpresas negativas. A Oi foi minha opção pelo fato de já possuir uma linha fixa nessa operadora. Pensei então que seria mais simples migrar tudo para lá. Ledo engano.

Eu simplesmente não consegui migrar para a Oi. Isso mesmo. Entrar na Oi (onde eu já estava) foi impossível. Na hora de efetuar meu cadastro, diziam que havia incompatibilidade nos meus dados. Não consigo bem explicar, pois já era cliente Oi fixo desde a época de Teleceará (é o novo!). Pagava com débito em conta (parece que é esse o problema. Na próxima operadora não cometo mais esse erro).

A loja não conseguiu resolver a incompatibilidade. Disseram-me que me ligariam para tentar resolver. Expliquei que seria difícil me contactar, pois meu móvel era péssimo (razão pela qual decidi mudar). Diziam-me para ficar tranquilo.

O fato é que infelizmente eu estava certo. Não conseguiram resolver, embora tenha dado mais duas viagens à loja e tenha ligado outras tantas vezes. Detalhe, quando ia a loja tinha que ter a sorte de ir no horário do cidadão que me atendeu. Os outros não sabiam de nada. Incrível! Meu negócio era com o fulano, não era com a Oi.

Não consegui entrar onde já estava dentro! Resultado. Saí de vez da Oi. Levei o fixo também para outra operadora. O pior é que já estou sofrendo de novo. Conto já o que aconteceu com a VIVO. Será que vai sobrar alguém para contar a história? 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Como mudar de plano na TIM ou crônica de uma saída anunciada


Deixem-me logo dizer aos que acessam este texto com o objetivo de ter instruções sobre como proceder junto a TIM para mudar um plano, saiba que não tenho tais informações. Acho mesmo que a melhor forma de mudar um plano da TIM é trocando de operadora. Foi o que fiz. Não busquem aqui maiores instruções.

Não bastasse a má qualidade da rede de transmissão, conheci o serviço de atendimento que não deixa nada a dever ao primeiro. ERA cliente da TIM há mais de 15 anos. Não que ache que tenha me tornado um cliente tão antigo devido a qualidade do serviço prestado. Foi muito mais por comodidade. Mesmo depois da portabilidade, vi-me preso em um hábito por demais estranho que adquiri: conviver com ligações que caem e caem. E pior, pagando caro.

Tinha um plano família que mantive, porque em um primeiro momento não me era vantajoso a troca por planos mais modernos. O problema é que com o tempo ele foi se tornando muito caro e vi-me obrigado a muda-lo.

Como não gosto  de atendimento telefônico de callcenters (tem alguém que gosta?) decidi ir até a loja da TIM. No way. Fui informado que teria que concretizar a mudança por telefone, mas que não me preocupasse, eu seria contactado. Isso foi no começo de agosto. De lá para cá nunca recebi uma ligação da TIM. No entanto, liguei algumas vezes (creio que foram pelo menos oito tentativas).

O cenário mais comum era a ligação cair. Interrompida minha conversa,  tinha que começar tudo de novo. Nas primeiras tentativas tinha senso de humor e brincava como os atendentes dizendo que o atendimento via TIM era digno de TIM. Slogan: ligações que caem o tempo todo.

O segundo cenário mais comum era o de ser necessário transferir a ligação seguido de perto pelo cenário “um momento o sistema está muito lento”. Dá para perceber que esses dois cenários potencializam o primeiro, não é? Por exemplo, a probabilidade da ligação cair na transferência de ramal aumenta.

Em nenhuma de minhas tentativas consegui encontrar alguém que realizasse a mudança. O máximo que consegui foi que me dissessem que em 48 horas (não sei porque esse número !) alguém me ligaria para realizar a mudança. Até hoje, nada. Será que me enganei? Teriam sido 48 meses? Foi então que comecei a pensar que aquilo tudo fazia parte de um plano da TIM para me colocar para fora. Os que me conhecem sabem de minha teimosia genética. Decidi insistir e continuar  ligando. Não iam conseguir me fazer desistir tão fácil J

Passados uns dias fui me convencendo que não tinha como ganhar essa batalha. Eles eram mais forte do que eu. Me queriam fora e iam acabar conseguindo. Não sei muito bem porque, mas ficava evidente que a TIM me detestava. Tinham algo contra mim. Talvez fosse porque pagava a fatura com débito em conta e nunca atrasava. Nunca paguei multas. Isso deve tê-los entediados. Desisti.

Antes que pensem que posso aqui estar fazendo alguma promoção de outra operadora, digo logo que não é o caso e por isso mesmo não vou nem nomea-la. Confesso que não alimento muitas esperanças de ter um serviço muito melhor do que tinha, a precariedade do serviço prestado por todas é o padrão. Só acho que a TIM passou dos limites, literalmente, além das fronteiras (pelo menos das fronteiras de minha paciência).

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Cansei de “Canseis”: Contra a Indignação Inoperante

Provocado por um comentário anônimo (clique aqui para ver o comentário) sobre minha suposta postura light e sobre minha posição quanto a campanha “cansei”, venho refletir sobre ambos. Primeiro, quero dizer que não estou cansado de nada, muito menos do blog. Aliás, a iniciativa deste blog foi uma das mais corretas decisões que tomei nos últimos anos. Evidentemente os textos que escrevo refletem meu estado de espírito e que naturalmente varia. Reconheço ainda que a capacidade de crítica e de indignação é uma característica bem marcante de minha personalidade e assumo as conseqüências positivas e negativas de tê-la assim. Se por um lado ela me permite identificar oportunidades, acusar problemas e quebrar paradigmas, por outro lado ela me faz incompreendido, indesejável e muitas vezes de ser tachado de chato. Ou seja, minhas variações de humor tendem a acontecer em função deste constante processo de busca por equilíbrio (que espero não atingir, pois significaria a morte!). Se estou, a luz de alguns, um pouco mais light, creio que se trata de um mero reflexo momentâneo deste processo. Deixando as reflexões intimistas de lado, vamos à questão da minha postura mais contundente quanto aos problemas da realidade brasileira. Um dos princípios que regem minhas posições é de que nosso problema enquanto país, só será resolvido por nossa mudança de conduta. Não acredito que a solução esteja em campanhas de indignação como o “cansei”, “não a violência” e outras mais. Tenho dito isso em textos passados (clique aqui, aqui , aqui e aqui ). A campanha da OAB intitulada “cansei” (clique aqui para saber da campanha ) me parece mais um exemplo de campanha de indignação imobilizante que traz mais prejuízo do que benefício. Estamos fazendo crescer o sentimento de que esse país não tem jeito e que nada pode ser feito. Me isento aqui do debate político-partidário que passaram a dar para essa campanha. Acho mesmo é que temos um erro conceitual enquanto sociedade: nossa eterna capacidade de sempre colocar a culpa em alguém. Não há nenhuma campanha que busque alertar que precisamos fazer, nós mesmos, a coisa certa. Quanto mais colocamos culpa nos outros, mais nos sentimos confortáveis em justificar os nossos erros. Cria-se um ambiente perfeito para a racionalização com raciocínios do tipo “Como os políticos são ladrões, não pago imposto”, etc. Não quero dizer com isso que não devamos nos indignar com o que estamos vivenciando, mas não creio que seja somente a indignação que esteja ao nosso alcance. Aliás, soube que a OAB-SP tinha se preocupado para que a campanha cansei fosse diferente (até aqui estava otimista!). Eles decidiram coletar um conjunto de sugestões para serem entregues aos governos, congresso, etc. (aí perdi o otimismo! Lá estamos nós achando um responsável por resolver todos os problemas). Já disse e repito, nossos políticos, dirigentes, governantes são uma representação fiel do que somos. São uma amostragem mais do que representativa. Não há como esperar diferentemente. Eles são como nós, refletem o que somos, e quando os mudamos, os novos são novamente como nós e refletem de novo o que somos e assim sucessivamente. O ponto principal é como quebrar o ciclo e minha posição é de que só o quebramos mudando a nós mesmos. Eu sei que posso ser acusado de ter um discurso meramente retórico com baixa possibilidade de ser implementado. No entanto, sou otimista. Creio que se começarmos a olhar a realidade sob essa perspectiva e passarmos a investir nossa energia mobilizadora nessa direção, as mudanças acontecerão de uma forma surpreendente. Acho o “Faça a Coisa Certa” é um slogan muito mais positivo para o Brasil.