Há três anos atrás escrevi nesse blog sobre o problema do estereótipo negativo que possui a profissão de informática e que afugentas as mulheres. O fenômeno da carência de mulheres em Computação chega mais fortemente aos EUA.
O New York Times fez uma reportagem onde esse aspecto foi discutido. Somente 1% das jovens em final de ensino médio dizem que farão Computação ou Ciência da Informação comparado com 5% dos meninos. Somente 18% dos graduados nessas áreas em 2008 era mulheres. Em 1985 esse número era de 37%. Incrível o sério problema de imagem que a profissão tem. O estereotipo do hacker masculino, sem vida social, comendo fast food e apaixonado por ficção científica afasta as mulheres dizem especialistas da Universidade de Washington que têm pesquisado as razões de porque isso vem acontecendo. Em Stanford, há um grupo de mulheres informáticas que além de discutir assuntos do tema, faz palestras em escolas para motivar as meninas.
Dentre as diversas medidas para mudar essa situação, uma inusitada chamou-me a atenção. A Mattel, empresa que detém os direitos de fabricação e reprodução da Barbie, lançou um personagem novo para a famosa boneca: a Barbie analista de sistema e cientista da computação. Terá ao seu lado um belo notebook rosa choque.
Revendo o texto que tinha escrito, pude revisitar um comentário de Jedson no meu texto em que ele sugeria que se fizessem novelas com o protagonista sendo programador de computador. Talvez traga resultados mais imediatos do que o que a Barbie pode trazer, não?
Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador Stanford. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Stanford. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Mulheres na Computação Têm Ajuda da Barbie
Marcadores:
Barbie,
mulheres na informática,
NYT,
Stanford
segunda-feira, 2 de março de 2009
I Feel Good !
Muito interessante o projeto I Feel Fine iniciado por dois jovens estudantes de Computação um de Stanford e outro de Princeton. Ele é representativo de um novo tipo de pesquisa social que somente a existência da web permite. Desde Agosto de 2005, um programa está monitorando blogs em várias partes do mundo e toda vez que encontra frases que começam com “I feel” ou “I am feeling” (eu me sinto e estou me sentindo, em português), ele grava a frase toda em um banco de dados. Depois disso, ele tenta identificar que sentimento está associado ao o que está escrito: felicidade, tristesa, raiva, depressão, etc. Além das frases, o programa grava informações sobre o blogueiro como sexo, idade e localização geográfica. O banco de dados tem mais de 10 milhões de “sentimentos” com cerca de 20.000 novas entradas por dia. As possibilidades de exploração do banco são interessantíssimas. Os autores do projeto exploraram correlações do sentimento das pessoas em determinadas regiões e as condições climatológicas, por exemplo. Afinal, chuva afeta o humor? Comparações também são possíveis: Europeus ficam triste mais com mais frequencia do que Americanos? Mulheres se sentem gordas mais frequentemente do que homens? Qual o sentimento mais representativo das jovens até 20 anos? Quais as cidades mais felizes do mundo? Além dessa mineração dos dados, os autores criaram uma interface super bacana onde estatísticas diversas podem ser visualisadas. Acesse-as aqui.
Marcadores:
entretenimento,
pesquisa científica,
Stanford,
web 2.0
terça-feira, 5 de junho de 2007
Steve Jobs em Stanford
Steve Jobs é o fundador da Apple (a companhia do Macintosh e do Ipod, somente para mencionar alguns de seus produtos). Ele personifica exemplarmente o espírito empreendedor do Vale do Silício. A Apple tem se demarcado pela capacidade de inovar e de se superar quando enfrenta momentos difíceis. O que é interessante é que a competição entre Apple e Microsoft, é muitas vezes representada como uma competição entre Jobs e Bill Gates. Recebi recentemente de meu aluno Carlos Gustavo um discurso de Jobs numa cerimônia de colação de grau em Stanford. Postarei o discurso em dois vídeos. Achei o discurso um pouco melodramático e demasiadamente eclético. Mas é impossível reconhecer o valor de Jobs e suas palavras têm o peso de quem fez e tem feito acontecer. Em seu discurso, ele apela sempre que possível para o sentimento empreendedor que é a marca de Stanford e do Vale do Silício. Não deixa de dar uma alfinetada na concorrência dizendo que sem as idéias da Apple poderíamos não ter tido os computadores de hoje. O que mais gostei no discurso é quando admite que não conseguia ver razão em algumas coisas que precisava estudar quando estava na Universidade, mas, depois, com experiência, foi conseguindo “ligar os pontos”. Vejam os vídeos legendados abaixo e cheguem a sua conclusão.
Parte 1
Parte 2
Parte 1
Parte 2
Marcadores:
apple,
empreendedorismo,
formatura,
Microsoft,
Stanford,
Steve Jobs,
Vale do Silício
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Mestrado e Doutorado como Potencializadores do Empreendedorismo
Em textos anteriores discorri sobre os cursos de mestrado e doutorado e de como os mesmos visavam uma formação científica e qualificavam o pesquisador. Como boa parte da pesquisa científica mundial é feita em Universidades e os pesquisadores são também professores, se associa naturalmente o aspecto acadêmico e docente à pesquisa. No entanto, quero enfatizar outra possibilidade que um estudante pode explorar ao realizar os cursos de mestrado e doutorado: a qualificação para o empreendedorismo. Vejo uma forte relação entre o empreendedorismo e a capacidade de inovação. Pude vivenciar isto neste último ano em que estive na Califórnia. Ele é exemplarmente presente no vale do silício e em particular na Universidade de Stanford. Há uma atmosfera de inovação que contagia e que se perpetua onde o tom principal é dado pela sinergia entre as descobertas científicas e seu uso prático em empreendimentos inovadores. Neste sentido, transparece que a qualificação dos estudantes que realizam mestrado e doutorado é um fator determinante para que se consiga produzir tanta inovação. A formação científica traz algumas características ao estudante (e profissional) que são fundamentais para a formação de um perfil empreendedor. Vou me concentrar em dois aspectos. O primeiro refere-se ao inerente estilo crítico e analítico que se requer de um pesquisador. Uma característica sine qua non é aprender a aprender e principalmente a identificar problemas a serem resolvidos. Costumo mencionar aos alunos que a parte mais difícil de um trabalho de pesquisa é a fase de identificação de um problema. Aqui vale a pena esclarecer o que considero ser um problema de pesquisa. Um problema de pesquisa tem uma escala global. Ou seja, ele ainda não foi resolvido por ninguém no mundo. É bem verdade ainda que existem problemas que já estão identificados e que o desafio maior é encontrar a solução para os mesmos ( a vacina contra a AIDS, por exemplo). No entanto, em muitas ocasiões encontrar problemas de pesquisa implica na identificação de carências e limitações na forma de viver e nos instrumentos que usamos em nosso cotidiano. Gosto sempre de mencionar a web 2.0 e sua faceta colaborativa como exemplos disso (veja um dos textos que escrevi sobre isso clicando aqui). Dá para perceber que fazer mestrado e doutorado não se trata de uma tarefa fácil. Há a necessidade de se estudar muito para se conhecer o estado da arte na área de sua especialização. Esse é o passo essencial para a identificação de um problema. Mas o que a identificação de um problema tem mesmo a ver com o empreendedorismo? É que a identificação pioneira de um problema é o primeiro passo para criar uma inovação. É o primeiro passo para se criar algo diferente, que ninguém tinha pensado antes, pois não tinham visto que aquele problema existia. Evidente que se necessita ainda encontrar uma solução para o problema identificado. Trata-se aqui da segunda fase do processo científico e aqui novamente o domínio da matéria que se está estudando é essencial na obtenção de sucesso. Trata-se da fase mais tradicionalmente conhecida pela sociedade onde o domínio de um conhecimento específico favorece a proposta de uma solução para o problema. Enfim, acho que devemos quebrar este estereotipo de que fazer mestrado e doutorado só serve para quem quer ser professor. Afinal de contas o que estes cursos promovem acima de tudo é a produção e aquisição de conhecimento. Querer prever todos os efeitos que isso pode trazer em uma pessoa é prepotente e de pouca amplitude. Aos alunos que querem empreender: pensem nesta alternativa sem medo de ser feliz.
Marcadores:
doutorado,
empreendedorismo,
mestrado,
Stanford
sábado, 27 de janeiro de 2007
A Pesquisa em Informática
Em se tratando da experiência americana no que se refere ao contexto da pesquisa em Informática, que é o que estou fazendo aqui, provoca-me sentimentos antagônicos. Se por um lado aumenta minha motivação por estar percebendo que aprendo mais cada dia. Por outro lado dá um enorme desânimo ao perceber o quanto estamos em desvantagem no Brasil. O ambiente de pesquisa aqui é extremamente rico e dinâmico. As duas mais conceituadas universidades são Stanford e Berkley que nutrem uma saudável rivalidade. Acho que a rivalidade é mais de Berkley com Stanford. Pois Stanford prefere nutrir a rivalidade com o MIT (no lado leste, em Boston) para se considerar a melhor Instituição tecnológica dos EUA. Alem das universidades, todas as grandes empresas de informática estão aqui: IBM, Google, Microsoft, Apple, SAP, HP, só para citar algumas. Todas essas empresas desenvolvem pesquisa internamente ou em conjunto com as universidades. Já dá pra perceber por que então há tanto dinamismo. Toda semana recebo a programação de palestras que ocorrem na região. Imagine um círculo de aproximadamente 20 Km2 com centro em Cupertino. Acesso fácil em torno de 15 a 30 minutos. São em torno de 20 palestras por semana! Gente do mundo todo que expõe suas idéias, as mais novas. O aprendizado é por osmose. Não precisa fazer força. A palavra-chave é interação. Conte sua idéia, argumente, fortaleça-a através da discussão. Aqui vai uma primeira questão a refletir. Porque interagimos tão pouco no Brasil? E no Ceará, então? Vivemos encastelados fazendo nossas pesquisas como se fossem para nos mesmos. Será que é por medo de se expor? O fato de sermos menores (em numero) deveria ser um fator que fortalecesse a interação, é mais fácil de se conhecer. Tenho algumas opiniões do que dificulta isso. Discorrerei em outro momento. Por enquanto deixo a pergunta no ar.
Marcadores:
Berkley,
Cupertino,
Informática,
MIT,
pesquisa científica,
pesquisador,
Stanford,
Vale do Silício
Assinar:
Postagens (Atom)