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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ceará Campeão
Este texto visa complementar o escrito anteriormente. Jogamos uma final formidável contra a equipe baiana. Um jogo duro, mas leal e disputado ponto a ponto. A equipe da Bahia, como de praxe, era muito alta e pesada. No intervalo eles ganhavam por três pontos. No segundo tempo, prevaleceu nosso melhor preparo físico (acredite se quiser!) e a agilidade dos baixinhos cearenses. Acabou sendo uma revanche do jogo final há dois anos atrás quando perdemos aqui mesmo em casa.
terça-feira, 3 de junho de 2008
A Vergonha do Basquete Master na Bahia
Costumo comentar o quanto tem sido agradável participar das competições de basquete master. Eu que fui atleta durante tantos anos (mas nem tanto tantos!) estava sentindo saudades do friozinho na barriga antes de uma final de competição ou partida decisiva. O desafio competitivo e as euforias que ele traz são inebriantes e, para um atleta master (melhor do que ex-atleta, né?), são por demais nostálgicas. Além do aspecto competitivo e rejuvenescedor, outra característica habitual deste tipo de evento é a reunião fraterna entre os jogadores. São momentos de reencontros e de recordações entre amigos e ex-oponentes. Os jogadores estão normalmente acompanhados por suas famílias, o que aumenta o congraçamento entre todos. Infelizmente, por estar em viagem de trabalho na Europa, não pude comparecer a Salvador na última semana para competir no campeonato Norte e Nordeste. Tomei conhecimento, no entanto, de que tive sorte em não ter ido. Uma desagradável cena aconteceu na competição e que a manchou fortemente. Um ex-atleta da Bahia (um tal de Jandiro, que certamente nunca teve a real dimensão do que é ser um atleta), no final de um jogo decisivo contra a Paraíba, forneceu deliberada e reiteradamente a bola para um adversário da Paraíba para que o mesmo fizesse uma quantidade de pontos que gerasse a desclassificação da equipe do Ceará. Pois é, o espírito esportivo e de respeito foi para o espaço. Difícil saber o que passa na cabeça de um cidadão desse. Mas o mais marcante é a reação dos outros integrantes da equipe baiana e dos paraibanos. Ninguém se posicionou e ainda hoje nas listas de discussão por emails, os participantes do certame, inclusive os de outros Estados não envolvidos diretamente, não imputem nenhuma responsabilidade aos outros envolvidos. Na verdade, isso não me surpreende muito. Temos uma grande dificuldade em imputar responsabilidades indiretas. Acostumamo-nos a encontrar o bode expiatório e responsabilizá-lo por toda a maracutaia (para usar um termo em voga). Nesse caso do basquete nem foi preciso muita força para achar o culpado, mas não é difícil perceber que não teria conseguido fazer tudo sozinho. De qualquer forma, o mínimo que se pode fazer é denunciar. Foi nesse intuito de que escrevi esse texto.
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