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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Old Uncle in the Basket

Muito bom esse vídeo da Pepsi em que um atleta da NBA se fantasia de um velho "Uncle" e esnoba os jovens na quadra. Nada mais que 27 milhões de views no you tube (quando acessei). Ri muito quando "Uncle Drew" fala que esses jovens de hoje só têm mesmo esses tênis luminosos. Um regalo para os saudosos do Converse All Star de pano, meu primeiro tênis de basket (e de muitos da minha geração). Viva a nostalgia !!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quem Merece Estar na Elite do Futebol Brasileiro?

Essa semana, ao ler a notícia que a equipe de futebol de Americana estreou na série B com um público de 54 torcedores pagantes, vi-me impelido a escrever sobre algo que já vinha pensando há algum tempo.

Primeiro, vale esclarecer para os menos aficionados que o time de Americana é o sucessor do Guaratinguetá. Como este último havia sido penalizado pela CBF, o primeiro jogo do Americana teve que ser fora de casa, em Sorocaba, o que certamente contribuiu para um público tão pequeno.

Agora, não acredito que a torcida de Americana seja assim tão grande e atuante  e que sua média de público será muito diferente da deste primeiro jogo. Esse cenário já é conhecido. São Caetano, Santo André e Duque de Caxias são outros exemplos de equipes que estão sempre entre os melhores times de futebol, série A e B confundidas, mas que não possuem uma torcida representativa.

Não vou nem assumir que a prefeitura dessas cidades, de alguma forma, usa dinheiro publico para apoiar esses times. Acho isso um absurdo como já deixei claro neste blog aqui. O prefeito de Americana, quando do lançamento do time da cidade disse que prefeitura “não iria ajudar com recursos financeiros, mas no que for preciso para buscar isso, seja com empresas na cidade”. Não sei o quanto isso se verifica atualmente, mas o fato é que é impossível deixar de pensar em times como Paysandu, Santa Cruz, Fortaleza, ABC e tantos outros que levam centenas de milhares de torcedores aos estádios.

Vem-me a cabeça naturalmente a pergunta: este modelo de escolha dos times que ficarão entre os melhores do Brasil está correto? Uma pergunta que pode não ser lá muito politicamente correta. Afinal, qual critério pode ser mais justo do que a vitória em campo? Se os times de grande torcida não conseguem vencer os de pouca, paciência. Que prevaleça o melhor em campo. Simples, não?

Não acho que seja assim tão simples. Não podemos ser inocentes e não constatar que essa configuração de equipes que participam da elite do futebol brasileiro reproduz a disparidade econômica existente no País. As regiões mais ricas do País tendem a possuir mais representantes. Isso é bom? Será que o tamanho da torcida e a representação nacional não mereceriam mais importância? Não digo isso com o intuito de promover protecionismo, nem reserva de mercado para um ou outro time, só acho que essas características poderiam ser levadas em conta nem que fosse para repartição de cotas de transmissão.

Não tenho resposta para minha própria indagação. Mas volto a mencionar o modelo da NBA que acho muito interessante. Lá os times que são os mais fracos de uma temporada têm a prioridade de escolher os melhores jogadores universitários. A representativa das equipes no País é fundamental até porque lá, os times disputam campeonatos por região geográfica (leste e oeste, por exemplo). Isso faz com que o campeonato seja sempre muito competitivo e uma equipe que foi a última em um ano pode ser a primeira no outro.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Madison Square Garden

Não era a primeira vez que assitia a NBA in loco,  mas o Madison Square Garden é diferente. Trata-se de uma quadra com quatro arenas. O misticismo desse complexo vem pela beleza, pelo porte e pela tradição. A primeira arena foi inaugurada no súculo XIX ! Não é a toa que os nova-iorquinos a consideram a mais famosa casa de esporte do mundo. Ela é usada primordialmente para jogos de basquete, hóquei e shows artísticos.

Alem do ambiente, tive a oportunidade de assistir a um jogaço de basquete. Cerca de 20 mil pessoas estavam presentes. O San Antonio Spurs é um dos candidatos ao título. O time que joga o brasileiro Tiago Splitter tem três dos maiores jogadores da NBA: o argentino Manu Ginobilli, o Francês Tony Parker e o americano (originário das Ilhas Virgens) Tim Duncan. Do outro lado, o New York Knicks vem fazendo uma campanha fantástica e depois de quase dez anos está novamente trazendo o público ao The Garden. As atuações do pivô Amare Stoudemire é a principal causa do sucesso.

O jogo em si foi fantástico e a vitória do Knicks premiou a atuação magistral de Stoudemire. O ponto negativo foi o fato que Tiago quase não jogou. Ficou no banco de algusn jogadores que não têm, nem de perto, o seu nível.

No entanto, mais dignos ainda de menção são a organização do evento e o comportamento do público. O jogo começava as 19:30. Cheguei exatamente cinco minutos antes de começar. A temperatura de -2o não me diminuiu o entusiasmo de ir a pé. Já tinha comprado o ingresso e estava seguro de que o meu local estaria reservado. A entrada foi super tranqüila. Placas indicativas e funcionários realizando a checagem dos ingressos com leitores de código de barras abundavam. Fazer eventos em que os ingressos reservam assentos simplifica muita coisa. Até a segurança é mais fácil. Nem adianta tentar entrar sem ingresso, vai sentar onde?

O comportamento do público é interessantíssimo. Comem e/ou bebem o tempo todo. No entanto, são extremamente educados. Gritam, fazem barulho, como todo tipo de ruído e assobiam, mas não xingam. Há várias placas na arena descrevendo como deve ser a postura do torcedor. O politicamente correto domina o comportamento. A conseqüência disso é que a freqüência é super variada. Há gente de todas as idades e de todos os sexos (J).

Os organizadores do futebol brasileiro deviam se mirar no exemplo americano. Falta pouco tempo para a Copa do Mundo, bem que poderíamos pegar a deixa e nos organizarmos um pouquinho. Ir a um jogo de futebol tem que passar a ser algo civilizado.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

NBA Cares

A NBA (National Basketball Association - Associação Nacional de Basquete) já não é mais uma marca meramente Estadunidense, mas sim mundial. Muito mais do que uma marca ligada ao basquete, trata-se de uma marca ligada a excelência na gestão e na organização. Quiçá conseguíssemos atingir esse nível de organização pelo menos no Futebol. Domingo à noite (15), vendo o já tradicional jogo das estrelas (all star game), em que os melhores jogadores do leste dos EUA jogam contra os melhores do Oeste, pude rever os inúmeros programas sociais incentivados pela NBA. Todas as equipes que fazem parte da liga realizam projetos sociais que vão desde dias de voluntariado em hospitais até aulas de basquete de graça para crianças carentes. Trata-se do projeto batizado “NBA Cares” (algo como NBA Cuida). Nesse ano, até o Presidente Obama gravou um depoimento em que menciona a importância do esporte na formação dos jovens e da importância dos projetos sociais da NBA. Ele considera que ninguém pode deixar de contribuir com a melhoria da sociedade como um todo. É mesmo uma obrigação. Vejam só a diferença de postura. O esporte de alto nível e profissional é gerenciado pela inciativa privada e ainda dá, como contrapartida, seu apoio ao social. Bem diferente do caminho inverso que estamos trilhando com os governos dando dinheiro para os clubes de futebol. Seria injusto de minha parte se não mencionasse a valorosa iniciativa do Fortaleza Esporte Clube em arrecadar alunos de escolas públicas para conhecerem as instalações do Clube, entrarem no estádio com os jogadores e se aproximarem dos mesmos. Embora pouco em relação do que podem fazer, trata-se de um bom começo.
Abaixo, vejam as enterradas de Nate Robinson o ganhador do concurso de enterradas que aconteceu antes do jogo das estrelas. Não é truque, o cara de 1,75 voa mesmo!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Boston vs Lakers

A final da NBA deste ano é um regalo para os amantes do basket. Boston Celtics e Los Angeles Lakers fazem o duelo mais tradicional desse esporte no mundo. Um jogo marcado de histórias fascinantes e de decisões memoráveis. As mais marcantes na década de 70 onde Larry Bird pelo lado do Celtics competia contra Magic Johnson e Kareem Abdul Jabar do Lakers. Falar desse jogo serve também para lembrar como um mundo era “grande” na época de minha adolescência. Acompanhava o resultado dos jogos da NBA por uma revista importada que, de vez em quando chegava na banca do aeroporto. “Admirávamos” os lances pelas fotos acrobáticas dos jogadores com seus Converse All-Star Chuck Taylor que todo garoto que jogava basket sonhava em ter. Aliás, eu tive dois desses em toda a minha vida, um preto e um vinho, que meu pai comprou na Zona Franca de Manaus (reservas de mercado típicas da época não permitiam que o mesmo fosse vendido no Brasil). Hoje posso assistir todos os jogos pela TV a cabo e ainda posso escolher os melhores lances na Internet. A globalização tem na NBA um de seus melhores exemplos. É vista no mundo todo, com jogadores de diversas nacionalidades e vende como ninguém the American Way of Life.