Ótimo evento promovido pelo jornal Valor Econômico no Hotel Rennaissance em São Paulo sobre cidades inteligentes e sobre o que esperamos como legado da Copa 2014 neste contexto no País. Fui convidado a palestrar onde tive a oportunidade de discorrer dos projetos que desenvolvemos e dos conceitos que venho defendendo há algum tempo como dados abertos, transparência, inovação e mapas colaborativos. Abaixo seguem os slides que usei na minha apresentação. Maiores detalhes sentirei-me honrado em interagir.
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quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Consulte as Áreas de São Paulo Mais Perigosas no Seu iPhone
Desde a semana passada já está na loja de aplicativos da Apple (Apple Store) uma nova versão de WikiCrimes OpenGov para a cidade de São Paulo. Esta versão segue a mesma ideia da anterior. Ela consulta os dados de criminalidade da cidade de São Paulo que estão disponíveis no site da Secretaria de Segurança de São Paulo (www.ssp.sp.gov.br) e os mostra no iPhone.
No entanto esta nova versão é bem mais elaborada. Ela mostra as áreas dos Distritos Policias da cidade de São Paulo no Google Maps (contamos com a gentil contribuição de Renato Lima do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para consegui-las). Os dados de criminalidade são assim mostrados no mapa com o contorno de cada área como pode ser visto na figura abaixo.
As cores que preenchem o contorno da área representam seu nível de criminalidade. São cinco níveis de criminalidade. Áreas dentro da média, acima/abaixo da média e muito acima/abaixo da média. A caracterização de muito acima/abaixo é feita considerando as áreas que estejam com criminalidade maior/menor do que dois desvios padrão. Vejam como elas são apresentadas na figura abaixo.
Além dessa graduação da criminalidade por área, foi calculada a densidade populacional das mesmas com base nos setores censitários que elas encerram. Desta forma foi possível calcular a taxa de criminalidade para cada região de DP, o que enriqueceu a aplicativo, pois mostra-se a criminalidade com dados absolutos e por cem mil habitantes. Uma comparação entre os dois últimos meses também é mostrada.
Há filtros que permitem consultar somente certos tipos de crime. Por exemplo, é possível consultar como está uma determinada região com relação a furtos de veículos. A seleção é feita de forma simples entre todos os tipos de crimes disponíveis nos dados da SSP-SP.
Além dos dados da criminalidade, o usuário do aplicativo pode consultar quais distritos policiais estão ao redor usando realidade aumentada. Basta apontar o telefone para a área que desejar que o aplicativo vai mostrar ícones que representam os distritos policiais que podem, sob demanda, ser vistos no mapa. Um radar no canto superior da tela mostra pontos das direções onde há um DP. A figura abaixo exemplifica como isso ocorre.
WikiCrimes OpenGov, ao nosso ver, é a primeira iniciativa de uso de dados oficiais de Segurança para uso dos cidadãos. Ele serve para exemplificar como a cultura de dados abertos, implementada pela SSP-SP (embora timidamente, pois os dados desagregados de ocorrências criminais não estão abertos), pode ser útil às pessoas e como pode fomentar a inovação. Esperamos que outros estados sigam o exemplo paulista. Detalhe: A versão Android está quase pronta.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Governo Aberto nos EUA e Além
Minha ida aos EUA na semana passada foi dividida em duas etapas. A primeira foi a apresentação de um artigo científico escrito com Júlio e Henrique sobre dados abertos no contexto da Segurança Pública. A outra refere-se a minha visita ao RPI (Ressenlaer Polytechnic Institute) em New York. Vou escrever sobre as duas atividades em dois textos separados.
O AAAI Workshop Open Government Knowledge - OGK (Conhecimento e Governo Aberto) aconteceu em Arlington, arredores de Washington, D.C e reuniu pesquisadores de vários países para discutir métodos e técnicas em computação, mais especificamente na área de Inteligência Artificial, e suas aplicações em governo aberto. A programação completa e os slides dos apresentadores podem ser encontrados aqui.
Além das discussões e apresentações técnicas gostei bastante das palestras de convidados. Em particular, Jeanne Holm a coordenadora do site http://data.gov e Abdul Shaikh do http://health.data.gov detalharam as iniciativas do governo americano, as estratégias usadas para fomentar a participação e os desafios que ainda existem.
Minha percepção é de que o programa já é um absoluto sucesso embora ainda exista muito a ser feito. Já são mais de 400.000 arquivos disponibilizados no site. Isso é muito, mas Jeanne Holm fez algumas estimativas de que isso é só cerca de 5% do total. O ponto mais relevante que identifiquei é a decisão de vincular o programa ao conceito de inovação. Os americanos sabem mais do que qualquer um no mundo que as finanças são fator motivacional importante. Vou elaborar um pouco mais sobre onde os conceitos de governo aberto e inovação se aproximam. Por enquanto, quero somente enfatizar que dados abertos pelos governos podem ser fatores indutores de projetos inovadores.
É exatamente esse o fato que o governo americano tem explorado na área de saúde. Vários projetos são construídos a partir de competições onde o governo chama a população para explorar os dados governamentais abertos. Vários exemplos de como isto está sendo feito podem ser encontrados aqui.
Depoimentos de representantes de outros países foram raros, mas tive oportunidade de conhecer uma iniciativa brasileira que começa a nascer. Apresentei no Workshop uma proposta para padronizar a abertura de dados criminais na Web. Essa proposta será apresentada no Rio de Janeiro essa semana na conferência da Web patrocinada pela W3C no Brasil. Veja mais aqui. Em breve falo mais sobre o tema.
O AAAI Workshop Open Government Knowledge - OGK (Conhecimento e Governo Aberto) aconteceu em Arlington, arredores de Washington, D.C e reuniu pesquisadores de vários países para discutir métodos e técnicas em computação, mais especificamente na área de Inteligência Artificial, e suas aplicações em governo aberto. A programação completa e os slides dos apresentadores podem ser encontrados aqui.
Além das discussões e apresentações técnicas gostei bastante das palestras de convidados. Em particular, Jeanne Holm a coordenadora do site http://data.gov e Abdul Shaikh do http://health.data.gov detalharam as iniciativas do governo americano, as estratégias usadas para fomentar a participação e os desafios que ainda existem.
Minha percepção é de que o programa já é um absoluto sucesso embora ainda exista muito a ser feito. Já são mais de 400.000 arquivos disponibilizados no site. Isso é muito, mas Jeanne Holm fez algumas estimativas de que isso é só cerca de 5% do total. O ponto mais relevante que identifiquei é a decisão de vincular o programa ao conceito de inovação. Os americanos sabem mais do que qualquer um no mundo que as finanças são fator motivacional importante. Vou elaborar um pouco mais sobre onde os conceitos de governo aberto e inovação se aproximam. Por enquanto, quero somente enfatizar que dados abertos pelos governos podem ser fatores indutores de projetos inovadores.
É exatamente esse o fato que o governo americano tem explorado na área de saúde. Vários projetos são construídos a partir de competições onde o governo chama a população para explorar os dados governamentais abertos. Vários exemplos de como isto está sendo feito podem ser encontrados aqui.
Depoimentos de representantes de outros países foram raros, mas tive oportunidade de conhecer uma iniciativa brasileira que começa a nascer. Apresentei no Workshop uma proposta para padronizar a abertura de dados criminais na Web. Essa proposta será apresentada no Rio de Janeiro essa semana na conferência da Web patrocinada pela W3C no Brasil. Veja mais aqui. Em breve falo mais sobre o tema.
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