Siga-me no Twitter em @vascofurtado
Mostrando postagens com marcador invenção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador invenção. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Innocentive – Onde o Mundo Inova
Tenho escrito sobre crowdsourcing que significa produção de conhecimento em massa feita de forma distribuída e com pouco ou nenhum controle centralizado. Trata-se de uma forma de terceirização de pessoas, mas que não implica obrigatoriamente na remuneração das mesmas pelas atividades realizadas. O exemplo típico de crowdsourcing é a Wikipedia onde as pessoas contribuem na feitura de artigos sem que recebam nenhuma remuneração. Escrevi recentemente sobre como as grandes empresas como a Dell têm usado crowdsourcing (veja aqui). Uma forma de motivar as pessoas e que tem sido cada vez mais usada é oferecer prêmios para as melhores contribuições. Uma espécie de concurso aberto a todos os interessados. O(s) melhor(es) leva(m) os prêmios. Um exemplo de sucesso de projeto desse tipo pode ser encontrado no excelente site Innocentive. Trata-se de um projeto dedicado exclusivamente à inovação. No site são colocadas chamadas para solução de problemas, os mais diversos. Há chamadas por propostas nas áreas de química, computação, negócios, física, matemática, ciências da vida, engenharia e políticas públicas. Normalmente essas chamadas são feitas por empresas com o intuito de motivar inovadores, inventores e pesquisadores a se debruçarem sob problemas que possam lhes trazer diferencial competitivo. Cada problema apresentado tem um prêmio associado que pode ser dinheiro e/ou participação em royalties pela exploração do produto. Por exemplo, atualmente há uma chamada da Câmera de Comércio da Cidade de Chicago para redução de emissão de gases poluentes pelo uso eficiente de transporte coletivo, de caminhadas, de uso de bicicletas, enfim de alternativas aos automóveis. O prêmio pela melhor proposta é de 5.000 dólares. As propostas podem ser enviadas até dia 5 de Dezembro. Alguém se habilita? Detalhes dessa chamada e de outras ligadas às inovações de políticas públicas podem ser encontradas aqui. Encontrei uma chamada na área de química em que o prêmio é de 1 milhão de dólares. Em 2007 foram mais de 160 mil problemas solucionados. Os maiores solucionadores de problemas aparecem no site, o que os motiva mais ainda (afinal, pesquisador prefere reputação ao dinheiro!). Abaixo, mostro os países que mais tiveram inovadores premiados (quanto maior o nome, maior o número de soluções). Imperdível uma visita por lá de vez em quando.
Marcadores:
criatividade,
crowdsourcing,
inovação,
invenção,
web 2.0
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Inventar Não é Obrigatoriamente Inovar
Percebo que muito freqüentemente as pessoas não distinguem bem a diferença entre inovação e invenção. Nos dias atuais o conceito de inovação tem ganho popularidade e, por isso, usado em todo e qualquer discurso. É ainda muito comum ouvir discursos que impreterivelmente fazem uma associação entre registros de patentes e inovação. Senti-me impelido a buscar uma definição que seja esclarecedora e mais precisa desses conceitos. A inovação refere-se a todo um processo de desenvolvimento de uma idéia em uma aplicação. Normalmente está ligada a geração de valor. Ao se tentar desenvolver uma inovação passa-se por uma fase de geração de idéias que podem se transformar em invenções, modelos, planos antes de se tornarem inovações. O economista austríaco Schumpeter escreveu freqüentemente sobre esses conceitos. Ele enfatiza que a invenção por si só não produz nenhum efeito economicamente relevante enquanto que a inovação subentende um esforço para transformar idéias em resultados para alguém (normalmente a organização). Mas e para que servem mesmo as patentes? As patentes protegem as invenções. Ou seja, ela é um pedido de reserva do direito de ser reconhecido como o inventor do produto, processo, idéia, etc. Agora, se essa patente vai estar relacionada com algo inovador é outra história. Pode-se argumentar que há uma correlação positiva entre as duas coisas, visto que é provável que quanto maior o número de invenções, maior será o número de inovações. No entanto, nem tudo é tão linear assim. E aqui vale a pena retomar o que já comentamos anteriormente aqui no texto "software livre". Na área de computação nasceu um grande movimento contrário a política de patentes e direitos autorais de uma forma geral. É fácil perceber que o sistema de registro de patentes comporta um viés defensivo e mesmo egoísta. Primeiramente, ele, por reservar o direito da idéia, impede ou pelo menos dificulta a inovação que outros poderiam fazer baseados naquela idéia. As grandes empresas que podem submeter uma grande quantidade de pedidos de patente e com grande velocidade acabam por impedir que outros se desenvolvam. Ora, em computação temos visto novas idéias surgirem todos os dias, mas nem todas elas se tornarão inovações. Já tínhamos comentado no texto em que falamos das inovações na web lançadas recentemente pela Google, Mozilla, Apple, etc. que o grande desafio não é mais lançar a novidade, mas fazê-la pegar. Todos os exemplos inovadores de desenvolvimento e uso de software livre são iniciativas concretas para quebrar o sistema defensivo de proteção de idéias. Em essência, uma idéia para resolver um dado problema e materializada por um software passa a ser de domínio público e quem quiser melhorá-la ou inovar a partir dela tem o direito. Aos interessados, todas as implicações desse novo contexto podem ser melhor compreendidas no livro de Yonchai Benker, já mencionado aqui e que faz parte da lista de sugestões de livros ao lado.
Marcadores:
copyright,
criatividade,
direitos auorais,
inovação,
invenção,
patente,
Yonchai Benker
sábado, 25 de agosto de 2007
Tecnologia para Segurança na Estrada
Esse noticiário abaixo descreve as inovações que a Nissan está pretendendo colocar brevemente no mercado. Um sistema de sensores que, a partir do odor e da transpiração nas mãos, pode medir o nível de álcool do condutor. Um sistema de alerta é acionado e o carro pode até parar automaticamente e a ignição ser bloqueada. Além disso, um sistema de acompanhamento do movimento dos olhos (clique aqui para ler outro texto que escrevi sobre essa tecnologia chamada em inglês eye track) permite identificar se o condutor está com sono ou cansado. Neste caso, até o cinto de segurança pode ser acionado para “alertar” o condutor.
Marcadores:
automovel,
inovação,
invenção,
Nissan,
segurança na estrada,
tecnologia
Assinar:
Postagens (Atom)