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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mapas Misteriosos


Achei intrigante a coleção de mapas misteriosos que o site Mashable mostrou recentemente. Em particular esses dois que reproduzo abaixo. O primeiro é uma foto de satélite que pega um avião em pleno voo e o efeito fantástico de arco-íris que a foto capta. 



O segundo é de montanhas no Canadá e de uma estrada a uma refinaria que mais parece um fone de ouvido em uma pessoa. Alguém vê algo mais?


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um WikiCrimes para Chamar de Seu – Bis

Poderia repetir meu texto escrito há pouco tempo sobre como novas iniciativas de fazer como WikiCrimes surgem sem que se perceba que o ideal era somar esforços. Não vou repetir a mesma ladainha. 

Vou somente registrar mais uma iniciativa. Desta vez é um jornal paranaense chamado A Gazeta do Povo. Decidiram criar um mapa de crimes para ser povoado pelos cidadãos. Recebi um telefonema de um repórter do jornal interessado em WikiCimes. Aproveitei para convidá-lo a fazer uma parceria conosco. Pelo visto não fui muito convincente.

Como já disse, não tem problemas. Vamos acompanhar atentamente a iniciativa dos paranaenses. Será que conseguem manter o projeto por muito tempo? Ou vão fazer como o mapa de homicídios do Diário do Nordeste que está inexplicavelmente desatualizado há mais de quatro meses?


quarta-feira, 30 de março de 2011

WikiCrimes com Novas Manchas

Mais novidades de WikiCrimes foram lançadas essa semana. Vejam abaixo a nova forma de mostrar as áreas perigosas chamadas de hot spots. Usamos um mapa com várias cores para realçar os espaços mais perigosos (espaços mais avermelhados). Trata-se de uma contribuição substancial de Victor Basso, aluno de graduação da UNIFOR, e que tem gradativamente se especializado em programar mapas de manchas.

terça-feira, 17 de março de 2009

Dados Oficiais e WikiCrimes

Uma das perguntas mais freqüentes que me fazem sobre WikiCrimes é se acredito que poderemos um dia ter uma base de dados com mais registros que as bases oficiais. Minha resposta é “não é isso que visa o projeto”. Não se trata de termos comparações em termos quantitativos. É claro que o cidadão se sente muito mais impelido a realizar um chamado ou queixa na própria Polícia do que em WikiCrimes. É ela quem deve tomar providências quanto ao fato, enquanto que WikiCrimes não vai poder resolver imediatamente seu problema. Lembro que por detrás do projeto há a idéia de solidariedade, pois a informação de que uma região é perigosa não é novidade àquele que denuncia, mas o é a outros que desconheciam essa informação. Por mais que sejamos altruístas, solidariedade não conseguirá competir com interesses individuais, né!? De qualquer forma, uma análise da validade das informações de WikiCrimes pode e deve ser feita por uma perspectiva qualitativa. Aí sim, diversas informações úteis, inclusive para as autoridades, podem ser extraídas. Por exemplo, este final de semana estive fazendo uma análise comparativa entre os dados oficiais de homicídio do CIOPS e os dados de WikiCrimes para a cidade de Fortaleza. Esse trabalho é parte de um projeto de pesquisa que desenvolvo na UNIFOR financiado pela FUNCAP. Para o ano de 2008, o CIOPS registrou cerca de 800 homicidios, mas destes somente 337 tinham o endereço georeferenciado. Endereço georeferenciado é quando o local está ligado a uma coordenada geográfica e assim pode ser marcado precisamente no mapa. Em WikiCrimes, em 2008 foram 572 homicídios registrados e obviamente todos eles são automaticamente georeferenciados (pois na hora do registro o usuário já faz o registro apontando o local no mapa). A conseqüência disso é que observar o mapa de homicídios a partir de WikiCrimes é mais informativo do que um mapa feito com as informações exclusivas do CIOPS. Vejam abaixo o mapa de manchas com homicídios acontecidos em Fortaleza em 2008. Somente esse fato já é um resultado significativo de WikiCrimes para a sociedade. Não me contento só com isso. Outras coisas virão.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Arte Japonesa – Doze Animais

O blog Pink Tentacle é daqueles que visito quase sempre. Dedica-se a arte japonesa que me é de particular afeição. Congrega o moderno, o antigo e o inovador de forma sem igual no mundo. Não é a toa que sempre criativos jogos eletrônicos (e mesmo os não eletrônicos) são oriundos de lá. Vejam dois exemplos aqui e aqui. Aliás, esses são dois dos textos mais lidos em meu blog. O que apresento abaixo são três desenhos de uma extraordinária exposição do artista Kentaro Nagai entitulada “Piece Together for Peace” (pedaços juntos para paz) que achei no Pink Tentacle.Trata-se de uma exposição em que o autor reflete sobre a guerra do Iraque e outros conflitos. Ele acredita que há como se formar o quebra-cabeça global em uma configuração que leve a paz. Decidiu assim expressar artisticamente esse sentimento fazendo os doze animais do zodíaco chinês. Vejam o vídeo de como os desenhos são construídos aqui. Imperdível!

Rato


Ovelha


Galo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mapas Colaborativos

Estive um pouco distante dos temas de tecnologia. Vou voltar a falar do assunto ao fazer novamente referência a um dos maiores exemplos de participação colaborativa na web, além de Wikipédia. Eu já tinha mencionado a iniciativa da Tom Tom, em que usuários de navegadores com GPS podiam atualizar mapas sempre que tivessem a oportunidade. Pois bem, até hoje já foram realizadas mais de 5 milhões de correções de mapas pelos usuários. Se quiser saber mais, acesse o site do projeto mapshare. Aliás, não é só a Tom Tom que está propondo atualizações colaborativas de mapas. Vi na revista Info outro exemplo. O consórcio OpenStreetMap foi criada há 4 anos na Inglaterra com um objetivo similar ao da Tom Tom: atualizar um mapa-múndi colaborativamente. Mais de 75 mil pessoas do mundo todo já contribuíram com dados. Em Hamburgo, na Alemanha, 300 voluntários mapearam 99,8% da cidade e criaram um livro e um website sobre como viabilizar projetos no OpenStreetMap. O grande diferencial do OpenStreetMap para seus similares como o Google Maps e o Yahoo Maps é que abriu espaço para que cidades um tanto ignoradas por esses serviços, como Bagdá, ganhassem informações mais completas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Propagandas no Google Maps

Sempre me perguntam onde a Google ganha dinheiro. Principalmente quando ficam surpresas com o fato de usamos o Google Maps em WikiCrimes de graça. Quando respondo que preferencialmente vem de publicidades, as pessoas custam a acreditar. Bem, para ser mais convincente, recorro ao recente estudo da ComScore, especializada em pesquisas sobre acessos à sites na web. Nesse estudo verificou-se que o número de visitantes que acessaram o Google Maps somente em agosto desse ano foi de 131 milhões. Esses visitantes consultaram ao todo 1,3 bilhões de páginas. Dá para entender porque uma das maiores preocupações da Google é encontrar onde colocar publicidade e ainda por cima fazê-la aparecer em momentos oportunos. Vejam abaixo uma foto do Google Maps com pequenas publicidades que aparecem quando se faz uma busca New York City Hotels. Quase não dá para ler, mas com essa quantidade de visitantes, não precisa de muito, não?