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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mapas Misteriosos


Achei intrigante a coleção de mapas misteriosos que o site Mashable mostrou recentemente. Em particular esses dois que reproduzo abaixo. O primeiro é uma foto de satélite que pega um avião em pleno voo e o efeito fantástico de arco-íris que a foto capta. 



O segundo é de montanhas no Canadá e de uma estrada a uma refinaria que mais parece um fone de ouvido em uma pessoa. Alguém vê algo mais?


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Propagandas no Google Maps

Sempre me perguntam onde a Google ganha dinheiro. Principalmente quando ficam surpresas com o fato de usamos o Google Maps em WikiCrimes de graça. Quando respondo que preferencialmente vem de publicidades, as pessoas custam a acreditar. Bem, para ser mais convincente, recorro ao recente estudo da ComScore, especializada em pesquisas sobre acessos à sites na web. Nesse estudo verificou-se que o número de visitantes que acessaram o Google Maps somente em agosto desse ano foi de 131 milhões. Esses visitantes consultaram ao todo 1,3 bilhões de páginas. Dá para entender porque uma das maiores preocupações da Google é encontrar onde colocar publicidade e ainda por cima fazê-la aparecer em momentos oportunos. Vejam abaixo uma foto do Google Maps com pequenas publicidades que aparecem quando se faz uma busca New York City Hotels. Quase não dá para ler, mas com essa quantidade de visitantes, não precisa de muito, não?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Não Alimentemos Expectativas com o Mito da Internet nas Escolas

A minha recente viagem a Itália, mais especificamente a Natz, uma pequena cidade meio italiana meio alemã, me fez refletir novamente sobre a questão da Internet nas escolas. Em Natz, visitei uma escola primária (não sei muito bem se é essa a categorização oficial de hoje em dia, mas enfim, escola para crianças de até 12 anos). Lá percebi que eles não têm nenhuma estrutura especial de acesso a Internet. Têm um link que é usado esporadicamente quando a ocasião requer, mas não podemos dizer que usam a Internet com fins educacionais. É o final dessa frase anterior que me dá o mote à reflexão. Vejo hoje em dia no Brasil um discurso excessivamente entusiasmado, eufórico e quase alienado (e talvez alienante) do “levar a Internet às escolas”. Quase que unanimemente escuto de políticos, gestores públicos, mídia, até mesmo professores, enfim a sociedade em geral, clamar por esse objetivo, alçando-o a condição importante para a melhoria da educação nacional. Mas não consigo parar de me perguntar: será que devemos alimentar essa expectativa? Onde está o plano educacional para o uso da Internet nas escolas? Temos um projeto que articule o uso do computador para ensino e onde os professores saibam tirar proveito das potencialidades que o mesmo, ligado a Internet, pode aportar? Temos condição de dar às escolas infra-estrutura em termos de equipamentos e obras físicas para que todos os alunos usem o computador com a freqüência que seria suficiente para fins educacionais? Nossos professores são capacitados para o uso do computador como ferramenta educacional? Temo que a resposta para essas questões não nos permitam ficar tão eufóricos. Percebam que não estou querendo dizer que não devamos perseguir o objetivo de levar Internet às escolas. Só que quero esclarecer que sempre que penso no “levar a Internet para as escolas” gosto de adicionar o “com fins educacionais”. Usar a Internet de per si não me parece uma atividade que requer ensino e deva estar em currículos escolares. Os jovens aprenderão a fazer isso em casa, em cyber cafés, clubes, na casa de amigos ou seja aonde for pela simples razão de que a web, principalmente através das redes sociais, se tornou uma nova forma de se comunicar (Orkut que o diga). Gosto sempre de dar exemplo de como seria interessante ter uma aula de geografia usando o Google Maps e o Google Earth. Fazer zooms em países, cidades, capitais, montanhas, calcular distâncias, verificar quem é vizinho de quem. Todos esses conceitos podem ser explorados de forma dinâmica e interativa. No entanto, um exemplo simples como esse seria dificílimo de ser implementado na maioria de nossas escolas com acesso a Internet (mesmo nas escolas privadas). Os professores não têm o domínio do computador, muitos não sabem nem o que é Google Earth, não há computadores suficientes para todos os alunos de todas as turmas de Geografia das escolas (e olhe que estou só na geografia), não há infra-estrutura de aterramento elétrico para instalar os computadores, a banda de transmissão de dados não é suficiente para ter vários acessos do Google Earth ao mesmo tempo, ufa! Vou parar por aqui. O fato é que esses problemas vão sempre ficando para depois e continuamos bradando que estamos batendo recordes de escolas ligadas a Internet. O presidente da FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico), prof. Tarcísio Pequeno, tem mencionado que recentes avaliações sobre a qualidade dos alunos públicos, mostram que alunos de escolas com acesso a Internet não apresentaram rendimento superior aos que estudam em locais onde o acesso não existe (aliás, os rendimentos foram muitas vezes piores!). Em resumo, não quero ser muito amargo sobre a questão (mais do que já fui?!), mas talvez se tivéssemos uma campanha do tipo: "levemos o acesso garantido do aprendizado da tabuada e da redação às escolas", aí sim, me sentiria mais confortável em alimentar expectativas de bons resultados educacionais.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Motivation and Goals of WikiCrimes

WikiCrimes has now an english version (as well as a portuguese one). Just reminding the main goals and motivations. The debate on the credibility of criminal data currently being supplied to society by law enforcement agencies is growing more heated every day. The traditional mechanism of data-gathering for which such agencies are responsible ends up giving them a monopoly over the handling of information on criminal occurrences, which is not always in keeping with the precept of transparency and public availability of information required by a democratic system. Allied to that, the limitations to provide high-quality public services, tend to provoke a feeling of disbelief among the populace which, in turn, contributes toward the low rate of reporting such occurrences: the so-called underreporting effect. Research conducted with victims of crime has shown that underreporting may, in densely-populated areas, is always there. The result of this can be disastrous in terms of formulation of public policies and especially in the planning of police actions, in view of the fact that the official criminal mapping may reflect a trend that is quite unlike what is actually occurring in real life. WikiCrimes intends to change the traditional logic of handling information on crimes that have already occurred, and considers that such a change is up to the citizens themselves. It is based on the principle that with adequate support, citizens will be capable of deciding how and when historical information on criminal occurrences can be publicized. WikiCrimes aims to be this support. It draws inspiration from the collaborative form of working on the Web, popularly exemplified today by the online encyclopedia Wikipedia. The idea is that the total mapping of crimes in a geographical area can be done, in a collaborative manner, directly by citizens. Consequently, data stemming from this participatory mapping will be automatically available for consultation and access by everyone, to use as they see fit. WikiCrimes also opens possibilities for conducting victimization studies that are more comprehensive and less costly than those being done at the present. Finally, we hope that it can serve as a tool for use by the public agencies themselves in the formulation of public safety policies and, in particular, by police forces in their activities of analysis and planning. Comparisons among the criminal maps produced by WikiCrimes with those produced by the law enforcement agencies, for example, may bring new knowledge about the dynamic of crime.